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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    A aplicação da cromatografia gasosa acoplada (GC-FID), isótopos estáveis, palinologia e razão C:N na reconstituição paleoambiental de manguezais do Estado da Bahia e Espírito Santo.
    (Universidade Federal do Pará, 2024-07-30) SILVA, Fernando Augusto Borges da; ALBERGARIA-BARBOSA, Ana Cecília Rizzatti de; http://lattes.cnpq.br/2666263256585897; FRANÇA, Marlon Carlos; http://lattes.cnpq.br/8225311897488790; https://orcid.org/0000-0002-3784-7702
    Os manguezais dependem de fatores geomorfológicos, geoquímicos e climáticos ideais para que possam se desenvolver. O Brasil, por apresentar um litoral bastante recortado sob regime climático tropical e sub-tropical apresenta condições adequadas ao estabelecimento desses ecossistemas e distribuição. A dinâmica desses manguezais pode ser influenciada por fatores ligados às variações climáticas e alterações no fluxo hidrodinâmico, que resultam em modificações no aporte de sedimentos e origem da matéria orgânica, alterações que podem ser observados ao longo do Holoceno de modo distinto nas diferentes regiões do país. No litoral nordeste e sudeste, a evolução desses ecossistemas está associada a flutuações do nível relativo do mar (NRM) e à dinâmica sedimentar, enquanto na região sul, a mudança na distribuição dos manguezais é reflexo das flutuações do NRM e mudanças climáticas ocasionados pelo aquecimento global. Estudos recentes buscam descrever a evolução desses ambientes a partir da caracterização elementar e isotópica da matéria orgânica. Essas constituem importantes ferramentas na reconstituição paleoambiental. Entretanto, é necessário lembrar que a análise comparativa do maior número de parâmetros independentes possíveis é relevante ao passo que agrega valor à pesquisa e aumenta a confiabilidade nos dados a serem analisados, gerando informações mais precisas. Portanto, visando desvendar a dinâmica da matéria orgânica em ambientes de manguezais, bem como compreender movimentos de expansão e/ou contração desses ecossistemas, foram realizadas análises de n-alcanos por cromatografia gasosa acoplada (GC-FID), associadas ao estudo sedimentar, análises polínicas, análises isotópicas e elementares, sincronizadas com datações por 14C e 210Pb, as quais permitiram a obtenção de informações sobre processos biogeoquímicos pretéritos e alterações ambientais durante o Holoceno e o Antropoceno na planície costeira da foz do rio Itapicuru (BA) e na foz dos rios Barra Seca e Jucu (ES). Assim, os resultados desta pesquisa estão apresentados em cinco artigos científicos. O primeiro, ver capítulo III, trata sobre a expansão dos manguezais na foz do rio Itapecuru (BA) durante o Antropoceno. O segundo artigo científico (capítulo IV) trata da dinâmica dos manguezais na foz rio Barra Seca, litoral norte do Estado do Espírito Santo. O terceiro artigo (capítulo V) aborda sobre a ferramenta da palinologia utilizada na compreensão sobre a dinâmica da vegetação costeira. O quarto artigo (capítulo VI) apresenta as alterações ambientais ocorridas na foz do rio Jucu, litoral central do Estado do Espírito Santo. Por fim, o quinto artigo apresenta os resultados das análises de n-alcanos, comparadas com dados isotópicos, elementares, palinológicos e datações na planície costeira do rio Barra Seca.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos das mudanças climáticas nos limites austral e boreal dos manguezais americanos durante o Holoceno e Antropoceno
    (Universidade Federal do Pará, 2021-09-08) RODRIGUES, Érika do Socorro Ferreira; KAM, Biu Liu; COHEN, Marcelo Cancela Lisboa; http://lattes.cnpq.br/8809787145146228
