Navegando por Assunto "Artesanato"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Arranjo produtivo do artesanato na Região Metropolitana de Belém: uma caracterização empírica(2007-12) DINIZ, Marcelo Bentes; DINIZ, Márcia Jucá TeixeiraEste artigo apresenta o artesanato na Região Metropolitana de Belém, abordando as suas características enquanto arranjo produtivo. Assim, com base em dados primários obtidos em uma pesquisa de campo realizada em 2005 pelos autores e em dados secundários de uma pesquisa realizada pelo SEBRAE em 2002, são destacados aspectos empíricos do funcionamento desse arranjo, que se assenta em cinco elementos principais: a empresa e os empreendedores, a dinâmica de aprendizado, conhecimento e inovação, cooperação e a governança. Como resultados obtidos da aplicação de um formulário desenvolvido pela Redesist (Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), destacam-se as relações de trabalho de cunho familiar, o baixo profissionalismo e o baixo grau baixo de cooperação, ainda que exista um caráter inovador especialmente em produtos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A arte popular entre o real e o imaginário: o imaginário na xilogravura e no cordel de J. Borges(Universidade Federal do Pará, 2016-07-08) GOMES, Paulo Henrique de Oliveira; SOUZA, José Afonso Medeiros; http://lattes.cnpq.br/6045766440369156A arte popular entre o real e o fantástico: o imaginário na xilogravura e no cordel de J. Borges usa uma investigação sobre a Arte Popular através do estudo da arte de J. Borges e os vários olhares voltados a esse tema desde a primeira metade do século XX. A pesquisa sublinha o entendimento e o posicionamento de artistas e estudiosos sobre o papel da arte do povo brasileiro na criação de uma identidade nacional e cultural, assim como o espaço da arte popular no sistema de arte; particularmente os aportes de Mário de Andrade e Lina Bo Bardi e as considerações de Gilbert Durand e Michel Maffesoli sobre o imaginário. Ao longo dessa narrativa é traçado um panorama possível da arte popular e sua evolução (ou evolução do seu estudo e debate) para ambientar e situar o tema historicamente até os dias atuais. Em meio a isso, a pesquisa apresenta o artista pernambucano J. Borges, reconhecido por seus cordéis e suas xilogravuras. O trabalho tenta demonstrar como o artista é influenciado pelas mais diversas questões e transpõe isso para seu trabalho, fazendo dele um relato de experiências cotidianas, sociais e imaginárias. Pesquisa bibliográfica com entrevistas e observações de campo e de vida se encontram para construir este trabalho e formar uma base - entre tantas possíveis - sobre a qual se pode pensar e discutir a arte popular brasileira.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O artesanato urbano como valor agregado à Moda Autoral produzida na cidade de Belém-Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-06-30) MAIA, Maria Felicia Assmar Fernandes Correia; MANESCHY, Orlando Franco; http://lattes.cnpq.br/6198572031091761A abordagem emergente nesta pesquisa relaciona o artesanato urbano e a produção de moda autoral na cidade de Belém, no estado do Pará, após a constatação pela autora de que o desejo de criar moda com identidade paraense fez com que estilistas e designers da região buscassem matérias primas locais para a produção de roupas e acessórios com características que os diferenciasse no mercado globalizado da atualidade, percebendo que essa diferenciação está ligada à valorização da cultura em que o objeto foi elaborado. A pesquisa inicia estudando as interfaces entre moda, arte e artesanato, ressaltando como este último pode ser considerado uma das representações das identidades locais e como os criadores de moda em Belém estão em processo de busca de suas raízes culturais em face dos impactos dos processos de hibridação surgidos da aceleração da história. Autores como Nestor Garcia Canclini, Zygmunt Bauman, Pierre Bourdieu e Gilles Lipovestsky forneceram o embasamento teórico que permitiu a percepção da autora de que o acesso à maior variedade de bens, facilitado pelos movimentos globalizantes, democratiza a capacidade de combiná-los, permitindo que o designer sempre apresente produtos novos, em sintonia com a efemeridade da moda. Metodologicamente, a pesquisa se desenvolveu com a análise qualitativa de quatro manifestações de moda autoral em Belém, cujas criadoras tiveram a ousadia de agregar o valor do artesanato com as fibras de tururi e curauá, o couro de peixe e um tipo de látex conhecido como encauchado da borracha para confeccionar roupas e acessórios de moda com características de originalidade. Ainda contribuem os ensinamentos de Stuart Hall, Lars Svendsen, Carol Garcia e Ana Paula de Miranda para que autora conclua que produzir moda é criar comportamentos e que no atual contexto mercadológico, o artesanato pode ser o grande valor agregado à moda autoral.