Navegando por Assunto "Caranguejo-uçá"
Agora exibindo 1 - 4 de 4
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Cultivo de larvas de Ucides cordatus (LINNAEU, 1763) sob diferentes intensidades luminosas(2014-10) COTTENS, Kelly Ferreira; SILVA, Ubiratã de Assis Teixeira da; VENTURA, Robson; RAMOS, Fabrício Menezes; OSTRENSKY, AntonioO caranguejo-uçá, Ucides cordatus, é uma espécie típica dos manguezais brasileiros e tem grande importância econômica para as populações litorâneas tradicionais. O presente trabalho investigou a influência da intensidade luminosa sobre a sobrevivência e a taxa de desenvolvimento larval de U. cordatus. Três intensidades luminosas foram avaliadas: claro - 710 lux, penumbra - 210 lux e escuro - 1 lux, em duas condições de cultivo, individual e coletivo. Houve diferenças significativas entre as taxas de sobrevivência das larvas zoea e as três intensidades luminosas avaliadas (p<0,05). As maiores taxas de ecdise para o estágio de megalopa foram obtidas no tratamento claro (42% nos cultivos coletivos e 30% nos cultivos individuais). No tratamento escuro, a metamorfose para megalopa foi de apenas 16% nos cultivos coletivos e de 7% nos cultivos individuais. Estes resultados indicam que a manutenção das larvas em baixas intensidades luminosas afeta negativamente a sobrevivência larval de U. cordatus.Tese Acesso aberto (Open Access) Interação de Ucides cordatus Linnaeus, 1763 em manguezais da Ilha de Marajó: uma abordagem ecológica(Universidade Federal do Pará, 2012) GOMES, Cleidson Paiva; FERNANDES, Marcus Emanuel Barroncas; http://lattes.cnpq.br/8943067124521530O presente trabalho foi realizado nos manguezais de Soure, Ilha de Marajó, Pará, Brasil, onde o grande aporte fluvial permite o desenvolvimento de zonas de transição estuário/rio que definem o limite geobotânico para os manguezais paraenses e, consequentemente, para o caranguejo-uçá, Ucides cordatus (Ucididae) frequentemente encontrado na região. Para uma abordagem ecológica sobre a interação entre U. cordatus e as florestas de mangue foram investigados os seguintes temas: i) a relação entre as características populacionais de U. cordatus e os diferentes níveis de transição ao longo do gradiente de vegetação entre as florestas de mangue e as florestas de várzea estuarina; ii) a influência dos fatores ambientais dessas zonas de transição sobre os padrões de tamanho e densidade populacional de U. cordatus; iii) os impactos da herbivoria de U. cordatus sobre a produção de propágulos e os possíveis efeitos no processo de recrutamento desses propágulos para as florestas de mangue. Sítios de trabalho foram classificados quanto ao nível de transição com floresta de várzea estuarina, sendo estes valores correlacionados com dados de densidade e tamanho dos indivíduos das populações de U. cordatus. Em cada sítio de trabalho determinou-se a disponibilidade de alimento através da serapilheira, as taxas de salinidade, e os indicadores das atividades de pescadores sobre essas áreas. O impacto de U. cordatus sobre o recrutamento dos bosques foi avaliado através da estimativa da taxa de herbivoria e predação de propágulos. Os resultados revelam que em zonas de “alta transição” as condições locais parecem limitar os estoques de U. cordatus, haja vista essa espécie ter apresentado valor de densidade populacional muito abaixo daqueles registrados na zona de “baixa transição”. No entanto, zonas de alta transição oferecem condições mais favoráveis ao desenvolvimento das populações do caranguejo-ucá, principalmente no que se refere à variabilidade e disponibilidade de alimento e à proteção contra a ação antrópica na região. Os indicadores da atividade da pesca de U. cordatus revelaram que os bosques de mangue da zona de baixa transição estão mais sujeitos à sobreexploração, principalmente pela facilidade de acesso. A principal via de impacto sobre os propágulos foi a taxa de consumo de 60%, sendo que a taxa de exportação dos propágulos pelas marés foi de apenas 1%, sendo considerada pouco relevante. U. cordatus pode ser considerado o principal agente de impacto sobre a produção de propágulos desses bosques de mangue sem apresentar seletividade por tamanho ou maturidade dos propágulos, sendo importantes na regulação das taxas de recrutamento e, consequentemente, na dinâmica populacional das árvores de Rhizophora nas florestas de mangue da zona costeira da Ilha de Marajó, na Amazônia brasileira.