Navegando por Assunto "Adaptative Behavior"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Comunicação Familiar e Comportamento Adaptativo no Contexto de Famílias de Crianças com Deficiência(Universidade Federal do Pará, 2024-10-08) DOURADO, Carolina Moraes; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; CASADO, Carla de Cássia Carvalho; MENDONÇA, Julia Scarano de; LIMA, Mayara Barbosa Sindeaux; FREIRE, Sandra Elisa de Assis; http://lattes.cnpq.br/7836418506338392; http://lattes.cnpq.br/4361732982560734; http://lattes.cnpq.br/4395487796270894; http://lattes.cnpq.br/8475952514035497; https://orcid.org/0000-0002-8849-7319; https://orcid.org/0000-0003-1461-3759O objetivo geral da presente tese foi investigar as variáveis de comunicação familiar para a resolução de problemas e comportamento adaptativo de crianças com deficiência, a fim de relacioná-las entre si. Para o alcance desta finalidade, propôs-se a construção de três estudos interdependente. O primeiro intitulado “Comunicação em famílias de pessoas com deficiência: revendo de modo integrativo a literatura” teve como objetivos caracterizar as pesquisas sobre comunicação familiar e identificar os instrumentos utilizados no contexto de famílias de pessoas com deficiência. Foram investigadas as bases de dados: Portal de Periódicos CAPES/MEC, Medline/Pubmed, BVS, Scielo, LILACS, ERIC e APA-psycnet. A busca resultou em 20 estudos para análise. Os resultados indicaram que 60% dos estudos foram publicados entre 2016 e 2018, com 85% dos participantes sendo cuidadores de pessoas com deficiência. Além disso, 30% das pesquisas foram realizadas na América do Norte, e 90% dos estudos adotaram abordagens quantitativas. Os instrumentos mais frequentemente utilizados foram o Family Adaptability and Cohesion Evolution Scale (FACES III), Family Assessment Device Agreement Scale, e Family Problem Solving Communication (FPSC). Conclui-se que instrumentos que avaliam a comunicação familiar para o contexto de famílias de pessoas com deficiência são escassos no âmbito nacional, apesar de presente em outras nacionalidades. O segundo estudo com o título “Adaptação e Validação do Family Problem Solving Comunnication Index Para o Contexto Brasileiro” Este estudo teve como objetivo adaptar transculturalmente e validar o instrumento Family Problem Solving Communication Index (FPSCI) para o contexto brasileiro. Tratou-se de um estudo metodológico envolvendo 156 pais de crianças com deficiência, além de tradutores e comitês de pesquisadores. Utilizaram-se um inventário sociodemográfico e o FPSCI. Os dados foram analisados quanto à estrutura e adequação dos itens. A validação foi realizada por meio de Análises Fatoriais Confirmatórias, utilizando o método de estimação Robust Diagonally Weighted Least Squares no software JASP. Os resultados mostraram congruência semântica e cultural na adaptação do FPSCI e validade psicométrica aceitável, com Alfa de Cronbach de 0,85 (95% I.C. [0,81-0,88]) e Ômega de Mcdonald's de 0,86 (95% I.C. [0,82-0,89]). A estrutura do instrumento foi unidimensional, sendo necessária a redução de 10 para 7 itens. Conclui-se que os resultados indicaram que o FPSCI foi adequadamente adaptado e validado para o contexto brasileiro, apresentando dados psicométricos confiáveis para sua aplicação. O terceiro estudo foi intitulado “Comunicação Familiar e Comportamento Adaptativo de Crianças Com Deficiência”. O estudo teve como objetivo relacionar a comunicação familiar, o comportamento adaptativo de crianças com deficiência e as características familiares. Participaram da pesquisa 81 responsáveis e suas crianças. Foram utilizados instrumentos para caracterizar a população (ISD), avaliar a comunicação familiar (FPSCI) e o comportamento adaptativo das crianças (DABS). Os dados foram analisados no software SPSS (versão 20), aplicando o teste Qui-quadrado para avaliar a relação entre variáveis sociodemográficas e comunicação familiar, e o teste de Spearman para examinar a correlação entre comunicação familiar e desenvolvimento adaptativo (p<0,05). Os principais resultados indicaram que o grau de parentesco e o rendimento familiar apresentam significância estatística, sugerindo uma relação com a comunicação familiar em situações de resolução de conflitos. Foi identificada uma correlação moderada entre a comunicação familiar para solução de problemas (FPSCI) e o desenvolvimento adaptativo nas áreas conceitual e social, enquanto a correlação foi mais fraca em relação ao desenvolvimento adaptativo prático. Como contribuição da pesquisa adiciona-se ao estudo sobre famílias de pessoas com deficiência, com as evidências empíricas sobre a relação entre comunicação familiar e o comportamento adaptativo de crianças, sobretudo das dimensões conceitual e social, até o momento não evidenciada na literatura.
