Navegando por Assunto "Black slavery"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Narrativas e conhecimentos históricos substantivos: um estudo com alunos do 9º ano do município de Tailândia/PA(Universidade Federal do Pará, 2019-02-05) NANEZ, Otto Jorge da Silva; FERREIRA, Eliana Ramos; http://lattes.cnpq.br/8121954088119834O objetivo do estudo foi compreender como estudantes do ensino fundamental mobilizam elementos e operações do pensamento histórico quando desafiados a narrar à história da escravidão negra no Brasil. A tarefa enfrentada pelos sujeitos da pesquisa provocou uma série de movimentos cognitivos: selecionar acontecimentos, personagens, espaços e conceitos na longa temporalidade, interpretá-los e articulá-los num relato explicativo e coerente. Para alcançar os objetivos propostos, a investigação dialogou com as teorias do historiador Jörn Rüsen e com as reflexões do campo da Educação Histórica, discutindo as especificidades da narrativa na produção do conhecimento histórico e sua relação com a aprendizagem histórica e a formação do pensamento/consciência histórica. No percurso metodológico de caráter qualitativo buscou-se articular os aportes de Rüsen com referenciais oriundos de pesquisas empíricas de modo que subsidiassem a análise do material recolhido. Participaram do estudo vinte e três estudantes de uma turma de 9º ano, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Guaraci Mendes, município de Tailândia, Pará. Foi realizada a descrição e análise dos marcadores históricos (conteúdos substantivos, agentes históricos, espaciais e temporais), caracterizados como conceitos históricos substantivos estruturantes e a forma como se articulam nas narrativas coletadas. A análise e reflexão possibilitaram evidenciar a forma como os estudantes apreendem os seus conhecimentos históricos sobre o conceito histórico substantivo escravidão negra no Brasil, como mobilizam os marcadores históricos e noções básicas do pensamento histórico como as de explicação, causalidade e relações entre as dimensões temporais, que podem auxiliar pesquisadores e professores na tarefa de compreender os processos de formação do pensamento e da consciência histórica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Nos sertões da Província do Grão-pará: escravidão, engenhos, engenhocas e atividades econômicas no oitocentos (1810-1850)(Universidade Federal do Pará, 2022-09-30) MEDEIROS, Juliana do Nascimento; BEZERRA NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821A pesquisa tem como objetivo principal investigar as propriedades agroextrativistas, sobretudo os sítios, os engenhos e as engenhocas, utilizando como pano de fundo a escravidão negra. Em decorrência desse objetivo analisar-se-á a estrutura de posse de cativos, empenhando-se em desvendar o universo das propriedades agrícolas dos quais esses sujeitos eram elementos fundamentais. Em vista dessa finalidade, irei traçar o perfil dos escravistas, dos escravos e das propriedades, desvendando as atividades realizadas em seus interiores que de antemão são peculiares, isto é, próprias da região Norte desse imenso país. Em um contexto histórico que vai de 1810-1850, momento de mudanças e transformações no Estado do Brasil que afeta todas as províncias; no âmbito regional o contexto é também acentuado por suas especificidades. O locus da pesquisa é o mundo rural amazônico, aqui chamado de sertão. Se entende por sertão as regiões interioranas da província que margeavam as cercanias de Belém, sendo destacadas as localidades que compunham a Zona Guajarina (Belém, Acará, Capim, Bujaru) e o Baixo Tocantins (Cametá, Moju, Abaetetuba e Igarapé-Miri), em virtude de serem nesses espaços mais tradicionais que se consolidaram as atividades agrícolas. Espaço complexo, heterogêneo e plural. Das propriedades se investiga as atividades produtivas: os meios, técnicas, ferramentas e mão-de-obra. Do produto dos engenhos e engenhocas, se enfatiza o papel da produção de cachaça de cana e aguardente de cana; em paralelo às atividades ligadas ao abastecimento provincial e ao mercado externo. Utiliza-se como fonte principal os inventários post-mortem, de forma complementar os testamentos, os relatos de viajantes, as fontes do arquivo histórico ultramarinos e os jornais.
