Navegando por Assunto "Carnaval"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Carnaval, cultura e cidade: um estudo sobre o bloco carnavalesco “As Virgienses” de Vigia de Nazaré – Pará(Universidade Federal do Pará, 2025-08-29) BRAZ, Antonio Genivan Nunes; CRUZ, Fernando Manuel Rocha da; http://lattes.cnpq.br/1048087637452959; https://orcid.org/0000-0002-1254-5601; CHAGAS, Kadydja Karla Nascimento; LOBATO, Vívian da Silva; http://lattes.cnpq.br/2409854653619871; http://lattes.cnpq.br/8153247121237657; https://orcid.org/0000-0002-1563-3682Este estudo visa compreender a relevância do bloco carnavalesco “As Virgienses”, no contexto do carnaval paraense, enquanto prática sociocultural urbana e refletir sobre suas implicações para uma relevante identidade cultural de Vigia de Nazaré (PA), em meio à Modernidade. O Carnaval, como uma das expressões mais marcantes da cultura popular de Vigia de Nazaré e do estado do Pará, reflete processos históricos e dinâmicas sociais que transcendem sua dimensão festiva. Em 2025, ao completar 40 anos de existência, “As Virgienses” ilustram uma trajetória marcada por transformações que dialogam com os conceitos de identidade, cultura e cidade, dentre outros, na pós-modernidade. O estudo sobre este bloco carnavalesco nos possibilita uma compreensão da cidade, ao dialogar na dimensão da pós-modernidade, enquanto epicentro da vida econômica do município, vetor de transformação, estilo de vida, cidade espetáculo, espaço de produção e reprodução cultural, de inclusão e fenômeno social de desenvolvimento da sociedade pós-moderna. O bloco não é apenas um espaço de celebração, mas também um fenômeno que integra a vida econômica do município, conectando estilos de vida e consolidando Vigia como um palco de produção e reprodução cultural, inclusão social e desenvolvimento. Embora “As Virgienses” preservem tradições enraizadas, sua constante transformação evidencia uma adaptação às demandas contemporâneas. Reunindo brincantes de Vigia e de municípios vizinhos a este, o bloco se caracteriza pela diversidade cultural, promovendo uma interação entre o local e o global. Essa manifestação não apenas reforça a identidade coletiva da cidade, mas também dinamiza a economia local por meio de processos criativos e de representatividade social. Do ponto de vista metodológico, o estudo segue uma abordagem qualitativa e etnográfica, onde assumimos o papel de observador participante. A coleta de dados, além da fotografia e do diário de campo, incluiu entrevistas semiestruturadas com oito brincantes do bloco, cujas respostas foram transcritas pelo software Transcribe Me e analisadas a partir da análise de conteúdo, com base em Bardin (2016). O embasamento teórico fundamenta-se em autores clássicos, internacionais, nacionais e regionais, entre os quais, Hall (2005), Harvey (2016), Geertz (2008), Canclini (2008), Yúdice (2006), Cruz (2011, 2014, 2018, 2021.a, 2021.b, 2023, 2024), Silva (2015; 2019), Da Matta (,1978,1997), Giddens (2002), Wirth (1967), Simmel (1967), Rémy e Voyé (1992), Sánchez (2001), Sarraf-Pacheco et al (2015), dentre outros. Essas referências nos conduziram a uma análise acerca da articulação entre identidade, cultura e cidade, na pós-modernidade, contribuindo para a compreensão do papel do bloco como fenômeno sociocultural e identitário da cidade ribeirinha da Amazônia paraense – Vigia de Nazaré. Este estudo conclui que o bloco “As Virgienses” é uma relevante identidade cultural de Vigia de Nazaré, na pós-modernidade. Concebida como uma identidade fragmentada, plural e sujeita a constantes reconstruções, evidencia a compressão espaço-tempo em meio à tensão entre o global e o local. Enquanto espaço de liberdade e expressão performática construída e reconstruída, o carnaval de Vigia de Nazaré analisado a partir da abordagem contemporânea, é reconhecido por sua dimensão interpretativa, híbrida e econômica da cultura.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Defendendo o pavilhão: a dança autoral dos casais de mestre-sala e porta-bandeira das escolas de samba de Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-06-02) GONÇALVES, Arianne Roberta Pimentel; SAPUCAHY, Ana Flávia Mendes; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776Esta dissertação trata da dança autoral dos casais de mestre-sala e porta-bandeira das escolas de samba de Belém do Pará, participantes das atividades da Academia Paraense de Mestre-sala, Porta-bandeira e Porta-estandarte, da qual sou instrutora e que serviu de campo de estudo e aplicação metodológica da pesquisa. A dança autoral é uma proposição constituída a partir