Navegando por Assunto "Autismo em crianças"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Atenção conjunta e repertórios verbais em crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2016-03-29) SILVA, Flávia Teresa Neves; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201Este trabalho reuniu uma revisão de literatura e dois estudos experimentais com o objetivo de investigar a relação entre atenção conjunta (AC) e repertórios verbais em crianças com autismo. O trabalho teórico revisou estudos baseados na metodologia e procedimentos da Análise do Comportamento que investigaram o ensino da AC para crianças com autismo, procurando descrever e analisar as variáveis envolvidas no ensino de resposta de atenção conjunta (RAC) e de iniciação de atenção conjunta (IAC). O primeiro estudo experimental investigou em três crianças com autismo as relações funcionais que podiam ser estabelecidas entre estímulos condicionais sociais discriminativos/reforçadores e os repertórios de atenção conjunta, tato e mando. O segundo estudo experimental avaliou em três crianças com autismo que apresentavam AC as relações entre vocabulário expressivo e receptivo. A revisão teórica mostrou que a Análise do Comportamento fornece tecnologias eficientes para ensinar RAC e IAC, mas que a RAC é mais facilmente instalada do que a IAC. Os resultados dos estudos empíricos 1) indicaram que a AC é fundamental para que as crianças com autismo estabeleçam corretamente a relação nome-objeto apresentada pelos adultos e consigam expandir e generalizar estas relações verbais aprendidas; e 2) sugeriram a necessidade de expansão da comunidade reforçadora desta população e o ensino intensivo do repertório de tato a fim de aumentar as oportunidades que a criança venha a recrutar a atenção do adulto como um reforçador social condicionado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação das alterações no sistema somatossensorial como estratégia para o diagnóstico precoce e tratamento de pacientes com transtorno do espectro autista - TEA(Universidade Federal do Pará, 2020-01-31) SANTA MARIA, Bruna Castro; Amira Consuêlo de Melo Figueiras; http://lattes.cnpq.br/6213115471891287; BASTOS, Gilmara de Nazareth Tavares; http://lattes.cnpq.br/2487879058181806O transtorno do espectro do autista (TEA) é caracterizado por déficits persistentes na comunicação e interação social em múltiplos contextos e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A mais recente edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), apresentou a adição de "hiper e hipo-reatividade à entrada sensorial ou interesses incomuns em aspectos sensoriais do meio ambiente" como características diagnósticas definidoras de autismo. Indivíduos com autismo frequentemente relatam sensibilidades táteis, como endurecimento ou afastamento quando tocados. Desta forma o objetivo deste trabalho foi identificar alterações da sensibilidade somestésica que possam auxiliar em estratégias para o diagnóstico precoce e intervenção de pacientes com autismo.Foi realizada observações clínicas e aplicação de questionários entre os participantes da pesquisa, onde observou-se que as crianças do grupo controle apresentaram minímas alterações de reatividade somestésica, quando comparadas com o grupo de TEA. Verificou-se que 90%dos participantes do grupo TEA não brincavam com diferentes consistências; 70% não brincam com objetos gelatinosos e materiais de diferentes texturas, bem como apresentam aversão a determinados tecidos e/ou etiquetas de roupas; 62% não partcipam de brincadeiras que molham ou lambuzam e andam ou andaram nas pontas dos pés e 50% evitam abraço e/ou contato físico, demosntrando que em crianças com autismo é possivel perceber precocemente hipo ou hiperreatividade somestésica, o que pode auxiliar no diagnóstico precoce e nas estratégias de intervenções.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliando o uso de reforçamento em um procedimento de correção no ensino de tato para crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2015-03-30) CARNEIRO, Ana Carolina Cabral; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201Um aspecto importante da intervenção para pessoas com autismo baseada na Análise Comportamental Aplicada é que devem ser utilizados procedimentos que reduzam erros durante a aprendizagem de um repertório, considerando os efeitos que podem produzir no processo de aprendizagem. Alguns estudos têm investigado os efeitos do procedimento de correção que exige resposta ativa do aprendiz após a repetição de uma tentativa com erro. Alguns manuais de intervenção recomendam não reforçar respostas corrigidas no procedimento de correção com resposta ativa, para evitar o estabelecimento de uma dependência da dica usada na correção. Este estudo investigou o efeito do reforçamento em um procedimento de correção com resposta ativa durante o ensino