Navegando por Assunto "Autism"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Aplicação de um programa de ensino de leitura e construção de sentenças para crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2016-09-28) PAIXÃO, Glenda Miranda da; ASSIS, Grauben José Alves de; http://lattes.cnpq.br/0722706223558223O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é caracterizado por alterações significativas na comunicação, na interação social e em outros comportamentos da criança. Essas alterações podem restringir o desenvolvimento de classes de estímulos equivalentes, podendo dificultar o desenvolvimento de repertórios como os de leitura e escrita. Para prevenir ou remediar dificuldades no desenvolvimento desses repertórios, estudos da análise do comportamento têm aplicado o procedimento de Constructed Response Matching to Sample (CRMTS), no qual é exigida a resposta do emparelhamento com o modelo a partir da seleção de estímulos que o compõe. Utilizando este procedimento, uma série de três estudos foi realizado com três crianças com diagnóstico de TEA, nos quais foram gradualmente ensinadas a construção de palavras e sentenças com dois a cinco componentes e testadas as leituras com compreensão e textual, assim como a construção de novas sentenças. Os estímulos utilizados foram visuais e auditivos e as respostas de observação e seleção se davam a partir do toque na tela do computador. Duas crianças demonstraram leitura textual e com compreensão, além da construção generalizada de sentenças de três e cinco termos, demonstrando manutenção do repertório após quinze e trinta dias. Uma criança demonstrou leitura textual e com compreensão, além de construção generalizada de sentenças com dois termos. Um quarto participante foi exposto ao procedimento de ensino, sendo este aplicado pela mãe, demonstrando leitura textual e com compreensão, além de construção generalizada de sentenças com cinco termos, também demonstrando manutenção. Os dados apontam que houve formação de classes de equivalência e de classes ordinais, com manutenção destes repertórios mesmo após um período sem exposição às tarefas por crianças diagnosticadas com TEA.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Autismo infantil: proposições para minimizar impactos do impactos enfrentado pelos pais(Universidade Federal do Pará, 2014-01) GAIA, CarlosO artigo discute a caracterização do Autismo Infantil. O objetivo é contribuir com proposições que visam minimizar impactos do transtorno autista enfrentado pelos pais. É um tema ainda pouco conhecido e timidamente estudado por especialistas de diversos segmentos da sociedade, principalmente nas instituições de ensino e de saúde. Tem como principais características o sério comprometimento do desenvolvimento das habilidades de interação social recíproca, habilidades de comunicação e presença de comportamentos, interesses e atividades estereotipadas. O texto é de grande relevância para a área da educação por discutir sobre um transtorno comportamental que afeta a relação entre o sujeito autista e a família, a escola e outros segmentos sociais. Os dados têm origem em estudos reflexivos com embasamentos teóricos a partir de pesquisa bibliográfica em fontes teóricas físicas e virtuais, motivados a partir da disciplina ministrada no curso de pós-graduação em nível de mestrado acadêmico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliando a alteração da função de faces via equivalência de estímulos e pareamento de estímulos tipo respondente (ReT) em crianças com TEA(Universidade Federal do Pará, 2020-04-28) BORDA, Gisell Andrea Díaz; SILVA, Álvaro Júnior Melo; http://lattes.cnpq.br/8960291779730857; BARROS, Romariz da Silva; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024; https://orcid.org/0000-0002-1306-384XCrianças com desenvolvimento atípico podem apresentar déficit em respostas de observação a faces. Isso pode explicar, em parte, algumas das dificuldades no comportamento dessas crianças quanto às interações sociais e quanto à aquisição de repertórios complexos como o repertório verbal. A presente dissertação visou avaliar o efeito de dois tipos de procedimentos (instrução baseada em