Navegando por Assunto "Bioindicadores"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Baetidae (Insecta, Ephemeroptera) em córregos do cerrado matogrossense sob diferentes níveis de preservação ambiental(2011-09) SOUZA, Hilton Marcelo de Lima; CABETTE, Helena Soares Ramos; JUEN, LeandroO efeito dos diferentes níveis de preservação ambiental de córregos de 1ª a 4ª ordens sobre a riqueza, abundância, similaridade na composição de Baetidae (Ephemeroptera) e o potencial das espécies como bioindicadoras foram investigados em uma região de cerrado matogrossense. Um total de vinte espécies/morfoespécies foi catalogado dentre as 1752 ninfas amostradas, sendo reportado dois novos registros de espécies para o país. Os valores do Índice de Integridade de Hábitat (HII) obtidos foram categorizados para ambientes degradados, alterados e conservados. A riqueza de espécies foi diferente entre os locais, sendo maior em ambientes alterados. A abundância foi maior entre ambientes conservados e alterados, sendo significantemente diferente dos locais degradados. A análise NMDS indicou que locais conservados e alterados apresentam similaridade de composição de espécies, diferindo dos locais degradados. Quatro espécies demonstraram relação positiva com o aumento dos valores do HII. Baetidae apresentou espécies indicadoras de ambientes com diferentes níveis de preservação, sendo Zelusia principalis Lugo-Ortiz & McCafferty, 1998 e Baetodes sp. indicadoras de ambientes conservados e Aturbina nigra Salles, Boldrini & Shimano, 2011, Callibaetis sp. 2, Camelobaetidius aff. janae Dominique & Thomas, 2000, Paracloeodes binodulus Lugo-Ortiz & McCafferty, 1996, Waltzoyphius roberti Thomas & Peru, 2002 como indicadoras de ambientes alterados. O conhecimento da ecologia das espécies avança no sentido de fornecer subsídios ao biomonitoramento da bacia e uso de espécies indicadoras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Distribuição espaço-temporal de macroinvertebrados aquáticos do médio Rio Xingu, Altamira - PA(Universidade Federal do Pará, 2008-08-29) JESUS, Allan Jamesson Silva de; CAMARGO-ZORRO, Mauricio; http://lattes.cnpq.br/5423657235023988O presente estudo objetivou avaliar a estrutura da assembléia de macroinvertebrados bentônicos no médio rio Xingu, estimando a produção secundária anual. Dois ambientes no setor do médio rio Xingu foram estudados, um lêntico (lago da Ilha Grande) e o canal principal. No lago foram realizadas coletas nos habitats marginal e profundo, utilizando amostrador tipo core e uma draga Ekiman-Birge; já nos habitats de corredeira e remanso no canal principal, os organismos foram coletados com uma rede tipo surber e core. As coletas ocorerram durante 12 meses abrangendo o período de cheia (janeiro a maio) e da seca (junho a dezembro) local. Foram coletados um total de 23.432 indivíduos da macrofauna bentônica, referentes a 43 táxons, 8 classes e 4 filos. Os insetos e gastrópodes corresponderam, respectivamente, a 47% e 36% do total de exemplares capturados. A maior diversidade de táxons foi registrada para os ambientes de corredeiras. O ambiente de remanso do rio por sua vez foi muito similar em riqueza de espécies, ao ambiente marginal do lago. A densidade média no período de seca foi de 1.605,75 ind.m-2, e no período da cheia de 894,43 ind.m-2. Leptophlebiidae, Hydropsychidae e Chironomidae, com 29,0%, 21,4% e 13,1%, respectivamente contribuíram com maior abundância no ambiente de rio. Já para o lago, os Chironomidae (34,6%) Oligochaeta (23,2%), Chaoboridade (14,7%) e Nematoda (14,5%) contribuíram com a maior proporção da densidade. As diferenças encontradas nas assembléias de macroinvertebrados entre habitats foram relacionadas a diferenças de oxigênio dissolvido e nutrientes. Os ambientes de corredeira foram os mais diferenciados de todos os habitats estudados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Histórico do uso da terra e composição de gerromorpha (insecta: subordem heteroptera) em igarapés da Transxingu(Universidade Federal do Pará, 2024-02-28) COSTA, Iluany da Silva; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398; https://orcid.org/0000-0001-5548-4995A Floresta Amazônica enfrenta ameaças devido à crescente exploração de recursos naturais impulsionada pelo crescimento econômico da região, intensificada desde a exploração da borracha entre 1879 e 1912. Desde os anos 1960, o governo implementou programas de desenvolvimento econômico, ocupação territorial e construção de rodovias, como a BR-230, também conhecida como Transamazônica. Essa rodovia teve um impacto significativo na região sudoeste do Pará, especialmente nas bacias hidrográficas