    Durante o Holoceno a distribuiçãos dos manguezais foi controlada em grande parte pelo clima e flutuações do nível do mar. O clima limitou essas florestas às latitudes 30°N e 28°S. Portanto, em resposta ao aquecimento global no Antropoceno, espera-se que os manguezais migrem para latitudes mais temperadas invadindo áreas úmidas colonizadas por marismas (Spartina sp.). O objetivo geral desta Tese é avaliar os efeitos das mudanças climáticas e flutuações do NRM na distribuição dos manguezais americanos ao longo do Holoceno e Antropoceno, baseado em imagens de satélite e drone, fácies sedimentares, diatomáceas, pólen, geoquímica (LOI, XRF, COT, NT, ST, C: N, C: S, δ13C e δ15N) e datações por 210Pb e 14C. Para isto, foi escolhido um estuário do litoral sul do Espírito Santo como representante dos manguezais tropicais (20°41'S), além de regiões costeiras subtropicais situadas na costa norte (26° 6'S) e sul de Santa Catarina (28°29’ S) e litoral da Louisiana (29°09’N). Os resultados desta pesquisa estão apresentados em quatro artigos científicos. O primeiro, (ver, capítulo II) trata sobre os efeitos do aquecimento global no estabelecimento dos manguezais na região costeira da Louisiana (29° 09’ N) durante o Holoceno. O segundo artigo científico (ver, capítulo III) mostra a migração dos manguezais para o limite austral desse ecossistema no continente sul-americano, na região de Laguna, de acordo com o aumento nas temperaturas mínimas de inverno no Antropoceno (costa sul de Santa Catarina, 28°29’ S). O terceiro manuscrito (ver, capítulo IV) avalia os impactos do aumento do nível do mar nos manguezais tropicais do sudeste brasileiro (costa sul Espírito Santo, 20°41'S) durante o Holoceno e Antropoceno, usando uma abordagem multi-proxy. O quarto artigo científico (ver, capítulo V) aborda o estabelecimento dos manguezais na Baía de São Francisco do Sul (costa norte de Santa Catarina, 26°6'S), em resposta ao aquecimento global nos últimos 1000 anos. Os resultados indicaram uma transgressão marinha na costa sul de Santa Catarina (28°29’ S) e litoral da Louisiana (29° 09’ N) no Holoceno inicial. Este processo natural converteu ambientes lacustres em lagunas colonizadas por ervas adaptadas a ambiente estuarino. Na costa tropical brasileira o aumento do NRM no Holoceno médio (2-5 m acima do nível atual) foi determinante para o estabelecimento dos manguezais. Este comportamento foi observado em um estuário localizado na costa sul do Espírito Santo (20°41'S) onde uma planície herbácea foi gradualmente substituída por uma laguna cercada por manguezais entre ~6300 anos cal AP e ~4650 anos cal AP. No entanto, entre ~4650 anos cal AP e 2700 anos cal AP a laguna colonizada por manguezais em suas margens foi convertida em uma planície de maré ocupada por ervas, palmeiras e árvores/arbustos refletindo a redução da influência estuarina no Holoceno tardio, de acordo com a queda do NRM. A partir dos últimos mil anos ocorreu uma diminuição significativa na ocorrência de pólen de manguezal nos sedimentos das planícies de maré do sul do Espírito Santo (390 cal anos AP (1560 DC) e 77 cal anos AP (1873 DC), provavelmente causado por uma queda no NRM associada a Pequena Idade do Gelo (LIA). Estudos paleoclimáticos indicaram flutuações na temperatura durante LIA (380 a 50 anos cal AP) e MCA – Período Quente Medieval (950 a 750 anos cal AP) no Holoceno tardio e consequente mudança na vegetação no sul do Brasil. Estes eventos climáticos provavelmente influenciaram o aparecimento da sucessão de gêneros de manguezais na Baía de São Francisco do Sul (costa norte de Santa Catarina, 26°6' S). Os efeitos da queda e/ou estabilização do nível do mar no Holoceno tardio foram registrados na costa sul catarinense (Laguna, 28°29′S) através da mudança na geomorfologia costeira. Neste