Navegando por Assunto "Agroecology"
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Tese Acesso aberto (Open Access) O Agricultor familiar horticultor do Amapá e sua força impulsionadora no desenvolvimento agroecológico(Universidade Federal do Pará, 2022-11-18) PEDRADA, Ana Karolina Lima; ALMEIDA, Oriana Trindade de; http://lattes.cnpq.br/0325909843645279A agroecologia é uma ciência de abordagem interdisciplinar que vem se construindo ao longo das gerações, integrando conhecimentos tradicionais e científicos, promovendo práticas de agricultura sustentável e construindo movimentos sociais, de caráter cada vez mais político, emancipatório e territorial. Estudar esta construção é buscar entender o homem no campo e como ele contribui para o desenvolvimento agroecológico. O objetivo deste trabalho é compreender a produção familiar agroecológica como força impulsionadora do desenvolvimento rural e como esse produtor é uma peça chave para a formação e consolidação de um ambiente institucional formal no estado do Amapá. Para alcançar este objetivo, a pesquisa explorou as forças que levaram à estruturação institucional da agroecologia na região; analisou as estruturas históricas deste agricultor familiar, suas trajetórias agrárias e como estas infundem na sua atividade econômica, influenciando diretamente na preservação da biodiversidade e saberes locais da região quando na promoção da soberania alimentar; buscou identificar a racionalidade e natureza de motivação econômica do agricultor familiar do estado do Amapá e como ele promove o desenvolvimento rural agroecológico a partir de estratégias participativas. Por fim, buscou também identificar as práticas agroecológicas utilizadas pelos gricultores familiares do estado do Amapá para analisar a perspectiva da certificação orgânica em suas pequenas produções agrícolas voltadas para a horticultura. A abordagem metodológica utilizada no trabalho foi histórico-estrutural e estudo de caso, onde a pesquisa buscou, a partir de análises documentais e entrevistas realizadas com a liderança comunitária dos agricultores familiares agroecológicos e agentes vinculados a órgãos institucionais de assistência técnica sobre perfil familiar e processo de produtivo. Como resultado, a pesquisa conclui que, a princípio, a institucionalização da agroecologia do estado foi impulsionada por órgãos assistencialistas locais, mas que cada vez mais a pequena produção dos horticultores familiares se torna presente nesta construção, impulsionando o desenvolvimento agroecológico institucional. A pesquisa mostrou também que o agricultor familiar do estado é um homem multifacetado e diverso, e sua formação ocorre de acordo com elementos espaciais e territoriais, por isso o agricultor familiar amapaense pode ser caboclo, ribeirinho, quilombola, descendente de escravos, descendente de nordestinos, ou ex-seringueiros entre outros, sendo impossível reduzi-lo a um termo ou categoria só. Também, as tecnologias agrárias promovidas em seus estabelecimentos agrícolas são voltadas para a agroecologia, promovendo a biodiversidade e a soberania alimentar no estado e propondo economias solidárias com a formação de circuitos curtos de comercialização de seus produtos. A pesquisa também identificou duas racionalidades com diferentes naturezas de motivação na região: o agricultor familiar de natureza capitalista, movido pela acumulação de capital dado a formação crescente de novas necessidades sociais e econômicas; e o agricultor familiar de natureza orgânica, um homem plural, diverso e territorial, com caráter de resistência, onde seu principal agente motivador é a família. A pesquisa também evidenciou que um não é impeditivo de existência (ou não) do outro, tampouco um é evolução do outro, eles coexistem no mesmo espaço, detendo racionalidades sociais diferenciadas entre si e ambos promovem desenvolvimento rural a partir de estratégias participativas, tais como formação de associações a fim de promover práticas coletivas. Por último, levantou-se um prognóstico para uma possível concessão orgânica, emitida pelo MAPA, na horticultura promovida pelo agricultor familiar do estado e identificou que 85% dos agricultores familiares do Amapá não utilizam agrotóxicos em sua produção, 59,8% dos agricultores familiares promovem algum tipo de prática agroecológica, como rotação de culturas e/ou pousio, promovendo a sociobiodiversidade, a partir de seus conhecimentos tradicionais que são passados para a geração seguinte. A pesquisa também identificou gargalos para a concessão, que são predominantemente burocráticos, como documentação, falta de um banco comunitário de sementes crioulas, controle de potabilidade e uso de água, adequação às normas sanitárias para higienização de seus produtos conforme preconiza a lei e fortalecimento de canais curtos de comercialização. Mesmo assim, a pesquisa conclui ser totalmente factível a concessão orgânica para os agricultores familiares, horticultores do estado. Por fim, a pesquisa mostra que o agricultor familiar do estado do Amapá é um elemento chave na estruturação da produção agroecológica no estado á e na consolidação de um ambiente institucional formal, dado suas histórias, motivações e resistências e lutas.