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Os saberes tradicionais dos pescadores de caranguejo-uçá e o manguezal: o caso de Tamatateua Bragança - Pará, costa Amazônica brasileira(Universidade Federal do Pará, 2019-12) OLIVEIRA, Francisco Pereira de; SOUZA, Gamaliel Tarsos de; SILVA, Klayton Luiz Campelo; FERNANDES, Marcus Emanuel BarroncasO presente estudo enfoca o saber empírico e as percepções ambientais dos pescadores de caranguejouçá (Ucides cordatus) da região de Tamatateua, município de Bragança, nordeste do Pará. Visa descrever os saberes tradicionais dos pescadores deste recurso com enfoque no conhecimento ecológico a partir de suas percepções e estreita relação com o ecossistema manguezal. Fez-se uso da abordagem qualitativa de pesquisa, em que a técnica e o instrumento de pesquisa transitaram com o uso de entrevistas a partir de um questionário elaborado com perguntas semiestruturadas, respectivamente. A coleta de dados ocorreu entre os anos de 2017 e 2018, com 14 (quatorze) pescadores de caranguejo-uçá, com idade que variaram entre 22 e 62 anos, em que o processo analítico fez uso da análise de conteúdo. Os resultados demonstram que os pescadores possuem saberes ecológicos elaborados sobre o espécime caranguejo-uçá, assim como dos fenômenos naturais e ambientais. Percebem a conexão entre o ser humano e o manguezal como sinônimo de alimentação, comercialização, cultura, religiosidade, dentre outros, o que, de alguma forma, influencia diretamente nos saberes repassados de geração a geração por meio da educação não formal e informal. Constatouse, ainda, que o manejo do recurso caranguejo-uçá se deve ao processo de aprendizagem ocorrido cotidianamente entre o parentesco (pai, filho, neto, tios e outros), assim como no processo e socialização (partilha) entre amigos do “manguezal”. Doutro lado, identificou-se que mesmo utilizando-se de práticas e artes predatórias, como o gancho, os pescadores as reconhecem como tal, porém revelam a ideia de manutenção do recurso quando argumentam o respeito nos períodos de reprodução do espécime.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Selectivity curves of the capture of mangrove crab (Ucides cordatus) on the northern coast of Brazil using bayesian inference(Instituto Internacional de Ecologia, 2016-06) FURTADO JUNIOR, Ivan; ABRUNHOSA, Fernando Araujo; HOLANDA, Francisco Carlos Alberto Fonteles; TAVARES, Marcia Cristina da SilvaA seletividade na pesca do caranguejo-uçá, na costa norte do Brasil, pode ser definida como a habilidade do pescador em capturar e selecionar indivíduos a partir de certo tamanho ou determinado sexo (ou pela combinação destes fatores) o que sugere uma seletividade empírica. Considerando esta hipótese foram calculadas as curvas de seletividade para caranguejos machos e fêmeas utilizando-se a função logit na formulação do modelo logístico. A inferência Bayesiana consistiu em obter a distribuição posterior com aplicação do método Monte Carlo com Cadeias de Markov - MCMC no software R com o uso do OpenBUGS e auxílio das bibliotecas BRugs e R2WinBUGS. Os resultados estimados de largura da carapaça média de seleção para machos e fêmeas comparados com estudos anteriores que relatam a largura da carapaça média de primeira maturação sexual permitem confirmar a hipótese de que grande parte dos indivíduos maduros não sofre a pressão da pesca o que garante sua sustentabilidade.