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Aves da marujada: a ultilização de penas na confeccão do chapéu da maruja(Universidade Federal do Pará, 2017-05) SANTOS, Ana Mabell Seixas AlvesEste trabalho objetiva compreender a utilização de penas de aves como matéria-prima fundamental para a confecção do chapéu da maruja em Bragança-PA, enfatizando a relação entre as artesãs que produzem os chapéus e os animais escolhidos para este fim. A preferência por uma espécie de pato, que implicou no gradual desuso de penas de outras aves – tais como guarás, garças e galinhas – obedece a critérios de ordem prática e estética que tem afetado a cadeia produtiva do chapéu ao longo dos anos. A obtenção e o sacrifício das aves, bem como a escolha e retirada das penas e o posterior tratamento necessário à sua durabilidade são marcados por uma relação que revela nuances de animização e modos distintos de lidar com a religiosidade. A dualidade entre os elementos humano e o não humano resulta na materialização do saber artesanal e na vivência de um ofício algumas vezes descrito como devocional. O trabalho foi desenvolvido com base em trabalho de campo, com entrevistas a cinco artesãs, e na produção bibliográfica sobre cultura material, da qual é possível destacar Miller (2010) e Hall (2003).Dissertação Acesso aberto (Open Access) De caco a espetáculo: a produção cerâmica de Cachoeira do Arari (ilha do Marajó, PA)(Universidade Federal do Pará, 2007-09-25) LINHARES, Anna Maria Alves; BELTRÃO, Jane Felipe; http://lattes.cnpq.br/6647582671406048Artesãos de Cachoeira do Arari, localizado na região dos campos do Marajó, no Pará, reproduzem peças de cerâmica copiadas de objetos arqueológicos encontrados em tesos do lugar. Atualmente, os objetos encontram-se expostos no Museu do Marajó, localizado em Cachoeira. O museu foi criado por Giovanni Gallo, padre italiano que chegou na região na década de 1970. O objetivo do trabalho é mostrar as diversas formas de apropriação e re-significação desse patrimônio arqueológico, que são eles o artístico e/ou expositivo, o científico e o mercadológico, ou seja, suas diversas metamorfoses. Vale frisar que a espetacularização desse patrimônio deu-se a partir do momento que de meros cacos de índios que viveram na região, chamados marajoaras, e que assustavam os moradores quando encontrados nos terrenos de suas casas, segundo narrativas orais, viraram espetáculos turísticos, comerciais e de identificação cultural.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) “Eu amo esse brinquedo!”: reflexões sobre o artesanato de miriti a partir de uma abordagem etnoeconômica em Abaetetuba (Pará)(Universidade Federal do Pará, 2016-06) DOMINGUES, Bruno Rodrigo Carvalho; BARROS, Flávio BezerraEste artigo é fruto do projeto de pesquisa intitulado “Memórias e Diásporas dos Artesãos de Brinquedo de Miriti na Amazônia”, o qual visa registrar as memórias dos artesãos e suas histórias de vida, bem como analisar elementos das transformações sociais, culturais e econômicas ocorridas ao longo do tempo no âmbito da atividade, que ocorre no município de Abaetetuba, PA. A condução do projeto tem sido guiada a partir de aportes teóricos de disciplinas e campos como a etnografia, economia ecológica e antropologia econômica. Especificamente neste artigo, trataremos das relações estabelecidas entre os agentes do miriti com os recursos naturais e suas transformações econômico-sociais, visando refletir sobre uma etnoeconomia do artesanato de brinquedo de miriti na Amazônia, mais precisamente neste município da Amazônia Tocantina.