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Navegando por Assunto "Autonomy"

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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Agrobiodiversidade e conhecimentos locais das plantas alimentícias no quilombo de Deus Ajude, Arquipélago do Marajó – Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2020-09-08) BEZERRA, Sueyla Malcher; SABLAYROLLES, Maria das Graças Pires; http://lattes.cnpq.br/0250972497887101; SILVA, Luis Mauro Santos; http://lattes.cnpq.br/7285459738695923
    Nesta pesquisa, buscamos analisar os conhecimentos e práticas tradicionais associadas à agrobiodiversidade das plantas alimentícias, bem como, a constituição da soberania alimentar e autonomia na produção dos alimentos no quilombo de Deus Ajude, Salvaterra/PA. Para o desenvolvimento da pesquisa, utilizamos a abordagem quali- e quantitativa. Em relação ao procedimento metodológico, optamos pelo estudo de caso, observação participante, entrevistas não diretivas, questionários, listas livres, coleta e identificação de material botânico. A análise dos dados coletados foi realizada pela sistematização das informações, análise vertical e horizontal das entrevistas, triangulação dos dados e Índice de Saliência Cognitiva. Os resultados demonstraram que o conhecimento e práticas tradicionais da comunidade quilombola sobre as plantas alimentícias é constituído a partir da relação diária dos quilombolas com a natureza, bem como, pela promoção continuada do diálogo de saberes entre as diferentes gerações. A sazonalidade amazônica revelou-se como uma reguladora da pluralidade de atividades produtivas ao logo do ano, e, estas são desempenhadas por intermédio de uma relação simbiótica, onde natureza e quilombo se sustentam. No mais, as comidas representativas do quilombo marajoara, como: beiju, cação, tiborna, cunhapira e crueira etc., transformam-se em uma das formas de manter a agrobiodiversidade do quilombo. Em contrapartida, as limitações de acesso ao território de uso comum impostas pelas fazendas ao redor do quilombo e as influências do mercado capitalista são ações concretas e simbólicas capazes de promoverem mudanças: na forma como os alimentos são obtidos e nos hábitos alimentares dos quilombolas. Portanto, a valorização da cultura quilombola e do seu modo de vida torna-se uma aliada na preservação dos conhecimentos, práticas e saberes tradicionais, bem como, da natureza manejada.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Aprendizagem autônoma de línguas adicionais e formação docente em um centro de autoacesso no ensino superior
    (Universidade Federal do Pará, 2021-03-19) RABELO, Jhonatan Allan de Andrade; MAGNO E SILVA, Walkyria Alydia Grahl Passos; http://lattes.cnpq.br/6129530461830312
    Centros de Autoacesso podem ser entendidos como ambientes de fomento à autonomia e costumam dispor de amplo acervo de materiais para a aprendizagem autodirigida (GARDNER; MILLER, 1999; COTTERAL; REINDERS, 2000; DOFS, HOBBS, 2011). Na Universidade Federal do Pará, esse espaço é a Base de Apoio à Aprendizagem Autônoma (BA³), que desde 2004 oferece diferentes formas de apoio aos graduandos da Faculdade de Letras Estrangeiras Modernas (FALEM). Os efeitos positivos que a BA³ exerceu sobre a aprendizagem de línguas desses graduandos podem ser encontrados em publicações da área (MAGNO E SILVA, 2017; RABELO; MORHY, 2019 entre outros). Todavia, observa-se uma lacuna no que tange o potencial que os centros de autoacesso pode ter para a formação docente. A literatura em Linguística Aplicada evidencia que a autonomia, apesar de estudada há mais de cinco décadas, ainda é pouco presente nos currículos de Letras das universidades brasileiras. Formar professores capazes de fomentá-la entre seus alunos demanda experiências práticas fundamentadas em uma base teórica sólida, especialmente quando se considera o caráter complexo e dinâmico