Navegando por Assunto "Acesso aos serviços de saúde"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Cuidado ao paciente com Doença Renal Crônica no nível primário: pensando a integralidade e o matriciamento(2012-11) PENA, Paulo Félix de Almeida; SILVA JÚNIOR, Aluísio Gomes da; OLIVEIRA, Paulo de Tarso Ribeiro de; MOREIRA, Gracyelle Alves Remigio; LIBÓRIO, Alexandre BragaA Doença Renal Crônica é um problema de saúde pública crescente no mundo. A detecção e o tratamento precoces reduziriam as altas taxas de morbimortalidade e os custos associados. Este trabalho buscou identificar o panorama do acesso ao cuidado a partir da conduta dos médicos da Atenção Primária à Saúde na linha de cuidado da doença. Aplicaram-se questionários para 62 médicos de família dos Centros de Saúde da Família do município de Fortaleza. Os achados apontam que a Taxa de Filtração Glomerular foi mensurada por apenas 8.1% dos médicos para pacientes diabéticos e 4.8% para pacientes hipertensos. Mais da metade dos médicos (51.2%) referenciariam o paciente apresentando redução leve/moderada da Taxa de Filtração Glomerular ao nível secundário. Por outro lado, 25.8% dos médicos não referenciariam o paciente com Doença Renal Crônica avançada ao especialista. A lacuna entre esses dois níveis da atenção implica em barreira de acesso ao usuário, podendo comprometer avanços no plano da integralidade. A criação de novos dispositivos no processo de trabalho torna-se urgente e o apoio matricial apresenta-se como proposta viável para a articulação das ações entre os níveis da atenção no cuidado do portador da Doença Renal Crônica ou seus fatores de risco.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Investigação das internações por sífilis congênita: distribuição espaço-temporal, fluxos e gastos(Universidade Federal do Pará, 2020-03-16) NERI, Débora Talitha; FERREIRA, Glenda Roberta Oliveira Naiff; http://lattes.cnpq.br/7459094802051187; https://orcid.org/0000-0002-8206-4950; ARAÚJO, Eliete da Cunha; http://lattes.cnpq.br/5906453187927460No estado do Pará a elevada incidência de diagnóstico da sífilis gestacional no terceiro trimestre de gestação e no momento do parto podem ser preditores de maior utilização de serviços hospitalares, no entanto, a falta de disponibilidade de informações sobre a magnitude e o padrão de distribuição das internações no estado, não possibilitam estimar completamente o impacto da sífilis congênita para o sistema público de saúde, principalmente nos aspectos financeiros, de acesso e suficiência de serviços de qualidade. Objetivo: Investigar as internações hospitalares por sífilis congênita no Pará, em menores de um ano de idade, de 2009 a 2018. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico, transversal, de abordagem quantitativa. Os dados foram coletados no Sistema de Informação Hospitalar e Sistema de Informação de Nascidos Vivos. Foram realizadas análises descritivas das taxas de internação, letalidade, mortalidade e proporção de gastos. Análises temporais, espaciais e mapeamento dos fluxos de internações por sífilis congênita. Os programas Minitab 18®, Joinpoint®, versão 4.7.0.0, Terraview 4.2.2, Tabwin 4.1.5 e ArcGis 10.3.1 foram usados nas análises do estudo. Resultados: Foram registradas 6.487 internações por SC, nos 10 anos estudados, com maior frequência no período neonatal precoce, 94% (6.096) dos casos. A taxa bruta de internação por SC no Pará apresentou tendência crescente significativa com variação percentual anual de 11,9%. Apesar do crescimento no número de casos e na taxa bruta de internação, houve redução na taxa de letalidade. As internações por SC registradas resultaram em um gasto ao SUS de R$ 6.014.782,17, sendo R$ 927,20 a média de gasto das internações. A análise espacial indicou autocorrelação espacial direta no padrão alto-alto nos dois períodos. Quanto ao fluxo, a Metropolitana I foi a única que atendeu na própria região todas as internações de seus residentes. Assim como, teve a maior absorção de internações oriundas de outras regiões e saldo positivo. Conclusão: Os resultados aqui apresentados evidenciaram um crescimento significativo na taxa de internação por SC no Pará, em diversas regiões e em todas as macrorregiões de saúde, com aumento proporcional dos gastos. Apesar das falhas na