Navegando por Assunto "Antropologia urbana"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Cidade Velha e Feliz Lusitânia: cenários do Patrimônio Cultural em Belém(Universidade Federal do Pará, 2006-10-31) MIRANDA, Cybelle Salvador; BELTRÃO, Jane Felipe; http://lattes.cnpq.br/6647582671406048A Tese foi motivada pela redescoberta do bairro da Cidade Velha, na cidade de Belém, estado do Pará, redescoberta da autora em sua infância e do bairro em si enquanto espaço da memória e marco para o risorgimento do Pará. Analisa os conceitos de Patrimônio na cidade moderna, bem como a construção de um imaginário mítico que povoa a memória dos cidadãos belemenses em três etapas: da Colonização Pombalina; da Belle Èpoque e do Novo Pará. A argumentação é construída a partir de narrativas de diversos atores que interagem com o bairro: moradores antigos, moradores novos, comerciantes, técnicos do patrimônio, bem como pela leitura de imagens que ajudam a contar a história do bairro e de como ele é visto enquanto patrimônio. O método etnográfico juntamente com a semiótica foram os guias para a leitura dos materiais escritos, orais e visuais, ajudando no posicionamento da pesquisadora nos papéis de antiga moradora, arquiteta e artista plástica. Traçando um panorama sobre os conceitos de Cultura presentes na Cidade Velha, desde a visão dos residentes até a dos planejadores do projeto Feliz Lusitânia, este trabalho monta um mosaico onde aparecem as arestas entre as concepções de patrimônio dos técnicos e dos segmentos sociais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) "É a festa das aparelhagens!": performances culturais e discursos sociais(Universidade Federal do Pará, 2008-04) LIMA, Andrey Faro de; MOTTA-MAUÉS, Maria Angélica; http://lattes.cnpq.br/7861116876230464O presente trabalho é uma textualização da pesquisa que desenvolvi acerca das chamadas festas de aparelhagem de Belém do Pará que, genericamente, inserem-se no conjunto de modalidades festivas populares sonorizadas pelas aparelhagens, empresas que se identificam pela utilização de suntuosos aparatos eletrônico-sonoros e diferenciadas pelo “estilo” de festas a que se propõem, pelo público que atraem e por suas dimensões e feições diversas. As festas de aparelhagem configuram um cenário amplo e notório em Belém a partir da relação que estabelecem entre público, festa e aparelhagens, assinalada por certas articulações significativas que se desdobram para além do momento festivo propriamente dito. Nestes termos, esta dissertação constitui um estudo interpretativo sobre a relação existente entre a dinâmica de reprodução afetiva e estético-performática das festas de aparelhagem, e as diferentes nuances semântico-discursivas que estas assumem: publicamente (sua veiculação nas grandes mídias impressas, digitais, elevisivas e radiofônicas) e em planos mais microssociológicos, nos quais emergem, tal como aqui identifico, os protagonistas imediatos público/aparelhagens) deste fenômeno.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Festa de santo na cidade: notas sobre uma pesquisa etnográfica na periferia de Belém, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2011-04) COSTA, Antonio Maurício Dias daO artigo faz alguns paralelos entre estudos que tratam da dimensão lúdica da religiosidade popular na Amazônia e os resultados de uma pesquisa etnográfica sobre uma festa de santo padroeiro em uma feira de bairro na Belém contemporânea. São observados elementos externos ao ritual religioso, como divulgação propagandística, trocas econômicas e usos políticos, que atuam como transformadores do sentido da devoção religiosa. Demonstra-se, com isso, a dinamicidade da reprodução da religiosidade popular, considerando a diversidade de manifestações festivas em diferentes realidades socioespaciais amazônicas. Devoção religiosa e 'razão prática' estão imbricadas no processo de modificação do evento pesquisado. Isto se revela pela complexidade das trocas sociais exercidas em uma festa de santo padroeiro na escala de uma grande cidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A memória coletiva e o ofício de sapateiro em Belém-Pa: as narrativas de