Navegando por Assunto "Arte - Processo criativo"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) CORPO – CASA – GAIOLA: O Tapete de Penélope(Universidade Federal do Pará, 2024-12-19) LIMA, Penélope Lopes de; MENDES, Ana Flávia de Mello; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776A partir do entendimento da trajetória de vida como uma grande fonte de criação dramatúrgica, poética e cênica; bem como da compreensão do corpo do atuante em cena como uma colcha de retalhos costurados por memórias, vivências e emoções; esta pesquisa em artes se propõe a desfiar, escavar e cartografar o corpo-colcha de retalhos da artista-pesquisadora que se constitui como sujeito e objeto da pesquisa. O recorte de um período da infância da trajetória de vida da atriz é o catalisador base para a construção de um experimento cênico solo que explora o teatro narrativo, apresentando o seu corpo-casa-gaiola e compartilhando relatos íntimos da dramaturgia de vida da atuante para o espectador. Ao transformar a sala de ensaio em um portal direcionado ao passado (no qual fotografias e escritos registrados no diário de bordo durante os ensaios são verdadeiros tesouros do processo criativo), a atriz re-presentifica momentos da infância em um retorno à sua própria criança através da narração de trechos da Odisseia (poema épico atribuído a Homero), dialogando aspectos que influenciam em seu corpo cênico hoje, como a maternidade e a negritude. No reencontro entre a menina e a mulher, o mito. Doravante torna-se possível reconhecer, analisar e compreender as reações que a dramaturgia de vida e o corpo cênico efetuam um sobre o outro, impulsionando processos de criação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Corpo-Raiz: O processo de criação do bolero Interamor(Universidade Federal do Pará, 2025-06-25) ALCANTARA, Wallesson Amaral; MENDES, Ana Flávia de Mello; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776A presente pesquisa trata da noção de Corpo-Raiz, que é um modo de fazer-pensar a Dança de Salão imbricado com a trajetória de vida e arte de um artista-professor-pesquisador. Esta trajetória é permeada por diferentes experiências artísticas na Dança de Salão, sobretudo no bolero, constituindo-se de vivências atravessadas pela Neurociência (Marçal, 2019), tendo como fundamentação teórico-prática a Ecologia do Movimento (Bolsanello, 2016) e a Dança Imanente (Mendes, 2008), além da noção de “dança como política de aparecimento” (Castelo, 2022). Como resultado, apresenta-se a poética Interamor, seus desdobramentos metodológicos, aplicáveis tanto na criação quanto no ensino da Dança de Salão e a discussão de cunho social disparada pela obra de arte.Tese Acesso aberto (Open Access) Escritos Vagalumeantes: Mo(vi)mento de Etá em processo de transcriação vagalumeante(Universidade Federal do Pará, 2021-12-21) SOUZA, Ercy Araújo de; MENDES, Ana Flávia de Mello; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776Escritos Vagalumeantes. São ações presente na vivência-memória-criação deste pesquisador durante sua fase criança, reverberadas ao longo dos anos até a atualidade. Sob(re) a observação dos voos dos vaga-lumes no escuro da mata, essa (vivência-memória-criação) se apresenta nas proximidades do rio Xingu, no município de Altamira, no interior do Estado do Pará-Brasil. Dessa observação surge a provocação de refletir sobre processo de transcriação vagalumeante e potencializar as interpretações do que seria luz, breu, trajeto, encanto, mistério, frustração, mo(vi)mento, imaginação e (trans)criação no meu fazer artístico, da minha dança. Para tanto, o momento atual atravessa esse processo, pois estamos em tempos de busca de uma cura mundial devido à COVID-19, onde busca-se também curas individuais da saúde mental pelas reflexões e ações, sendo estas pessoais e sociais. Acredito que tais ações e reflexões de cura podem ser acionadas diretamente pelo âmbito artístico, mas, paradoxalmente, a Arte vive um momento de desvalorização ainda maior, social e individualmente, diria até mesmo por parte de nós artistas, que não enxergamos em muitos momentos a relevância da Arte na cura da humanidade historicamente reconhecida, pois nos cegamos ao buscar a sobrevivência por meios que nos põem em um estado alheio ao corpo artístico e presos em um corpo biológico, e assim buscamos sobreviver e nos curar por outros meios que não o fazerpensar a Arte do/para/no corpo. Não aceitar as mudanças, as diferenças e os mo(vi)mentos coletivos diante de uma doença adoece tanto quanto a contaminação por um vírus no sangue. Escritos Vagalumeantes são mo(vi)mentos, observAções, são infinitas luzes e breus em meio ao caos das incertezas apresentadas pelo meu processo-vida. Isso em um coletivo artístico chamado Companhia Moderno de Dança, se instaura na corporificação do coletivo artístico em seu fazer-pensar o corpo múltiplo e uno, sob o nome Etá para esta pesquisa