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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Adolescentes em acolhimento institucional: imagens sociais e o direito à convivência comunitária
    (Universidade Federal do Pará, 2019-07-15) CRUZ, Dalízia Amaral; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; MORAIS, Normanda Araujo de; DELL'AGLIO, Débora Dalbosco; CRUZ, Edson Júnior Silva da; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/7749901045609610; http://lattes.cnpq.br/6343989319484265; http://lattes.cnpq.br/0227617708373838; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; https://orcid.org/0000-0003-3156-4688
    Esta tese analisou as imagens sociais atribuídas a adolescentes atendidos em serviços de acolhimento institucional e suas implicações para a efetivação do direito à convivência comunitária. E para responder a este objetivo, quatro estudos foram realizados, a partir de delineamentos metodológicos diversos, porém, tematicamente relacionados. No primeiro estudo foi realizada uma revisão integrativa da literatura científica, cujo objetivo foi investigar as representações sociais de adolescência, com atenção às imagens sociais, subjacentes a tais representações, do adolescente em diferentes contextos. A busca realizada considerou estudos nos idiomas português, inglês e espanhol, publicados no período de 2000 a 2016 e as bases de dados eletrônicos utilizadas foram Bireme (SCielo, Lilacs), Latindex, Psycinfo, Scopus e Web of sciences. Os principais resultados evidenciaram uma concepção naturalizante e universal de adolescência, apreendida como semipatológica, caracterizada pela crise e desequilíbrio; como fase de transição da infância para a vida adulta, enquanto condição biológica. Além disso, verificou-se sentidos de ancoração das representações no contexto da doutrina da situação irregular, principalmente, quando se tratou do adolescente em conflito com a lei. Emergiram também representações sociais da adolescência associadas à violência e à condição de pobreza. Dentre as imagens sociais, subjacentes às representações sociais tem-se perigoso, ameaçador, descontrolado, rebelde, imaturo, fraco, incompleto, entre outros. O segundo estudo teve como objetivo discutir de que forma as “Orientações Técnicas para os Serviços de Acolhimento de Crianças e Adolescentes” abordam o tema da convivência comunitária. Entre os principais resultados, a convivência comunitária é apresentada como um direito fundamental, estreitamente ligada ao contexto da família, tratando-se de uma relação imperativa. A família aparece como foco central de atenção para a garantia da convivência comunitária e provisoriedade do serviço. O documento também destaca a importância da utilização dos equipamentos disponíveis na comunidade pelas crianças e adolescentes, de ações de fortalecimento dos vínculos sociais, além de alguns princípios que devem nortear o trabalho nos serviços de acolhimento. O terceiro estudo descreveu as imagens sociais atribuídas ao adolescente em acolhimento institucional, a partir das relações de vizinhança relatadas por educadores e adolescentes acolhidos. Participaram desse estudo cinco educadores (quatro do sexo feminino e um do sexo masculino, na faixa etária de 54 a 60 anos) e cinco adolescentes (quatro do sexo feminino e um do sexo masculino, na faixa etária de 12 a 16). Os principais resultados sugeriram interação entre os acolhidos e os vizinhos no Serviço 1. Ao contrário, observou-se uma dificuldade na interação dos acolhidos e profissionais com o contexto da vizinhança no Serviço 2 e no Serviço 3. A expectativa dos participantes para as imagens sociais dos vizinhos a respeito dos adolescentes esteve relacionada à periculosidade e emergiram a partir da experiência direta ou indireta entre os adolescentes e os vizinhos. Verificou-se, ainda, que os profissionais tentam desmistificar as imagens sociais que os vizinhos apresentam. Quanto aos educadores, estes apresentaram imagens sociais objetivadas a partir da ideia de família como contexto de risco. Na contramão desse discurso, as imagens sociais que emergiram do discurso dos adolescentes