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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Atitudes alimentares, autoestima, autoimagem corporal, autocrítica e assertividade de mulheres com estado nutricional eutrófico
    (Universidade Federal do Pará, 2025-03-27) MORAES, Tainá Martins; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; FARIAS, Letícia Miquilini de Arruda; PEREIRA, Fabiane da Silva; KREJCOVA, Lane Viana; http://lattes.cnpq.br/1667910071509974; http://lattes.cnpq.br/4766850447381074; http://lattes.cnpq.br/2604693973864638; https://orcid.org/0000-0002-3975-4091
    Introdução: Atitudes alimentares desordenadas ocorrem quando há emissões de comportamentos desadaptativos relacionados à alimentação, como a ocorrência de restrição, compulsão e comportamentos compensatórios e podem estar relacionadas a tentativas de controle de peso. Somado a isso, encontra-se um cenário no qual há um padrão de beleza estabelecido se relaciona a um corpo magro. Quando esse modelo corporal não é alcançado, observa-se insatisfação quanto à imagem corporal, assim, tem-se a emissão de comportamentos autocríticos, baixa autoestima e déficits em habilidades sociais, como observado no comportamento assertivo. Todavia, pouca atenção tem sido dada para verificar como tais medidas se comportam quando correlacionadas e associadas ao estado nutricional de eutrofia (peso normal). Objetivo: Verificar atitudes alimentares e satisfação com a imagem corporal de mulheres com eutrofia e sua associação com assertividade, autoestima e autocrítica. Método: Trata-se de uma pesquisa transversal, descritiva e analítica, realizada em locais públicos na cidade de Belém (PA). Participaram mulheres na faixa etária de 20 a 40 anos, residentes em Belém (PA), que possuíssem escolaridade mínima de ensino médio completo e que apresentassem Índice de Massa Corporal (IMC) na faixa de eutrofia (18,5 a 24,9 kg/m²). As participantes responderam um formulário acerca de dados socioeconômicos e demográficos e peso e altura autorreferidos. Para avaliar as atitudes alimentares foi utilizada a Escala de Atitudes Alimentares Transtornadas (EAAT). Para autoimagem corporal foi aplicada a Escala de Silhuetas de Stunkard. A assertividade foi avaliada pelo Inventário de Habilidades Assertivas. Além disso, foram utilizadas a Escala de Autoestima de Rosenberg e o Escala de Formas do Auto-Criticismo e Auto-Tranquilização para analisar a autoestima e a autocrítica, respectivamente. Para análise estatística foi utilizado o software Statistical Package for Social Science (IBM® SPSS®) versão 24.0. Resultados: Participaram do estudo 203 mulheres, a média de idade das participantes foi de 26,5±5,14, Índice de Massa Corporal médio de 22,27±1,81 kg/m2 e a pontuação média obtida na EAAT foi de 62,75±13,62, a maioria (72,4%; n=147) demonstrou-se insatisfeita com a imagem corporal. No primeiro artigo verificou-se que as participantes que apresentaram atitudes alimentares mais desordenadas, tinham maior insatisfação com a imagem corporal (r=-0,311; p=<0,001), comportamento mais autocrítico (r=0,289; p=<0,001) e baixa autoestima (r=-0,213; p=0,002). No segundo estudo, os resultados apontaram que maior insatisfação com a imagem corporal foi associada a maior emissão de comportamentos autocríticos (r=0,170; p=0,015), ter uma elevada autoestima foi associada a satisfação com a imagem corporal (r=-0,179; p=0,010) e não houve correlação entre as variáveis assertividade e imagem corporal das participantes. (r=-0,125; p=0,076). Conclusão: Os resultados indicaram que mesmo as mulheres sem excesso de peso, apresentaram atitudes alimentares desordenadas, insatisfação com a imagem corporal e um bom repertório de habilidades assertivas, que estiveram relacionadas a emissão de comportamentos autocríticos e baixa autoestima.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Comportamento Alimentar e Imagem Corporal em pessoas que fizeram cirurgia bariátrica no Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-20) RODRIGUES, Renata Cristina Bezerra; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; SÁ, Naiza Nayla Bandeira de; http://lattes.cnpq.br/1712074978664736; https://orcid.org/0000-0002-1267-1624; ROCHA, Fernando Allan de Farias; GOULART, Paulo Roney Kilpp; LORENÇO-COSTA, Vanessa Vieira; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; http://lattes.cnpq.br/0235984184315218; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050