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Análise de uso e ocupação do solo no assentamento Paulo Fonteles no distrito de Mosqueiro, Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2022) MAGALHÃES, Társis Ney Castelo Branco Barros; SIMÕES, Aquiles Vasconcelos; SOARES, Daniel Araújo SombraO processo de urbanização sem o planejamento adequado contribuiu para o aumento na formação de áreas periféricas e diminuição da qualidade de vida das pessoas, resultando em uma série de problemas socioambientais. Nesse contexto, também se tem a formação de circuitos curtos de comercialização como alternativas mercadológicas pautadas na lógica da agroecologia como é o caso do Grupo para Consumo Agroecológico (GRUCA). O objetivo do trabalho, portanto, foi analisar o uso e ocupação do solo especificamente na localidade do Assentamento Paulo Fonteles, um dos principais parceiros do GRUCA, durante os anos de 2017 e 2018, através do uso de técnicas de geoprocessamento e análise ambiental. A metodologia consistiu em analisar imagens do Landsat 8, sensor OLI, onde foram definidas 7 classes: 1- Vegetação Nativa; 2- Vegetação Secundária; 3- Vegetação Rasteira; 4- Agricultura e Criação de Animais de Pequeno Porte; 5- Solo Exposto; 6- Área Residencial; 7- Hidrografia. Como resultados, pode-se afirmar que a utilização de técnicas de geoprocessamento e análise ambiental são de suma importância para acompanhar as narrativas e os cenários locais. Concluindo que mesmo em um curto espaço de tempo, foi possível notar mudanças ambientais significativas em relação à área remanescente de vegetação nativa (área de reserva legal superior a 80% em ambos os anos, decréscimo de 2% em áreas agricultáveis) e solo exposto sem alterações significativas, onde pôde-se associar, além dos anos analisados (2017 e 2018) pelas imagens, também ao cenário atual (2022) observando a plataforma do Cadastro Ambiental Rural (CAR).Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Dados sobre a entrega dos paneiros cabanos GRUCA + Iacitatá, nos anos de 2020 e 2021(Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2023) SOUZA, Gabriele Paula da Silva e; AQUINO, Tayná Portilho de; SIMÕES, Aquiles Vasconcelos; GONZAGA, Noel Bastos; VIANA, Raíssa MartinsNo Brasil, a Pandemia da Covid-19 interferiu na dinâmica das relações sociais, econômicas e políticas desde o ano de 2020. Nessa perspectiva, este artigo busca elucidar fatos e dados acerca da atividade de comercialização de grupos de venda direta de alimentos a partir do contexto da Pandemia da Covid-19. A rede GRUCA+Iacitatá é formada por grupos de notória contribuição para a agroecologia no estado do Pará, norte do Brasil e Amazônia oriental: o Grupo para Consumo Agroecológico (GRUCA), um grupo de consumo responsável que viabiliza o consumo político alimentar, defensor dos movimentos de luta pela terra, e o Instituto Iacitatá de Cultura Alimentar, um ponto de cultura alimentar que possui espaço físico em Belém-PA e que luta pelo Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e pelos direitos dos povos e comunidades tradicionais. A rede GRUCA+Iacitatá atua na Região Metropolitana do município de Belém e abrange agricultores de diversos estados do Brasil, além do estado do Pará. A pesquisa em questão tem caráter qualitativo e quantitativo, com gráficos elaborados pelos gestores do GRUCA, e que expõem dados sobre a comercialização dos Paneiros Cabanos GRUCA+Iacitatá nos anos de 2020 e 2021, evidenciando que desde março de 2020 houve um crescimento considerável de consumidores e de vendas, e, consequentemente, representou uma importante fonte de renda para os agricultores da rede GRUCA+Iacitatá, bem como explicitam que o GRUCA foi fundamental em tempos de Pandemia da Covid-19 para o escoamento dos alimentos agroecológicos, evitando a exposição dos agricultores ao vírus da Covid-19.