equivalência e pareamento de estímulos) sobre a alteração da função das faces medidas através de testes de preferência por figuras de faces humanas e duração do olhar a faces humanas propriamente em testes sociais. Nos dois estudos aqui apresentados, investigaram-se os processos comportamentais envolvidos nas respostas de observação a faces em crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O Estudo I avaliou o efeito de instrução baseada em equivalência sobre a transferência de função de itens de preferência para figuras de faces humanas e faces humanas propriamente. Três crianças diagnosticadas com TEA participaram do estudo. Utilizou-se um delineamento Pré-teste – Pós-teste com controle temporal de linha de base múltipla, dividido em três fases: a) Pré- teste, avaliação das respostas de escolha e atenção a faces, b) Intervenção, formação de classes de equivalência mediante MTS por identidade e consequência específica para cada classe, c) Pós-teste: replicação das medidas realizadas no Pré-teste. A partir dos dados, verificou-se que, apesar da dificuldade para documentar a emergência de relações condicionais que atestam as propriedades das relações de equivalência (apenas simetria foi obtida para dois dos três participantes), alteração nas respostas de escolha por figuras de faces humanas foi evidenciada em dois participantes. Uma das três crianças apresentou mudanças nos testes sociais. No entanto, na etapa de reforçamento das relações condicionais deste estudo, houve pareamento entre estímulos: o acesso a um item de preferencia de alta magnitude é precedido pela apresentação de um estímulo visual (figuras de faces humanas). Portanto, o Estudo II objetivou avaliar o possível efeito desse pareamento por si só sobre a função de faces em crianças com diagnóstico de TEA. Fizeram parte do Estudo II duas crianças que não participaram do Estudo I. Utilizou-se um delineamento de comparação intra-sujeito de medidas Pré-teste e Pós-teste, organizadas dentro de um delineamento experimental de sondas múltiplas entre participantes, dividido em três fases, das quais as fases: a) Pré-teste; b) Intervenção: pareamento de tipo respondente (ReT) entre figura de face e item de preferência de maior magnitude e entre figura abstrata e item de preferência de menor magnitude e c) Pós-teste: repetições das medidas da fase Pré-teste do Estudo I. O Estudo II consistiu, portanto, de um estudo complementar ao Estudo I. Os resultados no Estudo II permitem evidenciar o efeito na alteração da função das faces nos testes realizados para um dos dois participantes. Os dados obtidos na presente dissertação pretenderam produzir conhecimento à área de pesquisa básica para identificar processos comportamentais envolvidos nas respostas de observação às faces humanas, assim como fornecer informação relevante para a área de Análise do Comportamento aplicada à intervenção de crianças que apresentem dificuldades de atenção a faces. Os procedimentos explorados apontam o uso de estratégias metodológicas para a alteração da função das faces e evidenciam o potencial do paradigma de equivalência de estímulos na alteração de respostas de observação.Tese Acesso aberto (Open Access) Classes de equivalência e expansão de repertórios verbais autoclíticos em crianças com diagnóstico de autismo(Universidade Federal do Pará, 2015-03-26) KATAOKA, Katarina Dias; BARROS, Romariz da Silva; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024A possível identidade entre relações de equivalência e classes funcionais é condizente com a proposta de que todos os elementos arbitrariamente relacionados nas contingências podem participar das classes. Essa proposta torna viável a obtenção de propriedades de relações de equivalência por meio de contingências de três termos. Adicionalmente, tem sido pouco explorado o potencial da aplicação dos procedimentos de formação de classes no avanço de repertórios verbais em crianças diagnosticadas com autismo. O presente trabalho inclui dois estudos. O Estudo 1 investigou a formação de classes de estímulos (via procedimento de reversões repetidas de discriminação simples – RRDS, com uso de consequências específicas compostas) e a expansão