atenção primária a saúde, houve melhoria na qualidade da atenção terciária. O mapeamento das redes e dos fluxos assistenciais apontou a predominância de IH ocorridas no mesmo local de residência do internado. No entanto, demonstrou diferenças na organização e cumprimento dos fundamentos da Rede Cegonha, no âmbito das regiões de saúde e macrorregiões, sendo a Macrorregião I a que mais conseguiu garantir a resolubilidade da atenção à saúde hospitalar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Perspectivas de adolescentes e cuidadores sobre saúde mental e serviços(Universidade Federal do Pará, 2011-03) RODRIGUES, Silvia Maués Santos; PEDROSO, Janari da Silva; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186Objetivo: analisar os conceitos e percepções que adolescentes e seus cuidadores possuem sobre saúde mental e serviços de saúde em seu contexto ecológico e investigar as barreiras de acesso à assistência à saúde mental vivenciadas. Método: trata-se de estudo exploratório e analítico em amostra de conveniência obtida no período de outubro de 2009 a junho de 2010, com 100 adolescentes e 100 cuidadores, no município de Belém-PA, em dois contextos clínicos públicos, sendo um ambulatório especializado em saúde mental e um geral e dois contextos escolares, sendo um público e um privado. Utilizou-se questionários estruturados, para investigar diferentes dimensões envolvidas nas temáticas saúde, família, bem-estar e condições de vida, seguidos de análise estatística, com técnicas de análise da variância e correlacional. Resultados: a média das idades dos adolescentes foi de 14,47 (DP 1,90) anos, sendo 58% feminino; o tipo de problema de saúde mental relatado pela maioria foram problemas na escola (21,9%); o profissional mais frequentemente procurado foi o psicólogo (59,4%). No que tange as concepções de saúde mental, adolescentes e cuidadores deram importância ao comportamento de abster-se de drogas; quanto às concepções de doença mental, ambos, conceberam como algo a ser considerado com seriedade; ambos concordaram que a religião contribui para a saúde/doença mental e revelaram a primazia da mãe na busca de ajuda; no que tange as estratégias de coping os adolescentes lidavam de forma semelhante com os problemas de saúde mental em suas vidas; adolescentes e cuidadores possuíam uma visão estigmatizada do profissional de saúde e temores de discriminação principalmente pelos pares; quanto ao tratamento real ou imaginado ambos revelaram concepções favoráveis das terapias como fonte de ajuda e espaço privilegiado para expressar a própria opinião e em qualquer dos casos, a mãe revelou-se como a principal pessoa a contribuir na busca de ajuda especializada. As variáveis que revelaram a procedência das concepções sobre saúde/doença mental e as estratégias empregadas na manutenção da saúde mental da família mostraram diferenças entre os contextos investigados; no que tange ao auto conceito, os adolescentes da escola privada mostraram maior auto-congruência entre o self real e o ideal comparativamente os demais contextos; os cuidadores revelaram auto-congruência maior na escola pública. Quanto às perspectivas que o adolescente tem sobre a família revelaram identificações reais mais frequentes nos quatro contextos com a mãe, seguidas da avó/avô; quanto aos modelos de identificação familiar nos contextos clínicos e escola privada é maior com a mãe; na escola pública é maior com o pai; foi observado discrepância da perspectiva do cuidador acerca do conceito sobre o adolescente. Para a maioria dos adolescentes e cuidadores as condições de saúde foram classificadas de "boas" a "excelentes". A auto-avaliação do bem-estar dos adolescentes na amostra geral mostrou que, em sua maioria, sentiam-se muito satisfeitos, totalmente cheios de energia, divertiam-se e tiveram boa relação com os professores; na visão dos cuidadores, a maioria de seus adolescentes sentiam-se muito satisfeitos com a vida, utilizavam seu tempo livre divertindo-se com amigos e deram maior importância aos sentimentos de bem-estar com relação ao desempenho físico. Conclusões: são evidenciadas as semelhanças e diferenças entre adolescentes e cuidadores nas amostras clínicos e escolares que podem subsidiar ações preventivas de saúde contextualizadas para a cidade de Belém.