de tatos para quatro crianças com autismo. Em um delineamento intraparticipante, foi realizado um treino de ecoico para tato (treino inicial com dica ecoica simultânea e posteriormente com dica atrasada em 3 segundos) com procedimento adaptado de alternância de tratamento - uma condição com reforço após correções e a outra condição sem reforço. Todos os participantes precisaram de menos tentativas de correção na condição de correção com reforço do que na condição de correção sem reforço, e o desempenho dos participantes foi superior na condição de treino com reforço após a correção em nove dos doze conjuntos de estímulos utilizados no estudo. Os resultados obtidos se contrapõem aos manuais. Discute-se a eficácia do reforço após o procedimento de correção, a não aquisição de dependência do reforço neste procedimento, bem como as implicações práticas destes resultados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comportamentos de crianças com transtorno do espectro autista com pares nos contextos de educação musical e recreio escolar(Universidade Federal do Pará, 2013-03-05) NASCIMENTO, Paulyane Silva do; FREITAS JÚNIOR, Áureo Déo de; http://lattes.cnpq.br/9902320223569217; SILVA, Simone Souza da Costa e; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634O presente trabalho investigou características pessoais, ambientais e comportamentais que podem permitir ou dificultar/impedir a interação social de crianças com TEA com seus pares, assim como analisou os benefícios do contexto de educação musical como promotor desta interação. Para organizar as formas de emissão destes comportamentos elaborou-se o “Protocolo de observação de comportamentos de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) com seus pares”. Participaram deste estudo duas crianças, do sexo masculino, com TEA, que cursavam o Jardim I em escolas privadas distintas, na cidade de Belém/PA. As crianças tinham idades de seis e cinco anos, respectivamente, e estavam regularmente matriculadas em turmas de percussão de uma Escola de Música da cidade de Belém/PA. Foram analisadas 3 sessões no ambiente de escola regular (durante o recreio), com duração de 20 min. cada; e 8 sessões no contexto de educação musical (aulas de percussão), 30 minutos cada. Os resultados mostraram que os comportamentos entre as crianças ASD com seus pares ocorreram em ambos os contextos, porém atingindo maior frequência no contexto livre (escola regular/recreio). Quanto aos benefícios da educação musical, O participante 1 (6 anos), cujo perfil era marcado pela aceitação de contato físico, aproximação e a busca pelo outro, obteve o aumento de comportamentos de iniciativas funcionais e a diminuição de respostas não funcionais. Verificou-se ainda, a ocorrência de iniciativas funcionais por meio de estereotipias, indicando que esta peculiaridade do transtorno pôde auxiliar a criança na aproximação e interação com os pares. Já no participante 2 (5 anos), com perfil marcado pela disponibilidade para contato, expressão emocional adequada ao contexto, e reciprocidade social (embora ocasional), pôde-se observar a grande influência do adulto no manejo comportamental da criança. Esta influência mostrou-se positiva (ao diminuir a emissão de comportamentos não funcionais) e negativa (ao prestar assistência demasiada, desconsiderando as potencialidades da criança e dificultando sua interação com os pares). Conclui-se que dada a baixa frequência de tais comportamentos, não se pode afirmar que as alterações verificadas são relacionadas exclusivamente à configuração deste ambiente, mas tão somente à contiguidade das possibilidades representadas pelo perfil da criança e a abertura que cada contexto permitiu para a expressão e estímulo destas potencialidades, assim como para a oferta de ferramentas que possibilitaram a apreensão ou reforçar de comportamentos propícios à interação social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Educação musical e o ensino de violino para crianças autistas: Uma vivência com o método de Edgar Willems.(Universidade Federal do Pará, 2024-07-10) PINHO, Vivian Ferreira.; FREITAS JÚNIOR, Áureo Déo de; http://lattes.cnpq.br/9902320223569217No âmbito legislativo, está em vigor a Lei Nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e em seu artigo 3º estabelece que são direitos da mesma o acesso à educação e ao ensino profissionalizante. Nessa perspectiva, o professor precisa estar preparado para assumir os desafios da docência para esse público. Este estudo visa contribuir com essa questão ao abordar estratégias metodológicas para a educação musical e ensino do violino para crianças autistas, inspiradas na proposta pedagógico-musical de Edgar Willems e consequentemente fornece diretrizes para o docente que pretende se especializar no campo da educação musical para turmas inclusivas com crianças autistas. Tem-se como objetivo