de classes formadas por RRDS com classes formadas por matching-to-sample (MTS). No Estudo 2, procedimentos de RRDS e MTS com reforçamento específico composto foram utilizados para promover a formação/expansão de classes arbitrárias “feminino/masculino” e a produtividade de relações verbais incluindo concordância de gênero. Os participantes foram duas crianças diagnosticadas com autismo. No Estudo 1, foram realizados os treinos de RRDS ABC e BCD, teste de formação de classes funcionais e teste de relações de equivalência AD, BD e DC, treino de MTS arbitrário DE e teste ED e CE, teste de formação de classes funcionais BCDE. Ambos os participantes mostraram evidências da formação de classes. Os dados obtidos com ambos os participantes confirmam a expansão das classes. Esse conjunto de dados sugere que achados documentando classes funcionais e classes de equivalência refletem o mesmo fenômeno comportamental (a substituibilidade de elementos arbitrariamente relacionados) via procedimentos diferentes. No Estudo 2, os estímulos foram figuras de objetos e os estímulos “a” e “o” que constituíram as classes “masculino” e “feminino”. Foram feitas RRDS ABCDE, MTS AF, teste em contexto de discriminação simples BCDEF e testes de generalidade (tarefas que simulavam o contexto educacional) a fim de verificar a formação de classes em outros contextos e com novos estímulos. Os resultados mostraram o estabelecimento e inclusão de estímulos novos nas classes “masculino” e “feminino” e expansão de classes. Os resultados no teste de produtividade foram acima de 90% de acertos, indicando que o desempenho construído por meio do procedimento de formação de classes se manteve quando tarefas de controle de estímulo foram apresentados em novos formatos, mais semelhantes a tarefas acadêmicas. Esse tipo de resultado encoraja o uso de procedimentos desse tipo na construção de programas de ensino de controle de estímulo complexo com crianças diagnosticadas com autismo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Crianças com transtorno do espectro autista: os desafios do cuidado e tecnologias cuidativas na ótica dos profissionais de saúde(Universidade Federal do Pará, 2023-11-08) SILVA JÚNIOR, Marco Antônio Mesquita da; POLARO, Sandra Helena Isse; http://lattes.cnpq.br/7875594038005793; https://orcid.org/0000-0001-5026-5080O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma síndrome comportamental com distúrbio de desenvolvimento, comportamento e interação social. As tecnologias cuidativas, utilizada pela equipe multiprofissional, são estratégias que buscam promover resultados satisfatórios na interação social, comportamento e quebra de rotinas estereotipadas. O estudo tem por objetivo revelar os desafios que permeiam a assistência de profissionais de saúde que atendem crianças com TEA e conhecer a tecnologias cuidativas utilizadas na assistência de profissionais de saúde que atendem crianças com TEA. Trata-se de um estudo de caráter descritivo com abordagem qualitativa, realizado entre julho a agosto de 2023. Foram entrevistados 17 profissionais de saúde. Os dados foram analisados na perspectivas da técnica de análise de conteúdo de Bardin e processados pelo software Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires. Os resultados do processamento do software Iramuteq identificaram 6 classes e por agrupamento semântico emergiram três categorias temáticas: “Técnicas e estratégias utilizadas na intervenção e manejo comportamental de crianças com TEA”; “Desafios na prestação de cuidados a crianças com TEA” e “Papel da família no cuidado da criança com TEA: Desafios, Aceitação e Superação”. Conclui-se, que é imprescindível adoção de abordagens multidisciplinares, que integrem técnicas, tecnologias, atendimento clínico especializado, suporte familiar e inserção no contexto social, para promover um cuidado abrangente à criança com TEA.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do uso de histórias infantis sobre o reconhecimento de expressões faciais de emoções em crianças com autismo.