Navegando por Assunto "Análise do discurso narrativo"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) As descrições nominais anafóricas em narrativas orais(Universidade Federal do Pará, 2010-08-24) SANTOS, Janderson Martins dos; TOSCANO, Maria Eulália Sobral; http://lattes.cnpq.br/7725724776869425Investiga o uso de descrições nominais anafóricas em narrativas orais, mais precisamente, a relação existente entre o uso dessas formas e as partes que constituem a estrutura da narrativa. Observamos as funções que as descrições nominais anafóricas exercem em decorrência dessa relação, bem como a orientação argumentativa que tais expressões imprimem no discurso do narrador. Para esse empreendimento, seguimos um percurso teórico no qual discutimos conceitos de narrativa oral, definimos estrutura da narrativa e problematizamos referenciação, anáfora e as estratégias de referenciação com núcleos nominais, entre as quais destacamos as descrições nominais. Para os estudos da narrativa oral e sua estrutura, recorremos, de modo particular, aos estudos de Labov (1972). Quanto à referenciação, anáfora e estratégias de referenciação, seguimos os postulados de Marcuschi (2005; 2007), Koch (1996; 2001; 2004; 2005; 2006; 2008), Mondada e Dubois (2003) e Lima (2004). O corpus deste estudo é constituído por dez narrativas orais gravadas em vídeo e, posteriormente, transcritas. Os informantes são vigilantes noturnos que atuam no centro de Castanhal (PA). Fazemos, a partir de nossa análise, uma classificação das funções que as descrições nominais anafóricas exercem nas diferentes partes da narrativa. Propomos, outrossim, uma classificação dessas formas, levando em consideração seus diferentes graus de argumentatividade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Em busca de Luciana: um estudo das instâncias narrativas em três romances de Dalcídio Jurandir(Universidade Federal do Pará, 2016-02-29) SOUZA, Flávia Roberta Menezes de; PRESSLER, Gunter Karl; http://lattes.cnpq.br/0100053541433805O presente trabalho propõe um estudo sobre uma personagem singular em toda obra de Dalcídio Jurandir (1909-1979): Luciana. A história dessa personagem é encontrada de modo fragmentado no sexto, sétimo e oitavo romances da série Extremo Norte, na ordem: Primeira manhã (1967), Ponte do Galo (1971), Os habitantes (1976). Essa fragmentação é motivada pelas mudanças das “instâncias produtivas do discurso narrativo” (GENETTE, 1995) e pela constante participação do discurso das personagens – “characters’ discourse” (SCHMID, 2010) - na constituição da história de Luciana. Por essa razão, entende-se que Luciana é uma personagem cuja configuração precisa ser melhor estudada, a fim de compreender de que maneira o discurso do narrador, dos personagens e da própria Luciana contribuem para a sua composição enquanto personagem. As teorias no campo da narratologia de Gérard Genette (1995) e Wolfgang Schmid (2010) e a teoria do romance polifônico de Mikhail Bakhtin (2010) desempenham, neste trabalho, a importância de descrever os fenômenos responsáveis pelos diferentes discursos sobre Luciana e de ajudar a pensar o status dessa personagem no discurso narrativo dos três romances.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fluxo Norte: sobre diários de bordo e cartografia poética de determinada Produção de artes visuais na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2015-06-15) SOBRAL, Keyla Cristina Tikka; MANESCHY, Orlando Franco; http://lattes.cnpq.br/6198572031091761Esta pesquisa pretende instaurar uma cartografia poética e analítica de determinados artistas visuais que atuam ou são de origem da Amazônia Legal, a partir de viagens realizadas nesse território entre 2013 e 2014. Aplico o conceito de Contemporâneo desenvolvido em O que é o contemporâneo? de Giorgio Agamben observando de que maneira os artistas se articulam para realizar suas produções e o que eles pensam sobre uma região cheia de especificidades, diferenças e complexidade como é a Amazônia; bem como, apoio-me no conceito de Cartografia utilizado por Virginia Kastrup, no Livro Pistas do Método da Cartografia, para desenhar uma cartografia subjetiva da região. Reflito sobre a poética dos Diários de Bordo e Diário Íntimo encontrados em Mário de Andrade, Maria Gabriela Llansol e Maurice Blanchot, com a intenção de (re) descobrir a região através da escrita, compreendendo esta como parte do percurso de entendimento sobre a Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O imaginário sobre a cidade: entre experiências e socialidades nas narrativas de mídia e dos indivíduos em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2019-03-21) KABUENGE, Nathan Nguangu; AMARAL FILHO, Otacílio; http://lattes.cnpq.br/2605877670235703; COSTA, Alda Cristina Silva da; http://lattes.cnpq.br/2403055637349630A presente proposta objetiva analisar as experiências e socialidades entre a cidade de Belém, os indivíduos e a mídia, a partir do imaginário