geral desta pesquisa investigar quais as contribuições do método de Edgar Willems para o processo de musicalização e ensino do violino em turmas inclusivas com crianças autistas. Este objetivo se desdobra especificamente em dois, que são: propor atividades musicais, por intermédio da revisão da literatura, baseadas no método de Willems; e verificar o aprendizado musical dos alunos autistas alcançado por meio de uma escala avaliativa. Para tanto, uma revisão de literatura foi realizada, em artigos, dissertações, teses e livros nos idiomas português e espanhol, disponíveis em plataformas on-line, para identificar o que a literatura trata sobre a educação musical, na perspectiva da educação inclusiva direcionada a pessoas com TEA, envolvendo temáticas como a legislação inclusiva, educação musical inclusiva, autismo, relações entre a educação musical e a psicomotricidade na perspectiva inclusiva, educação musical e ensino de violino e a educação musical para Edgar Willems. Esta é uma pesquisa-ação, de abordagem qualitativa e tem caráter exploratório. Os participantes desta pesquisa são oriundos do Grupo de Pesquisa Transtornos do Desenvolvimento e Dificuldades de Aprendizagem (GP-TDDA), em atividade na Universidade Federal do Pará (UFPA), como técnica de coleta foi realizada a observação participante e estruturada uma escala avaliativa baseada nos pilares da proposta pedagógico musical de Edgar Willems, são eles: a canção, o ritmo, o movimento sonoro (altura do som) e a audição. Ocorreram 11 aulas e 3 avaliações, as aulas foram planejadas previamente e baseadas nos pilares do método revelados na revisão de literatura. Os resultados do aprendizado das crianças autistas coletados nas avaliações foram expressos em gráficos e foi realizada a descrição mediante à pesquisa participante dos avanços musicais e quanto ao comportamento de todos os participantes. O estudo revelou que a turma como um todo, tanto os alunos autistas quanto os típicos, evoluiu. As crianças autistas demonstraram desenvoltura e entendimento das práticas musicais, experimentaram os elementos musicais e com autonomia transferiram esse conhecimento para o estudo do violino.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do número de pareamentos no uso do procedimento de observação de pareamento de estímulos para ensinar tato e resposta de ouvinte para crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2017-06-23) TRINDADE, Eduardo Nascimento; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201Dois procedimentos têm sido propostos como alternativas ao emparelhamento ao modelo como vias para induzir a emergência de repertórios não ensinados diretamente: 1) instrução com múltiplos exemplares (MEI); e 2) observação de pareamento de estímulos (SPO). O MEI implica a rotação do ensino de diferentes respostas a um estímulo (ex. tato e reposta de ouvinte), o que favorece a aprendizagem incidental desses tipos de respostas para novos estímulos a partir do ensino de apenas um dos tipos. No SPO é exigida apenas uma resposta de observação de estímulos apresentados próximos temporalmente, sem reforçamento diferencial para quaisquer tipos de resposta. Os resultados de alguns estudos sugerem que uma maior frequência de pareamentos poderia levar a emergência de respostas de tato e ouvinte não ensinadas diretamente, e que o pareamento de estímulos pode afetar o procedimento de MEI. O presente estudo avaliou o efeito de SPO com uma frequência maior de pareamentos por tentativas sobre a emergência de respostas de tato e ouvinte em três crianças com autismo, e o efeito do SPO no ensino dessas repostas por meio de MEI. Para dois participantes o SPO com mais pareamentos a cada tentativa favoreceu a emergência do repertório de ouvinte. Estes participantes somente aprenderam respostas de tato após o MEI. O SPO teve um efeito facilitador no treino de MEI. Discutem-se o papel do MEI e de treino de tato intensivo para a emergência de repertórios de tato e ouvinte, assim como os tipos de controle de estímulo que o SPO parece favorecer, e a possibilidade de investigar o SPO em situações mais naturais que possam favorecer o aprendizado de repostas de tato sem treino direto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Emergência de relações auditivo-visuais via treino por CRMTS para crianças diagnosticadas com TEA(Universidade Federal do Pará, 2017-02-10) CALADO, Jacqueline Iukisa Faustino; ASSIS, Grauben José Alves de; http://lattes.cnpq.br/0722706223558223Partindo do pressuposto de que pessoas diagnosticadas com autismo podem apresentar dificuldades na discriminação de estímulos auditivos, viabilizar treinos com consequências específicas auditivas pode auxiliar na aquisição desse tipo de repertório. O presente estudo verificou a emergência de relações de controle auditivo-visual após treino visual-visual através de CRMTS com consequências