Navegando por Assunto "Bruno de Menezes"
Agora exibindo 1 - 3 de 3
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Tese Acesso aberto (Open Access) Bruno de Menezes, Dalcídio Jurandir e De Campos Ribeiro e as territorializações afro-amazônicas urbanas (da belle époque à década de trinta)(Universidade Federal do Pará, 2019-11-22) SANTOS, Josiclei de Souza; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592O presente trabalho faz uma leitura das territorializações afro-amazônicas profanas e sagradas na cidade Belém na passagem do século XIX para o XX, e nas primeiras décadas deste, a partir das obras Batuque (1939), de Bruno de Menezes, Gostosa Belém de Outrora (1965), de José de Campos Ribeiro, e Belém do Grão Pará (1960), de Dalcídio Jurandir, observando como os referidos autores, a partir de vivências e pesquisas, conseguiram criar obras que reinseriram na narrativa da cidade os grupos minoritários afro-amazônicos que haviam sido ocultados pela narrativa dos grupos majoritários do período da belle époque amazônica, que se deu durante o ciclo econômico gomífero, tendo tais comunidades sido ocultadas da narrativa de conformação da cidade. Houve no referido ciclo um agenciamento enunciativo de essencialidade euro-indígena, alimentado por meio de uma produção artística comprometida com o aparelho de Estado. Interessa para este trabalho o que as referidas obras possuem de Literatura Menor, trabalhando com os signos das territorializações afro-amazônicas na cidade de Belém, rasurando as genealogias de origem geradoras de racismos e hierarquias, que diminuíram a participação afrodescendente na história da Amazônia. Como ferramentas para a leitura das obras estudadas serão utilizados os Estudos Comparativos, bem como os Estudos Culturais, numa perspectiva transdisciplinar. Para o estudo do conceito de territorialização utilizou-se Deleuze e Guattari (2012). Para o conceito de literatura menor também utilizou-se o estudo dos mesmos (2014). Para o estudo da narrativa de nação foram utilizados os estudos de Homi Bhabha (2013). Para se estudar o espaço urbano foram utilizados os estudos de Ricoeur (2007), Costa (2013) e Foucault (1987). Para o estudos do Modernismo no Pará foram utilizados Leal (2011), Figueiredo (1996) e (2001), e Furtado (2002). Para os estudos afro-amazônicos foram utilizadas as pesquisas de Salles (2005), (2004) e (2003).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cartas literárias: cartografia sócio-literária de pessoas e paisagens de Belém a partir da poesia de Bruno de Menezes(Universidade Federal do Pará, 2024-11-29) SANTOS, Joice Freitas dos; FERNANDES, José Guilherme dos Santos; http://lattes.cnpq.br/7023812449790431; https://orcid.org/0000-0001-9946-4961O presente trabalho propõe uma nova perspectiva sobre o cruzamento entre a Geografia e Literatura: uma cartografia sócio-literária da poesia de Bruno de Menezes, levando em consideração a existência de pessoas e paisagens no espaço de Belém do Pará. A questão que guiou o trabalho foi comprovar que Bruno de Menezes era um poeta-cartógrafo, explicando a relação da ficção com a cartografia; investigando como os espaços influenciaram na estilística da poesia; estabelecendo uma comparação de como estão os espaços citados e como eram na época dos escritos. Neste sentido, contribuiu para a comunidade acadêmica ao dar prosseguimento nos estudos sobre o poeta paraense negro, periférico, autodidata e precursor do Modernismo na capital paraense, além de continuar as pesquisas sobre Cartografia Literária que, como comprovamos, ainda está em fase de adensamento. Como metodologia, utilizamos as principais teorias da cartografia literária, para síntese em tabela a Malha de Saberes criada por Fernandes et al (2021), para apresentação dos mapas as teorias de Moretti (2003), para análise dos espaços e classificação da espacialidade no poema os postulados de Ozíris (2007). O produto desta pesquisa foi uma correlação entre os elementos visuais e textuais, com mapas e tabelas que sintetizam a capacidade do autor em retratar a cidade em poesia. O leitor verá que os espaços mais recorrentes nos poemas foram os bairros do Jurunas, Cidade Velha, Campina, Umarizal, Telégrafo, Pedreira e Sacramenta (Nazaré e Guamá aparecem algumas vezes), com pessoas que existiram na periferia de Belém nos séculos XVIII, XIX e XX, mas não tiveram sua existência marcada nos documentos oficiais. É o princípio do que desejamos ser um retorno para a sociedade com disponibilização dos mapas e outros recursos tecnológicos para o público. Assim, o trabalho buscou mostrar que os espaços de Belém têm memória, contando um pouco da história de ocupação desses lugares.Tese Acesso aberto (Open Access) Peixe frito, Santos e Batuques: Bruno de Menezes em experiências etnográficas(Universidade Federal do Pará, 2018-04-06) WANZELER, Rodrigo de Souza; PACHECO, Agenor Sarraf; http://lattes.cnpq.br/5839293025434267Nesta tese empreendo um estudo que intenta, primordialmente, apresentar uma outra chave de leitura para a produção intelectual de Bruno de Menezes (1893-1963), o qual obteve destaque no cenário cultural amazônico como um grande literato. Assim, procuro reconstituir importantes aspectos de sua trajetória de vida, destaco representações do cotidiano da cidade de Belém advindas de suas experiências sociopolíticas e focalizo a diversidade e a pluralidade de vozes, provenientes da interculturalidade latente na Belém da primeira metade do século XX. Neste exercício, exploro o viés etnográfico em algumas de suas principais composições, linha interpretativa escolhida para ressignificar os estudos sobre o literato negro. Para alcançar o objetivo central da investigação, em outras palavras, a tese que costura o trabalho, algumas questões fizeram-se norte: Que experiências etnográficas conformam as trajetórias de vida de Bruno de Menezes? Como o intelectual percebia a si e aos outros em suas escrituras? Em que condições e circuitos o literato realizou pesquisas e produziu escritos sobre a dinâmica cultural em cenários paraenses da Amazônia? Por fim, qual a importância de Bruno enquanto um pensador social para o contexto amazônico na primeira metade do século XX? A formulação e compreensão destas questões estão ancoradas no cruzamento teórico-metodológico de um saber-fazer etnográfico que se alinhava nas conexões da Antropologia com a Literatura e o Folclore, os Estudos Culturais, Pós-Coloniais e a História Oral e se verticaliza num campo em que obras literárias, pesquisas de cunho folclórico, fotografias e relatos orais reconstituem evidências de e sobre o escritor em tela. Frente ao exposto, divido o texto acadêmico em duas partes: na primeira, trato dos vários percursos traçados por Bruno ao longo de sua existência e enfatizo as redes estabelecidas, as quais contribuíram para a formação de seu fazer-se e repertório crítico. Na segunda parte, abordo três produções de Bruno de Menezes – Boi Bumba: auto popular; São Benedito da Praia: Folclore do Ver-o-Peso e Batuque. A intenção é reconstituir e analisar a experiência etnográfica dessas composições literárias e ousar incluir o negro jurunense no rol dos grandes pensadores acerca da cultura na Amazônia, indo, dessa forma, para além do aspecto literário, faceta pela qual Bruno é deveras reconhecido. Assim, penso que a partir de todo cabedal epistemológico no qual a tese se ampara, outro Bruno de Menezes é descortinado, o esteta da palavra é também um etnógrafo da Amazônia paraense.