atravessada pelas possibilidades midiáticas e afetivas. Gerando como resultados o memorial composto por seis livretos e uma poética denominada de Vagalumear, essa composta de quatro vídeos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Me inscreva quando sentir a minha falta: Poética da ausência na reinscrição de um acervo fotográfico(Universidade Federal do Pará, 2025-02-06) SILVA, Paola Barros; DAMASCENO, Alex Ferreira; http://lattes.cnpq.br/8620263171962896Este memorial dissertativo apresenta o processo de criação da obra visual e do fotolivro experimental intitulado Me inscreva quando sentir a minha falta. A partir da percepção da minha ausência imagética no acervo fotográfico da minha família, busquei me inserir nas imagens esquecidas na câmera cyber-shot da minha mãe. Para isso desenvolvi uma metodologia que tem como base os conceitos de Autoficção e Databending que nesta pesquisa atuaram como recurso técnico para a criação das imagens Pure Glitch que dão corpo ao ensaio imagético pertencente ao livro de artista e livro-objeto desenvolvido. O texto apresenta uma pesquisa hibrida de caráter sistemático e transdisciplinar, organizado em etapas de pesquisa teórica e de processos de criação e experimentação em ateliê. Tendo como temática a Poética da ausência, a obra desenvolvida se vale da estética Glitch Art como ferramenta criativa para elaborar o conceito de Metáfora visual do erro e assim criar visualidade expressa em imagens que refletisse a ausência, a desterritorialização e questões complexas à memória. Com este estudo, viso contribuir para o arsenal reflexivo sobre a arte contemporânea e sua relação com os trabalhos de levante e contranarrativa, além de somar junto ao corpo de criação de artistas do eixo nortista e amazônida do Brasil. Quanto ao caráter crítico, o estudo apresentado ainda tem como desdobramento a reflexão acerca do termo Glitch Art e Autoficção como uma linguagem experimental para a área de artes visuais. No campo social a obra desenvolvida lança luz a necessidade do resgate das memórias invisibilizadas propondo uma reflexão (visual e teórica) sobre ausência e pertencimento inspirando novos olhares criativos e apreciativos para a arte e a memória em intersecção com a tecnologia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Quando os Caramujos vão ao Funeral e Mira o Amor que Parte…Mira o Amor que Fica: O processo criativo para uma dramaturgia da saudade(Universidade Federal do Pará, 2024-12-02) ROSÁRIO, Adilson Pimenta do; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971"Temos Dorflex, paracetamol, dipirona, anador, cataflam original e o genérico.”. O processo criativo para uma dramaturgia da saudade, da poesia, da vivência e do Amor nos espetáculos Quando os Caramujos vão ao Funeral e Mira o Amor que Parte…Mira o Amor que Fica. ...E para a saudade, qual é o remédio? A relação da saudade e da herança afetiva na arte. Essa pesquisa surgiu da necessidade de estudar o processo criativo de dois espetáculos vivenciados em distintos períodos, e de distintos grupos da cidade, ao qual eu estive presente nessas construções cênicas. Ao abrir manuscritos e álbuns de fotografias de uma gaveta, me reencontro com um grupo de 45 jovens que integravam o grupo cênico da Fundação Curro Velho e vou ao reencontro de diretores, roteiristas, músicos, iluminadores, figurinistas, maquiadores, cenógrafos que integravam as montagens teatrais dos espetáculos do Grupo Cênico da Fundação Curro Velho, fundado em 2002, encerrando as suas atividades em 2010. Todas as produções custeadas pela mesma fundação. O grupo foi pensado pela Professora Olinda Charone. Minha proposta é analisar dois espetáculos, o primeiro de 2003, na montagem de Quando os caramujos vão ao funeral, da adaptação de Neuza Titan, de um conto do escritor francês Jacques Prévert , a mesma assina a direção cênica. É o meu primeiro espetáculo que eu adentro no grupo cênico como ator. A segunda montagem é “Mira o Amor que Parte…Mira o Amor que Fica”. (2021). Produzido e executado pelo Espaço Artístico Cultural D. Mira. Sob a direção cênica de Maurício Franco. Ao qual exerço a função de idealizador do espaço cultural, ator e assino a dramaturgia construída com Wellington Romário e Luciano Cantanhêde. Ambos os espetáculos me atravessam de forma arrebatadora para a arte. Os meus atravessamentos de lembranças, memórias, afetos que enfatizo nessa escrita durante os processos dessas construções coletivas, com devida atenção para as construções das dramaturgias dos dois espetáculos, pois as mesmas foram escritas em momentos de perdas de grandes amores de nossas vidas. Neuza Titan faz a adaptação do texto com uma escrita de uma adequação da mulher amazônida, após a perda de seu esposo e depois de 18 anos, escrevemos o Mira amor que parte Mira o Amor que Fica, sobre a perda da minha mãe, uma das vítimas da Covid. Nossas dramaturgias são metáforas da saudade.
