Navegando por Assunto "Carbonate platform"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Gravimetria e estratigrafia cenozoica da porção onshore da Bacia do Marajó e Plataforma Bragantina, nordeste do Pará(Universidade Federal do Pará, 2021-12-12) SANTOS JÚNIOR, Gilberto Carneiro dos; MARTINS , Cristiano Mendel; http://lattes.cnpq.br/8303640454649778; NOGUEIRA, Afonso César Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/8867836268820998A costa norte brasileira foi um local de excepcional sedimentação siliciclástica e carbonática durante o Oligoceno ao Holoceno distribuído nas bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Marajó e Bragança-Viseu adjacentes às plataformas Bragantina e de Ilha de Santana. Embora esses compartimentos geotectônicos sejam regionalmente bem conhecidos, seus limites tectônicos são geralmente inferidos em subsuperfície por dados geofísicos. Da mesma forma, esses limites em superfície são pouco definidos devido a cobertura indiscriminada das unidades siliciclásticas sedimentar cenozoica. As reinterpretações de dados estratigráficos e geofísicos combinados com a modelagem crustal foram realizadas na costa leste da Amazônia. Este estudo permitiu obter uma nova interpretação para o campo gravimétrico relacionado ao contraste de densidade intracrustal ou residual para a porção oriental da Bacia do Marajó. Este estudo confirmou a presença de um vale profundo no limite com a Plataforma de Bragantina, a Calha Vigia-Castanhal previamente documentada e atestada também por análises estratigráficas de subsuperfície e superfície. Além disso, a identificação de baixos gravimétricos inferiores a anomalia de -10 mGal com elevada espessura de sedimentos acumulados sugere forte subsidência não compatível com a interpretação prévia de uma plataforma entre a Bacia do Marajó e a Plataforma Bragantina. Este segmento denominado previamente de Plataforma do Pará é francamente subsidente com depressões abaixo de -30 mGal sendo incluído aqui como parte da borda leste da Bacia do Marajó. As plataformas são aqui interpretadas com anomalias acima de -10 mGal exemplificada pela Plataforma Bragantina. Seguindo esse critério, o preenchimento sedimentar da parte leste da Bacia do Marajó é representado pelos depósitos siliciclásticos das formações Marajó e Barreiras, respectivamente do Oligoceno-Mioceno e Mioceno Médio. Depósitos carbonáticos costeiros e marinhos da Formação Pirabas do Oligoceno-Mioceno Médio preenchem cerca de 120 m do espaço de acomodação da Plataforma Bragantina recoberta por ~ 40 m de depósitos fluvial-costeiros da Formação Barreiras. O Quaternário é representado pela unidade Pós-Barreiras do Pleistoceno-Holoceno e sedimentos recentes que formam os aluviões e cordões litorâneos. Os limites estruturais da Plataforma Bragantina são reavaliados e a porção mais interna no continente, ao sul com rochas aflorantes do embasamento cristalino e rochas sedimentares do Siluriano, foram uma barreira geográfica para a transgressão do Oligoceno-Mioceno. O uso de anomalia gravimétrica residual com base em modelagem crustal combinada com dados geológicos e estratigráficos se revelou uma ferramenta eficaz para avaliar os limites dos compartimentos geotectônicos cobertos por sedimentação cenozoica abrindo um novo entendimento evolutivo desta parte da Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O Neógeno da Plataforma Bragantina e da parte leste da Bacia do Marajó, norte do Brasil: Paleoambiente, Proveniência e relação com a evolução do Proto-Amazonas(Universidade Federal do Pará, 2021-11-16) BAIA, Lohan Barbosa; SILVA JUNIOR, José Bandeira Cavalcante daDurante o Mioceno inferior, a estabilidade tectônica na Plataforma Bragantina favoreceu a acumulação de depósitos de carbonatos, posteriormente