Navegando por Assunto "Atores - Estudo de casos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Retrocedendo processo: dissecando a simbologia pessoal do ator no processo de criação do espetáculo "O tudo anexo"(Universidade Federal do Pará, 2017-06-28) RIVERA, Ramón Bentes Machado; ALENCAR, Cesário Augusto Pimentel de; http://lattes.cnpq.br/0024366223698692O presente memorial corresponde à parte descritiva, tanto quanto a vislumbres, que nortearam opções poéticas do espetáculo O tudo anexo, cujos princípios metodológicos de criação correspondem à investigação de uma simbologia pessoal do ator. Tais princípios, conforme vimos examinando, tendem a habilitar o artista da cena ao alcance de um estado criativo alimentado por uma simbologia compartilhada no inconsciente coletivo. Entre eles está a noção de mitologia criativa, de Joseph Campbell cuja a qual admite uma nova abordagem, esta de cunho criativo, para a mitologia. Outro princípio metodológico, ou transformador, é o da individuação da psicologia analítica junguiana, onde os símbolos advindos do inconsciente têm papel fundamental no amadurecimento da psique do indivíduo. Estruturalmente, o espetáculo acima referido se complementa com memorial escrito e memorial poético, ambos erigindo questões, propondo diagnoses e definindo parâmetros ao emprego da simbologia pessoal do ator na criação cênica. No caso do memorial poético, correspondências imagéticas e escriturais insurgentes no processo criativo são exploradas de forma a contribuir ao entendimento via expressão metafórica de princípios criativos abordados. Quanto ao trajeto do pensamento criativo, este se permite calcado na experiência simbólica, em suas pertinências transformadoras e numinosas, em suas nuances frente ao trabalho do ator e à encenação, tanto quanto as qualidades próprias das suas especificidades, dificuldades e fluxos que deram luz ao processo de composição dramatúrgica, sonora, espacial, enfim, cênica. Dentre os referenciais teóricos podemos destacar Friedrich Nietzsche (1844-1900), no que tange ao entendimento do filósofo alemão sobre e a filosofia do instinto e sua crítica à superestimação do conceito de consciência, o diretor polonês Jerzy Grotowski (1933-1999) e os princípios criativos de seus experimentos junto ao seu Teatro Laboratório que, dispostos em conjunto, receberam o nome de Teatro Pobre, e Gilbert Durand (1921-2012), quando relacionadas às suas noções de imaginação simbólica, termo caro a esse filósofo francês, e aqui apropriado quanto a elucidações de símbolos elementares e urgentes, situados no imaginário coletivo, nas mitologias e nas amplitudes individuais, entre outras efetuações.