construído nas narrativas cotidianas de (des)construção e (res)significações da cidade, considerando que este imaginário, em certa medida, se constituiria como elemento estruturador das socialidades na contemporaneidade. A perspectiva de análise parte de uma abordagem da hermenêutica compreensiva, procurando entender como as narrativas cotidianas da cidade, ou aquelas que resultam do poder de construir o que é a realidade na experiência de um indivíduo ou de uma comunidade. Considera-se assim, a conversa na mesa do bar, na rua, no comércio, na praça, na mesa do jantar, no taxi, na mídia, entre outras conversas, como narrativas cotidianas. A partir de duas perspectivas: a) as narrativas dos jornais Diário do Pará e O Liberal, com o uso da técnica “semana construída”, em suas edições publicadas de 2000 até 2017. A seleção desses dois periódicos paraenses foi motivada pela representatividade sociopolítica e cultural de ambos na construção de experiência e da intersubjetividade entre indivíduos, principalmente dos belenenses; e, b) as narrativas dos taxistas de Belém, considerando que parte deles são leitores potenciais dos jornais, assim como ‘transitam’, devido sua atividade, pela cidade. No percurso metodológico fez-se uso de entrevista semiestruturada, na qual foram selecionados 15 (quinze) taxistas de três bairros: Cidade Velha, Jurunas, Marambaia, que exercem a profissão há mais de 18 (dezoito) anos no intuito de perceber as manifestações do imaginário da cidade. O corpus da pesquisa possibilita observar nas duas narrativas, certas regularidades de (des)construção de Belém o que é fundamental para a análise. Assim, falar da cidade geralmente remete à problemática da urbanização, mas nesta pesquisa, nosso olhar se volta a compreender a relação dos produtores do urbano (cidade) e os processos comunicativos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Maravilhoso e alteridade em narrativas da Matintaperera(Universidade Federal do Pará, 2019-07-12) RAMOS, Andressa de Jesus Araújo; TRUSEN, Sylvia Maria; http://lattes.cnpq.br/1704721088122823Este trabalho, vinculado ao Projeto de Pesquisa Alteridade, Literaturas do Insólito e Psicanálise (ALLIP), objetiva, de modo geral, compreender o maravilhoso a partir da alteridade em narrativas orais da Matintaperera, recolhidas pelo Projeto O Imaginário nas Formas Narrativas Orais Populares da Amazônia Paraense (IFNOPAP). De forma específica, objetivamos verificar aspectos comuns entre a Matintaperera, o Saci-Pererê, o Acauã e a Mula sem cabeça, bem como examinar a ocorrência de Das Unheimliche (O estranho) em narrativas orais da Matintaperera. O referencial teórico deste estudo ampara-se em Bravo (1985), Freud (1919/2017) e Paz (2018). Esta pesquisa caracteriza-se como bibliográfica, com abordagem qualitativa, cuja metodologia consistiu em, primeiramente, fizemos uma revisão da literatura, em seguida, realizamos o exame das narrativas orais da Matintaperera presentes nos livros Santarém conta..., Belém conta..., Abaetetuba conta... e Bragança conta..., feito isso selecionamos dois contos da Matintaperera e, por fim, realizamos a análise literária das narrativas orais escolhidas. Os resultados revelaram que é possível compreender o conto maravilhoso da Matintaperera a partir da noção de alteridade em narrativas orais do IFNOPAP, uma vez que a Matinta, em sua constituição humana, pode ser compreendida pela alteridade (mulher- homem), (jovem-velha). No que se refere à metamorfose, a Matintaperera pode se metamorfosear em animais, de classes biologicamente distintas tais como (ave, anfíbio, réptil, mamífero e peixe), o que a possibilita transitar em meios (aéreos-terrestres), (rural-urbano), podendo ser (quadrúpede ou bípede). O assobio, por sua vez, se estabelece pela alteridade (boca-ânus). Além disso, constatamos que a Matinta possui aspectos comuns com o Saci-Pererê, o Acauã e a Mula sem cabeça, o que nos faz pensá-la não através de uma unidade, isto é (mulher-velha que se transforma em coruja), mas sim em uma pluralidade cultural. Desse modo, como veremos, os opostos em Matintaperera, assim como o termo alemão Das Unheimliche (O estranho), de Freud, não são excludentes, mas se relacionam mutuamente. Sendo assim, acreditamos que esta dissertação trará valiosas contribuições aos estudos das literaturas do insólito, uma vez que, amparados em Victor Bravo, podemos pensar o conto maravilhoso da Matintaperera a partir da noção de alteridade e isso promove uma experiência resultante da transformação de si pela relação com a alteridade do outro (o texto, a cultura, os sujeitos).