auditivas. Participaram quatro crianças com TEA com um repertório prévio de leitura e escrita de 12 sentenças. Relações auditivo-visuais com essas sentenças foram testadas durante a linha de base (melodias ou vozes como modelo para a construção das sentenças). Em seguida foi realizado o treino visual-visual (animações como modelo para a construção de quatro das 12 sentenças) com consequências auditivas (melodias ou vozes). Ao final de cada sessão de treino as consequências auditivas eram apresentadas como modelo para a construção das 12 sentenças. Duas das quatro crianças demonstraram desempenho acima de 80% para as relações auditivo-visuais avaliadas. Os resultados demonstram a efetividade do uso de CRMTS com consequências auditivas específicas para a emergência de relações auditivo-visuais com pessoas com TEA. Também avançam ao garantir a expansão de classes com consequências específicas utilizando respostas de maior custo e sentenças.Tese Acesso aberto (Open Access) Ensino intensivo de tato e a indução de comportamento verbal em crianças com Transtorno do Espectro Autista(Universidade Federal do Pará, 2023-12-04) KEUFFER, Sara Ingrid Cruz; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201A presente tese é composta por: 1) uma revisão sistemática de literatura que analisou estudos experimentais que avaliaram o efeito do ensino intensivo de tato (intensive tact instruction – ITI) na indução ou aumento de repertórios verbais, e 2) um estudo experimental que investigou o efeito do ITI na indução de nomeação completa (NC - emergência de respostas de falante e ouvinte para objetos/eventos após a mera exposição incidental aos seus nomes) e nomeação bidirecional (NB- respostas de falante para objetos/eventos são ensinadas e respostas de ouvinte para esses objetos/eventos emergem, e vice-versa) em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Na revisão sistemática foram analisados 10 estudos, sendo descrito o perfil dos participantes, ambiente e delineamento experimental, parâmetros de implementação da variável independente (VI), resultados, tamanho do efeito da VI (TauU) e a qualidade metodológica (QM) dos estudos. Verificou-se que a maioria dos estudos: a) foi realizado com crianças com TEA, em escolas com base analítico-comportamental, utilizando delineamento de sondas múltiplas entre participantes; b) implementou ITI com 100 tentativas diárias de tato (5 vezes por semana), com cinco conjuntos de estímulos; c) apresentou resultados positivos para a indução/ampliação de tatos (com Tau-U de moderado a forte), mistos para intraverbais (com Tau-U de fraco a moderado) e ausência de efeito para mandos (Tau-U pequeno); e d) apresentou QM adequada. Nenhum estudo avaliou adequadamente o efeito do ITI na indução de NC ou NB. Participaram do estudo experimental três crianças com TEA. Após a implementação do ITI com três conjuntos de estímulos, duas crianças apresentaram emergência e generalização de NB e NC (uma delas apresentou manutenção de ambos os repertórios e a outra de NB). A terceira criança apresentou emergência de NB e o componente de ouvinte nos testes de NC. Os resultados são discutidos à luz da literatura atual.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Integração dos repertórios de ouvinte e falante (naming) em crianças autistas: efeitos do ensino com objetos e figuras(Universidade Federal do Pará, 2014-03-14) SANTOS, Edson Luiz Nascimento dos; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201Uma atual recomendação para induzir o repertório de Naming (integração dos repertórios de falante e ouvinte) em pessoas com atraso no desenvolvimento é o procedimento de instrução com múltiplos exemplares. Estudos sugerem que podem existir diferenças no aprendizado do Naming em função da modalidade do estímulo utilizado. O presente estudo comparou a utilização de estímulos bidimensionais e tridimensionais em um procedimento de MEI para instalar Naming em quatro crianças com autismo. Na Fase 1 avaliou-se a linha de base do repertório de Naming em duas etapas: treino do repertório de matching-to-sample de identidade com tato dos estímulos modelo pelo experimentador (IDMTS+Tato) e testes dos repertórios de MTS auditivovisual (AVMTS) e de tato. Na Fase 2 treinou-se IDTMS+Tato, AVMTS e tato com novos estímulos. Atingido o critério na Fase 2, a Fase 1 era replicada para verificar a emergência do Naming (Fase 3). Observado Naming na Fase 3, a Fase 1 era replicada com novos estímulos para confirmar a aquisição do repertório (Fase 4). Um participante demonstrou aquisição de Naming na Fase 4 com estímulos 2D e o componente de ouvinte com estímulos 3D. Outro participante demonstrou Naming na Fase 1 com estímulos 2D e adquiriu o componente de ouvinte do Naming com estímulos 3D na Fase 4. Discute-se a efetividade do procedimento de MEI para instalar Naming em crianças com autismo, o papel da modalidade