(Universidade Federal do Pará, 2017-01-26) LIMA, Anne Abreu de; GAROTTI, Marilice Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2218504886013525; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132Entre os déficits em comunicação e interação social frequentemente observados em indivíduos com autismo, destaca-se a dificuldade no reconhecimento de expressões faciais de emoções. Sendo esta uma das habilidades mais importantes para interações sociais eficazes, estudos têm buscado desenvolver procedimentos de ensino desta competência. Este trabalho objetivou avaliar a eficácia do uso de histórias infantis, no treino de reconhecimento de expressões faciais de emoções em crianças com autismo. Participaram do estudo seis crianças com diagnóstico de autismo, no nível leve a moderado com faixa etária entre 6 a 7 anos. O procedimento consistiu de cinco fases: Pré - Teste, Treino, Pós - Teste, Teste de Generalização e Follow-Up. Foram utilizados no pré e no pós - teste 40 estímulos compostos de desenhos e fotografias de rostos (de diferentes faixas etárias e raças) com quatro diferentes expressões faciais – alegria, tristeza, raiva e medo. O Pré - Teste e o Pós – Teste eram compostos por 10 tentativas. Em cada tentativa eram apresentadas quatro diferentes estímulos com as quatro expressões e era requerido que o participante apontasse a figura com a expressão solicitada. No Treino foram utilizadas 20 histórias, sendo cinco sobre cada uma das expressões. As histórias eram apresentadas e, após, era solicitado ao participante apontar a figura correspondente a expressão destacada na história. O Teste de Generalização foi constituído da apresentação em vídeo de quatro histórias (uma de cada expressão facial). Após assistir o vídeo era solicitado ao participante apontar à figura correspondente a expressão destacada no vídeo. O Follow-up consistiu na reapresentação do Teste de Generalização, quatro semanas após a aplicação do primeiro teste. O critério de mudança do Pré-Teste para o Treino era 70% de erros e do Treino para o Pós – Teste e deste para o Teste de Generalização era 90% de acertos. Os resultados mostraram que todos os participantes não identificavam expressões faciais de emoções no Pré - Teste, mas passaram a reconhecê-las após o Treino e apresentaram desempenho generalizado de reconhecimento de emoções no Teste de Generalização. Já no Follow – up apenas os participantes P1, P2, P3, e P6 mantiveram o desempenho do Teste de Generalização. Estes resultados indicam que a utilização de histórias infantis é um recurso lúdico – didático eficaz para ensinar o reconhecimento de expressões faciais de emoções à crianças com autismo.Tese Acesso aberto (Open Access) Ensino de Mandos para Autistas: Revisão Sistemática e Análise da Relação com Nomeação Bidirecional e Incidental após Ensino Intensivo de Tato(Universidade Federal do Pará, 2025-06-30) MARTINS, Jade Cristine Trindade; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201A Análise do Comportamento Aplicada tem buscado promover tecnologia de ensino de comportamento verbal, sendo o mando o operante mais estudado. O comportamento verbal pode estar ausente ou pouco desenvolvido no repertório de pessoas autistas, especialmente quando considerada a aprendizagem em ambiente natural. O treino de mando promove a comunicação funcional e reduz comportamentos interferentes, conforme as crescentes pesquisas sobre o tema. Apesar de pouco estudada, a emergência de mando generalizado pode estar relacionada ao estabelecimento da integração dos repertórios de ouvinte e falante, caracterizada como a relação comportamental bidirecional de nomeação. Considerando algumas lacunas nas revisões de ensino de mando e nas investigações sobre a emergência de mandos e sua relação com a integração ouvinte-falante, dois estudos independentes foram delineados. O Estudo 1 contém uma revisão sistemática de 176 pesquisas sobre ensino de mando para pessoas autistas, publicadas até 2020, buscando categorizar e relacionar perfis de participantes, componentes das intervenções e resultados. A maioria dos estudos foi conduzida em escolas, continha participantes até 10 anos e com repertório verbal pré-existente. As variáveis independentes (VIs) mais utilizadas foram reforçamento diferencial e ajuda para emissão da resposta, manipulação da operação