do meu processo de composição coreográfica e pesquisa do movimento enquanto porta-bandeira, bailarina e professora de dança. Desta forma, esta pesquisa implica na análise do processo de investigação corporal como fomentadora de assinaturas na dança que identificam e diferenciam os casais de mestre-sala e porta-bandeira, mesmo diante do compartilhamento de um repertório gestual comum. Assumo como metodologia a etnografia, a autoetnografia e o “número 3 em sua dimensão simbólica e metodológica na pesquisa em artes”. A dança imanente é a principal base teórica adotada, por subsidiar minha investigação sobre a dança autoral através do encaminhamento da dissecação artística do corpo. A investigação do corpo, dos movimentos, o reconhecimento e assinatura da dança autoral efetuados pelos casais de Mestre-sala e Porta-bandeira, demarcam resultados alcançados com este estudo.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O embate carnavalesco rumo ao "Trem de Guerra": imaginário e memória na evocação de imagens do bloco " As Virgienses"(Universidade Federal do Pará, 2017-06) BRITO, Geovana Nascimento Brito; FERNANDES, José Guilherme dos SantosO presente artigo tem por finalidade refletir sobre imaginário, memória e narrativas de um bloco de carnaval na cidade de Vigia de Nazaré, intitulado “As Virgienses”. A intenção é apresentar, por meio das narrativas de brincantes, as imagens que são construídas nesse espaço e que estão para além da imagem da bagunça, desordem e outras imagens associadas ao carnaval. A partir da memória desses singulares personagens que se configuram em feminilidades e masculinidades dúbias, foi possível descortinar todo um imaginário de questionamento social surgido a partir de dinâmicas subjetivas que marcam tensões sociais presentes no cotidiano da sociedade vigiense.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fitas de cetim, papel crepom, flores de plástico... será um “o benedito”? festas, símbolos e identidades no Bairro do Jurunas em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2012-03-02) CHAGAS, Eduardo Wagner Nunes; RODRIGUES, Carmem Izabel; http://lattes.cnpq.br/5924616509771424; PACHECO, Agenor Sarraf; http://lattes.cnpq.br/5839293025434267Este trabalho apresenta os resultados elaborados a partir da observação das festividades dedicadas a São Benedito no bairro de Jurunas, em Belém do Pará. Objetiva compreender o processo de elaboração de símbolos no contexto dessas festas, considerandoas como produto e reflexo das misturas que produziram o aspecto híbrido da cultura brasileira, a partir da relação entre catolicismo e cultura popular. O trabalho considera estas festividades, enquanto signo representante da própria identidade do bairro do Jurunas, como um entre-lugar produtor de tensões que, no entanto, são amenizadas pelo contexto carnavalizado em que se realizam as festas. O trabalho apresenta ainda como síntese representativa da ambiência dessas festividades o oxímoro “carnavalização devota”.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Gilberto Freyre entre o frevo e o samba no carnaval do Recife(Universidade Federal do Pará, 2016-11) MENEZES NETO, HugoO carnaval do Recife esteve entre os interesses de Gilberto Freyre, que, mais especificamente, se preocupava com a influência dos ritmos e práticas carnavalescas do Rio de Janeiro na festa pernambucana. Este artigo busca relacionar as ideias presentes em alguns de seus textos sobre esse tema ao repertório mais amplo de seu pensamento acerca da formação da sociedade brasileira. Balizado pela leitura de obras importantes de Freyre e no diálogo com a crítica sociológica a ele dedicada, o esforço empreendido é o de burilar o jogo comparativo e metonímico que o autor agencia, ao localizar as representações do Recife e do Rio de Janeiro em polos opostos do binômio tradição e modernidade. A relação entre o frevo e o samba fornece novo ângulo para o enfoque dos temas da "adaptação", "influências transregionais" e "equilíbrio dos contrários" que permeiam sua obra.