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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Ensino de Mandos para Autistas: Revisão Sistemática e Análise da Relação com Nomeação Bidirecional e Incidental após Ensino Intensivo de Tato
    (Universidade Federal do Pará, 2025-06-30) MARTINS, Jade Cristine Trindade; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201
    A Análise do Comportamento Aplicada tem buscado promover tecnologia de ensino de comportamento verbal, sendo o mando o operante mais estudado. O comportamento verbal pode estar ausente ou pouco desenvolvido no repertório de pessoas autistas, especialmente quando considerada a aprendizagem em ambiente natural. O treino de mando promove a comunicação funcional e reduz comportamentos interferentes, conforme as crescentes pesquisas sobre o tema. Apesar de pouco estudada, a emergência de mando generalizado pode estar relacionada ao estabelecimento da integração dos repertórios de ouvinte e falante, caracterizada como a relação comportamental bidirecional de nomeação. Considerando algumas lacunas nas revisões de ensino de mando e nas investigações sobre a emergência de mandos e sua relação com a integração ouvinte-falante, dois estudos independentes foram delineados. O Estudo 1 contém uma revisão sistemática de 176 pesquisas sobre ensino de mando para pessoas autistas, publicadas até 2020, buscando categorizar e relacionar perfis de participantes, componentes das intervenções e resultados. A maioria dos estudos foi conduzida em escolas, continha participantes até 10 anos e com repertório verbal pré-existente. As variáveis independentes (VIs) mais utilizadas foram reforçamento diferencial e ajuda para emissão da resposta, manipulação da operação motivadora, e treino de comunicação funcional. A variável dependente mais frequente foi mando por item. Estudos sobre a emergência de mandos sem treino direto foram escassos. Foram catalogados os tipos de procedimento de indução de mando, sendo a apresentação do reforçador o mais utilizado. A maioria dos estudos foi, pelo menos, parcialmente eficaz para aquisição dos mandos. Sugere-se análise mais detalhada da relação dos perfis de participantes e a efetividade das VIs. O Estudo 2 investigou os efeitos do ensino intensivo de tato (Intensive Tact Instruction – ITI) sobre a indução de mandos, nomeação bidirecional (NB- o ensino de resposta de ouvinte resulta na emergência de respostas de falante, e vice-versa) e nomeação bidirecional incidental (NBI – a exposição incidental aos nomes de objetos/eventos resulta na emergência de respostas de ouvinte e tato para os mesmos), buscando analisar possíveis relações entre esses repertórios. O ITI envolveu 100 tentativas de ensino por sessão, para três conjuntos de estímulos de cinco categorias, incluindo também imagens de itens de preferência. Os mandos e repertórios de NB e NBI foram testados antes e após o ensino ITI com cada conjunto. Todos os participantes apresentaram mandos, dois participantes apresentaram NB e NBI, e um apresentou NB e o componente de ouvinte da NBI. Discute-se a relação entre esses repertórios e a necessidade de estudos mais minuciosos sobre o tema.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ensino Intensivo de Tato: efeitos da redução da intensidade na indução de nomeação bidirecional e incidental em crianças com autismo
    (Universidade Federal do Pará, 2024-09-12) BASTOS, Isabelly Costa; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201; LOBATO, Andréa Fonseca Farias; http://lattes.cnpq.br/7074169433113207
    A consolidação do repertório de Nomeação Bidirecional (NB) como a relação comportamental generalizada da Nomeação Bidirecional Incidental (NBI) é apontada como central para o desenvolvimento linguístico adequado. Um estudo anterior apontou que um procedimento de ensino intensivo de tato (ITI) com 100 tentativas de ensino por dia, implementado três vezes por semana, resultou na indução de NBI e NB em duas crianças autistas. O presente estudo avaliou os efeitos de um ITI com 50 tentativas de ensino por dia, implementadas três vezes por semana, na indução de NB e NBI em três crianças autistas. Os participantes foram expostos a: 1) pré-testes de NB e NBI; 2) ensino de ITI; 3) pós-testes de NB e NBI; 4) testes de generalização de NB e NBI e, 5) testes de manutenção de NB e