Navegando por Assunto "Branquitude"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A personagem Michele da série 3%: ambiguidades, patriacardo e branquitudes na construção do seu perfil(Universidade Federal do Pará, 2024-05-29) SANTOS, Rayza Carolina Rosa dos; SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto Nascimento; http://lattes.cnpq.br/3263239932031945; https://orcid.org/0000-0003-0552-4295Em 2008 houve o lançamento da distopia infanto-juvenil Jogos Vorazes de Suzanne Collins, obra que viria a influenciar uma tendência literária e sequencialmente audiovisual de distopias produzidas para o público majoritariamente jovem e jovem adulto, sendo em sua maioria protagonizadas por mulheres. E no cinema, mais especificamente, por mulheres brancas. No presente trabalho, é neste específico contexto que analisamos a protagonista Michele (Bianca Comparato), da série brasileira 3% (2016-2020). Analisamos a construção do perfil desta, evidenciando as marcas dos preceitos patriarcais e as suas relações com a representação de movimentos de resistência. A obra foi escolhida por ter sido a primeira produção totalmente brasileira da empresa de streaming Netflix e, consequentemente, por sua grande difusão de público. O seriado está sendo estudado a partir do seu contexto de produção e lançamento – com pontuais comparações com outras distopias e os perfis femininos de suas protagonistas – com base em teorias feministas de gênero, sobretudo as de bell hooks (2019) e Audre Lorde (2019) e demais autoras contemporâneas. Por fim, analisamos a obra a partir da perspectiva dos estudos teóricos sobre a branquitude e seus mecanismos de manutenção de poder, de autoras como Linda Alcoff (2015), Cida Bento (2022), Lia Vainer Schucman (2012) e Françoise Vergès (2019), pois neste estudo foi possível perceber que distopias audiovisuais protagonizadas por figuras femininas e, principalmente, brancas, ganharam força nos últimos anos como tendência de produções feitas para uma grande circulação e comercialização, sendo marcadas por representações de resistências pouco radicais. Assim, o trabalho aqui apresentado buscará evidenciar que apesar do contexto de representação de resistência, ainda é perceptível na narrativa a manutenção de certos aspectos do status quo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Rico torrão de desigualdade racial: análise dos julgamentos proferidos no Tribunal de Justiça do Estado do Amapá sobre crimes raciais(Universidade Federal do Pará, 2024-06-27) ALMEIDA, Maria Carolina Monteiro de; RAIOL , Raimundo Wilson Gama; http://lattes.cnpq.br/6271053538285645Neste trabalho, investiguei os casos de discriminação racial ocorridos no estado do Amapá a partir do resultado da pesquisa sobre os crimes raciais que figuram na jurisprudência disponível no sítio do Tribunal de Justiça do estado do Amapá, do período de 2013 a 2023. Para tanto, compreendi as relações raciais do estado amapaense, o Poder Judiciário a partir de uma análise racial crítica, os estudos sobre branquitude bem como as pesquisas sobre racismo estrutural e institucional. Dentre o referencial teórico escolhido, abordei os estudos de Bento (2022), Almeida (2019), Delgado e Stefancic (2021) e Vaz e Ramos (2022). Como pressupostos metodológicos, empreguei a abordagem qualitativa em uma metodologia colorida. Como técnica de pesquisa, utilizei a pesquisa bibliográfica de documental por meio da análise de conteúdo das sentenças e acórdãos selecionados por meio da busca jurisprudencial. Inicialmente, identifiquei as características das relações raciais do estado do Amapá, como a pardarização e a letalidade policial. Em seguida, compreendi e relacionei Poder Judiciário, seu histórico e composição com o pacto narcísico da branquitude e o racismo institucional. Por fim, fiz a análise, categorização e interpretação das ofensas raciais encontradas e tracei uma inferência a respeito do quantitativo de julgados analisados e o silenciamento racial. Como resultados, compreendi que as sentenças e acórdãos do TJAP não abrangem os conflitos raciais do estado do Amapá, que tem cerca de 74% da população autodeclarada preta ou parda e que sofre um apagamento étnico-racial, em processo constante de silenciamento institucional de suas dores e violências sociais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A “terra da liberdade” e a memória estudantil: ensino de História e negritude em Benevides - Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-02-19) SOUZA, Elizabeth Braga de; LEAL, Luiz Augusto Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/7967678999713659; orcid logo https://orcid.org/0000-0002-0145-5379Este trabalho traz como tema o ensino de história e sua relação com a memória histórica e a identidade de pessoas negras. Trata-se de uma pesquisa voltada para o ensino de História, cujo lócus é uma escola pública estadual do município de Benevides, com estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os diálogos que ocorrem nas aulas de história revelam a existência de uma memória oficial da cidade que apaga os sujeitos negros da História local. A partir deste problema, levantamos a hipótese de que a memória oficial local compromete a construção de uma identidade positiva entre as populações negras. O recorte temporal se refere à data de criação da Lei 10.639/2003, até 2023. Passados estes vinte anos, queremos saber como a escola trabalha as questões étnico-raciais durante este período. Para fundamentar as discussões trouxemos para o debate os conceitos de memória (RICOEUR, 2007; CAMILO, 2020; MISSIATTO, 2021; NORA, 1993), branquitude (SILVA, 2017; MIRANDA, 2017; BENTO, 2022) e negritude (MUNANGA, 2012), buscando compreender os problemas de identidade que figuram entre pessoas negras, a partir da ideia de poder expresso na branquitude. Apoiados nesta análise, pretendemos estimular nos estudantes uma reflexão crítica sobre o seu lugar no contexto da identidade da população negra de Benevides-(Pa), lançando luz sobre a arquitetura do poder de branquitude e fortalecendo o poder da negritude. A pesquisa trouxe uma metodologia qualitativa, com ênfase na história oral, nos métodos da pesquisa etnográfica e na análise documental. Como resultado, propomos a criação de uma cartilha didática sobre a história da abolição em Benevides e seus reflexos no presente, trazendo outro olhar sobre esse episódio histórico.