foram mais positivas (dedicadas, respeitosas, inteligentes, fofos, legais). Por fim, a imagem social também foi sugerida a partir da ideia do impacto que o serviço de acolhimento tem no afastamento da família e da comunidade de origem, em que o adolescente foi descrito pelos educadores como privado dos cuidados imediatos da família e da convivência espontânea com a comunidade. Finalmente, o quarto estudo objetivou descrever as imagens sociais atribuídas ao adolescente em acolhimento institucional, mas partir da relação de vizinhança relatada por moradores vizinhos aos serviços. Participaram desse estudo 100 vizinhos (adultos e jovens), ambos os sexos, de três serviços de acolhimento na região metropolitana de Belém-Pa, com idade entre 16 e 85 anos (M= 41,5, DP= 17,1), a maioria era do sexo feminino (67%), solteira (66%), com ensino médio (58%) e 72% não teve contato com adolescentes em situação de acolhimento institucional. Os resultados indicaram que para o adolescente institucionalizado, as médias significativamente mais altas predominaram em atributos de valência negativa, tais como: agressivo (M=4,04), baixa autoestima (M=4,28), carente (M=4,32), com problemas (M=4,68), frustrado (M=4,22), inseguro (M=4,03), revoltado (M=4,65), traumatizado (M=4,49), triste (M=4,31) e vulnerável (M=4,57). Verificou-se que quanto mais positiva for descrita a relação de vizinhança mais positivas tendem a ser as imagens sociais atribuídas aos adolescentes nesse contexto. A realização dos quatro estudos permitiu alcançar o objetivo da tese, a partir de uma abordagem ampliada do fenômeno, permitindo reunir argumentos teóricos e evidências empíricas para a compreensão do fenômeno das imagens sociais e da convivência comunitária. Nesse sentido, defende-se a tese de que a fragilidade da relação entre os serviços de acolhimento institucional e a vizinhança reforça imagens sociais negativas e dificulta o exercício da convivência comunitária.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Características do ambiente escolar associadas à prática de educação física e ao deslocamento ativo em adolescentes de Belém-PA: um estudo multinível
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) SOUZA, Naicha Stefanie Félix; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576
    Compreender como as características do ambiente escolar influenciam os comportamentos de atividade física dos adolescentes é essencial para o desenvolvimento de intervenções direcionadas. O objetivo deste estudo foi investigar as associações entre as características do ambiente escolar e os níveis de prática nas aulas de Educação Física (EF) e deslocamento ativo para a escola. Trata-se de um estudo transversal com amostragem de múltiplos estágios, envolvendo 1.719 adolescentes de 46 escolas de ensino médio, públicas e privadas, no município de Belém-PA. O tempo gasto nas aulas de EF e o deslocamento ativo na última semana foi autorrelatado com base no questionário da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. As características do ambiente escolar foram obtidas por meio de questionários respondidos pelos gestores escolares e visitas de observação dos pesquisadores. Modelos de regressão binomial negativa inflacionada de zeros foram utilizados para lidar com a superdispersão e o excesso de zeros nos dados. Os resultados indicaram que a maioria dos estudantes (55,0%) não participava de aulas práticas de EF, com apenas 37,6% relatando 30 minutos ou mais de atividade por semana. Quanto ao deslocamento ativo, aproximadamente um terço dos adolescentes (34,6%) não realizava esse tipo de deslocamento. Na parte logit dos modelos ajustados, os fatores associados à redução das chances de não participação nas aulas de EF incluíram um maior número de professores de EF (OR = 0,79; IC 95%: 0,71–0,87), a presença de vestiários (OR = 0,66; IC 95%: 0,54–0,83) e a acessibilidade da escola (OR = 0,68; IC 95%: 0,54–0,86). Para o deslocamento ativo, a presença de calçadas (OR = 1,34; IC 95%: 1,03–1,74) e bicicletários (OR = 1,61; IC 95%: 1,26–2,05) aumentou as chances de não engajamento, enquanto as lombadas (OR = 0,60; IC 95%: 0,43–0,82) reduziram as chances de não engajamento. Em conclusão, as características do ambiente escolar têm o potencial de diminuir a não adesão às aulas práticas de EF entre os adolescentes. No entanto, os comportamentos de deslocamento ativo podem depender de fatores além da infraestrutura, exigindo uma exploração mais aprofundada.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A dança jazz como estratégia de cuidado ao adolescente com Diabetes Mellitus Tipo 1: um relato de caso