NBI. Verificou-se que após a implementação do ITI com até três conjuntos de estímulos, apenas um participante apresentou emergência de NB e nenhum a emergência de NBI. Discute-se a necessidade de se prosseguir investigando variações paramétricas na implementação do ITI (ex. número de tentativas por dia ou por semana e de conjuntos de estímulo utilizados), considerando também aspectos como o repertório verbal inicial dos participantes, funções reforçadoras dos estímulos antecedentes e consequenciadores sociais utilizados e das respostas de observação aos estímulos, e o efeito de exigir ou bloquear a emissão de respostas ecoicas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ensino por múltiplos exemplares e a emergência de nomeação bidirecional e incidental em crianças autistas
    (Universidade Federal do Pará, 2024-09-13) CARDUNER, Bernardo Serruya; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201
    A nomeação bidirecional (NB) é um repertório comportamental caracterizado pela emergência de respostas de ouvinte para objetos/eventos após o ensino de respostas de falante para esses objetos/eventos, e vice-versa. A consolidação desse repertório como uma relação comportamental generalizada implica na nomeação bidirecional incidental (NBI – emergência de respostas de falante e ouvinte para objetos/eventos após exposições aos nomes dos mesmos), que é apontada como um repertório pivotal para o desenvolvimento da linguagem. O ensino por múltiplos exemplares (multiple exemplar instruction – MEI) é um procedimento que tem sido apontado como capaz de induzir NBI em pessoas autistas. O atual estudo teve como objetivo avaliar o efeito de um MEI com rotação de tentativas ouvinte (discriminação auditivo- visual-DAV) e falante (tato intraverbal), sem exigência ecoica, na indução de NB e NBI em duas crianças autistas. Os participantes podiam ser expostos a até cinco etapas experimentais, dependendo de seu desempenho: 1) pré-testes de NB e NBI; 2) MEI 3) pós-testes de NB e NBI; 4) testes de generalização de NB e NBI; e 5) testes de manutenção de NB e NBI. Os resultados mostraram que o MEI não resultou na emergência de NB e NBI, com os participantes apresentando nomeação unidirecional de ouvinte desde os pré-testes. Discutem-se aspectos metodológicos a serem avaliados em futuros estudos sobre o papel do MEI na indução de NB e NBI, entre eles os efeitos da exigência ou bloqueio de ecoicos durante o MEI, e o estabelecimento da função reforçadora das consequências sociais utilizadas no ensino de DAV e tato intraverbal, e das respostas de observação dos estímulos. Palavras-chave: nomeação bidirecional; nomeação bidirecional incidental; ensino por múltiplos exemplares; crianças autistas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Nomeação bidirecional e incidental em crianças com autismo: efeitos da exigência de ecoicos no ensino por múltiplos exemplares
    (Universidade Federal do Pará, 2024-09-12) SOUSA, Camila de Oliveira; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201
    A nomeação bidirecional (NB) é um repertório comportamental que implica que o ensino de respostas de falante para objetos/eventos resultará na emergência de respostas de ouvinte para esses objetos/eventos, e vice-versa. O estabelecimento desse repertório como uma relação comportamental generalizada resulta na nomeação bidirecional incidental (NBI - emergê ncia de respostas de falante e ouvinte para objetos/eventos após a exposição incidental aos seus nomes), apontada como fundamental no desenvolvimento pleno da linguagem. O ensino por múltiplos exemplares (MEI) é um procedimento que tem sido apontado como eficaz para induzir NBI em pessoas autistas. O presente estudo avaliou o efeito de um MEI constituído por tentativas de emparelhamento ao modelo auditivo-visual (AVMTS) e tato intraverbal, com exigência ecoica (MEIce) e sem exigência ecoica (MEIse) nas tentativas de AVMTS, na indução de NB e NBI em quatro crianças autistas. Os participantes foram expostos a até cinco etapas experimentais: pré -testes de NB e NBI; MEI (ce e/ou se); pó s-testes de NB e NBI; e testes de generalizaçã o e manutenção de NB e NBI. Verificou-se que dois participantes que foram expostos ao MEIce, assim como uma que foi exposta ao MEIse, apresentaram NB e NBI nos pós-testes. Já outro participante, que foi exposto primeiro ao MEIse e depois ao MEIce, não apresentou NB e NBI nos pós-testes. Discute-se a necessidade de investigar o papel das funções reforçadoras sociais e das respostas de observação aos estímulos na ocorrência de respostas ecoicas e de ouvinte como moduladores do efeito do MEI na indução de NB e NBI.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Nomeação Bidirecional e Nomeação Bidirecional Incidental: Revisão Sistemática Atualizada e Análise dos Efeitos do Bloqueio e Exigência de Ecoicos no Ensino por Múltiplos Exemplares
