Navegando por Assunto "Blackness"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) O dedilhar folclórico de uma alma gentil: música, folclore e negritude na obra de Gentil Puget (1938-1948)(Universidade Federal do Pará, 2024-08-28) SOARES, Ariel Silva; COSTA, Antonio Maurício Dias da; http://lattes.cnpq.br/2563255308649361; https://orcid.org/0000-0002-0223-9264Esta produção buscou mostrar por meio da trajetória de um artista e intelectual paraense o cenário nacional dos estudos sobre cultura popular entre os anos de 1938-1948. Por intermédio de Gentil Puget e sua abordagem às temáticas de folclore, música folclórica e negritude, analisou-se um período da história nacional preocupado com a formação da identidade nacional. Para tal, foram selecionados periódicos que fazem menção a sua atividade em programas radiofônicos, suas crônicas em jornais e entrevistas. Buscamos entender como a produção deste músico e folclorista ajudou a construir um discurso de unidade nacional no regime Vargas, por um lado, enquanto, por outro lado, assumiu um ativismo dedicado ao folclore e à causa negra que destoava do projeto hegemônico das políticas culturais da época. Objetivamos analisar como a construção intelectual de Puget foi trabalhada em sua produção e como sua vida pessoal interferiu em seu trabalho. Também trabalhamos com as conexões que o folclorista estabeleceu com seu posicionamento político-ideológico em defesa das manifestações negras, tanto em Belém, com Bruno de Menezes e Dalcídio Jurandir, quanto na Capital Federal, Rio de Janeiro, com Abdias Nascimento e Abigail Moura.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Festas pretas em Belém - performances identitárias e políticas na festa AFROnto(Universidade Federal Fluminense, 2021-03) BARRAL, Tainá Oliveira; CASTRO, Fábio Fonseca de; CASTRO, Marina Ramos Neves deO artigo reflete sobre a relação entre identificação social e empoderamento da juventude negra em Belém do Pará, com uma perspectiva etnográfica, a partir de observação participante empreendida durante a produção e participação nas “festas preta” que são promovidas e realizadas em Belém. A Festa Preta é organizada pela juventude negra e para a juventude negra, marcada pela valorização identitária e pela construção de referenciais éticos, políticos e estéticos comprometidos com a crítica social e com a ressignificação étnica da diáspora africana. De certa maneira, pode-se compreender essas festas como uma performance identitária, associada a processos urbanos de etnogênese e de reivindicação de reconhecimento. O artigo discute os processos de sociação nela presentes a partir de três elementos – estilo, música e corpo (HALL, 2006) – e procura refletir sobre as dinâmicas políticas presentes na formação performática de “platôs de socialidades” (CASTRO; CASTRO, 2017).Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Homem negro, negro homem: masculinidades e feminismo negro em debate(Universidade Federal do Pará, 2017-04) CONRADO, Monica Prates; RIBEIRO, Alan Augusto MoraesDe início, situamos a emergência dos conceitos Blackness, Black Experience e de interseccionalidades no marco da história do pensamento feminista negro, marcadamente nos Estados Unidos. Depois, por considerar que bell hooks e Patricia Collins elaboraram reflexões teóricas sobre homens e masculinidades negras a partir de uma perspectiva interseccional, damos destaque aos textos por elas elaborados, ao buscarmos pontuar, com outros autores e autoras, dentro ou fora do Brasil, de que modo estes mobilizaram ideias e perspectivas de análise que estejam ou não em conexão vinculativa com os posicionamentos teóricos dessas autoras. E, finalmente, o nosso interesse é de tornar ainda mais elucidativa a necessidade da discussão de estereótipos que possam contribuir na construção de outros sentidos, outras narrativas, outras versões acerca do debate proposto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Periferia e negritude: ritmo e poesia (rap) como produção estratégica do mundo periférico em Belém-PA (1996-2023)(Universidade Federal do Pará, 2024-04-08) MAIA, Emily Maria Pantoja; COSTA, Antonio Maurício Dias da; http://lattes.cnpq.br/2563255308649361; https://orcid.org/0000-0002-0223-9264Em 1994, tem-se