Navegando por Assunto "Benthic invertebrates"
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Dissertação Desconhecido Distribuição espacial e temporal do macrozoobentos em manguezais de uma ilha costeira amazônica(Universidade Federal do Pará, 2025-02-20) ROCHA, Karolina da Conceição; SANTOS, Cleverson Ranniéri Meira dos; http://lattes.cnpq.br/8626400902445523; https://orcid.org/0000-0003-0467-2798; PETRACCO, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; https://orcid.org/0000-0001-6501-0099; VENEKEY, Virag; ROSA FILHO, José Souto; SANTOS, Thuareag Trindade dos; http://lattes.cnpq.br/1106411624280455; http://lattes.cnpq.br/3223362071251898; http://lattes.cnpq.br/6677397914712227; https://orcid.org/0000-0002-1061-2890; https://orcid.org/0000-0002-5496-7706; https://orcid.org/0000-0002-4194-8127Os manguezais ocupam uma ampla parcela da costa amazônica, oferecendo diversos serviços ecossistêmicos, que inclui a alta produtividade e geração de habitat para diversas espécies. A macrofauna bentônica é um grupo abundante e diverso nos manguezais, com distribuição influenciada por diversos fatores, como salinidade e as características do sedimento, que podem ser modificadas pela presença da vegetação. O presente trabalho teve como objetivo descrever as variações espaciais e temporais da comunidade macrobentônica de substratos inconsolidados de manguezais da ilha de Algodoal–Maiandeua, Nordeste do Pará. As amostragens foram realizadas em duas campanhas, uma no período seco (novembro/2022) e outra no chuvoso (maio/2023), em áreas de manguezais de dois canais estuarinos, Furo da Mocoóca (mais largo e retilíneo) e Furo Velho (mais estreito e sinuoso). Em cada canal, foram determinadas duas zonas de coleta (não vegetada e vegetada), e em cada zona, foram determinados quatro pontos de coleta, nos quais foram retiradas quatro amostras biológicas (macrozoobentos) com auxílio de um amostrador cilíndrico (10 cm de diâmetro) enterrado a uma profundidade de 20 cm no substrato. Paralelamente, ocorreu coleta de parâmetros da água e coleta de sedimento. Foram identificados 2.196 indivíduos distribuídos em 85 táxons (espécies e morfoespécies), com maior abundância de Annelida. A densidade e a riqueza da macrofauna não variaram entre os canais, somente entre zonas e períodos. De forma geral, maiores valores ocorreram na zona não vegetada e período seco. A estrutura taxonômica e funcional da macrofauna variou espacial (canais e zonas) e temporalmente. As variações espaciais da macrofauna foram associadas com as características do substrato, enquanto as sazonais, sobretudo, com a salinidade. No canal mais estreito, dominaram poliquetas e oligoquetas comedores de depósito, associados com substrato mais lamoso e com maior conteúdo orgânico. No canal mais largo, foi maior a participação formas predadoras, associados com substrato mais arenoso. Em relação as zonas, táxons de oligoquetos, crustáceos e insetos tiveram maior participações na zona vegetada. Na zona não vegetada, no geral, poliquetos (predadores e detritívoros) tiveram domínio. É provável que a presença da vegetação, embora aumente a complexidade de habitat, interfere na presença de organismos da infauna. O período chuvoso, quando a salinidade caiu significativamente no estuário, foi marcado pela redução na riqueza da macrofauna e nas densidades de crustáceos (peracáridos), contudo com aumento nas de poliquetos Nephtys. O presente estudo apresenta informações importantes para a compreensão da distribuição da comunidade macrobentônica de manguezais da costa amazônica, considerando suas interações com a estrutura do habitat e as flutuações sazonais dos parâmetros ambientais.