do processo de autonomização (PAIVA, 2006; LARSEN-FREEMAN; CAMERON, 2008). Por essa razão, justifica-se a ampliação do debate sobre a formação docente com foco na autonomia e as contribuições que podem emergir da existência de centros de autoacesso nas universidades. Esta tese tem por objetivo geral compreender o papel dos centros de autoacesso na formação de professores. Os objetivos específicos incluem identificar como o trabalho na BA³ trouxe benefícios para dez graduandos de Letras que atuavam como bolsistas ou voluntários nesse espaço. Ademais, verificou-se como a percepção desses participantes sobre ensino e aprendizagem foi ressignificada a partir das experiências lá vivenciadas. Por fim, avaliou-se a competência desses bolsistas e voluntários em desenvolver atividades de fomento à autonomia, bem como os papeis que o pesquisador exerceu como mediador nesse processo. O referencial teórico incluiu algumas das diferentes temáticas que compõem o rol de saberes de uma formação docente com foco na autonomia e motivação (USHIODA, 2008; DÖRNYEI; USHIODA, 2011), crenças (BARCELOS, 2006), estratégias de aprendizagem (OXFORD, 1990; SANTOS, 2011), avaliação (ALVES, 2005; CUNHA, 2006), entre outros. No que tange metodologia, optou-se pela pesquisa de cunho etnográfico, conduzida no grupo de estudo em autonomia e autoacesso, formado pelo pesquisador e pelos participantes. Os instrumentos de constituição dos dados foram diários de observação, gravações das reuniões e entrevistas. Os resultados demonstraram que os centros de autoacesso são espaços com grande potencial para a formação docente, pois são livres de restrições e oportunizam a vivência dos graduandos em ambientes autonomizadores, tanto como aprendentes quanto como professores em formação. Nesse processo, o coordenador pode atuar como um conselheiro para o trabalho docente, construindo pontes entre teoria e prática e estimulando a exercício profissional precoce por meio da criação de uma atmosfera de experimentação e colaboração mútua.
  • Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    A autonomia dos sujeitos do campo: métodos e identidades
    (Universidade Federal do Pará, 2016-12) BENTES, Haroldo de Vasconcelos
    O artigo discute a autonomia dos sujeitos do campo, sob a égide da Educação do Campo, no que tange a seus protagonismos e identidades seja na Escola ou fora dela. O objetivo é sinalizar com a necessidade de centrar esforços na direção da valorização existencial desses homens e mulheres e suas produções no espaço e tempo, de forma estratégica, alargando o diálogo legítimo, global-local e vice-versa. Na linha de argumentação, duas questões: sobre os pressupostos da autonomia e legitimidade, temporalidade de saberes, memória coletiva, e suas especificidades? E a importância da relação global-local na existência daqueles, na confluência do paradigma da cientificidade e conexões com os avanços tecnológicos? A fundamentação teórica e metodológica alinha os pressupostos da dialética, cientificidade e Iniciação Científica. Nas conclusões: os sujeitos do campo precisam ser tratados como agentes políticos no processo analítico da realidade; o diálogo com conexões entre o local e o global, cientificidade e tecnologias como conhecimentos reconhecidos e validados; o fazer metodológico, político e epistêmico do professor promovendo novas possibilidades na aprendizagem do adulto; a iniciação científica como método que alarga e aprofunda a visão do real.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Autonomia e proteção de territorial quilombola: análise de conflitos trabalhistas e a integridade espacial das comunidades quilombolas no estado do Pará / Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2023-05-18) SANTOS, Flávia Silva dos; BENATTI , José Heder; http://lattes.cnpq.br/6884704999022918; https://orcid.org/0000-0003-1159-912X; FONSECA , Luciana Costa da; TRECCANI , Girolamo Domenico; http://lattes.cnpq.br/3383269305393137; http://lattes.cnpq.br/4319696853704535; https://orcid.org/0000-0001-9330-2208; https://orcid.org/0000-0003-4639-9881