mestres e aprendizes da arte dos calçados(Universidade Federal do Pará, 2014-09-04) ROCHA, Manoel Cláudio Mendes Gonçalves da; SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu da; http://lattes.cnpq.br/1972975269922101O trabalho em questão tem por objetivo refletir a respeito do ofício de sapateiro em Belém, Pará. O estudo parte da apreciação das narrativas de trabalhadores que exercem atividades ligadas aos calçados na porção central da capital paraense – precisamente nos bairros de Batista Campos e Campina. Por meio das memórias destes sapateiros acerca de suas trajetórias sociais, busco compreender o modo como esta ocupação se transformou ao longo dos anos e de que forma esses sujeitos percebem as mudanças na própria vida urbana, considerando as modificações no espaço ao longo do tempo, logo, a conformação e reconfiguração das paisagens no mundo urbano belemense. As proposições aqui elencadas apontam para o fato de que através do saber-fazer característico do ofício de sapateiro e por meio de um “saber viver” que reflete a experiência cotidiana destes indivíduos, as oficinas de calçados constituem espaços prenhes de sociabilidades, onde além da fabricação e conserto de sapatos e artigos de couro, em geral, são também produzidas formas sociais outras túrgidas de uma dimensão simbólica e sensível que traduz seus conteúdos a partir das interações/relações ali engendradas e da intermediação dos próprios gestos técnicos característicos do ofício.Tese Acesso aberto (Open Access) O Novelo de Dalcídio. Mundo ribeirinho e subalternidades amazônicas no romance Belém do Grão-Pará(Universidade Federal do Pará, 2019-09-30) TAKETA, Brenda Vicente; CASTRO, Fábio Fonseca de; http://lattes.cnpq.br/7411902906895180Este trabalho consiste em uma tentativa de por em diálogo o romance Belém do Grão-Pará, de Dalcídio Jurandir, e um conjunto de autores e estudo de diferentes áreas e tempos, que ajudam a compreender o que identificamos nele como “universo de subalternidades”. Dessa forma, constituímos uma linha argumentativa com elementos que, em princípio, não pareceriam interligados, mas que a nosso ver ganham sentido ao serem “costurados”, como a nossa proposta de interpretação para o livro. Partimos, então, de uma discussão introdutória sobre a persistência de um certo tipo de campesinato agroextrativista na Amazônia, a partir da obra de Francisco de Assis Costa. Em seguida, buscamos compreender o prolongado desconhecimento sobre a biodiversidade amazônica como um resultado da relação entre homem, natureza e cultura, associando-o, em parte, ao processo de formação das ciências naturais, às influências das teorias racistas e à constituição da invisibilidade sócio-histórica de grupos camponeses agroextrativistas estudados por Costa. Sem esse movimento, baseado em processos de subalternizar humanidades e as suas respectivas cidadanias, consideramos que não seria possível constituir um padrão organizativo como o sistema do aviamento, instituído desde o período colonial amazônico e de grande importância para a compreensão do contexto narrativo do romance em questão. Finalmente, tentamos nos voltar ao esforço de colocar a narrativa literária em relação com outras, tendo como pano de fundo a discussão sobre como o universo subalterno circunscrito na Belém do Grão-Pará ficcional dialoga também com a capital paraense do presente. A partir de excertos que envolvem a chegada de Alfredo a Belém, buscamos discutir o que entendemos por processos de “subalternização”, apontando como a produção de diferenças por meio de processos de racialização são parte do modo de produção capitalista desde as suas primeiras investidas no mundo colonial, conforme aponta Mbembe. Dentro desse debate, nos interessa especialmente a noção de arquivo e o imperativo ético de se pensar a reconstituição da história dos subalternizados também por uma dimensão performativa, de imaginação moral. O esforço final se deu no sentido de entender os desdobramentos das violências e hierarquizações nesses universos subalternos, tanto em relação ao trabalho quanto na articulação entre diferenças de classe, raça e gênero, sem esquecer que, de modo contingente, alianças e solidariedades são tão parte dele quanto as violências e os conflitos.