Navegando por Assunto "Agribusiness"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Agro é POP ou a Globo é agro?: relações de poder e dominação através da construção das narrativas de riqueza e dos padrões de consumo pela comunicação midiatizada do campo da agropecuária(Universidade Federal do Pará, 2020-10-14) CUNHA, Larissa Carreira da; CASTRO, Edna Maria Ramos de; http://lattes.cnpq.br/4702941668727146A tese analisou as relações de poder e dominação no campo da agropecuária através da construção de narrativas e padrões de consumo forjados pela comunicação dos agentes hegemônicos que integram o campo midiático, representado pela Rede Globo em parceria com o campo do Mercado e do Estado. A hipótese foi constituída com a assertiva de que a crença nas narrativas de riqueza construídas pela comunicação midiatizada do agronegócio possibilita a pactuação de um modelo hegemônico de desenvolvimento baseado no neoextrativismo, no pensamento colonial e no paradigma cartesiano-materialista, forjando uma consciência de consumo dos agentes da sociedade. Foram utilizados os referenciais teóricos e metodológicos dos conceitos de campo, habitus e crenças de Pierre Bourdieu, Poder de Foucault, marketing de Kotler e propaganda de Bernays, consciência de consumo com as teorias de Hegel e Jung, paradigmas e narrativas de desenvolvimento com Rist e Korten, campo do desenvolvimento e Amazônia com Edna Castro, veganismo com Singer e Ferrigno, dentre outros. Foram analisados 103 vídeos integrantes da campanha “Agro: a indústria riqueza do Brasil”, e demais materiais de comunicação da emissora, através da metodologia de análise midiática de Leach e Liakopoulos. A tese demonstrou que a Rede Globo além de ser um poderoso integrante do campo midiático, também integra o campo do mercado, sendo esses agentes os mais dominantes dentro do campo da agropecuária, juntamente com o Estado, cujo exercício do poder constitui a construção dos padrões de consumo e da narrativa constituinte do modelo de desenvolvimento, em um processo legitimado e validado pelos agentes da sociedade, os consumidores. Também foi demonstrado que há uma parcela de agentes que age de forma contrária as regras do campo, exercendo um consumo anti hegemônico capaz de promover uma perturbação dentro do campo e a criação de novas dinâmicas econômicas e sociais por parte de agentes hegemônicos e não hegemônicos. Também se concluiu que a mudança no modelos de desenvolvimento passa pela mudança de paradigma da realidade, oriunda da mudança coletiva e individual da consciência de consumo. Seguindo o modelo baseado no paradigma hegemônico materialista cartesiano, não há possibilidade de mudança real e efetiva nos modelos econômicos e de desenvolvimento para um resultado verdadeiramente harmônico entre a produção econômica, a preservação do meio ambiente e o respeito as demais espécies que compõem a biosfera da Terra. A tese conclui que a mudança nos modelos de desenvolvimento independem da mudança ideológica no controle dos agentes hegemônicos que estão no poder, e está atrelada a conformação da consciência coletiva, produto da consciência individual, que é validante do paradigma.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Maré de resistência: a luta do movimento social ribeirinho diante da implantação portuária do agronegócio no Baixo Tocantins(Universidade Federal do Pará, 2022-04-27) SILVA, João Sérgio Neves da; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; https://orcid.org/0000-0002-7509-3884As comunidades tradicionais ribeirinhas na região das ilhas de Abaetetuba experimentam, com intensidade crescente, os efeitos da construção e operação do complexo portuário da Cargill Agrícola S.A. Os modos de vida, a sobrevivência desses grupos, estão comprometidos e ameaçados pela intensa navegação de barcaças na bacia hidrográfica do Capim. Os novos movimentos sociais estão agora não apenas mobilizados e organizados, na defesa de seu território, mas também em confronto com seus adversários e engajados na luta pelos direitos comuns. Neste estudo busca-se refletir de que forma os movimentos sociais ribeirinhos são capazes de produzir estratégias de ação política, em confronto com o poder econômico da empresa. A articulação das forças, somadas com Instituições de apoio – Cáritas, CPT, STTRA, FASE, MORIVA, MP e Defensoria Pública do Estado – oferecem uma potente forma de resistência organizada aos efeitos danosos dos interesses econômicos da empresa Cargill Agrícola S.A. As informações foram coletadas por meio de levantamento documental e dados da pesquisa de campo, através de métodos qualitativos, com entrevistas às lideranças do movimento social local, no total de (08), e de lideranças das Instituições de apoio, no total de seis (06). Por meio do estudo descritivo das estratégias de ação e dos mecanismos de institucionalização do movimento social ribeirinho no Baixo Tocantins revelou-se que a empresa busca invisibilizar seus direitos territoriais enquanto comunidades tradicionais, e inicia o processo de expropriação, realiza a cooptação das lideranças, estabelece conexões políticas e institucionais com os entes municipais, estaduais e federais, para a concretização da construção do complexo portuário TUP AbaetetubaArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Portos do agronegócio e produção territorial da cidade de Itaituba, na Amazônia Paraense(Universidade Federal de Santa Catarina, 2019-04) RODRIGUES, Jondison