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Paradoxos da conservação da biodiversidade e da salvaguarda do patrimônio imaterial no Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-07-12) CUNHA, Ana Paula Araújo Gomes; CARVALHO, Luciana Gonçalves de; http://lattes.cnpq.br/9870905738650852; https://orcid.org/0000-0001-7916-9092sta pesquisa debruça-se sobre questões referentes às políticas relativas aos patrimônios cultural e natural do Estado do Pará. Mesmo sendo reconhecida a indissociabilidade natureza- cultura em capítulos da Constituição Federal de 1988 e da Constituição do Estado do Pará de 1989 as dimensões cultural e ambiental são abordadas separadamente no processo de patrimonialização do artesanato de balata diante das restrições de acesso a essa matéria-prima. O objetivo geral desta pesquisa foi discutir se, e como, as práticas do Estado do Pará em relação ao patrimônio cultural imaterial e ao meio ambiente contribuem para sua salvaguarda e conservação, respectivamente. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e explicativa para especificar características que determinam ou favorecem a ocorrência dos fenômenos sociais focalizados. A metodologia envolveu pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, que incluiu entrevistas semiestruturadas e observação participante. Assim, constatou-se que o Estado, embora tenha reconhecido o artesanato de balata como patrimônio imaterial por meio do poder legislativo, ameaça o suporte material do artesanato por meio do poder executivo na medida em que destina as árvores que fornecem a matéria-prima que compõe o artesanato para empresas manejarem na Floresta Estadual do Paru. Os órgãos encarregados pela gestão de patrimônios culturais e meio ambiente, bem como o poder legislativo e executivo estão desarticulados. É imprescindível que se afastem as desconexões nas operações executadas pelos órgãos e se busque práticas mais integradas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O saber-fazer dos artesãos de Bragança-PA por uma abordagem etnomatemática(Universidade Federal do Pará, 2010-08-06) LIMA, Reinaldo José Vidal de; LUCENA, Isabel Cristina Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/3255121871351967O objetivo dessa pesquisa foi investigar os saber-e-fazer da confecção de rabecas na cidade de Bragança-PA e algumas relações matemáticas advindas desse contexto. A pesquisa empírica se constituiu em observações sistemáticas do processo de confecção artesanal de rabecas, considerando a prática dos artesãos. A pesquisa ocorreu por meio de filmagens, entrevistas e registros fotográficos de suas relações com a cultura local destacando-se a festa da Marujada que ocorre todos os anos em Bragança onde a rabeca é parte integrante dessa tradição. A metodologia foi pautada nos princípios da pesquisa qualitativa. O trabalho de confecção de uma rabeca foi acompanhado em todas as suas etapas. A etnomatemática foi a base utilizada como aporte teórico para compreender as observações feitas em campo. Os resultados obtidos nos mostraram que os artesãos têm um modo singular de medir e estabelecer comparações matemáticas utilizando partes do próprio corpo e percepções relacionadas com os órgãos dos sentidos como: escutar, ver e sentir a fim de definir medidas lineares. Os saberes dos mestres artesãos de rabecas apenas auxiliam a construção de formas diferentes de pensar da ciência e consequentemente do saber matemático comumente veiculado pelo ensino formal.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As voltas do tempo: as reminiscências de um projeto de identidade nacional na cerâmica “marajoara” de Icoaraci(Universidade Federal do Pará, 2011) SANTOS, Telma Saraiva dos; FARIAS, Edison da Silva; http://lattes.cnpq.br/4500138216841766A cerâmica “marajoara” produzida no Distrito de Icoaraci (Belém), inspirada nas cerâmicas arqueológica encontradas na Ilha do Marajó, é um dos símbolos que definem hoje a identidade do paraense. Essa produção artesanal ao receber incentivos governamentais conquistou reconhecimento público e contribuiu para a sobrevivência de um projeto nacional, iniciado no período Imperial, que preconizava a criação de uma identidade brasileira amparada na imagem do indígena como um dos referentes marcantes. Refletir sobre a construção de identidades partindo de um objeto material da cultura popular, pressupõe levantar questões e reflexões sobre alguns conceitos como tradição, cultura, identidade, multiculturalismo, circularidade cultural, heterogeneidade ou hibridação. São considerações cuja base teórica encontra-se, entre outros, nos trabalhos de Nestor Canclini, Carlos Ginzburg, Milton Santos, Ulpiano Meneses e Marcos Areválo, cujas contribuições serviram de base para o desenvolvimento de uma nova leitura sobre a identidade do paraense a partir da sua cultura material: a cerâmica artesanal icoaraciense.