motivadora, e treino de comunicação funcional. A variável dependente mais frequente foi mando por item. Estudos sobre a emergência de mandos sem treino direto foram escassos. Foram catalogados os tipos de procedimento de indução de mando, sendo a apresentação do reforçador o mais utilizado. A maioria dos estudos foi, pelo menos, parcialmente eficaz para aquisição dos mandos. Sugere-se análise mais detalhada da relação dos perfis de participantes e a efetividade das VIs. O Estudo 2 investigou os efeitos do ensino intensivo de tato (Intensive Tact Instruction – ITI) sobre a indução de mandos, nomeação bidirecional (NB- o ensino de resposta de ouvinte resulta na emergência de respostas de falante, e vice-versa) e nomeação bidirecional incidental (NBI – a exposição incidental aos nomes de objetos/eventos resulta na emergência de respostas de ouvinte e tato para os mesmos), buscando analisar possíveis relações entre esses repertórios. O ITI envolveu 100 tentativas de ensino por sessão, para três conjuntos de estímulos de cinco categorias, incluindo também imagens de itens de preferência. Os mandos e repertórios de NB e NBI foram testados antes e após o ensino ITI com cada conjunto. Todos os participantes apresentaram mandos, dois participantes apresentaram NB e NBI, e um apresentou NB e o componente de ouvinte da NBI. Discute-se a relação entre esses repertórios e a necessidade de estudos mais minuciosos sobre o tema.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Introduções ao sistema de numeração decimal a partir de um software livre: um olhar sócio-histórico sobre os fatores que permeiam o envolvimento e a aprendizagem da criança com TEA(Universidade Federal do Pará, 2018-05-12) NASCIMENTO, Iêda Clara Queiroz Silva do; SALES, Elielson Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/5467537517169068; https://orcid.org/0000-0001-6242-582XCrianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm proporcionado grandes desafios para o processo formativo dos professores que atuam com as mesmas na educação básica, os quais são instigados a descobrir como envolvê-las nas atividades propostas, desencadeando vínculos que fortalecerão o processo de aprendizagem e de interação com a turma, construindo estratégias que oportunizem ampliar o conhecimento e potencializem o aprendizado acerca dos conteúdos trabalhados no cotidiano de sala de aula. A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Educação Inclusiva do Instituto de Educação Matemática e Científica da Universidade Federal do Pará(UFPA) e teve como objetivo analisar os indícios de envolvimento e de aprendizagem da criança diagnosticada com TEA, durante aulas que introduzem o Sistema de Numeração Decimal (SND), considerando as contribuições da teoria sociocultural, procurando respostas para “quais fatores se destacam no envolvimento e na aprendizagem de uma criança com TEA em atividades que introduzem o SND, sob o olhar da teoria sociocultural?” A fundamentação teórica, apoiada nos tratados da defectologia de Vygotsky, e a ênfase dada por diversos autores que discorrem sobre o processo de desenvolvimento e aprendizagem fundamentados na teoria sócio-histórica, respaldam a forma própria de como aprendem e se desenvolvem as pessoas com deficiência. A metodologia proposta apresenta um estudo de caso das situações de aprendizagem de uma criança com autismo, do 3º ano do ensino fundamental que em um ambiente virtual, utilizando um software livre, constrói respostas sobre assuntos que introduzem o SND. O envolvimento apresentado pelo educando do início ao término da pesquisa, repercute os caminhos reflexivos oportunizados pela Tecnologia Informática (TI), nos quais o cotidiano, dos diversos matizes que se inserem o ambiente, a cultura e a vida, possibilita o entrelaçamento de um contexto que permite analisar um ensino de matemática distanciado dos programas prontos e inertes descaracterizados de ações da vida cotidiana, e reafirma um ensino de matemática próximo da realidade do educando capaz de proporcionar prazer e envolvimento durante a construção das atividades propostas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Livro infantil multiformato em sistema