Navegando por Assunto "Ancestral knowledge"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Médica da (e na) floresta: a trajetória de uma parteira, pajé e benzedeira Tembé Tenetherar(Universidade Federal do Pará, 2021-06) PANTOJA, Ana Lídia NauarA proposta deste artigo é fazer uma reflexão sobre a importância dos saberes tradicionais e práticas de curas tradicionais entre os povos indígenas Tembé Tenethehar, Nordeste do estado do Pará, por meio das narrativas biográficas de uma parteira, pajé e benzedeira da Aldeia Ytuaçu. A pesquisa de caráter exploratória com utilização do método biográfico e história oral, teve os dados submetidos à análise qualitativa, apontando para a importância que as mulheres assumem na comunidade e em particular a parteira Francisca, cuja trajetória revela a tradição de uma medicina popular que nem sempre é valorizada no contexto das políticas de atenção à saúde indígena que vêm sendo implementadas pelo Estado no local, apontando, com isso, para os riscos de desenraizamentos de valores culturais ancestrais essenciais à preservação das suas tradições e identidades.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Precisamos pisar no chão: plantas medicinais e ancestrais usos de práticas e saberes entre os quilombolas de Deus Ajude(Universidade Federal do Pará, 2024-11-07) SOUZA, José Luis Souza de; CARDOSO, Denise Machado; http://lattes.cnpq.br/2685857306168366A presente pesquisa é realizada em um território tradicional reconhecido como Deus Ajude e investiga a relação entre o uso de plantas medicinais e a identidade quilombola nessa comunidade, situada no arquipélago do Marajó, Pará. Motivada pelos debates sobre a preservação dos territórios quilombolas, especialmente após o reconhecimento constitucional das terras tradicionais pelo Art. 68 do ADCT (1988), esta pesquisa antropológica e sociológica examina como os saberes ancestrais vinculados ao uso de plantas fortalecem a identidade cultural quilombola e contribuem para a conservação territorial. Com uma população de aproximadamente 300 habitantes, a comunidade faz uso sustentável de uma área biodiversa composta por florestas que proporcionam o uso de seus frutos, plantas ancestrais e medicinais, cipós e junco, além dos rios com peixes e outros animais aquáticos que compõem um cenário rico e com potencialidade para o desenvolvimento de diferentes atividades. A pesquisa também analisa os desafios impostos pela expansão do agronegócio sobre esses territórios e a substituição de saberes tradicionais por práticas farmacológicas modernas, destacando a relevância dos saberes tradicionais para a resistência cultural e a sustentabilidade ambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Só falta chegar a hora do puxo”: os saberes das parteiras tradicionais em uma comunidade quilombola na Amazônia paraense(Universidade Federal do Pará, 2024-05-23) RIBEIRO, Domingos do Carmo Ferreira; CARVALHO, Luciana Gonçalves de; http://lattes.cnpq.br/9870905738650852; https://orcid.org/0000-0001-7916-9092; RIBEIRO, Tania Guimarães; FERNANDES, Mariana Balen; SILVA, Givânia Maria da; http://lattes.cnpq.br/1193175057010343; http://lattes.cnpq.br/1926309262817057; http://lattes.cnpq.br/5051165750709968; https://orcid.org/0000-0003-1683-3659; https://orcid.org/0000-0002-6718-1294; https://orcid.org/0000-0001-5094-2715Neste estudo discuto aspectos do ato de partejar realizado pelas parteiras tradicionais na comunidade quilombola e extrativista da Vila de Joana Peres, no município de Baião, estado do Pará. Mulheres como elas foram, até o final do século XIX, as responsáveis diretas pelos cuidados da mãe e do bebê durante a gestação, parto e pós-parto. Com a institucionalização e a medicalização do parto no Brasil, porém, as parteiras tradicionais foram perdendo o protagonismo nesses cuidados por não deterem saberes baseados na ciência ocidental (biomédica). Deste modo, foram desautorizadas a exercerem os seus ofícios e paulatinamente substituídas – inicialmente, por parteiras diplomadas, e depois por médicos e obstetras. Nas comunidades tradicionais e nos lugares mais distantes dos centros urbanos, contudo, parteiras tradicionais continuam resistindo. Na observação participante por entrevistas propõe-se uma abordagem qualitativa com o objetivo de narrar trajetórias e experiências das parteiras tradicionais na comunidade, com foco em seus saberes e fazeres relativos aos cuidados da gestação, do parto e do pós-parto. Os resultados indicam que os conhecimentos empíricos das parteiras tradicionais da comunidade quilombola de Joana Peres fazem parte da cultura local e estão associados a práticas de saúde que vão além do parto. Mostram, ainda, que, embora sejam menos numerosas que no passado, as parteiras não são menos importantes na atualidade. No entanto, elas necessitam de motivação e valorização, assim como de implementação de políticas públicas de Estado que sejam capazes de reparar a marginalização imposta a elas.
