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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Amazônia: inferno verde ou paraíso perdido? cenário e território na literatura escrita por Alberto Rangel e Euclides da Cunha
    (Universidade Federal do Pará, 2017-09) QUEIROZ, José Francisco da Silva
    A representação da Amazônia seja feita pela ótica estrangeira, seja pelo olhar autóctone, manifesta-se de forma equivocada, quando não perniciosa. Um imaginário, ora fantasioso, ora infernal instituiu-se ao longo de uma histórica repetição de (pré) conceitos e estereótipos. A literatura, em alguns casos, serviu a essa estandardização na tentativa de entender e explicar a região amazônica. Os primeiros textos literários que colocaram a Amazônia em foco no cenário literário nacional estão ligados aos princípios positivistas em voga no século XIX e inserem-se concomitantemente na tradição literária realista-naturalista. Na discussão de Inferno Verde (1908) e À margem da história (1909), respectivamente escritos por Alberto Rangel e Euclides da Cunha; nós podemos encontrar duas perspectivas interpretativas: um lugar terrível ou um paradisíaco. Nesse artigo, nós iremos discutir as bases ideológicas presentes no discurso paratextual (GENETTE, 2009) responsável por dar suporte a essa caracterização infernal ou paradisíaca da Amazônia; questionando até que ponto o discurso narrativo (Fictionality/Factuality) (STIERLE, 2002; SCHMID, 2010) pretende ser considerado como representativo do espaço e das sociedades que habitaram a Amazônia em certo contexto histórico.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    A conflituosa relação de Alfredo com a educação e o lugar: representação na obra “Chove nos Campos de Cachoeira"
    (Universidade Federal do Pará, 2019-12) LIMA, Maria do Socorro Pereira
    Este artigo tem como objetivo fazer uma discussão sobre a conflituosa relação do personagem infantil Alfredo com a educação e a Vila de Cachoeira, representadas na obra Chove nos Campos de Cachoeira, de Dalcídio Jurandir. A pesquisa é histórica e tem como principal fonte a literatura da Amazônia. A discussão teórica conta com os estudos de Roger Chartier e Walter Benjamin. Concluímos que pelo viés da percepção literária e poder criador, o olhar crítico do personagem Alfredo em relação à educação e ao lugar demarca uma total falta de identidade com a realidade de Vila de Cachoeira, por não vê neste lugar uma perspectiva de futuro, ocasionada pelo abandono do poder público, pelos métodos ultrapassados de ensino. Considerando estes pontos, o personagem começa a planejar sua fuga na certeza de constituir uma nova identidade num outro lugar.
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