Navegando por Assunto "Autoethnography"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Pirí: um estudo sobre povos tradicionais, ambiente e práticas políticas. Ilhas de Abaetetuba, Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2024-02-20) PEREIRA, Maria das Graças da Silva; SANTOS, Sônia Maria Simões Barbosa Magalhães; http://lattes.cnpq.br/2136454393021407; ALMEIDA, Mauro William Barbosa de; SIMÕES, Aquiles Vasconcelos; CAÑETE, Voyner Ravena; MEDEIROS, Monique; TORRES, Maurício Gonsalves; http://lattes.cnpq.br/5681088831196646; http://lattes.cnpq.br/0471255070027912; http://lattes.cnpq.br/9961199993740323; http://lattes.cnpq.br/4244130793736395; http://lattes.cnpq.br/3514108376561503; https://orcid.org/0000-0003-2194-6594; https://orcid.org/0000-0001-8528-3086; https://orcid.org/0000-0001-8789-0621As ilhas de Abaetetuba há 30 anos sofrem com os desastres causados pelos Grandes Projetos em municípios vizinhos, entretanto, desde 2015 a empresa Cargill busca instalar um TUP no arquipélago de Abaetetuba, mais precisamente na Ilha Xingu, onde está localizada a Comunidade Santo Afonso. Esta tese tem como objetivo compreender as inter-relações entre a luta política contra a instalação do TUP e a relação que a Comunidade Santo Afonso mantém com o ambiente, a partir da defesa de um ambiente específico chamado Pirí. Esta é uma pesquisa cuja base metodológica é a autoetnografia conciliada com a etnografia, visto que embora o trabalho de campo principal tenha sido realizado na Comunidade Santo Afonso, minhas experiências pessoais, como ribeirinha, também fazem parte da pesquisa. A comunidade de Santo Afonso apresenta uma relação singular com a natureza, em especial com um microecossistema Pirí, que além de temporalidades e biodiversidade singular, abriga muitos encantados que fazem parte da cosmologia da comunidade. São diversos seres sencientes que coabitam o mesmo território com a comunidade e tem agência nas atividades cotidianas e também nas decisões políticas dos ribeirinhos de Santo Afonso. Fato que se evidencia ainda mais nas lutas e resistências contra o TUP Abaetetuba, onde se apresentam basicamente duas linhas de argumentação: 1) pública – baseada nos impactos socioambientais que o TUP causará, caso seja instalado; 2) interna – baseada na cosmologia e nos sinais que os encantados têm manifestado para a comunidade. O que se constata é que de fato os ribeirinhos e sua relação com o ambiente têm conexão direta com suas manifestações, lutas e resistências contra o TUP utilizando variados argumentos, desde os socioambientais aos cosmológicos, e estes são evocados de acordo com o público a quem se dirige.