    (Universidade Federal do Pará, 2024-02-26) DOURADO, Julyanna Nazareth da Silva; BENTO-TORRES, Natáli Valim Oliver; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X
    O Diabetes Mellitus (DM) é um distúrbio metabólico que causa hiperglicemia persistente pela produção inadequada do hormônio insulina ou pela redução na eficácia do seu mecanismo de ação. O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1), anteriormente chamado “diabetes insulinodependente” ou “diabetes de início juvenil”, responde por 5 a 10% dos casos de DM. As complicações da DM1 podem afetar as condições de vida dos adolescentes ao longo dos anos e influenciar sua qualidade de vida. O exercício físico é uma ferramenta terapêutica para o tratamento de pessoas com DM1, podendo melhorar a sensibilidade à insulina e o controle glicêmico, proporcionando a melhora da qualidade de vida, saúde mental e aptidão física. Dentre as modalidades de exercício físico, a Dança é uma opção, porém pouco estudada no contexto da DM. No presente estudo, relatamos o estudo de caso único, com o objetivo de investigar o potencial da intervenção por Dança Jazz no gerenciamento glicêmico, promoção da saúde mental, melhora da aptidão física e qualidade de vida de uma adolescente, do sexo feminino, de 12 anos, com DM1. O programa de intervenção foi composto por 24 aulas de Jazz, realizadas 2 vezes por semana, com duração de 60 minutos e intensidade moderada (65 a 75% da frequência cardíaca máxima, Polar@). Foram realizadas avaliações pré e pós intervenção (1 dia após a apresentação coreográfica), incluindo avaliação da prática de atividade física usual (Physical Activity Questionnaire for Adolescents PAQ-A), qualidade de vida (Diabetes Quality of Life for Youths - DQOLY), sintomas de ansiedade e depressão (Depression, Anxiety and Stress Scale - Short Form - DASS-21), aptidão física (força muscular de membros inferiores e superiores e medida indireta do condicionamento cardiorrespiratório), e controle glicêmico (glicemia e hemoglobina glicada). A análise textual discursiva também foi empregada para a avaliação da experiência vivida pela adolescente e sua cuidadora (CAAE: 66423922.2.0000.0017/Nº do parecer do CEP: 5.913.924). Os resultados demonstraram redução da Glicemia de Jejum (-16,02%), da HbA1c (-4,00%), da frequência cardíaca pré-teste (-24,21%) e pós-teste (- 9,56%), dos sintomas depressivos e ansiosos (-7,14%), e melhora da qualidade de vida (3,61%). Houve aumento da força muscular de membros superiores (20,00%), tempo de voo, força e potência de membros inferiores (0,27%; 1,62%; 1,70%, respectivamente). Apesar de evidências limitadas sobre o efeito da prática de dança em pessoas com DM, os dados apresentados acima indicam o potencial benéfico do Jazz no cuidado ao adolescente com DM1, assim como o relato da experiência vivida pela adolescente aponta o impacto positivo da intervenção sobre a sua rotina de autocuidado e qualidade de vida percebida. Compreendendo-se as limitações para a extrapolação de nossos resultados para a população adolescente com DM1, sendo necessário que se expanda a pesquisa para a inclusão de maior número de participantes, assim como se amplie a pesquisa sobre as modalidades de dança como parte do tratamento de pessoas com DM, visando quantificar e qualificar com mais precisão as potenciais adaptações e modificações proporcionadas a estas pessoas por meio da dança.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos de instruções e de feedback sobre adesão ao tratamento em adolescentes com diabetes tipo 1