mesmo período no litoral de Louisiana (29°09′N), sedimentos arenosos (sedimentos overwash) foram depositados nesses estuários refletindo a migração gradual desses sedimentos em direção ao continente provavelmente resultado de eventos de tempestade. As tendências de NRM na costa sul brasileira (Laguna, 28°29′S) e norte americana (litoral da Louisiana, 29°09′N) a partir do Holoceno médio foram as mesmas apresentando condições físico-químicas apropriadas para o desenvolvimento de manguezais, como ocorreu no litoral do Espírito Santo (~6300 anos cal AP) e na Baía de São Francisco do sul (~1500 anos cal AP). Entretanto, não foram registrados grãos de pólen de manguezal nos sedimentos do atual limite austral (Laguna, 28°29′S) e boreal (litoral da Louisiana, 29°09′N) dos manguezais americanos durante o Holoceno. Neste intervalo de tempo ocorreu uma contribuição significativa de matéria orgânica de origem estuarina em planícies de maré ocupadas por Spartina sp. Em relação ao aquecimento global e aumento do NRM no Antropoceno um aumento de pólen de manguezal nos testemunhos sedimentares do Espírito Santo (20°40'S) refletiram a migração do mangue para planícies arenosas topograficamente mais elevadas anteriormente dominada por vegetação herbácea. Em relação aos manguezais de Laguna (atual limite austral dos manguezais americanos, 28°29′S), análises de pólen e datações de 14C e 210Pb indicaram que os manguezais foram estabelecidos sob influência estuarina entre ~ 1957 e 1986 DC, representados por árvores de Laguncularia sp. Análises espaço temporal com base em imagens de satélite e drone indicaram que os manguezais vêm se expandindo nas últimas décadas com introdução de novos gêneros de mangue. Em nossa área de estudo na Baía de São Francisco do Sul (costa norte de Santa Catarina, 26°6' S), análises palinológicas e datação 14C revelaram que os manguezais se estabeleceram em torno de ~ 1500 anos cal AP representados por Laguncularia sp. seguido por Avicennia sp. (~500 anos cal AP) e Rhizophora sp. apenas no último século. Provavelmente, essa sucessão de gêneros de manguezais foi causada por uma tendência de aquecimento na América do Sul durante o Holoceno tardio e as árvores de Rhizophora sp. pelo aquecimento durante o Antropoceno. Em relação aos manguezais localizados no litoral da Louisiana registros históricos indicaram a presença de pequenos arbustos de Avicennia sp. no início do século XX. Atualmente, estudos de sensoriamento remoto coordenado por Cohen (2021) indicam uma expansão latitudinal de Avicennia sp. colonizando áreas que eram anteriormente ocupadas por Spartina sp. após duas décadas de invernos quentes. Portanto, os manguezais migraram dos trópicos para zonas temperadas na medida que as temperaturas mínimas de inverno aumentaram durante o Holoceno. No entanto, os manguezais de Laguna e Louisiana (atual limite dos manguezais sul e norte americano) estabeleceram- se apenas no início e meado do século XXI, respectivamente. Tal dinâmica dos manguezais americanos estudados na presente tese foi causada provavelmente pelo aquecimento global natural do Holoceno e intensificado durante o Antropoceno. Esse processo também causou um aumento do nível do mar que resultou na migração dos manguezais de zonas baixas para novas planícies de maré mais elevadas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O futuro dos quelônios amazônicos no contexto das mudanças climáticas
    (Universidade Federal do Pará, 2023-04) SILVA, Iago Barroso da; FAGUNDES, Camila Kurzmann; http://lattes.cnpq.br/7942655716698636; MASCHIO, Gleomar Fabiano; http://lattes.cnpq.br/7967540224850999; https://orcid.org/0000-0002-9013-4437