    (Universidade Federal do Pará, 2026-03-03) RABELO, David de Lima; SOUZA, Carlos Barbosa Alves de; http://lattes.cnpq.br/1264063598919201; https://orcid.org/0000-0002-4523-6186; GIL, Maria Stella Coutinho de Alcântara Gil; MARIN, Ramon; FAGGIANI, Robson Brino; SOARES, Pedro Felipe dos Reis; http://lattes.cnpq.br/1673770301699940; http://lattes.cnpq.br/3737164625509879; http://lattes.cnpq.br/0744077795796927; http://lattes.cnpq.br/6486322487647409; https://orcid.org/0000-0003-4375-3232; https://orcid.org/0000-0003-1099-3037; http://orcid.org/0000-0002-7154-908X
    A nomeação bidirecional (BiN – o ensino de respostas de ouvinte resulta na emergência de respostas de falante, e vice-versa) e nomeação bidirecional incidental (Inc-BiN – emergência de respostas de ouvinte e falante após exposição incidental ao nome e objeto correspondente) têm sido descritas como repertórios capazes de produzir um ganho acelerado no desenvolvimento verbal, consistindo na integração dos repertórios de falante e ouvinte de forma generalizada. As revisões sistemáticas sobre os trabalhos produzidos sobre BiN e IncBiN têm indicado os procedimentos mais eficientes na indução desses repertórios e as principais lacunas a serem resolvidas. Considerando essa lacunas, dois estudos independentes foram conduzidos nessa tese. O Estudo 1 consistiu em um revisão sistemática atualizada de 66 pesquisas sobre a indução de nomeação. Foram analisados trabalhos presentes em revisões anteriores (Santos & Souza, 2020; Sivaman & Barnes-Holmes, 2023) e em nova uma busca no período de 2022 a 2025, com o objetivo de categorizar e analisar as características dos participantes, as intervenções, testes e resultados, assim como o rigor metodológico e o tamanho do efeito das intervenções. A maioria dos estudos incluiu como participantes crianças autistas com repertório verbal existente. As variáveis independentes mais utilizadas foram o ensino por múltiplos exemplares (MEI), observação do pareamento de estímulos (SPOP) e ensino sequencial de ouvinte e falante. As variáveis dependentes mais comuns foram o desempenho nos testes de matching-to-sample auditivo-visual (AVMTS) e tato intraverbal. Os resultados indicam limitações procedimentais e metodológicas, como contradição entre o tipo de nomeação relatado e aquele efetivamente avaliado, além de força metodológica fraca e tamanhos do efeito mistos. O Estudo 2 avaliou o efeito do ecoico em tarefas de AVMTS durante o MEI na indução de BiN e Inc-BiN, em quatro crianças com TEA. Os pré-testes consistiram em testes de BiN (ensino de tato intraverbal seguido de teste de AVMTS para um conjunto; ensino AVMTS e teste de tato intraverbal para outro conjunto), e Inc-BiN (SPOP para um conjunto seguido dos testes de tato intraverbal e ouvinte). Em uma condição experimental aplicou-se um procedimento para bloquear respostas ecoicas (MEIcb) e em outra condição exigiu-se tais respotas (MEIce), durante tarefas de AVMTS. O procedimento de bloqueio consistiu em a criança contar de um a três, em voz alta, após a apresentação do estímulo auditivo modelo. Em seguida, foram realizados novamente os testes de BiN e IncBiN. Todos os participantes demonstraram emergência de ouvinte após ensino de tato intraverbal (nomeação unidirecional de ouvinte – NUO) nos pré-testes. Os dois participantes do MEIcb demonstraram apenas BiN nos pós-testes. Um participante do MEIce demonstrou BiN e Inc-BiN, e o outro não demonstrou nenhum dos dois repertórios nos pós-testes. Discute-se a relação do ecoico, estabelecimento de atenção compartilhada e função reforçadora de respostas de observação na indução de BiN e Inc-BiN, assim como adaptações no procedimento de bloqueio de ecoico e registro de respostas ecoicas durante todas as etapas do estudo.
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