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Flores da terra: mulheres, poder e resistência no movimento agroecológico(Universidade Federal do Pará, 2020-02-20) ANSCHAU, Andréia; FERNANDES, Danilo Araújo; http://lattes.cnpq.br/2839366380149639; GONÇALVES, Marcela Vecchione; http://lattes.cnpq.br/9274854854102856O trabalho realizado fora da esfera de mercado – de reprodução de cuidado e domésticos –, frequentemente associado e tarefa das mulheres, é desconsiderado na economia clássica. Essa não visualização do trabalho doméstico gera certo desprezo pelo mesmo, bem como a não interpretação desse como uma atividade essencial para a reprodução da humanidade. Isso impacta na não visibilidade da mulher como vital à comunidade. Para evidenciar esse processo, é criada a caderneta agroecológica. Ela busca, por meio da monetarização da produção realizada nos quintais agroecológicos, dar maior visibilidade ao trabalho, principalmente o produtivo não (ou pouco) remunerado – voltado ao autoconsumo, à troca, à doação e à venda. Por meio de depoimentos de mulheres participantes do projeto, foi percebido que a caderneta é um instrumento de empoderamento, porque elas passam a se sentir parte necessária, em primeiro plano, de suas comunidades e, depois, da sociedade como um todo, tornando-se sujeitos da sua própria história. As cadernetas agroecológicas incorporam parte do discurso da economia feminista, que enfatiza os problemas relacionados à desvalorização do trabalho doméstico e ressalta a sustentabilidade da vida como eixo norteador da economia. E, por ser voltada ao autoconsumo, tem papel fundamental na soberania alimentar, garantindo a libertação dos corpos em relação à dependência alimentar externa, bem como a segurança alimentar. As cadernetas sinalizam que o modo de organização social agroecológico se constrói rompendo com a hegemonia, porque há uma menor separação entre as esferas produtiva e reprodutiva, bem como uma maior visibilidade do trabalho doméstico. Com base em um processo de observação participante e a junção de dados e da análise, este trabalho se une à luta de transformação do trabalho doméstico não em monetarização, mas no próprio diagnóstico produtivo a partir da organização social, espacial e políticas das mulheres em suas comunidades.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Mitigação de impactos ambientais em assentamentos rurais: o papel da Universidade na construção do conhecimento agroecológico(Revistas Brasileiras Publicações de Periódicos e Editora Ltda., 2022-05) COSTA, Karolinny Carneiro Guerra; MANESCHY, Rosana Quaresma; QUEIROZ, Jaqueline Fontel de; MELLO, Andréa Hentz deObjetivou-se sistematizar as práticas agroecológicas concebidas e testadas para mitigação de impactos ambientais no Sudeste Paraense, bem como a contribuição da Universidade Federal do Pará na construção do conhecimento agroecológico na região. A pesquisa teve abordagem qualitativa, a partir da análise do material bibliográfico e documental. Constatou-se a existência de atividades de ensino, pesquisa e desenvolvimento utilizando abordagem participativa e/ou metodologia da pesquisa-ação em assentamentos rurais. Os projetos realizados em parceria com agricultores familiares têm concebido referenciais técnicos locais, possibilitando a mitigação de impactos ambientais e apoiando o desenvolvimento de políticas públicas adequadas à realidade dos sistemas de produção dessa categoria social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Um olhar de gênero sobre a reconstrução da agricultura em Abaetetuba, Pará.(Universidade Federal do Pará, 2004-04-30) MOURÃO, Patrícia de Lucena; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880A revelação dos aspectos negativos da modernização da agricultura sobre mulheres, homens meio ambiente, levou a necessidade de desenvolver formas alternativas de produção de alimentos stabelecendo novas relações com os ecossistemas locais. Nesta perspectiva, a agroecologia tem mais importante contribuição, por relacionar o modelo tecnológico aos aspectos produtivos, mbientais, econômico e sociais, incluindo as relações de gênero. Este estudo trata de analisar as estratégias de produção e reprodução da agricultura familiar, identificando limites e potencialidades para o desenvolvimento de agroecossistemas sustentáveis e para o alcance de relações humanas mais eqüitativas. O levantamento dessas estratégias foi realizado junto aos agricultores e ,agricultoras da região de terra firme em Abaetetuba -Pará, participantes do Centro de Tecnologias Aternativas Tipiti. Como resultado desta pesquisa tem-se que as estratégias da agricultura familiar ,vançam mais para a construção da sustentabilidade agroecológica do que para o alcance da eqüidade de gênero, pela pouca compreensão de que a transformação do padrão tecnológico deve estar associada à percepção dos papéis e posições ocupadas por homens e mulheres, e que estes, também são passiveis de alterações. Espera-se com este estudo contribuir para este processo.