    A cirurgia bariátrica se mostra eficaz na perda de peso e controle de comorbidades para aqueles com indicação ao procedimento. Adversidades no comportamento alimentar e na imagem corporal podem influenciar nos resultados do pós-operatório. Este estudo objetivou analisar a relação entre o comportamento alimentar e a imagem corporal em pessoas que fizeram cirurgia bariátrica no Brasil. Realizou-se um estudo transversal, quantitativo, com amostra não probabilística por conveniência e coleta de dados, com auxílio do Google Forms®. Foram coletados dados sociodemográficos, dados do pré e pós-operatório, os domínios do comportamento alimentar com o Three Factor Eating Questionnaire, distorção de imagem corporal com o Body Shape Questionnaire e satisfação com a imagem corporal com a Escala de Silhuetas. Dos 398 respondentes, 93,5% foram do sexo feminino e 57,3% tiveram idade entre 40 e 59 anos. O Bypass gástrico em Y de Roux representou 80,2% das cirurgias e houve 18,9% de reganho de peso. Houve algum grau de distorção de imagem corporal em 38,4% e insatisfação de imagem em 87,5%. A restrição cognitiva foi o domínio do comportamento alimentar mais frequente, com 75,9%. Foram encontradas associações entre os domínios restrição cognitiva (p = 0,000) e alimentação emocional (p = 0,000) com a distorção de imagem corporal. Esses resultados mostraram que a distorção de imagem corporal pode interferir nas probabilidades de exibir comportamento alimentar disfuncional. A insatisfação com a imagem corporal apresentou maior frequência, porém não houve associação entre os domínios do comportamento alimentar e a insatisfação com a imagem corporal na amostra. Concluiu-se que a distorção e a insatisfação com a imagem corporal interagem de formas diferentes nos domínios do comportamento alimentar. Entretanto, novas pesquisas são necessárias para confirmar os resultados.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fatores Associados à Imagem Corporal em Homens Universitários de acordo com a Orientação Sexual
    (Universidade Federal do Pará, 2025-03-26) BEMERGUY, Fernando Cláudio da Silva; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; DUTRA, Natália Bezerra; SARDINHA, Ana Paula de Andrade; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/5647500559593317; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795
    A imagem corporal possui um conceito amplo, o qual envolve processos fisiológicos, psicológicos e sociais que influenciam de maneira positiva ou negativa nesse constructo. A insatisfação corporal nos homens pode ocorrer pela busca por um corpo musculoso e/ou magro, podendo levar a comportamentos alimentares transtornados. Objetivo: Verificar se há relação entre a orientação sexual de homens universitários com a satisfação corporal. Método: Foi realizado um estudo transversal, descritivo e analítico, com homens cisgêneros estudantes de uma universidade federal e residentes na região metropolitana de Belém. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética (parecer 6.546.760) e a captação dos participantes ocorreu por meio da divulgação presencial na Universidade e/ou pela internet, de março a agosto de 2024. A coleta de dados aconteceu de maneira virtual com cinco instrumentos: Questionário de caracterização da amostra, Escala de silhueta de Kakeshita, Questionário de atitudes socioculturais relacionados a aparência, Escala de apreciação corporal, Escala de crenças e comportamentos de auto objetificação. A análise de dados foi feita usando o software Statistical Package for Social Science. Resultados: Encontrou-se uma alta prevalência de insatisfação corporal e distorção corporal na população universitária independente da orientação sexual. A minoria sexual masculina apresentou maiores crenças e comportamentos relacionados a auto-objetificação. Os achados deste estudo ampliam o conhecimento referente a influência do tempo de tela e da pressão sociocultural na satisfação corporal. Sendo que a pressão sociocultural e as crenças e comportamentos de auto-objetificação apresentaram diferença estatisticamente significativa de acordo com a orientação sexual. Conclusão: A inclusão da população universitária masculina nas políticas públicas e ações relacionadas ao impacto da idealização corporal na saúde, assim como a criação de estratégias que auxiliem na prevenção dos fatores estressores relacionados a insatisfação corporal.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Interações entre autoimagem corporal, exposição às mídias sociais e uso de telas, internalização, pressão social e influência parental em crianças pré-púberes
    (Universidade Federal do Pará, 2026-03-25) VIVEIROS, Camélia Santos de; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; FARIAS, Letícia Miquilini de Arruda; SARDINHA, Ana Paula de Andrade; FREITAS, Fernanda da Fonseca; http://lattes.cnpq.br/1667910071509974; http://lattes.cnpq.br/5647500559593317; http://lattes.cnpq.br/6100035014265795; https://orcid.org/0000-0002-3975-4091