    As Comunidades Quilombolas Médio Itacuruçá, localizada no município de Abaetetuba e São Manoel, localizada no município de Moju, ambas no estado do Pará tiveram sua autonomia espacial em risco em decorrência de processos trabalhistas. Ressalta-se que citados territórios são titulados Instituto de Terras do Pará e tiveram parte de suas terras coletivas apresentadas como garantia nos supraditos processos, o que culminou em leilões e arrematação no âmbito da Justiça do Trabalho da Oitava Região – Comarca de Abaetetuba. Neste trabalho se objetivou analisar a possibilidade de penhora de bens pertencentes às associações quilombolas com território titulado, em ações trabalhistas. Buscou-se ainda refletir que tipo de propriedade coletiva se configura o quilombo, além de analisar a natureza jurídica dos mesmos; a legitimidade dos membros do quilombo, da associação e sua representação para alienar ou dar os bens do quilombo como garantia de dívida e as repercussões para a autonomia e integridade dos territórios quilombolas. Para tanto se utilizou predominantemente o estudo de caso, estudo empírico de conflitos judiciais que envolveram as duas comunidades quilombolas e complementarmente a abordagem qualitativa, pesquisa bibliográfica, documental, legislativa e jurisprudencial. Desse modo, se observou a legitimidade da autonomia das comunidades no uso e manejo de seu território, assegurado tanto na legislação internacional, quanto a Carta Constitucional e as legislações infraconstitucionais, o que permitiu concluir que dentro dos casos analisados foi fundamental as comunidades terem concretizado o direito à titulação, a mobilização das comunidades para assegurar o seu chão, através de seus regramentos e costumes internos e o despertar para a necessidade de seguir o debate sobre a proteção territorial quilombola que corriqueiramente é ameaçada.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Autonomia em Jovens e sua relação com o Estilo de Apego Adulto
    (Universidade Federal do Pará, 2026-03-28) BARROS, Aline de Abreu França; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; DUTRA, Natália Bezerra; MENEZES, Aline Beckmann de Castro; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/8107199720875369; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795
    Autonomia é um conceito multifacetado que envolve a capacidade de autogoverno, tomada de decisões (autonomia comportamental, funcional e atitudinal), emoções e pensamentos próprios (autonomia emocional). Em paralelo, o estilo de apego, conforme proposto pela Teoria do Apego de John Bowlby, caracteriza como os indivíduos formam vínculos e gerenciam suas relações emocionais. Este estudo teve o objetivo de avaliar se os jovens com estilo de apego seguro têm maiores escores de autonomia quando comparados com escores de autonomia de jovens de estilo de apego inseguro, ou seja, que hiperativam ou desativam o sistema comportamental de apego causando ansiedade excessiva (estilo de apego inseguro ansioso) ou evitação excessiva (estilo de apego inseguro evitativo), além de considerar a renda dos jovens da amostra. Participaram do estudo 202 jovens brasileiros, com idade entre 18 e 21 anos, que responderam a instrumentos de autorrelato sobre autonomia (Questionário de Autonomia) e apego (Escala de Estilo de Relacionamento). Para essa amostra, os resultados indicaram correlação negativa entre autonomia e os indicadores de apego (ansiedade e evitação), sugerindo que o apego seguro dessa faixa etária está associado a níveis mais elevados de autonomia. A renda foi um fator coadjuvante. Esses achados contribuem para a compreensão do papel das relações de apego no desenvolvimento da autonomia durante a transição para a vida adulta.
  • Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    A autoridade dos direitos humanos entre autonomia e bens básicos: o debate filosófico da teoria da lei natural de John Finnis com o positivismo liberal de Joseph Raz
    (Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte, 2020-04) PINHEIRO, Victor Sales; MACHADO, Ayrton Borges
    Este artigo explora o conceito normativo de direitos humanos com base no debate entre a teoria da lei natural de John Finnis e o positivismo liberal de Joseph Raz, dois dos mais relevantes teóricos analíticos do direito da atualidade. Para realizar essa dialética, apresentam-se e criticam-se três argumentos centrais de Raz para a compreensão de direitos humanos: a tese da autoridade ilimitada, considerada como razão excludente; a sua concepção de razão prática e da autonomia dos interesses subjetivos; e a ordem emergente dos direitos humanos como limitadora da soberania. Em seguida, aborda-se a teoria da lei natural de Finnis, também em três argumentos nucleares para a elucidação dos direitos humanos: a tese dos bens humanos básicos como fundamento dos direitos naturais; a universalidade e valor intrínseco dos direitos humanos, consoante a dignidade da pessoa humana; e a relação entre autoridade legítima e bem comum, a partir da normatividade dos direitos humanos. Por fim, conclui pela capacidade de Finnis de responder às dificuldades da teoria de Raz. Sua metodologia é hipotético-dedutiva e de natureza bibliográfica, procedendo a uma revisão da literatura primária e secundária desses autores e formulando hipóteses gerais sobre os direitos humanos.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Centros de autoacesso, identidade docente e profissionalidade
    (Universidade Federal do Pará, 2021-05-31) BARRETO, Mariana Maués; SILVA, Walkyria Alydia Grahl Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/6129530461830312
    Centros de autoacesso (CAA) são locais destinados ao apoio no processo de aprendizagem autônoma de línguas adicionais. A Universidade Federal do Pará (UFPA) possui um CAA denominado Base de Apoio à Aprendizagem Autônoma (BA3 ), aberto ao público, que conta com o auxílio de voluntários discentes dos cursos de licenciatura da Faculdade de Letras Estrangeiras Modernas para o seu funcionamento. Atualmente, o espaço é definido institucionalmente como local de apoio à aprendizagem de línguas. Configura-se ainda como um campo de pesquisas e os estudos ali desenvolvidos também abordam o CAA por esta perspectiva. No entanto, encontra-se uma lacuna no que tange a potencialidade das experiências vivenciadas no CAA para a formação dos professores de línguas. Portanto, nesta pesquisa buscamos analisar como o espaço afeta dinamicamente a construção da profissionalidade e da identidade docente dos voluntários e ex-voluntários da BA3 . De acordo com Murray (2018), uma das principais características dos CAAs é o constante processo de transformação e a relação dinâmica entre seres socialmente construídos e este contexto específico. Visto que os percursos de vida são, também, percursos formadores, os sujeitos que vivenciam estes espaços estabelecem e modificam suas diferentes identidades docentes por meio das trajetórias que ali constroem. Em meio aos questionamentos sobre o que constrói estas identidades e o que caracteriza o ser professor, nos deparamos com o conceito de profissionalidade. Este significa falar sobre “as qualidades da prática profissional dos professores em função do que requer o trabalho educativo” (CONTRERAS, 2002, p. 74). Tais atributos da profissionalidade referem se aos valores e pretensões que o docente deseja alcançar e desenvolver. Consequentemente, o significado destas qualidades não é fixo, pelo contrário, é adaptável ao contexto e às situações específicas que envolvem a realidade de cada professor. Esta pesquisa de abordagem narrativa qualitativa com movimentos analíticos holísticos foi dividida em duas etapas metodológicas. Primeiramente, durante o período de quatro meses, coletamos narrativas de três docentes em formação e quatro docentes já formados com o intuito de analisar os significados que estes atribuem às suas experiências identitárias profissionais. Em seguida, realizamos uma roda de conversa com aqueles que se encontram em sala de aula atualmente, tendo em vista o esclarecimento de algumas questões e a introdução de questionamentos complementares. Dentre os resultados obtidos por meio dos instrumentos, verificou-se o caráter multidimensional da construção identitária docente, visto que as identidades são constantemente construídas, reformuladas e influenciadas direta ou indiretamente pelos espaços dos quais os professores fazem parte. Identificou-se, também, a potencialidade formadora dos centros e os diferentes impactos causados pelo CAA na profissionalidade e identidade dos participantes desta pesquisa. Estes foram influenciados em termos de experiência com a gestão de espaços, do planejamento de atividades e do contato diário com o próprio centro e com outros aprendentes de línguas.