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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Das películas às páginas: o indígenas (en)cena
    (Universidade Federal do Pará, 2021-02-26) CRUZ, Nathália da Costa; LEAL, Izabela Guimarães Guerra; http://lattes.cnpq.br/2507019514021007; FARES, Josebel Akel; NUNES, Paulo Jorge Martins; NASCIMENTO, Maria de Fátima do; CHAGAS, Angela Fabiola Alves; http://lattes.cnpq.br/1177199217893227; http://lattes.cnpq.br/4987306548638650; http://lattes.cnpq.br/6007359856182459; http://lattes.cnpq.br/2172763060506928; https://orcid.org/0000-0003-2384-0582; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0002-4925-1711
    A Coleção Um Dia na Aldeia, realização do projeto Vídeo nas Aldeias em parceria com a extinta editora Cosac Naify e patrocínio da Petrobras, é composta por seis livros-adaptações feitos a partir de seis documentários filmados nas comunidades indígenas no Brasil – Wajãpi, do Amapá; Ikpeng, no Parque Indígena do Xingu, ao norte do Mato Grosso; Panará, da divisa entre os estados do Pará e Mato Grosso, Kisêdjê, também no Parque Indígena do Xingu; Ashaninka, na Amazônia peruana, no Acre; e Mbya-Guarani, no Rio Grande do Sul. Destarte, esta tese objetiva investigar as aproximações e dissonâncias entre os processos de criação das diferentes versões midiáticas em tela – os filmes (produzidos por cineastas indígenas ou com a colaboração dos oficineiros do projeto nas aldeias) e os livros ilustrados (produzidos por não indígenas) – de modo a compreender as questões relacionadas às adaptações desses filmes para a literatura. Para tal empreitada, o texto foi dividido em cinco seções principais, que tratam desde a origem do projeto Vídeo nas Aldeias aos meandros da criação da Coleção Um Dia na Aldeia. As análises intentam explicitar e informar o que embasa cada uma dessas histórias. O que a Coleção Um Dia na Aldeia revela sobre a perspectiva do pensamento indígena? Quem são as adaptadoras e ilustradoras e quais as suas relações com os povos indígenas? Por que as adaptações são direcionadas ao público infantil e juvenil? Como as adaptadoras conciliam as imagens dos indígenas dos vídeos para os livros? Quando as obras foram publicadas e por quais meios e editoras? Em que contexto surgem as adaptações de filmes indígenas para a literatura? Cada adaptação traz consigo não somente um conteúdo estético, mas também um complexo e singular conteúdo identitário e cultural. As obras da Coleção Um Dia na Aldeia, ao trazerem os indígenas como protagonistas das histórias, desde as películas dos filmes às páginas dos livros, oferecem uma abertura para se pensar tanto o processo adaptativo, quanto o literário, neste maravilhoso intercâmbio de signos, mídias e culturas.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    O discurso do Infilmável: formas de pensar a adaptação entre literatura e cinema
    (Universidade Federal do Pará, 2023-09-11) LOUREIRO JUNIOR, João Pereira; SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto Nascimento; http://lattes.cnpq.br/3263239932031945; https://orcid.org/0000-0003-0552-4295
    A presente tese reflete sobre o discurso do infilmável a partir da representação da impossibilidade no processo tradutório entre a literatura e o cinema, utilizada como potencial justificativa para evidenciar um suposto impedimento estético na relação interartística entre o literário e o fílmico. Para discutir sobre as formas de pensar a adaptação a partir dessa perspectiva, partimos do pressuposto de que o infilmável revela a conflitiva relação entre o que se propõe a ser feito (a partir de mecanismos e recursos construídos na confecção do roteiro) e o que se materializou como produto adaptado. Isso se dá através de um intenso processo de busca pelo filme e de encontrar soluções para assumir a particularidade da obra cinematográfica, que no filmável, se encontra enquanto infilmável, pois toda tradução cinematográfica é uma possibilidade, um desejo de transformar a criação estética em uma linguagem em todo seu potencial imagético. Para analisar a constituição dos discursos do infilmável, recorremos a diversos marcos teóricos no campo da adaptação que nos ajudaram na pesquisa. Para discutir construções relacionais em torno do jogo literatura, cinema e tradução, recorremos a autores como Borges (2007), Benjamin (2008), Llosa (2004), Cândido (1972), Adorno (1970), Bernardet (1985). Quando discutimos o infilmável, partindo de uma perspectiva conceitual, etimológica, semântica, linguística e histórica, até alcançar os lugares de fala que alimentam o termo, utilizamos autores como Stam (2008), Avellar (2007), Bazin (1991). Para fundamentar nossas leituras sobre tradução, adaptação e outros conceitos correlatos, propomos um diálogo com Figueiredo (2010), Sanchez Noriega (2001), Plaza (2003), Seger (2007), Hutcheon (2013). No sentido de potencializar nossa discussão, analisamos algumas adaptações de filmes/séries de TV, baseados em Dom Quixote de Miguel de Cervantes, usamos como aporte teórico estudiosos como León (2015); Hidalgo e Arruda (2020), Morell (2022) Silva (2016), Johnson (2003). Como apontamento conclusivo para a delimitação discursiva que nos propomos investigar, esta tese demarca sua posição no campo da tradução/adaptação entre cinema e literatura, evidenciando a fragilidade de um discurso em torno do infilmável que se potencializa no espaço do senso comum, pela imposição discursiva de uma impossibilidade descontruída, tão logo se vê confrontada pela potência da tradução entre as fronteiras que abarcam o literário e o fílmico e seu eterno devir.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O financiamento climático para cidades amazônicas: análise da prontidão e vulnerabilidade frente a eventos extremos de inundação