    A avaliação dos efeitos do aquecimento global na distribuição das espécies é amplamente necessária para o entendimento das suas consequências na biodiversidade. Com base no conhecimento sobre os impactos atuais e previstos das mudanças climáticas na Amazônia e no grupo dos quelônios, este estudo utilizou modelos de distribuição de espécies para compreender as consequências dessas modificações nas áreas potenciais de ocorrência das espécies, respondendo as seguintes questões: 1) Quais as regiões e qual a extensão da distribuição dos quelônios amazônicos que serão afetadas pelas mudanças climáticas futuras? 2) Quais espécies serão mais impactadas? Como resultados, observamos que os modelos apresentaram desempenhos consideráveis. Destacam-se as, como projeções de distribuições potenciais no período atual, a ampla distribuição das espécies Chelonoidis denticulatus; C. carbonarius e Platemys platycephala. Para as projeções no cenário climático futuro, todas as espécies perderam área potencial. Phrynops tuberosus (87.69%), M. nasuta (82.51%), P. platycephala (45.16%), M. raniceps (43.96%), P. sextuberculata (38.69%), C. denticulatus (36.19%) são as espécies que mais perderam área nesse cenário. Para um cenário de um futuro mais extremo, as espécies que perderam maior área potencial são M. nasuta (98.93%), P. tuberosus (97.87%), P. erythrocephala (66.26%), M. raniceps (63.46%), C. denticulatus (61.62%). Quelônios são animais muito afetados pela dinâmica hidrológica dos corpos d’água, a qual será especialmente impactada na Amazônia, prevendo-se modificações na vazão, precipitação, umidade, extensão de inundação e na intensidade desses fenômenos em diferentes estações da bacia. Essas mudanças trarão efeitos deletérios para os quelônios, os quais dependem do nível dos rios e da área e período de inundação para reprodução e alimentação. Quelônios com hábitos semiaquáticos também perdem áreas importantíssimas de alimentação com a modificação do regime hidrológico e da paisagem do entorno dos rios. É muito preocupante o fato que todas as espécies de quelônios da Amazônia serão afetadas pelas mudanças climáticas, sendo que a grande maioria perderá amplas extensões de áreas ambientalmente adequadas para sua ocorrência. Ações governamentais mitigatórias, a longo prazo, em diferentes escalas, são essenciais para suavizar os impactos desse cenário e contribuir para a conservação dessas espécies.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    O mecanismo de desenvolvimento limpo como mitigador do aquecimento global e a participação do Brasil
    (2009-06) COTA, Raimundo Garcia; REIS, Maria Aparecida Martins Cardoso; VALE, Lorena Alves do
    Este estudo, de relevância econômico-ambiental, parte do problema do aquecimento global para analisar o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) como uma ferramenta capaz de contribuir para a mitigação dos gases de efeito estufa (GEE) por meio do cumprimento de metas de redução de emissões pré estabelecidas pelo Protocolo de Quioto. Examina-se e participação do Brasil como país hospedeiro dos projetos do MDL. Conclui-se que, embora a implementação do MDL diminua o custo global de redução de emissões de gases estufa pelos países desenvolvidos e apóie iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável, a falta de maior especificidade nas regras do mecanismo pode abrir precedentes ao direito de poluir. Entende-se que o mecanismo não deve restringir-se somente ao cumprimento de meta, mas é fundamental que atue como desestimulante da poluição em sua origem, conforme a proposta de sustentabilidade, norte da política ambiental climática.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Potencial do sequestro de carbono em plantio de dendezeiros para compensar a emissões de gases de efeito estufa no processo produtivo de óleo de palma.