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Memória e migração presentes em narrativas orais de migrantes nordestinos na Amazônia paraense(Universidade Federal do Pará, 2012-04-19) PIMENTEL, Flávio Reginaldo; FERNANDES, José Guilherme dos Santos; http://lattes.cnpq.br/7023812449790431O presente estudo analisa narrativas orais e histórias de vida de migrantes nordestinos que estabeleceram residência na chamada Amazônia Paraense, mais precisamente, na região denominada Bragantina, no município de Igarapé Açu. Para tanto, usamos categorias como Memória e Migração, bem como sua relação com Cultura e Cultura Popular e como estas se inserem na Literatura Popular ou Literatura Oral dessa região. Acreditamos que a oralidade muito tem contribuído para a solidificação da Cultura Popular e sua diversidade, porém isto não é considerado. Vale ressaltar que este trabalho apresenta-se como uma contribuição para o entendimento dessa enorme diversidade cultural existente na região a partir dos fluxos migratórios ocorridos. Coletamos narrativas de migrantes que moram no município de Igarapé Açu, na tentativa de compreender toda essa gama cultural e efervescente, que é própria de regiões onde a migração é forte. A memória também tem contribuído de forma significativa para os estudos relativos à oralidade, e seus traços culturais resultantes dela.Tese Acesso aberto (Open Access) Movimento Xingu vivo para sempre: da fundação à consolidação do discurso de recusa radical ao complexo hidrelétrico de Belo Monte(Universidade Federal do Pará, 2018-03-27) GALVÃO, Alessandro Nobre; PESSOA, Fátima Cristina da Costa; http://lattes.cnpq.br/4011084861970140Este trabalho examina a conjuntura sócio-histórica que propiciou a emergência e a consolidação de um discurso novo na ordem dos discursos sobre a gestão dos recursos naturais na Amazônia brasileira – o discurso de recusa radical ao Complexo Hidrelétrico de Belo Monte (CHBM). Esta conjuntura remonta-se a um conflito iniciado no final dos anos 70 quando o governo brasileiro propõe inventário da bacia hidrográfica do Xingu para avaliar seu potencial hidrelétrico, chegando aos anos 2000 com as mudanças na política econômica do país a partir do fortalecimento do modelo neoliberal e a abertura do governo brasileiro a empresas privadas para a exploração das riquezas naturais. Identificamos o nascimento da resistência de grupos indígenas com destaque para o povo Kayapó, fortalecendo-se mais tarde com a aliança selada entre este e outros segmentos impactados pelo empreendimento Belo Monte, por ocasião do Encontro Xingu Vivo para Sempre ocorrido em 2008. Analisamos, portanto, os fatos históricos que culminaram na emergência e circulação desse discurso, bem como seu fundamento ideológico, as possíveis transformações por ele sofridas ao longo do tempo e os processos discursivos que dele derivam. Fizemos um mergulho descritivo na formação social indígena, buscando compará-la à formação social capitalista o que nos permitiu vislumbrar, baseados nos estudos peucheutianos, que a resistência de que nos ocupamos nasce em um não-lugar sob a égide de outros rituais de interpelação, introduzindo-se no seio das práticas e rituais possíveis na formação social capitalista. Nosso percurso analítico nos mostrou que discurso de recusa radical ao CHBM sofre transformações a partir do advento daquela aliança imaginária que de um ponto de vista discursivo, selou uma aliança não entre sujeitos empíricos, mas entre distintas posições de sujeito e permitiu a invasão de saberes outros para o interior da FD que determina esse discurso. O corpus discursivo desta pesquisa é constituído por materialidades discursivas de natureza semiótica diferenciada e adotamos como procedimento de construção desse corpus a noção de recorte proposta por Orlandi (1984), bem como a de sequência discursiva proposta por Courtine (2014) e os procedimentos da análise seguiram a abordagem triangular proposta por Lagazzi (2005).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Narrativas orais: cultura e identidade em Santa Cruz do Arari(Universidade Federal do Pará, 2012-09-12) BENTES, Rosa Maria Ramos; SIMÕES, Maria do Perpétuo Socorro Galvão; http://lattes.cnpq.br/0672011058049782Este estudo, inserido no Projeto IFNOPAP (UFPA), apresenta os resultados de uma pesquisa em análise de narrativas orais do caboclo de Santa Cruz do Arari, que servem, simultaneamente, como fonte e transmissão do conhecimento empírico produzido pelo homem rústico e sua relação com o meio ambiente. Sob o título “Narrativas orais: cultura e identidade em Santa Cruz do Arari” buscam-se desvelar a teia simbólica que entrelaça aspectos ligados à sexualidade, à moralidade e à religiosidade ― preceitos ideológicos que consubstanciam a cultura e a memória constituintes da base identitária da sociedade, por conseguinte, presentes nas narrativas orais “Cobra Custódio”, “Boto-mirim” e “Bode Cheiroso”. O locus da pesquisa é o município de Santa Cruz do Arari, situado na ilha do Marajó. Essas narrativas foram analisadas sob as perspectivas dos seguintes teóricos: Gilbert Durand (1997), Mircea Eliade (1991), Walter Benjamin (1994), Paul Zumthor (1993), Ecléa Bosi (1994), Michael Pollak (1992), Paes Loureiro (1995) e Clifford Geertz(2011). Teóricos que nortearam o viés reflexivo desse estudo.