do Xingu, contribuindo para o desmatamento desordenado e prejudicando a biodiversidade, especialmente às margens dos corpos d'água. Para lidar com os problemas ambientais, foram desenvolvidos vários métodos de análise e monitoramento, incluindo o sensoriamento remoto, que permite estudar grandes áreas em pouco tempo. O monitoramento biológico também é utilizado, pois alguns organismos, como os insetos aquáticos da infraordem Gerromorpha, são sensíveis às mudanças ambientais e podem indicar a qualidade do habitat. Por isso, um estudo recente analisou o histórico do uso da terra na região nos últimos 30 anos e avaliou a composição da infraordem Gerromorpha em igarapés da Transxingu. Observou-se uma grande perda de cobertura vegetal nas últimas décadas, especialmente próxima às estradas, muitas vezes relacionada à pecuária. No entanto, houve uma redução no desmatamento ao longo do tempo, possivelmente devido a medidas de conservação, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), criação de reservas extrativistas, reconhecimento de terras indígenas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR). No estudo da composição da infraordem Gerromorpha nos igarapés da Transxingu, verificou-se que muitas amostragens foram influenciadas pelo desmatamento ao longo dos anos. Além disso, foi constatado que o índice de integridade do habitat físico do igarapé pode ser mais eficaz do que métricas geoespaciais na avaliação do impacto ambiental. Embora não tenha havido diferenças significativas na comunidade de Gerromorpha entre ambientes preservados e alterados, percebeu-se uma variação na abundância desses organismos ao longo dos gradientes ambientais. Isso indica que a comunidade responde às mudanças no ambiente, independentemente da presença de espécies bioindicadoras específicas. Portanto, há necessidade de mais estudos em ambientes altamente preservados para entender melhor essas dinâmicas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Histórico do uso da terra e composição de gerromorpha (insecta: subordem heteroptera) em igarapés da Transxingu(Universidade Federal do Pará, 2024-02-28) COSTA, Iluany da Silva; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398; https://orcid.org/0000-0001-5548-4995A Floresta Amazônica enfrenta ameaças devido à crescente exploração de recursos naturais impulsionada pelo crescimento econômico da região, intensificada desde a exploração da borracha entre 1879 e 1912. Desde os anos 1960, o governo implementou programas de desenvolvimento econômico, ocupação territorial e construção de rodovias, como a BR-230, também conhecida como Transamazônica. Essa rodovia teve um impacto significativo na região sudoeste do Pará, especialmente nas bacias hidrográficas do Xingu, contribuindo para o desmatamento desordenado e prejudicando a biodiversidade, especialmente às margens dos corpos d'água. Para lidar com os problemas ambientais, foram desenvolvidos vários métodos de análise e monitoramento, incluindo o sensoriamento remoto, que permite estudar grandes áreas em pouco tempo. O monitoramento biológico também é utilizado, pois alguns organismos, como os insetos aquáticos da infraordem Gerromorpha, são sensíveis às mudanças ambientais e podem indicar a qualidade do habitat. Por isso, um estudo recente analisou o histórico do uso da terra na região nos últimos 30 anos e avaliou a composição da infraordem Gerromorpha em igarapés da Transxingu. Observou-se uma grande perda de cobertura vegetal nas últimas décadas, especialmente próxima às estradas, muitas vezes relacionada à pecuária. No entanto, houve uma redução no desmatamento ao longo do tempo, possivelmente devido a medidas de conservação, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), criação de reservas extrativistas, reconhecimento de terras indígenas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR). No estudo da composição da infraordem Gerromorpha nos igarapés da Transxingu, verificou-se que muitas amostragens foram influenciadas pelo desmatamento ao longo dos anos. Além disso, foi constatado que o índice de integridade do habitat físico do igarapé pode ser mais eficaz do que métricas geoespaciais na avaliação do impacto ambiental. Embora não tenha havido diferenças significativas na comunidade de Gerromorpha entre ambientes preservados e alterados, percebeu-se uma variação na abundância desses organismos ao longo dos gradientes ambientais. Isso indica que a comunidade responde às mudanças no ambiente, independentemente da presença de espécies bioindicadoras específicas. Portanto, há necessidade de mais estudos em ambientes altamente preservados para entender melhor essas dinâmicas.
