Navegando por Assunto "Agricultura Familiar"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Transição produtiva para implantação de sistemas agroflorestais na agricultura familiar em Tomé-Açu: estudo de caso na comunidade de Santa Luzia – PA(Universidade Federal do Pará, 2024-05-27) NOGUEIRA, Ludmila da Rocha; ARAGÃO, Débora Veiga de; http://lattes.cnpq.br/3936738736449608; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227; OLIVEIRA, Jose Sebastião Romano de; SILVA, Luis Mauro Santos; http://lattes.cnpq.br/8943632694777429; http://lattes.cnpq.br/7285459738695923; https://orcid.org/0000-0003-1311-1271O uso tradicional do corte e queima por agricultores familiares na Amazônia, especialmente em Tomé-Açu entre 1947 e 1968, foi impulsionado pela introdução do cultivo de pimenta-do-reino (Piper nigrum) em larga escala a partir da chegada dos imigrantes japoneses na década de 30, transformando a região em um centro de produção para exportação. No entanto, a competição global e a Fusariose (Fusarium spp) causaram uma crise financeira, afetando os agricultores familiares dependentes desse cultivo. Em resposta, os produtores japoneses precisaram modificar suas formas de produção, os Sistemas Agroflorestais (SAFs) foram uma alternativa, representando uma significativa mudança na prática agrícola do município, visando modelos mais sustentáveis e diversificados. Este estudo tem como foco entender o processo de transição produtiva de quatro agricultores familiares em Santa Luzia, Tomé-Açu, Pará, afim de entender se deram as mudanças nas propriedades com a introdução dos SAFs. Para isso, foram aplicados questionários, registros fotográficos e análise multitemporal das propriedades pelo software QGIS. Como resultados, observou-se que a criação da APRAFAMTA foi fundamental para disseminar conhecimentos sobre SAFs, facilitando a inclusão dos agricultores em políticas públicas como o PNAE e o PAA, ampliando os canais de comercialização. Além disso, as quatro famílias estudadas abandonaram o monocultivo de pimenta (Piper nigrum L.) em favor dos SAFs, contribuindo para uma produção sustentável, com uma diversidade de espécies e arranjos produtivos dentro de seus sistemas, o que permite garantir renda e alimentos ao longo de todo o ano, não dependendo apenas de uma única cultura. No entanto, ainda há desafios, como as dificuldades presentes nos financiamentos bancários e poucos canais de comercialização direta, mesmo com a introdução da associação no mercado, o que os torna dependentes de atravessadores. Conclui-se que a transição para SAFs foi crucial para garantir uma produção diversificada, segurança alimentar e soberania às famílias, promovendo uma maior autonomia e resiliência frente aos desafios do mercado, além da melhoria da qualidade de vida e estrutura das propriedades.