de estímulos utilizada, a interação entre os repertórios de falante e ouvinte, a generalização do Naming para outros tipos/modalidades de estímulos e a aplicabilidade dos resultados.Tese Acesso aberto (Open Access) Intervenção ao autismo via ensino de cuidadores(Universidade Federal do Pará, 2014-07-16) BORBA, Marilu Michelly Cruz de; BARROS, Romariz da Silva; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024; https://orcid.org/0000-0002-1306-384XO Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um distúrbio do desenvolvimento de grande prevalência na população mundial. A intervenção analítico-comportamental ao autismo vem sendo apontada internacionalmente com uma das formas mais efetivas de atendimento, desde que individualizada, intensiva, precoce e extensiva. Nessas condições, embora altamente efetiva, a intervenção analítico-comportamental é inacessível à maioria da população afetada no Brasil. Neste sentido, intervenções via cuidadores podem constituir uma alternativa eficiente e viável. Entretanto, pesquisas sobre a efetividade dessas formas de intervenção indireta são escassas, especialmente no Brasil. O objetivo deste trabalho foi desenvolver um programa de intervenção via cuidadores e avaliar sua eficácia para ensino de habilidades básicas (sentar, esperar, toque aqui, atender ao nome, rastreamento visual, imitação com e sem objeto). Participaram seis crianças, com até seis anos, diagnosticadas com TEA e seus respectivos cuidadores. Os cuidadores passaram por ensino conceitual e prático e eram supervisionados semanalmente. Os programas eram aplicados prioritariamente por tentativa discreta. Os resultados mostraram efetividade da intervenção via cuidadores, com amplo sucesso dos programas para desenvolver os desempenhos básicos acima mencionados. Também foi documentada a manutenção e generalidade dos repertórios aprendidos. Adicionalmente, o presente trabalho de tese inclui outros dois componentes que constituem relatos de pesquisa básica sobre a aquisição de tatos e mandos, as quais foram conduzidas no contexto do atendimento via cuidadores cujo estabelecimento foi relatado no primeiro componente. A viabilidade desses estudos subsequentes mostra que o ambiente de um serviço bem estruturado de intervenção comportamental ao autismo é também profícuo para o desenvolvimento de pesquisa básica sobre variáveis de procedimento para aquisição de repertórios específicos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Nomeação bidirecional em crianças com autismo: efeitos dos procedimentos de observação de pareamento de estímulos e instrução com múltiplos exemplares(Universidade Federal do Pará, 2019-04-05) LOBATO, Juliana Lima; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201Alguns estudos têm mostrado que os procedimentos de Instrução com Múltiplos Exemplares (MEI) e de Observação de Pareamento de Estímulos (SPOP) podem favorecer a indução de nomeação bidirecional (integração de respostas de falante e ouvinte) em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O presente estudo comparou a eficiência do MEI e do SPOP na indução de nomeação bidirecional em quatro crianças com TEA, avaliando também se a ocorrência de respostas ecoicas influenciaria na emergência desse repertório. Os resultados mostraram que apenas um participante demonstrou emergência de nomeação bidirecional completa, após ter passado pelos dois tratamentos experimentais (primeiro SPOP, depois o MEI). Dois participantes demonstraram emergência somente do componente de ouvinte, após passarem pelo tratamento SPOP. No teste final de nomeação dois participantes demonstraram emergência somente do componente de ouvinte da nomeação bidirecional e um participante apresentou aumento nos dois componentes em relação à linha de base. Não se observou relação entre a ocorrência de ecoico e o percentual de respostas corretas de tato e ouvinte seleção nas sondas de nomeação bidirecional, nem com a quantidade de sessões necessárias para atingir critério de aprendizagem em cada tratamento. Discute-se a eficiência dos tratamentos de maneira isolada e quando apresentados em sequência, além da importância do uso de estímulos reforçadores no processo de aquisição da nomeação bidirecional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Procedimento de observação de pareamento de estímulos e a emergência de nomeação completa em crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2019-05-17) BRASIL, Michelle Abdon; ASSIS, Grauben José Alves de; http://lattes.cnpq.br/0722706223558223; https://orcid.org/0000-0002-6548-2544; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201Nomeação completa é uma relação comportamental de ordem superior na qual o indivíduo responde a uma classe de objetos e/ou eventos combinando as funções de ouvinte e falante sem treino direto. Mais recentemente, o procedimento de observação de