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    “(Des)capsula” AI! Tecendo a Gestão Autônoma da Medicação (GAM) em um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS AD) em Belém do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2025-04-25) RAMOS, Vitor Igor Fernandes; CABRAL, Károl Veiga; http://lattes.cnpq.br/6421840541041541; https://orcid.org/0000-0001-5678-7859; CABRAL, Károl Veiga; LEMOS, Flávia Cristina Silveira; REIS, José de Arimateia Rodrigues; ALVES, Miriam Cristiane; FERLA, Alcindo Antonio; http://lattes.cnpq.br/6421840541041541; http://lattes.cnpq.br/8132595498104759; http://lattes.cnpq.br/3976380225171903; http://lattes.cnpq.br/6523933241917432; http://lattes.cnpq.br/6938715472729668; https://orcid.org/0000-0001-5678-7859; https://orcid.org/0000-0003-4951-4435; https://orcid.org/0000-0002-9527-5968; https://orcid.org; https://orcid.org/0000-0002-9408-1504
    A Gestão Autônoma da Medicação (GAM) é um dispositivo de cuidado em saúde mental que chega ao Brasil em 2009, por um estudo de pesquisa multicêntrico entre quatro Universidades públicas que se uniram para adaptar, traduzir, estudar e aprimorá-la, envolvendo trabalhadores (as), familiares e, principalmente, usuários da rede de saúde mental do Brasil. A GAM nasceu em uma das províncias do Canadá, em Québec, no ano de 1990, em um processo participativo e coletivo. Estudar a GAM no contexto brasileiro e pela primeira vez, em uma região amazônida, é ressaltar a importância da discussão de um território cabano que pulsa em cada paraense, por sentir e se afetar de diferentes formas. O objetivo dessa pesquisa de Dissertação foi implementar a discussão do Guia da Gestão Autônoma da Medicação pela primeira vez na Região Norte, sendo o Estado do Pará, o primeiro Estado do Norte a discutir sobre esse dispositivo de cuidado na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O local da pesquisa foi um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas tipo II (CAPS AD II), localizado no Município de Belém, que possui atividades direcionadas a pessoas que fazem uso problemático de álcool e outras drogas, tendo como filosofia e prática de cuidado, a política de Redução de Danos. Na pesquisa utilizamos o desenho metodológico da pesquisa-intervenção e, com a saúde mental coletiva como norte, implementamos este dispositivo em coletivo, com usuários, familiares, trabalhadores e gestão, utilizando ferramentas teórico-conceituais como diário de campo, observações, trabalho em roda e análise de implicação, uma vez que no CAPS ocupava a posição de trabalhador e pesquisador. Uma das análises que trouxemos para o campo foi a formulação de duas categorias teóricas: capsular e (des)capsular, que nos pareceu importante, ao implicar no campo saber-teórico do ser farmacêutico. A pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética e Pesquisa e aprovada sendo o parecer ético 80522524.0.0000.001. A intervenção com o dispositivo do guia GAM aconteceu desde maio de 2022 e até o fim da pesquisa, em julho de 2024, se observou cisões entre usuário x trabalhador x gestão x sistema. Nos resultados, emprestamos a música Princípia, do cantor de RAP brasileiro Emicida, para conversar com os resultados encontrados. As estrofes selecionadas foram “tudo que nóis tem é nóis”, “Deus, por que a vida é tão amarga na terra da cana-de-açúcar?”, “cale o cansaço, refaça o laço, e ofereça um abraço quente”, “Paz não se constrói com tiro mas eu miro, de frente a minha fragilidade”, “já não está mais perdido o elo, o amor é o segredo de tudo e eu pinto tudo em amarelo”. Ampliamos a discussão do Guia GAM para outros marcadores sociais como gênero, raça/cor, sexo e território, ao discutir sobre os efeitos da Necropolítica e os resultados da “guerra às drogas”. O pioneirismo da GAM pela primeira vez na Região Amazônica e logo em um território ‘fora-manicômios’, foi para legalizar o cuidado em liberdade. Com a GAM refizemos o laço e (des)capsulamos o sistema.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    "É sempre bom ter nosso dinheiro": sobre a mulher e o extrativismo da mangaba
    (Universidade Federal do Pará, 2011) FERNANDES, Thiara; MOTA, Dalva Maria da; http://lattes.cnpq.br/4129724001987611