suprimidos por um sistema iliciclástico associado a Formação Barreiras. Trabalhos anteriores sugerem que este foi oriundo da pluma sedimentar do proto-Amazonas, enquanto outros indicam uma evolução independente. Com base no exposto, este estudo aplicou técnicas de proveniência para indicar os compartimentos tectônicos que contribuíram como rochas fonte da Formação Barreiras, discutir a influência do proto-Amazonas na supressão da plataforma carbonática e compreender o contexto paleogeográfico. A área de estudo abrange os municípios de Ourém (OU), Capanema (CA), Castanhal (CS), Santa Isabel do Pará (SI), Outeiro (OT), Ilha de Mosqueiro (IM), Salinópolis (SA), Aricuru (AR) e Mocooca (MO). Foram realizadas técnicas de análise de fácies com medidas de paleocorrente e coletadas 12 amostras, contendo em torno de 500 g de sedimento cada. Foi ealizada a coleta de clastos para a caracterização morfológica em Ourém e Ilha de Mosqueiro. Para o sedimento inconsolidado, houve o peneiramento visando as frações 250 – 25 µm e 125 - 63 µm. Aplicou-se ácido oxálico (50 g.L -1 ) nestas frações e separamos por densidade em bromofórmio (2,8 g/ml) os minerais leves e pesados. Foram confeccionadas 24 âminas petrográficas de minerais leves destinadas a catodoluminescência (CL) e 24 lâminas de minerais pesados para identificação da assembleia mineralógica, análise de forma e elaboração de gráficos. A partir dos resultados de minerais pesados, foi possível agrupar os valores com dados de estudos anteriores e aplicar o método Ponderação do Inverso das Distâncias. Os resultados indicam a presença de 10 fácies, das quais foram agrupadas em duas associações, abrangendo conglomerados, arenitos e pelitos. Os clastos apresentaram composição exclusivamente quartzosa, predominando formas subangulares a arredondadas. A CL indica predomínio de 45% de quartzo com luminescência azul escura, 28% com luminescência azul clara e 26% com luminescência violeta. Os esultados de minerais pesados indicam presença de estaurolita (54,45%), zircão 20,29%), turmalina (10,02%), cianita (7,19%), rutilo (5,37%) e sillimanita (2,67%). Os valores acima de 50% da somatória das porcentagens de zircão, turmalina e rutilo indicamelevação da maturidade em direção à porção costeira, enquanto os mapas de distribuição mostram predominância de estaurolita na Plataforma Bragantina e aumento dos valores de cianita acompanhando os de turmalina e zircão na Bacia do Marajó. A partir das nterpretações faciológicas, pudemos aprimorar reconstrução paleoambiental constituída de leques aluviais, rios entrelaçados e meandrantes, planícies arenosas, planícies lamosas e manguezais. Os valores de CL e a grande concentração de estaurolita refletem fontes de rochas metamórficas para a Plataforma Bragantina que são provenientes do sudeste do Pará, possivelmente do Cinturão Gurupi e Cráton São Luís; enquanto os valores de CL para a Bacia do Marajó, atrelado aos valores de cianita, zircão e turmalina, indica uma forte influência de fontes plutônicas e metamórficas provenientes do sul do Pará, tais como o Cinturão do Tocantins-Araguaia, Bacia do Grajaú e Sub-Bacia de Cametá. De modo geral, o proto-Amazonas não teve influência na supressão carbonática, sendo o principal fenômeno responsável a progradação de sedimentos, principalmente provenientes de rochas metamórficas com menores contribuições de rochas plutônicas e vulcânicas, a partir da evolução da tectônica do sul e sudeste paraense.Palavras-chave: Plataforma carbonática. Mioceno. Leques aluviais. Formação Barreiras.Cinturão Gurupi.