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O olhar invisível: visões e narrativas de populares em situação de rua e vulnerabilidade social nos tempos de pandemia da covid-19 em Bragança-PA(Universidade Federal do Pará, 2020-12) GATINHO, Erlan José; QUADROS, João Plinio Ferreira de; COSTA, Nívia Maria VieiraDevido a tantas mudanças abruptas que o mundo vivencia na atualidade, traz-se ao centro da cena, através desta pesquisa, alguns apontamentos reflexivos que se tornaram pertinentes como as desigualdades, as discriminações e os impactos sociais, além de transformações desencadeadas em tempos de pandemia da Covid-19. O objetivo geral da pesquisa está pautado em compreender como os grupos sociais em situação de rua e vulnerabilidade social da sociedade bragantina vivenciam a crise pandêmica. Como delineamento metodológico, se trata de uma pesquisa de abordagem qualitativa com os seguintes procedimentos: observação participante, rodas de conversa e análise interpretativa das narrativas orais. Entre os resultados obtidos permitiu-se conhecer parte destes grupos sociais que permeiam o locus da cidade, tal qual as múltiplas relações e ações que estes coletivos exercem, tornouse ainda viável entender dentre quais maneiras eles concebem o que é a pandemia, a quarentena e a crise manifestada em suas vivências e ressignificações. Epistemologicamente, a pesquisa baseia-se em conceitos de Velho (1973); Lefebvre (2011); Santos (2020); Bauman e Donskis (2016), com perspectivas conceituais e analíticas sobre: antropologia urbana, relações sociais, invisibilidades de grupo e reflexões críticas acerca da pandemia de Covid-19.Tese Acesso aberto (Open Access) Pedra, redes e malha na circulação do pescado do Ver-o-Peso ao meio urbano de Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-03-08) SILVA, Luiz de Jesus Dias da; RODRIGUES, Carmem Izabel; http://lattes.cnpq.br/5924616509771424Esta tese tem o objetivo de etnografar a rede social envolvida no processo de circulação do pescado que chega diariamente na Pedra do peixe do Ver-o-Peso e é distribuído na malha urbana da cidade de Belém do Pará. O problema enfrentado é compreender como essa comercialização permanece, presentemente, central no maior mercado popular da cidade e à própria cidade, uma vez que foi iniciada, ainda, no período colonial brasileiro. A etnografia local assume importância cultural, histórica e econômica para a vida social de Belém; os sujeitos nesse mercado atuam, entre água e terra, em um conjunto de espaços coletivos onde há interpenetração da história com a cultura local, que se transformam em práticas e atualizam sentidos. Metodologicamente houve a pesquisa com dados secundários para embasamento teórico e a pesquisa etnográfica, com observação direta e observação participante, uma vez que ao ser aceito no campo pude, por vezes, auxiliar na comercialização do pescado na Pedra, na feira da Marambaia e em outro ponto de venda na cidade. O Ver-o-Peso, foi pesquisado como mercado popular, sistema simbólico e importância cultural à cidade de Belém. Houve a investigação quanto a origem desse espaço de entreposto pesqueiro, como lugar de inter-relações, suas especificidades, conflitos locais, leis ou regimentos tácitos e quanto a preparação da tripulação de embarcações pesqueiras para uma nova jornada que, pois, ao tempo que encerra a venda de uma carga de pescado, a ser é distribuído em Belém e outras localidades, finaliza um ciclo, e se inicia de modo concomitante, o preparo da próxima viagem em busca de peixe para venda nesse local, novamente. O pescado distribuído em Belém chega in natura aos consumidores finais que o encontram nas feiras, mercados, supermercados e outros pontos de venda da malha urbana da cidade, e mais, ainda, nos seus restaurantes diversificados, em forma de pratos regionais preparados aos muitos apreciadores. Nas considerações finais houve uma reflexão quanto à rede de comercialização do pescado e seus aspectos econômicos, sociais, culturais, suas regras, informalidades e seus conflitos, respondendo o que faz com que a circulação do