pareamento de estímulos (Stimulus Pairing Observation Procedure - SPOP) vem se mostrando uma alternativa para induzir nomeação completa em indivíduos que ainda não demonstram tal habilidade. O SPOP consiste em apresentações sucessivas de pares de estímulos onde a única resposta exigida do indivíduo é a resposta de observação. Ao mesmo tempo, nenhuma resposta emitida pelo indivíduo é reforçada diferencialmente. O presente trabalho teve como objetivo investigar o efeito do SPOP na indução da nomeação completa em quatro crianças com TEA com repertório verbal limitado. Também foram avaliados os efeitos da presença ou não da nomeação unidirecional de ouvinte na eventual aquisição da nomeação completa. O procedimento compreendeu as seguintes fases: 1. Avaliação da articulação das palavras, 2. Pré-teste de tato e ouvinte, 3. Teste de nomeação unidirecional de ouvinte, 4. Sonda de nomeação completa, 5.Linha de base e 6. Implementação do SPOP com mais pareamentos. O delineamento utilizado foi o de sondas múltiplas entre participantes. Os resultados demonstraram que além de ser eficaz em estabelecer respostas de tato e ouvinte, o SPOP foi eficaz em estabelecer nomeação completa para um dos participantes. Os dados também sugerem que a indução desse comportamento nessa população pode ser facilitada pela presença prévia de nomeação unidirecional de ouvinte no repertório verbal dos indivíduos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Procedimento de observação de pareamento de estímulos: Efeitos da alternância de pareamentos e testes na aquisição de resposta de ouvinte e tatos em crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2019-06-17) Ó, Lorraine Calandrini Araújo do; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201Muitas das oportunidades de aprendizagem de repertórios verbais ocorrem nas interações cotidianas quando crianças escutam outras pessoas falando sobre os objetos/eventos, sem demandar respostas das mesmas crianças. Um procedimento que se assemelha a este tipo de interações é o procedimento de observação de pareamento de estímulos (Stimulus Pairing Observation Procedure – SPOP). O SPOP vem sendo utilizado recentemente para investigar a aprendizagem de repertórios verbais. Alguns estudos têm sugerido que a alternância de SPOP e testes dos repertórios verbais (ciclos de SPOP-teste) poderia favorecer a aquisição dos repertórios verbais em crianças e adolescentes com autismo. O presente estudo investigou, por meio de um delineamento de sondas múltiplas entre participantes com alternância de tratamentos, a eficiência dos ciclos SPOP-teste comparativamente à implementação do SPOP com testes apenas ao final de um número de pareamentos equivalente aos pareamentos realizados nos ciclos, na aquisição de tatos e resposta de ouvinte em três crianças com autismo. Os resultados indicaram a eficácia do SPOP para induzir a emergência desses repertórios em crianças com autismo, e que os ciclos de SPOP-teste podem ser mais eficientes comparativamente à implementação apenas do SPOP. Discute-se o papel da alternância dos pareamentos e testes na efetividade do SPOP e a importância da realização de pré- testes dos diferentes repertórios de nomeação dos indivíduos antes da implementação do SPOP.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Procedimento de observação de pareamentos de estímulos com e sem exigência de resposta ecoica: efeitos na emergência de intraverbais em crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2019-04-04) COSTA, Malena Russelakis Carneiro; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201O ensino de intraverbais para indivíduos com autismo tem sido realizado principalmente através de procedimentos que envolvem reforçamento diferencial. Todavia, outra técnica denominada como ‘Procedimento de Observação de Pareamento de Estímulos’ (SPOP) surgiu enquanto alternativa para verificar a emergência de repertórios verbais. Estudos têm demonstrado que operantes verbais podem ser estabelecidos através do SPOP, e também têm ressaltado o papel do comportamento ecoico enquanto facilitador na emergência de operantes verbais. O presente estudo visou comparar a eficácia do SPOP com e sem exigência de resposta ecoica na emergência de intraverbais em três crianças com autismo. Utilizou-se um delineamento de sondas múltiplas com tratamento alternado entre participantes, em sete fases: 1) Avaliação da articulação de sílabas; 2) Sonda Inicial de Intraverbal; 3) Treino de Tato; 4) Linha de Base; 5) Implementação dos tratamentos; 6) Teste de generalização; 7) Teste de manutenção. Os resultados demonstraram a eficácia do SPOP na indução de intraverbais e sugeriram um papel facilitador do ecoico. Discute-se os possíveis efeitos de interferência dos tratamentos, da extinção de respostas no contexto experimental e da utilização de reforçadores condicionados como parte do SPOP.
