Navegando por Assunto "Bioeconomy"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise dos efeitos de algumas atividades do setor da agropecuária ligados à bioeconomia, sobre a economia paraense: uma abordagem de insumo produto(Universidade Federal do Pará, 2024-11-26) MOREIRA, Maria Glaucia Pacheco; FERNANDES, Danilo Araújo; http://lattes.cnpq.br/2839366380149639Este estudo teve como objetivo analisar os efeitos de algumas atividades do setor agropecuário ligadas à bioeconomia sobre a economia paraense, por meio da Matriz Insumo-Produto. Como fontes de informação, foram utilizadas a Tabela de Recursos e Usos do Pará 2017, os microdados do Sistema de Contas Regionais e os dados do Censo Agropecuário. A metodologia empregada seguiu os procedimentos do Sistema de Contas Nacionais, utilizando as tabelas de recursos e usos e a matriz de insumo-produto, aplicando-se o Modelo de Leontief, no entanto, foram necessárias algumas adaptações da metodologia convencional para que fosse possível obter os resultados dentro de uma visão atribuída a uma bioeconomia bioecológica. Para estimar o valor dessa bioeconomia, foi realizada a reorganização da TRU a partir da seleção de algumas atividades e produtos relacionados à bioeconomia. Após a definição das atividades, foram calculados os coeficientes de produto e de atividade para serem utilizados na desagregação da TRU Pará 2017, com o intuito de evidenciar a valoração dessas atividades. Em seguida, foi construída a matriz de Leontief, envolvendo relações intersetoriais do setor, que subsidiaram a análise do grau de integração dessa bioeconomia com os demais setores da economia paraense. Os resultados obtidos mostram que, em 2017, o PIB das atividades selecionadas no estudo atribuídas à bioeconomia foi de R$ 8.363 milhões, correspondendo a 5,4% do PIB paraense (R$ 155.195 milhões). Considerando apenas as atividades atribuídas à bioeconomia, os setores-chave com elevados valores de encadeamento para trás foram: Silvicultura (1,150) e Borrachas (1,055). As atividades que ficaram próximas de uma unidade, ou seja, que se mostram importantes demandantes de outros setores, foram: Pesca (0,957); Aromáticos (0,941); Alimentos (0,932); e Mel de abelha (0,913). Com efeito, para frente, destacam-se as atividades: Açaí (1,007); Leite (1,006); Mandioca (1,001); e Outros produtos da lavoura temporária (1,007). Nos multiplicadores, a Silvicultura apresentou o maior multiplicador de produto (1,41), seguida das atividades de: Borrachas (1,29); Pesca (1,17); e Aromáticos (1,15); e Alimentos (1,14). Entre os multiplicadores de emprego, os destaques são: Silvicultura (1,21); Outros produtos da lavoura temporária (1,10); Borrachas (1,09); e Mel de abelha (1,06). Para os multiplicadores de renda, os maiores índices foram: Silvicultura (3,38); Borrachas (2,20); Pesca e aquicultura (1,66); Aromáticos (1,47); e Alimentos (1,42). Os resultados demonstram a importância da bioeconomia, mesmo considerando apenas alguns aspectos, e fornecem à gestão pública informações e técnicas de mensuração dos impactos de políticas de desenvolvimento sustentável, por meio do fomento à atividade da bioeconomia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O sistema da bioeconomia do açaí no contexto amazônico de Abaetetuba/PA(Universidade Federal do Pará, 2024-09-03) QUEIROZ, Luiz Fernando Paes de; SOBRINHO, Mário Vasconcellos; http://lattes.cnpq.br/7843288526039148; https://orcid.org/0000-0001-6489-219X; FLORES, Maria do Socorro Almeida; http://lattes.cnpq.br/8875436559577793; https://orcid.org/0000-0001-9154-6938O conceito de bioeconomia tem passado por contínuas transformações desde suas primeiras menções, expandindo-se em escopo e aplicação. Para aprofundar o entendimento de suas origens e evolução, esta pesquisa aborda a bioeconomia sob as perspectivas acadêmica, político-institucional e amazônica. Essa base conceitual permitiu identificar os elementos formadores da bioeconomia amazônica e, de forma mais específica, a estrutura da bioeconomia do açaí. Esse produto, essencial na dieta das populações ribeirinhas, tornou-se uma commodity global, impulsionando uma atividade econômica que gera emprego e renda para milhares de famílias na região. O Pará é o maior produtor de açaí no Brasil, e o município de Abaetetuba, foco deste estudo, concentra a terceira maior produção no estado, destacando-se como um importante polo de bens e serviços na região do Baixo Tocantins. No entanto, essa atividade enfrenta desafios políticos-institucionais, econômicos, sociais, tecnológicos e ambientais que envolvem as comunidades tradicionais, as instituições governamentais e os setores empresariais. Neste cenário, o objetivo geral desta pesquisa é demonstrar como a bioeconomia do açaí está constituída no contexto amazônico de Abaetetuba/PA, propondo um modelo sistêmico com os elementos que a compõem. Por meio de revisão bibliográfica, análise documental e entrevistas com atores-chave da cadeia produtiva, foi possível desenvolver um modelo analítico em diagramas, representando tanto o Sistema da Bioeconomia Amazônica quanto o Sistema da Bioeconomia do Açaí. Esses modelos oferecem uma visão integrada das interações entre seus diferentes componentes, permitindo uma compreensão sistêmica dos desafios e das oportunidades presentes. Como resultado, a análise revelou pontos fortes e fragilidades desse sistema complexo, indicando que essa produção não pode ser entendida de forma isolada ou linear, mas sim como parte de um sistema vivo, no qual múltiplos fatores influenciam mutuamente os resultados finais. Além disso, a pesquisa destacou a importância de políticas públicas que incentivem a formalização da cadeia produtiva, o acesso ao crédito, a assistência técnica e a implementação de práticas de manejo sustentável. A partir das problemáticas identificadas ao longo da pesquisa, foram elaboradas propostas contributivas que visam aprimorar as estratégias de governança. Essas propostas alinham-se diretamente com os achados do estudo, atendendo às demandas e lacunas observadas e fortalecendo a articulação entre os diversos atores, processos e atividades envolvidos.
