Navegando por Assunto "Adolescentes Institucionalizados"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Instituições de acolhimento e adolescentes institucionalizados: imagens sociais de profissionais da educação(Universidade Federal do Pará, 2021-12-22) PRAIA, Ana Letícia da Costa; CRUZ, Dalízia Amaral; http://lattes.cnpq.br/2028692502085786; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; COSTA, Amanda Cristina Ribeiro da; CRUZ, Edson Júnior Silva da; http://lattes.cnpq.br/9334603555223473; http://lattes.cnpq.br/0227617708373838As imagens sociais correspondem a uma forma de classificação de indivíduos a partir da construção de teorias sobre eles ou sobre seu modo de comportamento. Observa-se, na literatura, que as imagens sociais tendem a ser mais negativas quando associadas a adolescentes que vivem em instituições de acolhimento, marcadas por estigmas sociais. Diante disso, esta dissertação teve como objetivo investigar as imagens sociais atribuídas a instituições de acolhimento e a adolescentes institucionalizados por profissionais da educação, a partir a compreensão acerca da cultura da institucionalização de crianças e adolescentes no Brasil. Para a coleta de dados, utilizou-se um formulário aberto que tem como objetivo investigar as imagens de crianças, adolescentes e famílias com filhos em acolhimento institucional, em particular aqueles com status socioeconômicos baixo e médio. Devido a pandemia da Covid-19, a coleta foi realizada virtualmente por meio de uma versão online desse instrumento acessado pela plataforma Survey Monkey. A análise dos dados foi processada pelo software IRaMuTeQ, optando-se pela análise prototípica para este estudo. Trata-se de uma das técnicas mais difundidas para caracterização estrutural de uma representação social. Participaram desta pesquisa 81 profissionais da educação (jovens e adultos) com idade entre 24 e 55 anos, atuando em escolas e outras unidades educacionais públicas da região metropolitana de Belém e de outros municípios, sendo a maioria do sexo feminino (60%), com ensino superior (91%), professores (74%), e referiu já ter tido contato com adolescentes em acolhimento institucional (74%). Entre os resultados, quando o estímulo indutor foi “adolescente em acolhimento” as características respondidas com maior frequência foram: triste (34), carente (23), revoltado (17), abandonado (9), apontando assim para o predomínio de imagens sociais de valência negativa. Ressalta-se que, mesmo com baixa frequência, também características de valência positiva foram apontadas pelos participantes: esperançoso (09) e carinhoso (03). Em outro momento, quando o estímulo indutor utilizado foi “instituições de acolhimento para adolescentes”, as características com maior frequência foram: acolhedora (24), estruturada (11), segura (08), estas características sugerem que, quando associadas às instituições de acolhimento, as imagens sociais são, significativamente, mais positivas. A realização deste estudo permitiu alcançar o objetivo desta dissertação, bem como, tornou possível compreender a relação estabelecida entre a escola e as instituições de acolhimento sob uma perspectiva sistêmica, apoiada em constructos da Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano. Neste sentido, torna-se necessário estreitar a relação mesossistêmica entre a escola e a instituição de acolhimento, para que seja possível refinar a extensão e natureza do conhecimento; e das atitudes existentes nos ambientes, um em relação ao outro. Dessa forma, será possível desenvolver ações eficientes na desconstrução de imagens sociais negativas acerca de adolescentes em acolhimento institucional. Sendo assim, assume-se que as mudanças das imagens sociais reproduzidas por profissionais da educação, dentro e fora dos ambientes escolares, ocorrerão após o entendimento e conhecimento sobre o que é, realmente, um serviço de acolhimento institucional para adolescentes, como esta instituição se caracteriza e se posiciona frente as mazelas da nossa sociedade, e com a valorização pessoal e empoderamento de vivências diferentes e histórias de vidas plurais de crianças e adolescentes institucionalizados.