pictográfico: lançando a semente da inclusão pela via literária, em estudo com professores e seus alunos com TEA(Universidade Federal do Pará, 2023-12-05) LAGO, Mara Rita Araújo; PIRES, Yomara Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5304797342599931; https://orcid.org/0000-0001-7724-6082; TRUSEN, Sylvia Maria; http://lattes.cnpq.br/1704721088122823As crianças com autismo, em sua maioria, necessitam de mediação específica e adaptações que possam contribuir para seu aprendizado, dentre elas destaca-se: o livro infantil multiformato, estudado nesta pesquisa. Dessa forma, atentou-se a seguinte questão da pesquisa: como o livro adaptado constitui ferramenta importante no sentido de contribuir para a comunicação, conforme observação do pesquisador e dos docentes? Este estudo objetiva descrever a interação entre as crianças e o livro infantil multiformato, com base nas observações explicitadas pelos docentes no questionário da pesquisa. A metodologia empregada consiste em abordagem qualitativa, a coleta de dados ocorreu por meio de pesquisas documentais, bibliográficas e questionários online e presenciais, realizados em uma escola, na educação infantil, no município de Castanhal Pará, envolvendo como sujeitos, professores e seus alunos autistas. Os resultados deste trabalho mostraram como os livros infantis multiformatos podem auxiliar os docentes nos aspectos metodológicos em relação a contação de histórias para seus alunos com autismo, estimulando-os na comunicação, compreensão do enredo da narrativa que permeia a história, tendo uma abrangência positiva, contribuindo para alargar o desenvolvimento e aprendizagem dos mesmos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Macroindicadores qualitativos de inclusão e a alteridade na escolarização de estudantes com TEA(Universidade Federal do Pará, 2024-08-08) DIOMEDES, Maria Eduarda Matos; ROCHA, Carlos José Trindade da; http://lattes.cnpq.br/7815926450187234; https://orcid.org/0000-0001-5172-9182A presente pesquisa se propõe analisar como ocorre a qualidade de atendimento na educação especial através do emprego de macroindicadores nas dimensões de Estratégia Pedagógica e de Aprendizagem, e ainda, de Gestão Escolar, atenta às relações de alteridade entre os educandos com Transtornos do Espectro Autista (TEA) nas escolas públicas municipais de Castanhal-Pará, visando a educação inclusiva. Optou-se por uma abordagem qualitativa e características descritivas e exploratórias. Utilizou-se como procedimento para a coleta de dados, a observação e entrevista com o uso de questionários autoadministrados, com a participação de 09 (nove) professores atuantes na sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e 07 (sete) gestores. Foi estabelecido um recorte de indicadores qualitativos estruturados em duas dimensões: 1) Estratégias Pedagógicas e de Aprendizagem e 2) Gestão Escolar. Estas dimensões permitiram alcançar a proposição de 10 (dez) macroindicadores. Os resultados indicaram que a dimensão 1, está em uma fase iniciante de desenvolvimento, revelando que há uma necessidade de maior suporte inicial e adaptação escolar, mesmo diante da compreensão pelos educadores da valorização e estabelecimento das relações de alteridade na escolarização de alunos com TEA, com a necessidade de uma colaboração mais efetiva e multidisciplinar entre profissionais à oferta aos serviços da saúde. Na dimensão 2, os macroindicadores apontam para indícios de iniciação à implementação das práticas inclusivas, evidenciando a falta de adequação física do ambiente escolar e a necessidade de mudanças na conscientização por parte dos educadores como áreas críticas a serem abordadas. A pesquisa, revela tanto avanços quanto desafios na promoção de uma educação inclusiva para estudantes com autismo, diante de uma crescente no quantitativo de matrículas TEA na rede o que tem acompanhado a realidade a nível nacional, porém há necessidade de um esforço conjunto para garantia de uma educação inclusiva, equitativa e mais atenta as relações de alteridade, onde todos os estudantes possam ter acesso a uma educação de qualidade independentemente de suas particularidades, nas escolas públicas municipais.