    (Universidade Federal do Pará, 2017-03-24) CHINGUEL LABAN, Duber Orlando; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543; https://orcid.org/0000-0003-2364-8822; ARAÚJO, Alessandro Carioca de; http://lattes.cnpq.br/6188087583954899; https://orcid.org/0000-0002-7361-5087
    Atualmente as plantações de palma de óleo estão se expandindo na Amazônia brasileira, onde encontram-se as condições ótimas para seu desenvolvimento. A limitação da cultura é um fator importante para a manutenção de áreas primárias na Amazônia. Portanto, para conhecer características da cultura dentro de um contexto produtivo é necessário aplicar metodologias que ajudem aos executores das empresas à levarem em consideração as emissões de carbono do produto. Alguns estudos vêm adotando metodologias para determinar as emissões de gases de efeito estufa, emitidos no processo de produção de óleo de palma a través da técnica de avaliação do ciclo de vida. Sabendo da importância de se conhecer detalhadamente as emissões, este trabalho estimou em primeiro lugar, os estoques de carbono no dendê híbrido interespecífico (HIE) (Elaeis oleifera cortés x Elaeis guineensis jacq) a longo dos 25 anos (tempo do ciclo produtivo da palma), e posteriormente inventariar as emissões de gases de efeito estufa do processo produtivo de óleo de palma na empresa Marborges S.A. Os valores mostram para o dendê híbrido um sequestro de carbono de 0,49 Mt de CO2 em 25 anos e as emissões do processo produtivo contabilizam-se em 0,39 Mt de CO2eq. Além disso, estimou-se que nas áreas de vegetação nativa próprias da empresa o sequestro registrou 4,5 Mt CO2, mais que as plantações de palma. Finalmente pode-se concluir que dentro do contexto ambiental a compensação dos gases emitidos no processo de produção de óleo de palma somente deve acontecer em áreas de pastagens ou áreas sem vegetação aliado á manutenção da vegetação nativa.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Potencial do sequestro de carbono em plantios de dendezeiros para compensar as emissões de gases de efeito estufa no processo produtivo de óleo de palma
    (Universidade Federal do Pará, 2017-03-24) LABAN, Duber Orlando Chinguel; VASCONCELOS, Steel Silva; ARAÚJO, Alessandro Carioca de
    Atualmente as plantações de palma de óleo estão se expandindo na Amazônia brasileira, onde encontram-se as condições ótimas para seu desenvolvimento. A limitação da cultura é um fator importante para a manutenção de áreas primárias na Amazônia. Portanto, para conhecer características da cultura dentro de um contexto produtivo é necessário aplicar metodologias que ajudem aos executores das empresas à levarem em consideração as emissões de carbono do produto. Alguns estudos vêm adotando metodologias para determinar as emissões de gases de efeito estufa, emitidos no processo de produção de óleo de palma a través da técnica de avaliação do ciclo de vida. Sabendo da importância de se conhecer detalhadamente as emissões, este trabalho estimou em primeiro lugar, os estoques de carbono no dendê híbrido interespecífico (HIE) (Elaeis oleifera cortés x Elaeis guineensis jacq) a longo dos 25 anos (tempo do ciclo produtivo da palma), e posteriormente inventariar as emissões de gases de efeito estufa do processo produtivo de óleo de palma na empresa Marborges S.A. Os valores mostram para o dendê híbrido um sequestro de carbono de 0,49 Mt de CO2 em 25 anos e as emissões do processo produtivo contabilizam-se em 0,39 Mt de CO2eq. Além disso, estimou-se que nas áreas de vegetação nativa próprias da empresa o sequestro registrou 4,5 Mt CO2, mais que as plantações de palma. Finalmente pode-se concluir que dentro do contexto ambiental a compensação dos gases emitidos no processo de produção de óleo de palma somente deve acontecer em áreas de pastagens ou áreas sem vegetação aliado á manutenção da vegetação nativa.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Representações sociais de aquecimento global por professores de ciências
    (Universidade Federal do Pará, 2013-06-07) SANTANA, André Ribeiro de; NAKAYAMA, Luiza; http://lattes.cnpq.br/3771896759209007