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O Neógeno da Plataforma Bragantina e da parte leste da Bacia do Marajó, norte do Brasil: Paleoambiente, Proveniência e relação com a evolução do Proto-Amazonas(Universidade Federal do Pará, 2021-11-16) BAÍA, Lohan Barbosa; SILVA JUNIOR, José Bandeira Cavalcante da; http://lattes.cnpq.br/8615194741719443Durante o Mioceno inferior, a estabilidade tectônica na Plataforma Bragantina favoreceu a acumulação de depósitos de carbonatos, posteriormente suprimidos por um sistema siliciclástico associado a Formação Barreiras. Trabalhos anteriores sugerem que este foi oriundo da pluma sedimentar do proto-Amazonas, enquanto outros indicam uma evolução independente. Com base no exposto, este estudo aplicou técnicas de proveniência para indicar os compartimentos tectônicos que contribuíram como rochasfonte da Formação Barreiras, discutir a influência do proto-Amazonas na supressão da plataforma carbonática e compreender o contexto paleogeográfico. A área de estudo abrange os municípios de Ourém (OU), Capanema (CA), Castanhal (CS), Santa Isabel do Pará (SI), Outeiro (OT), Ilha de Mosqueiro (IM), Salinópolis (SA), Aricuru (AR) e Mocooca (MO). Foram realizadas técnicas de análise de fácies com medidas de paleocorrente e coletadas 12 amostras, contendo em torno de 500 g de sedimento cada. Foi realizada a coleta de clastos para a caracterização morfológica em Ourém e Ilha de Mosqueiro. Para o sedimento inconsolidado, houve o peneiramento visando as frações 250 – 125 μm e 125 - 63 μm. Aplicou-se ácido oxálico (50 g.L-1) nestas frações e separamos por densidade em bromofórmio (2,8 g/ml) os minerais leves e pesados. Foram confeccionadas 24 lâminas petrográficas de minerais leves destinadas a catodoluminescência (CL) e 24 lâminas de minerais pesados para identificação da assembleia mineralógica, análise de forma e elaboração de gráficos. A partir dos resultados de minerais pesados, foi possível agrupar os valores com dados de estudos anteriores e aplicar o método Ponderação do Inverso das Distâncias. Os resultados indicam a presença de 10 fácies, das quais foram agrupadas em duas associações, abrangendo conglomerados, arenitos e pelitos. Os clastos apresentaram composição exclusivamente quartzosa, predominando formas subangulares a arredondadas. A CL indica predomínio de 45% de quartzo com luminescência azul escura, 28% com luminescência azul clara e 26% com luminescência violeta. Os resultados de minerais pesados indicam presença de estaurolita (54,45%), zircão (20,29%), turmalina (10,02%), cianita (7,19%), rutilo (5,37%) e sillimanita (2,67%). Os valores acima de 50% da somatória das porcentagens de zircão, turmalina e rutilo indicam elevação da maturidade em direção à porção costeira, enquanto os mapas de distribuição mostram predominância de estaurolita na Plataforma Bragantina e aumento dos valores de cianita acompanhando os de turmalina e zircão na Bacia do Marajó. A partir das interpretações faciológicas, pudemos aprimorar reconstrução paleoambiental constituída de leques aluviais, rios entrelaçados e meandrantes, planícies arenosas, planícies lamosas e manguezais. Os valores de CL e a grande concentração de estaurolita refletem fontes de rochas metamórficas para a Plataforma Bragantina que são provenientes do sudeste do Pará, possivelmente do Cinturão Gurupi e Cráton São Luís; enquanto os valores de CL para a Bacia do Marajó, atrelado aos valores de cianita, zircão e turmalina, indica uma forte influência de fontes plutônicas e metamórficas provenientes do sul do Pará, tais como o Cinturão do Tocantins-Araguaia, Bacia do Grajaú e Sub-Bacia de Cametá. De modo geral, o proto-Amazonas não teve influência na supressão carbonática, sendo o principal fenômeno responsável a progradação de sedimentos, principalmente provenientes de rochas metamórficas com menores contribuições de rochas plutônicas e vulcânicas, a partir da evolução da tectônica do sul e sudeste paraense.