pescado em Belém permaneça até a atualidade com muito vigor, tendo aquele locus do Ver-o-Peso como centralidade do seu fluxo, além de proposições advindas dos trabalhadores que lá atuam do dia-a-dia, quanto sua permanência, onde está.Tese Acesso aberto (Open Access) “Pelas ruas de Belém...”: produção de sentido e dinâmica cultural nos arrastões do Pavulagem em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-04-01) CHAGAS JUNIOR, Edgar Monteiro; RODRIGUES, Carmem Izabel; http://lattes.cnpq.br/5924616509771424As recentes demandas de grupos de habitantes nos grandes centros urbanos do país sobre algumas manifestações culturais compreendidas como tradicionais – estas acessadas segundo um modelo de representação cultural cuja dimensão de valor identitário tem sido cada vez mais acionado – tem possibilitado algumas reflexões que perpassam a condição de uso e apropriação de espaços públicos por citadinos que elaboram e instituem diferentes maneiras de se expressar artístico-culturalmente sem necessariamente seguir os padrões consolidados dos grandes eventos onde prevalece o distanciamento entre o artista e o público. Nas últimas duas décadas, observa-se uma retomada de ações de cunho pedagógico sobre os saberes oriundos de antigos folguedos populares que passaram a fornecer um referencial para a produção de discursos de ativistas culturais urbanos que se notabilizaram diante aos apelos sobre a “degradação” das identidades em um mundo economicamente globalizado, reorientando a participação e o consumo dos chamados bens culturais e proporcionando uma maneira de mobilização de públicos que passaram a (re)assumir a rua como referencial de sentido, de socialização e de experimentação como energia motriz de realização de uma ação cultural performaticamente ritualizada. Desta forma, Este trabalho se propõe a colaborar com essas discussões ancorado na possibilidade de entrelaçamento das noções de patrimônio, ritual e performance motivado a partir da observação de um movimento cultural denominado Arrastão do Pavulagem, o qual nos seus vinte e oito anos de atuação se consolidou no calendário cultural de Belém do Pará como um momento de (re)criação estética e simbólica da festa a partir da atuação de músicos, dançarinos, cantores, atores, produtores, que perfazem suas ações em um ambiente, ao que sugere, se institui a partir do sentido de participação e experimentação do lugar como um dos fundamentos desse movimento mobilizado por interesses diversos mas que, no contato com este ambiente, se entrecruzam e performaticamente elaboram discursos e visualidades que atuam na possibilidade de (re)interpretação da paisagem urbana do Centro Histórico de Belém do Pará.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Rua Dr. Assis: uma incursão pela paisagem patrimonial transfigurada da Cidade Velha, Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2013-03-19) TUTYIA, Dinah Reiko; MIRANDA, Cybelle Salvador; http://lattes.cnpq.br/3254198738703536Este trabalho investiga a transformação da paisagem da Rua Dr. Assis, no Bairro da Cidade Velha, na cidade de Belém, a partir da releitura das edificações classificadas como “renovação” pela Lei 7.709 de 1994, responsável pela preservação e proteção do Patrimônio Histórico, Artístico, Ambiental e Cultural. A categoria “renovação” enquadra os imóveis sem interesse à preservação, onde em seu lugar pode ser construída uma nova edificação. Com isso, esses lotes presentes no conjunto histórico “abrem a guarda” para a dinâmica de transformação intrínseca à cidade. A paisagem transfigurada, que escapa à “estética patrimonial” passa a consolidar uma nova “Cidade Velha”- espaço gênese de Belém, que juntamente com o bairro da Campina formam o Centro Histórico. Utilizando como recorte a Rua Dr. Assis - logradouro inserido no bairro da Cidade Velha – e com base no método da etnografia de rua, é feita uma incursão nesta paisagem que guarda na materialidade e na memória de moradores e comerciantes, o processo de transformação do tecido urbano tombado. Assim, o (re)conhecimento deste espaço, visa trazer à tona a relação material-imaterial eclipsada pela categorização da legislação de 1994.
