Navegando por Assunto "Agroecossistema"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Balanço de água em área de cultivo de soja no Leste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2007) BISPO, Carlos José Capela; RIBEIRO, Aristides; http://lattes.cnpq.br/8652338930029697; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020A expansão da fronteira agrícola, motivada principalmente pelo cultivo de soja (Glycine max (L) Merrill), possui grande extensão regional e reveste-se de elevada importância. Sendo assim, foi implantado um experimento de campo observacional visando-se estudar os componentes do balanço hídrico do agroecossistema de agricultura da soja, para analisar o impacto no balanço de água associado à conversão de floresta, assim como avaliar a necessidade hídrica da cultura de acordo com sua fase de desenvolvimento. Utilizou-se a cultivar BRS Candeia e suas respectivas fases fenológicas para o estudo do balanço de água, analisado através de médias do armazenamento de água no solo, precipitação, interceptação de água pelo dossel, escoamento superficial de água do solo, evapotranspiração (Etc) e conteúdo de água retido pela planta de soja. Também foi avaliado a infiltração de água no solo. A interceptação e o escoamento superficial medidos foram de 45,9% e 1% da precipitação, respectivamente. A maior evapotranspiração ocorreu na fase de floração (R1-R2) com queda gradativa até a colheita, com média para o ciclo de 3,80mm.dia-1, resultado este próximo encontrado para floresta. O período compreendido entre a fase vegetativa (V) e a frutificação (R3-R4), é o período em que a planta apresenta maior porcentagem de água, decaindo gradativamente a partir da fase de enchimento de grãos (R5). De um modo geral não ocorreu deficiência de água no solo no balanço de água médio, pois a precipitação foi maior que a quantidade necessária para suprir a evapotranspiração e completar armazenamento, havendo assim, excedente de água no solo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contribuição de quintais agroflorestais para a segurança alimentar de agricultores familiares no Baixo Irituia, Nordeste Paraense(Universidade Federal do Pará, 2011-08-31) MIRANDA, Silviane Batista; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227Os quintais agroflorestais são componentes de agroecossistemas, que estão localizados próximos das residências, compostos de uma variedade de espécies vegetais (alimentícias, medicinais, madeireiras, ornamentais etc.) e de pequenos animais, disponibilizando produtos que contribuem para uma dieta diversificada e saudável. O objetivo da pesquisa foi avaliar a contribuição dos quintais agroflorestais para a segurança alimentar em unidades agrícolas familiares no Baixo Irituia, Nordeste Paraense. Parte-se da hipótese de que famílias com quintais agroflorestais têm acesso a uma maior quantidade e qualidade de alimentos in natura e um menor consumo de produtos industrializados se comparadas àquelas que não possuem quintais agroflorestais. O estudo foi desenvolvido nas comunidades de Ajará, Araraquara, Puraquequara e Santa Terezinha em 30 unidades agrícolas familiares das quais 18 possuem quintais agroflorestais e 12 não possuem. Através das técnicas de entrevista estruturada e semi-estruturada, turnê guiada, observação direta e recall 24 horas foram realizados um levantamento das espécies (vegetais e animais) nos 18 quintais agroflorestais e a verificação dos alimentos consumidos pelas 30 famílias entrevistadas, tanto daqueles produzidos nos quintais agroflorestais ou não, quanto daqueles de origem industrializada. Nos 18 quintais agroflorestais estudados levantou-se 125 espécies de plantas e 5 espécies animais. Das 130 espécies vegetais e animais, 70 são plantas alimentícias, das quais 44 são frutíferas, 21 hortaliças e 5 de lavoura branca (tais como: mandioca, arroz e milho); 31 são medicinais; 17 são madeireiras; 7 são ornamentais e 5 são animais alimentícios. Das 70 espécies alimentícias, 94% estão sendo consumidas pelas famílias entrevistadas, especialmente as frutíferas (59% do total), seguidas das hortaliças (30% do total) e das de lavoura branca (11% do total). As espécies frutíferas são consumidas sob a forma de sucos (especialmente após as refeições) ou in natura (durante as merendas ocasionais). Banana, caju, goiaba, cupuaçu, abacaxi, limão e laranja, são as frutíferas mais consumidas dos quintais agroflorestais enquanto caju e banana dos espaços sem quintais agroflorestais. A espécie animal mais encontrada e consumida em ambos os quintais foi a galinha, a qual é destinada para o auto-consumo e a venda. Os agricultores com quintais agroflorestais têm acesso a uma melhor condição nutricional ao consumirem maior quantidade e variedade de alimentos oriundos dos quintais, especialmente as frutas, ricas em vitaminais e sais minerais. Com relação ao consumo de alimentos industrializados, foram levantados entre os agricultores nos espaços sem quintais agroflorestais 17 itens enquanto entre os com quintais agroflorestais 15 itens, sendo os alimentos mais consumidos pelos dois grupos: arroz, café, óleo e açúcar. Produtos industrializados como mortadela, suco artificial e galinha de granja foram consumidos em porcentagens maiores pelos agricultores com quintais que não são agroflorestais. Através da aplicação do teste Student, mostrou-se uma diferença estatisticamente significativa nas médias da quantidade de alimentos consumidos (dos quintais e industrializados) pelos dois grupos de agricultores familiares nos dois períodos do ano (chuvoso e menos chuvoso), confirmando a hipótese da pesquisa. Os quintais agroflorestais são portanto, importantes para introduzir variações na dieta alimentar, pois contribuem na diversificação e complementação alimentar.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Mitigação de impactos ambientais em assentamentos rurais: o papel da Universidade na construção do conhecimento agroecológico(Revistas Brasileiras Publicações de Periódicos e Editora Ltda., 2022-05) COSTA, Karolinny Carneiro Guerra; MANESCHY, Rosana Quaresma; QUEIROZ, Jaqueline Fontel de; MELLO, Andréa Hentz deObjetivou-se sistematizar as práticas agroecológicas concebidas e testadas para mitigação de impactos ambientais no Sudeste Paraense, bem como a contribuição da Universidade Federal do Pará na construção do conhecimento agroecológico na região. A pesquisa teve abordagem qualitativa, a partir da análise do material bibliográfico e documental. Constatou-se a existência de atividades de ensino, pesquisa e desenvolvimento utilizando abordagem participativa e/ou metodologia da pesquisa-ação em assentamentos rurais. Os projetos realizados em parceria com agricultores familiares têm concebido referenciais técnicos locais, possibilitando a mitigação de impactos ambientais e apoiando o desenvolvimento de políticas públicas adequadas à realidade dos sistemas de produção dessa categoria social.