    Analisa-se nesta pesquisa a autonomia da mulher no extrativismo da mangaba em regime de trabalho familiar, através do estudo de suas atividades no cotidiano do trabalho extrativista e do uso dos recursos daí advindos. Para tanto, realizei um estudo de caso no Litoral Norte do Brasil, Microrregião do Salgado Paraense no município de Maracanã, comunidade Espírito Santo. As pesquisas acadêmicas apontam que na agricultura familiar o trabalho da mulher é, muitas vezes, subordinado ao do homem, e entendido como ―ajuda‖ mesmo quando elas investem igual ou maior dedicação e obtêm os mesmos resultados no trabalho. Diferentemente, as pesquisas sobre o trabalho da mulher no extrativismo sugerem que elas desenvolvem este trabalho com autonomia, principalmente as catadoras de mangaba, as quebradeiras de coco babaçu e as seringueiras. O estudo de caso foi realizado na comunidade com 15 famílias através de observação direta, entrevista estruturada e semi estruturada. Dois aspectos foram analisados: i) A organização do trabalho produtivo e doméstico da mulher e ii) O acesso e usufruto da renda gerada pelo seu trabalho. As principais conclusões mostraram que em relação ao trabalho, os diferentes arranjos familiares sempre estão associados à manutenção do funcionamento da estrutura doméstica. Sobre os recursos gerados, a safra da mangaba é o único período do ano em que as mulheres extrativistas conseguem reservar uma pequena ―poupança‖ que é usada regradamente no decorrer do ano, para possíveis eventualidades como doença na família e aquisição de bens de consumo. Além disso, usam o recurso na compra de insumo para a criação de animais. Nesse sentido, o extrativismo da mangaba que é uma atividade sazonal subsidia a existência de atividades contínuas. Em se tratando da autonomia, 66% das mulheres que praticam o extrativismo da mangaba, afirmam ter autonomia tanto no trabalho como no uso da renda. Em 33% dos casos, elas se dizem subordinadas ao homem.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    MY AUTONOMY PATH: Caminhos para a Autonomização de Aprendentes no Ensino Superior
    (Universidade Federal do Pará, 2023-12-21) BORGES, Larissa Dantas Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/4013038221401148
    Iniciar a jornada universitária é um desafio para a maioria das pessoas. As expectativas são grandes e se espera que o ingressante na academia seja capaz de demonstrar autonomia ao estudar, realizar suas tarefas e assumir um papel ativo na comunidade acadêmica. No entanto, a autonomia é um sistema dinâmico e complexo, que interage de maneiras diferentes com os diversos subsistemas da aprendizagem, como as emoções e a motivação; é ainda uma capacidade desenvolvida ao longo da vida, podendo passar por avanços, estabilidade e retrocessos (Borges, 2019). Os alunos do curso de Letras - Inglês da Faculdade de Letras Estrangeiras Modernas (FALEM), da Universidade Federal do Pará (UFPA), campus Belém, têm uma vantagem nesse percurso por possuírem em seu Projeto Pedagógico a disciplina Aprender a Aprender Línguas Estrangeiras (AALE), cujo objetivo é incentivar os calouros a desenvolverem, por meio de reflexões e de ações, sua própria autonomia na aprendizagem de línguas. No intuito de contribuir com recursos didáticos de cunho prático para o desenvolvimento da autonomia discente na disciplina AALE, esta dissertação apresenta uma proposta de produto educacional, composto por cinco recursos, para o fomento da autonomização, intitulado “MAP – My Autonomy Path”. O desenvolvimento do MAP foi embasado no “Modelo Dinâmico e Complexo de Desenvolvimento da Autonomia” (Borges, 2019), com particular ênfase nos movimentos de autonomização propostos pela autora. O produto educacional MAP foi desenvolvido como um e-book editável em formato .pdf. Os cinco recursos visam incentivar a reflexão e o gerenciamento da aprendizagem por meio do planejamento, da participação ativa na vida universitária e da autoavaliação desse processo. A aplicação do MAP foi realizada em um grupo de quinze alunos da turma matutina de AALE, os quais utilizaram os recursos e em seguida responderam a um questionário de avaliação, no qual fizeram comentários e deram sugestões acerca do produto. A análise dos dados gerados apontou evidências de autonomização por parte dos participantes, os quais relataram apreciar as oportunidades de planejamento, reflexão, autoavaliação e identificação de propiciamentos que o produto oferece. Espera-se que no futuro o produto MAP possa ter sua utilização expandida em outros contextos e assim contribuir para o fomento da autonomia de novos alunos.
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