    (Universidade Federal do Pará, 2021-06-07) RODRIGUES, Géssica dos Santos; SZLAFSZTEIN, Cláudio Fabian; http://lattes.cnpq.br/1348005678649555; https://orcid.org/0000-0002-2855-2056
    As mudanças do clima causam preocupações devido aos impactos materiais e imateriais que atingem a sociedade. As cidades estão mais expostas a estes impactos, pois concentram pessoas e serviços essenciais, como hospitais, bancos, escolas, entre outros. A adaptação e mitigação das mudanças do clima nas cidades são um meio de enfrentamento dos impactos, contudo requerem investimentos financeiros que podem ser oriundos de órgãos públicos, privados ou fundos climáticos. O financiamento climático é um tema importante no debate sobre mudanças do clima, pois visa a concentração de investimentos financeiros que sejam direcionados a países ou cidades para auxiliar na elaboração e implementação de medidas adaptativas ou mitigatórias frente às mudanças do clima. Contudo, o acesso ao financiamento climático ainda é restrito devido a fatores como, capacidade técnica ou organizacional, e, cenários de vulnerabilidade social e estrutural das partes interessadas. Outro fator restritivo de acesso é que as fontes de financiamento possuem recursos financeiros limitados. Mediante a isto, as fontes financiadoras necessitam de critérios para selecionar os receptores de financiamento, um destes envolve o cenário de prontidão e vulnerabilidade dos requerentes. A modificação do clima e a acentuação de eventos extremos também têm impactos na Amazônia, sendo assim ações visando sua preservação e conservação sempre foram interesse global público e privado. As cidades amazônicas também sofrem com os impactos das mudanças do clima, portanto a inserção destas nos debates envolvendo as mudanças do clima e o financiamento climático é de suma importância para promover o seu desenvolvimento aliado ao enfrentamento dos danos adversos das mudanças do clima. Diante disto, a pesquisa objetiva elucidar o cenário de financiamento climático para as cidades amazônicas e os níveis de adaptação destas considerando a vulnerabilidade e a prontidão. Sendo assim, a metodologia para o cenário de financiamento climático das cidades amazônicas utiliza etapas de busca, tratamento e análise de dados de projetos financiados por instituições e fundos climáticos. Para os níveis de adaptação utiliza-se como base metodológica as proposições utilizadas por Notre Dame Environmental Change Initiative no projeto Notre Dame Global Adaptation Initiative (ND GAIN) conhecidas como Country Index e Urban Adaptation Assessment visando à formulação do Índice do Nível de Adaptação das Cidades Amazônicas diante de eventos extremos de inundação.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Literatura nas redes da Pós-modernidade: a adaptação de Dois irmãos, de Milton Hatoum, em quadrinhos
    (Universidade Federal do Pará, 2019-02-28) FERREIRA, Fabrício de Miranda; CASTILO, Luís Heleno Montoril del; http://lattes.cnpq.br/3519128535996125
    As adaptações estão relacionadas às revoluções tecnológicas que marcaram as expressões culturais do mundo contemporâneo. Nesse contexto, da arte denominada pós-moderna, de múltiplas vozes e signos, intensificou-se a prática da adaptação, tornando-se recorrente. Assim, podemos observar a intertextualidade na adaptação: o texto baseia-se em outros textos para se criar, existindo completamente por meio de uma relação intertextual com os primeiros. Dessa forma, uma análise dessa adaptação levaria em conta as relações de intertextualidade que a adaptação tem com a obra adaptada, e como a adaptação em quadrinhos recria essas relações por meio de sua linguagem própria, no caso, a linguagem dos quadrinhos. Nesse sentido, esta pesquisa partiu do seguinte questionamento: se a adaptação é um processo cujo produto é uma obra autônoma e carregada de novos significados, como a literatura é reinterpretada e recriada na adaptação para os quadrinhos, no contexto da arte pós-moderna? Portanto, o objetivo desta pesquisa é analisar a adaptação do romance Dois Irmãos, de Milton Hatoum, como um produto formal e como um processo de reinterpretação e recriação de uma obra literária no contexto da arte pós-moderna. Por fim, esta pesquisa proporcionou reflexões sobre a adaptação de uma obra literária e seu lugar na problemática da arte contemporânea, partindo da análise das relações dialógicas intertextuais que se estabelecem entre o literário e os quadrinhos no processo de adaptação.
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