    Através do presente estudo busquei caracterizar representações sociais de aquecimento global por professores de Ciências (Biologia, Física e Química). Apliquei 70 questionários e entrevistei 10% do público alvo. Os resultados evidenciaram que 97% dos entrevistados responsabilizam o homem pelo aquecimento global, porém 50% deste quantitativo o retratam, simultaneamente, como vítima de eventos climáticos usualmente representados catastroficamente. A mídia influi intensamente nessas representações sociais, pois, alegando longas jornadas de trabalho, meus informantes fundamentam seus saberes no conteúdo de reportagens de revistas e programas de TV; apenas 6,8% afirmaram fazer o mesmo nas interações com seus pares no âmbito escolar. Três particularidades caracterizaram alusões à realidade amazônica: extrema ênfase na dependência humana do meio natural; associações das manifestações do aquecimento global com a floresta e as águas; distanciamento de eventos climáticos impactantes e trágicos. Quando aproximado do cotidiano belenense o aquecimento global foi associado a fenômenos com os quais é possível conviver: intensificações de chuvas e calor. Em termos de ancoragem, ocorreram associações do aquecimento global com camada de ozônio, efeito estufa e poluição atmosférica. Em relação à objetivação, o aquecimento global foi apresentado como desequilíbrio ecológico de escala planetária, e 21.4% dos meus informantes o entendem como resposta punitiva da Natureza às ações humanas. Um pensamento foi consensual: não há como cessar o aquecimento global, porém a Educação Ambiental focada na preservação do meio ambiente permite atenuar, estabilizar e conviver com suas manifestações. Estes entendimentos integram cotidianos escolares de formas pontuais, como evocações de exemplos em conteúdos programáticos afins ao aquecimento global, ou culminâncias de projetos. Essa compreensão se manteve no Núcleo Central das representações sociais de aquecimento global, como oposição e opção às argumentações relacionadas à ação humana. Entre as categorias integrantes do sistema periférico, a falta de consciência, intensamente vinculada à ação humana, foi posicionada próximo à centralidade, assim como o desmatamento, categoria de maior frequência, e queimada, ambas respondendo pela maioria das associações do Núcleo Central à realidade amazônica. Carece ressaltar que, como todas as representações sociais, as do aquecimento global configuram modos de lidar com a realidade, orientam processos de comunicação, agregam relações e fortalecem as coesões de um grupo social, no meu caso, constituído por professores de Ciências. Estes fatores associados aos conhecimentos “ecologizados”, fragmentados e superficiais das especificidades do aquecimento global podem justificar iniciativas de aprimoramento das formações iniciais e continuadas, que podem ser promovidos, de modo contínuo, no cotidiano escolar através das coordenações pedagógicas. Nesse sentido, além de atualizações de conteúdos, urge instigar os professores de Ciências, respeitando-se suas vivências e experiências, ao exercício da reflexão diante do conhecimento científico e da mídia, algo que poderia repercutir no modo de perceber, pensar e lidar com o aquecimento global referido por meus informantes.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A transposição didática no ensino de física: o aquecimento global como objeto de estudo
    (Universidade Federal do Pará, 2013-05-22) SILVA, Edilene da Silva e; ALMEIDA, Ana Cristina Pimentel Carneiro de; http://lattes.cnpq.br/1265908866509687
    Esta pesquisa pretende evidenciar qual o modelo epistemológico é adotado por professores de Física durante a abordagem do tema Aquecimento Global (AG) em turmas do segundo ano do ensino médio. Nessa perspectiva, tem-se como principal objetivo investigar como ocorre a transposição didática interna do tema AG no ensino de Física, no âmbito da prática docente, procurando a resposta para a seguinte questão: Como os professores de Física concebem os modelos epistemológicos relativos ao AG? Para isso utiliza-se a abordagem qualitativa com um Estudo de Caso com olhar voltado para três professores de Física que lecionam na rede pública de ensino, no município de Castanhal. Na coleta de dados utilizouse o questionário, entrevista semiestruturada e por fim a observação das aulas. A análise dos dados foi complementada pelos livros didáticos adotados na escola e por materiais paradidáticos utilizados pelos professores. Tais análises revelaram que os conhecimentos de Física e a concepção dos modelos epistemológicos pertencem à dimensão praxeológica de cada professor, pois os modelos epistemológicos Natural e Antropogênico do AG influenciam na caracterização dos modelos docentes. Estes modelos nascem em cada texto do saber concretizado em sala de aula. Os livros didáticos não determinam de forma majorante os modelos a serem seguidos nas aulas e sim, contribuem para a formação dos modelos físicos. Por outro lado, observa-se a possibilidade de resgatar características dos dois modelos epistemológicos quando se discute a questão climática natural do AG associada à ação antrópica, e isso implica em afirmar que há uma correlação de opiniões que buscam respostas nos dois modelos epistemológicos de referência e se findam na questão do efeito estufa revelar-se como a razão de ser do aquecimento global na praxeologia dos professores sujeitos da pesquisa.
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