    (Universidade Federal do Pará, 2019-10-25) MOREIRA, Alana dos Anjos; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; FERREIRA, Eleonora Arnaud Pereira; http://lattes.cnpq.br/6600933695027723; MALERBI, Fani Eta Korn; CARVALHO, Ana Emília Vita; SILVA, Lúcia Cristina Cavalcante da; FELÍCIO, Karem Miléo; http://lattes.cnpq.br/3830071371442519; http://lattes.cnpq.br/1981562999898097; http://lattes.cnpq.br/8741571562932895; http://lattes.cnpq.br/5289063715182942; https://orcid.org/0000-0002-0514-5597; https://orcid.org/0000-0002-2115-7897; https://orcid.org/0000-0002-0631-9077
    O diabetes mellitus Tipo 1 (DM1) é uma doença metabólica, diagnosticada principalmente na infância e adolescência, caracterizada pela perda da capacidade do pâncreas em produzir insulina, a qual produz um aumento da glicemia levando a complicações agudas e crônicas. O tratamento exige do paciente a emissão diária de um conjunto de comportamentos (como mensurar a glicemia, aplicar insulina, seguir um protocolo alimentar e praticar regularmente atividade física), os quais exigem alto custo de resposta do paciente, demandando o apoio da família e de procedimentos que promovam a adesão. Esta pesquisa foi realizada por meio de dois estudos. Estudo 1: Descritivo com delineamento transversal, investigou a relação entre apoio familiar, conhecimento acerca do diabetes e comportamentos de adesão ao tratamento. Treze adolescentes com DM1 responderam a um Roteiro de entrevista sobre a rotina do tratamento, ao Inventário de apoio familiar ao tratamento e à Escala de conhecimentos sobre diabetes DKN-A. Os testes estatísticos mostraram que houve correlação positiva entre o apoio familiar (p-valor 0,004), o conhecimento a respeito do diabetes (p-valor 0,013) e relatos sobre a emissão de comportamentos de adesão ao tratamento, independentemente do tempo de diagnóstico ou da idade dos participantes. Estudo 2: O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos do uso exclusivo de instruções (apresentadas por meio de um tutorial de educação em diabetes via web) e os efeitos do uso combinado de instruções com feedback (a partir do uso do aplicativo Glic para smartphone) sobre o comportamento de adesão ao tratamento em adolescentes com DM1, tendo como condição controle (linha de base) a rotina de um ambulatório de endocrinologia. Participaram cinco adolescentes com DM1 atendidos em um hospital universitário (HU). Os dados foram coletados no HU e na residência do participante. Os instrumentos utilizados foram: Roteiro de Entrevista sobre a rotina de tratamento, Escala de Conhecimentos sobre Diabetes (DKN-A), Protocolo de análise de prontuário, Recordatório 24 horas, Tutorial de Educação em DM1, Aplicativo Glic e Protocolo para avaliação do Glic. Os participantes foram expostos individualmente ao delineamento: A (linha de base), seguido de B (instruções via tutorial), depois C (instrução e feedback via Glic), retornando para B e repetindo C, mais Follow-up. A coleta de dados consistiu em 33 encontros gravados em áudio e com intervalo médio de três dias. Os resultados mostraram que independentemente do tratamento em vigor, se instrução via Tutorial ou se instrução com feedback via aplicativo Glic, nenhum participante apresentou aumento significativo nos índices de adesão ao tratamento em todas as classes de comportamento-alvo analisadas neste estudo. Observou-se que, a depender do tratamento, os resultados mostraram benefícios ou mesmo prejuízos em alguns dos comportamentos alvo. Apesar de os participantes passarem longos períodos expostos a smartphones, verificou-se uma baixa adesão desta tecnologia como um auxiliar no tratamento do diabetes. Recomenda-se a capacitação dos profissionais de saúde para o uso de recursos multimídia e a investigação da relação entre habilidades sociais de enfrentamento e adesão ao tratamento em adolescentes com DM1.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Redes sociais via estrutura social cognitiva em adolescentes de uma turma do ensino médio
    (Universidade Federal do Pará, 2021-06-17) GODINHO, Rejane Célia de Souza; PONTES, Fernando Augusto Ramos; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678