Cardoso; RODRIGUES, Jovenildo Cardoso; LIMA, Ricardo Angelo Pereira deO Brasil, na primeira década do século XXI, foi um dos principais países do mundo com significativas canalizações (destinos) de investimentos estrangeiros e especulativos, ligados, sobretudo, ao agronegócio; e, que penetraram em diversas regiões do território nacional. A Amazônia foi uma das regiões que mais foi canalizado esses “investimentos”; imprimidos como um projeto político hegemônico de desenvolvimento do agronegócio, de construção de um espaço de expansão agrícola e de fluidez territorial. O Oeste do Pará constitui um dos espaços de materialização dessa política escalar hegemônica, com planejamentos e a construção de projetos de infraestrutura, cujos complexos portuários são as maiores fontes materializadas. Assim, o objetivo do artigo é analisar a territorialização do agronegócio e as transformações territoriais resultantes da produção dos complexos portuários no município e na cidade de Itaituba, oeste do estado do Pará, a partir dos anos de 2013.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Resistência ao agronegócio: território ribeirinho em Abaetetuba/PA e comunidade do Cajueiro/MA na rota dos projetos portuários(Universidade Federal do Pará, 2021-09-10) FURTADO, Julia Maria da Silva; OLIVEIRA NETO, Adolfo da Costa; http://lattes.cnpq.br/3108272104911953; https://orcid.org/0000-0003-0420-6295A partir de políticas de incentivo e comércio internacional de commodities, os instrumentos de reprimarização seguem relacionados à manutenção da condição subalterna de camponeses e de países periféricos capitalistas, como instrumento da expansão do agronegócio e sua consolidação cada vez mais intensa. Que assinala também como o conflito se representa na disputa pelo território, para superação da condição desigual e subalterna, a partir da presença da luta e resistência expressa no território camponês no Brasil. Frente as políticas neoliberais no campo e de mercados de commodities, engendrados e representados por empreendimento e projetos portuários, de produção e organização na lógica capitalista na região de pesca e comunidades ribeirinhas em Abaetetuba/PA e Cajueiro/MA. Nesta pesquisa, busca-se compreender como se expressa a resistência ribeirinha e de pescadores frente ao processo e o contexto de reprimarização da economia brasileira, com aval e incentivo estatal, e ação direta em território tradicional de ribeirinhos em Abaetetuba/PA e de pescadores na comunidade de Cajueiro, no município de São Luís/MA. Para isso analisamos e discorremos com referência aos projetos de instalação do Terminal Portuário de Uso Privado (TUP) Abaetetuba/PA da multinacional norte-americana Cargill S/A e do Terminal de Uso Privado (TUP) Porto São Luís, transnacional chinesa de operação da WPR São Luís Gestão de Portos e Terminais S/A, do grupo WTorres. O escopo está centrado em entender os conflitos que se dão em volta da disputa territorial, seu desdobramento e repercussão, considerando as singularidades e heterogeneidades territoriais na ampla expansão do agronegócio em comunidades ribeirinhas. Com a incursão do TUP-Abaetetuba e TUP-São Luís, e subjugação desses grupos sociais, seja pela monopolização do território sem a territorialização efetiva do porto, seja pela reintegração de posse que desapropria moradores em Cajueiro/MA. A partir da pesquisa bibliográfica (Web of Science e Scopus), dados acerca do mercado de transportes aquaviários, contidos no Boletim Aquaviário do 1º trimestre de 2021, a análise e desenvolvimento da pesquisa será construída pela perspectiva do materialismo histórico e expressão da luta de classes na construção e gerenciamento dos territórios, assim como o conflito relacionado a sua construção na resistência, em que a produção, unidade familiar e organização/gerenciamento do território ribeirinho, como território em marginalidade em relação ao centro capitalista, são possibilidades e alternativas da existência de modelos diferentes de organização de um território, que além de construindo num sistema entre comunidades, está na rota do sistema de reprimarização. Na primeira parte da pesquisa foi construído um panorama da Questão Agrária, influenciando e expressando a conflitualidade presente no campo com a expansão do modo de produção capitalista. Presente também na contradição da industrialização da agricultura brasileira para um desenvolvimento que retrocede a produção como agrário-exportador de produtos primários; assim como a inserção de novos sujeitos na disputa por terra e território na marginalização e exploração do campo e seus territórios.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) A transformação do território a partir do uso da terra no município de Santarém Pará(Universidade Federal do Pará, 2019-12) TEXEIRA, Barbara Eleonora Santos; SANTOS, Thiago Silva dos; TERRA, AdemirEste artigo foi construído no intuito de analisar os impactos do agronegócio da soja no município de Santarém no Oeste do Pará, e como a chegada dessa lógica na região acarretou mudanças no uso e ocupação da terra, requalificando antigas formas e funções espaciais. Os dados da pesquisa apontam para um caráter de substituição de algumas culturas anuais pela monocultura da soja e a introdução desses novos agentes de produção no território acabam por desencadear conflitos pelo uso e apropriação da terra; os diversos sujeitos territoriais presentes neste território divergem em interesses econômicos e sociais.