    A imagem corporal se refere às percepções, pensamentos e sentimentos do indivíduo sobre a aparência do próprio corpo, podendo ser influenciada por fatores como: mídias, autoestima e meio sociocultural. Testar se há associação entre o uso de mídias sociais, frequência do uso de tela, internalização e pressão social em relação à aparência e influência parental a partir de mensagens alimentares, na percepção da autoimagem corporal de crianças em fase pré-púbere. Trata-se de um estudo transversal, correlacional e não probabilístico. Foram coletados dados sociodemográficos, de exposição às mídias sociais e uso de telas, de atitudes socioculturais em relação a aparência (SATAQ-4R), de mensagens alimentares do cuidador (CEMS) e de (in)satisfação com a imagem corporal pela escala de silhuetas para crianças e adolescentes. A análise estatística foi conduzida no SPSS 24.0. Participaram da pesquisa 101 crianças, com idade entre 9 a 12 anos. Todas elas tinham acesso à internet em suas residências. Cerca de 73% apresentaram insatisfação com a imagem corporal. Observou-se que o uso de redes sociais estava associado (p=0,005) com a alta internalização e pressão social em relação à aparência e que as mensagens alimentares do cuidador estavam associadas com a presença de insatisfação corporal (r=0,342 - p<0,001). A pesquisa destaca a importância do conhecimento acerca da ocorrência de insatisfação com a imagem corporal em crianças na fase pré-púbere, além da necessidade de ações que visem promover uma autoimagem mais saudável entre esse público.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Motivação para a musculatura e insatisfação corporal de homens e mulheres de diferentes orientações sexuais usuários de academias de musculação
    (Universidade Federal do Pará, 2024-08-21) BORGES, Samara Rufino; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; DUTRA, Natália Bezerra; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; CASTRO, Felipe Nalon; http://lattes.cnpq.br/1492707116121325; http://lattes.cnpq.br/2785988303092060
    As influências socioculturais afetam a autoestima e a imagem corporal focada na muscularidade. Nas redes sociais, corpos magros e atléticos são exibidos constantemente, resultando em percepções negativas de musculatura entre homens e de peso corporal entre mulheres. Este estudo comparou motivações para aumento de musculatura e níveis de insatisfação corporal (IC) entre homens e mulheres brasileiros de diferentes orientações sexuais praticantes de musculação. Tinha como hipóteses principais que: (1) homens homossexuais preferiririam uma aparência física mais musculosa do que homens heterossexuais, devido à internalização da magreza e muscularidade, e à auto-objetificação e (2) mulheres heterossexuais tenderiam a ser mais insatisfeitas com a imagem corporal devido à idealização da magreza e auto-objetificação, buscando atratividade para o sexo oposto. Assim, elas seriam menos predispostas a ter um corpo com muita massa muscular. Foi realizado um estudo transversal com homens e mulheres heterossexuais, homossexuais e bissexuais, entre 18 e 35 anos, usuários de academias de Belém, Pará, Brasil. A coleta de dados foi feita por formulário eletrônico no Google Forms com questionário sociodemográfico, o Drive for Muscularity Scale (DMS) e uma escala de silhuetas adaptada ao público brasileiro, além de avaliações físicas presenciais. As análises estatísticas foram feitas no software Jamovi. O DMS indica a motivação para a musculatura de um indivíduo através de relato. Os resultados mostraram que homens heterossexuais pontuaram significativamente mais que mulheres homossexuais no DMS, especificamente em mais comportamentos voltados para aumento de musculatura. Já a escala de silhuetas indica a percepção do indivíduo sobre sua silhueta atual (SA) e ideal (SI), a partir de figuras. A diferença entre SI e SA foi usada como uma medida de insatisfação corporal (IC). Os homens heterossexuais selecionaram SA com menos gordura corporal e SI com mais massa muscular que os demais grupos, embora não tenha havido diferenças estatisticamente significativas em relação à IC. Portanto, as hipóteses não foram corroboradas nas análises principais. Análises adicionais revelaram correlações intrassexuais significativas entre maiores níveis de IC e mulheres com Índice de Massa Corporal e Índice de Massa Livre de Gordura mais altos e que desejavam uma SI mais atlética apresentaram maiores níveis de IC. Mulheres e homens que se identificavam como mais musculosos eram mais satisfeitos com a imagem corporal, apresentando menores valores de IC, condizente com a valorização recente do estilo de vida fitspiration, que valoriza corpos atléticos. Mais estudos com indivíduos não heterossexuais são necessários para verificar como este fenômeno ocorre em amostras maiores e entre aqueles que não praticam musculação. Este estudo contribui para uma melhor compreensão de aspectos da insatisfação corporal em relação à magreza e musculatura de grupos sexualmente diversos e praticantes regulares de musculação.
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