    A estrutura social cognitiva mapeia as relações sociais percebidas pelos atores. Este estudo caracteriza o padrão de rede de uma sala de aula do ensino médio e verifica a percepção e a precisão das relações nesse ambiente. Para este fim, foram realizados dois estudos interconectados: 1) revisão baseada em análise de estrutura social cognitiva que objetivou investigar e sistematizar a literatura referente ao design de Estrutura Social Cognitiva na análise de rede social em ambiente escolar para identificar vazios, contribuições, limitações e aprimoramento desta técnica. 2) Estudo descritivo e exploratório para caracterizar o posicionamento diferencial de adolescentes na topologia da rede social, de acordo com a estrutura social cognitiva, quanto aos padrões de rede (maior ou menor densidade). Os resultados do primeiro estudo indicam estratégias que mensuram a precisão das percepções individuais e em grupo dos relacionamentos estabelecidos em dada rede social. Com base nesses dados, o estudo dois caracterizou o posicionamento diferencial de adolescentes na topologia da rede social e descobriu que os sujeitos com maior precisão na identificação das relações reais são os sujeitos que percebem o grupo de modo menos denso, e com separações claras entre subgrupos. Nossos resultados diferem da pouca literatura na área quanto a maior precisão em sujeitos com menor centralidade de grau e intermediação.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Violência sexual contra crianças e adolescentes: análise de dados da Fundação Parápaz - Núcleo Santa Casa de Misericórdia do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2025-05-29) CARMO, Fabiane Wanzeler do; RAIOL; RESQUE, João Daniel Daibes; http://lattes.cnpq.br/0225226226260524; RAIOL, Raimundo Wilson Gama; SOUZA, Luanna Tomaz de; http://lattes.cnpq.br/6271053538285645; http://lattes.cnpq.br/5883415348673630; http://lattes.cnpq.br/5883415348673630; https://orcid.org; https://orcid.org/0000-0002-8385-8859
    O objeto da presente pesquisa é conhecer o perfil dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no Estado do Pará, a partir da análise de dados da Fundação ParáPaz - Núcleo Santa Casa de Misericórdia. Tomou-se como perspectiva que a violência não é mera transgressão individual, mas se manisfesta de forma simbólica, estrutural, silenciosa e naturalizada, atravessando relações sociais, instituições e discursos que legitimam o patriarcado, conservadorismo, androcentrismo e adultocentrismo que influenciam a reprodução e permanência da violência sexual contra crianças e adolescentes. O método utilizado foi o estudo documental, com apreciação de relatórios estatísticos mensais de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes atendidos no ParáPaz - Núcleo Santa Casa de Misericórdia, no ano de 2024, sendo analisado cinco categorias, a saber: gênero e idade da vítima, gênero e idade do agressor, a relação entre vítima e agressor, os órgãos de encaminhamento e os agravos às vítimas. Os resultados apontaram que meninas de 12 a 14 anos de idade são as principais vítimas, com agravamento de sua vulnerabilidade diante de complicações médicas em suas genitálias e gravidez. Além disso, os agressores são majoritariamente homens, com pico entre a faixa etária de 18 a 19 anos, sendo familiares ou conhecidos da vítima. Também se identificou que os casos atendidos no ParáPaz - Santa Casa de Misericórdia são encaminhados principalmente por delegacias e varas judiciais. Dessa maneira, incentivou-se a criação de políticas atinentes ao gênero, com a criação de um programa voltado ao deslocamento de pensamentos sobre o feminino e masculino, a interiorização e padronização do Programa de Proteção Integral, a criação de um Sistema Único de Informação capaz de monitorar em tempo real a trajetória da vítima, evitando subnotificação e duplicidade de registros, a capacitação continuada dos profissionais que atuam no atendimento de vítimas de VSCCA e o estabelecimento de ações preventivas comunitárias, mobilizando escolas, centros de saúde e de assistência social para elaboração de campanhas de conscientização da VSCCA.
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