a primeira aparição de um grupo de rap na cidade de Belém do Pará. Surgido do bairro da Terra Firme, periferia de Belém, o grupo MBGC – Manos da Baixada do Grosso Calibre – revolucionou com um novo estilo musical para a retratar a realidade da periferia belenense. Desde a década de 80, momento de grande mudança de representação cultural, incluindo o âmbito historiográfico, o rap divulgou-se mundialmente como forma de espelhar a cultura popular e as insatisfações sofridas nos bairros afastados do centro. Surgido na década de 1970, nos Estados Unidos, após um panorama de grande crise, veio como forma inovadora para denunciar os problemas sociais vivenciados pelos jovens dos bairros marginalizados. Já no cenário brasileiro, o rap se inicia como forma de divertimento e posteriormente, revela-se politizado. Thaide e DJ Hum dão início ao rap nacional e logo outros nomes surgem, ganhando destaque, como Racionais Mc’s, que deram ao rap uma forma engajada. A partir desses eventos e da visibilidade nos jornais em Belém que retratavam o “rapping” e a cultura hip hop, o estilo musical ganhou força e influenciou novos sujeitos na região, atentando-se ao cenário amazônico e as dificuldades sofridas nos bairros da cidade, incluindo os artistas paraenses como Pelé do Manifesto e o Th091, com grande visibilidade em “poemas abolicionistas”. Desse modo, o objetivo geral desse trabalho é perceber as possibilidades do estilo musical rap como suscetível para análises e compreensão histórica, no que alberga os sujeitos da periferia – Pelé do Manifesto, Th091 e outros que deram início ao movimento como Mc Negro Edi, Bruno BO, Marcelo Muslim, Dj Morcegão – com suas rimas carregadas de aspectos da cultura diaspórica. O rap é um estilo caracterizado como “canto falado”, que busca contrapor as injustiças sociais, econômicas, culturais e históricas, e assume o papel de retratar realidades enfrentadas, estritamente, do povo negro, portanto, pode ser caracterizado como um efeito da colonização. Diante disso, é perceptível o estímulo aos pensamentos contrários a uma hegemonia formada, para confrontar as tensões culturais e o racismo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A “terra da liberdade” e a memória estudantil: ensino de História e negritude em Benevides - Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-02-19) SOUZA, Elizabeth Braga de; LEAL, Luiz Augusto Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/7967678999713659; orcid logo https://orcid.org/0000-0002-0145-5379Este trabalho traz como tema o ensino de história e sua relação com a memória histórica e a identidade de pessoas negras. Trata-se de uma pesquisa voltada para o ensino de História, cujo lócus é uma escola pública estadual do município de Benevides, com estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os diálogos que ocorrem nas aulas de história revelam a existência de uma memória oficial da cidade que apaga os sujeitos negros da História local. A partir deste problema, levantamos a hipótese de que a memória oficial local compromete a construção de uma identidade positiva entre as populações negras. O recorte temporal se refere à data de criação da Lei 10.639/2003, até 2023. Passados estes vinte anos, queremos saber como a escola trabalha as questões étnico-raciais durante este período. Para fundamentar as discussões trouxemos para o debate os conceitos de memória (RICOEUR, 2007; CAMILO, 2020; MISSIATTO, 2021; NORA, 1993), branquitude (SILVA, 2017; MIRANDA, 2017; BENTO, 2022) e negritude (MUNANGA, 2012), buscando compreender os problemas de identidade que figuram entre pessoas negras, a partir da ideia de poder expresso na branquitude. Apoiados nesta análise, pretendemos estimular nos estudantes uma reflexão crítica sobre o seu lugar no contexto da identidade da população negra de Benevides-(Pa), lançando luz sobre a arquitetura do poder de branquitude e fortalecendo o poder da negritude. A pesquisa trouxe uma metodologia qualitativa, com ênfase na história oral, nos métodos da pesquisa etnográfica e na análise documental. Como resultado, propomos a criação de uma cartilha didática sobre a história da abolição em Benevides e seus reflexos no presente, trazendo outro olhar sobre esse episódio histórico.