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “No meu sangue corre as águas desse mar”: o movimento do bloco Pretinhos do Mangue, Curuçá-PA, Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2020-06-07) FERREIRA, Marcus dos Reis; FURTADO, Lourdes de Fátima Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/1828475659148260; https://orcid.org/0000-0002-5243-4607; VILLACORTA, Gisela Macambira; http://lattes.cnpq.br/4673875521234184Esta pesquisa busca discutir sobre a ideia de natureza produzida pelos brincantes-curuçaenses do bloco “Pretinhos do Mangue”, no Município de Curuçá – Região do Salgado Paraense. Para realizar essa discussão, parto das orientações teóricas da História Ambiental (ARNOLD, 2000; PÁDUA, 2010; WORSTER, 2015) e da Antropologia (CSORDAS, 2008; INGOLD, 2015). E, nessa perspectiva, a etnografia foi utilizada como caminho para experimentar as formas de habitar o ambiente, que estão presentes no desfile do bloco, no Carnaval (FABIAN, 2013; SALDI; WAGNER, 2013; PEIRANO, 2014; INGOLD, 2015). Nesse período, os interlocutores buscam apresentar os principais não humanos que habitam o ambiente da cidade e, também, enunciar o dia-a-dia do pescador artesanal. E essas experiênciasperceptivas do “salgado” paraense são materializadas por meio das suas alegorias: o “Caranguejo”, o “Guará”, a “Ostra” e a “Barraca do Avoado”. Contudo, é o uso da “lama” (“tijuco”e “tabatinga”) que tem chamado mais atenção dos “brincantes”, já que para eles a lama-no-corpo manifesta a experiência “ecológica” e a ideia de “preservação da natureza”. Nesse contexto, os meios de comunicação começaram a divulgar essa experiência com o manguezal que, por sua vez, passou a fomentar cada vez mais o deslocamento de turistas para participar do bloco. Com isso, nota-se que os brincantes-curuçaenses buscam levar a vida do “salgado” paraense para o seu desfile, a fim de “mostrar” essa experiência para “todos” que visitam o Carnaval de Curuçá. Assim, a lama do manguezal e as alegorias não são simples acessórios utilizados pelos brincantes-curuçaenses, uma vez que eles apresentam as suas ideias de natureza, no desfile do Pretinhos do Mangue.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Paródia e carnavalização no cancioneiro Chico Buarque de Hollanda(Universidade Federal do Pará, 2012-10-31) OLIVEIRA, Paula Cristhiane da Silva; SIMÕES, Maria do Perpétuo Socorro Galvão; http://lattes.cnpq.br/0672011058049782A pesquisa Paródia e carnavalização no cancioneiro Chico Buarque de Hollanda investiga os aspectos paródicos e carnavalescos presentes no repertório de Chico Buarque, enfatizando a carnavalização, inicialmente, como uma prática cultural medieval, baseada nas teorias de Mikhail Bakhtin, a cerca do carnaval medieval e renascentista analisado na obra do francês François Rabelais, proposições desenvolvidas no livro A cultura popular: na Idade Média e no. Desta análise, o presente estudo destaca os principais elementos constituintes dos ritos carnavalescos: 1) o dialogismo entre o discurso popular e o discurso poético, uma vez que toda comunicação é uma ação recíproca; 2) a ambivalência da linguagem carnavalesca que primava por estabelecer a ligação entre os pólos positivos e negativos referentes ao ciclo nascimento-morte; 3) o riso e as suas complexidades de significações e realizações que oscilam entre a ingenuidade e a sátira; e por fim 4) a paródia que incorpora todos os elementos citados anteriormente para sua realização. Partindo da apreensão destes conceitos, será traçado também um breve panorama histórico para compreender as múltiplas facetas artísticas de Chico Buarque e a sua relação com a vida social, a fim de percebê-lo por meio de sua produção como poeta lírico social. Para comprovar a importância do carnaval na cultura universal, dando ênfase à cultura brasileira, as canções Tem mais samba (1964), Sonho de um carnaval (1965), Amanhã, ninguém sabe (1966), Noite dos mascarados (1966), Roda-viva (1967), Ela desatinou (1968), Apesar de você (1970), Quando o carnaval chegar (1972) e Vai passar (1984) serão analisadas num estabelecimento comparativo entre o carnaval contemporâneo e o carnaval medieval, observando as confluências e dissonâncias, que ainda fazem parte desta festa popular. Desta apreciação, o presente estudo assinala a importância da obra de Chico Buarque pelo valor poético e cultural presente em todas as suas atividades artísticas. Os critérios de análise serão pautados num estudo bibliográfico entre as teorias carnavalescas de Bakhtin e as músicas de Chico Buarque, que aqui serão compreendidas como poemas-canções, destacando dessas a temática do carnaval.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Recriação e atualização da cosmogonia amazônica no corpo cênico do G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis(Universidade Federal do Pará, 2011-07-01) ROSENDO, Alexandre da Conceição; ALENCAR, Cesário Augusto Pimentel de; http://lattes.cnpq.br/0024366223698692O presente trabalho se propõe a entender e refletir de que maneira ocorre a preparação corporal do corpo cênico dos desfiles do G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis, a partir dos enredos que compuseram a “tríade amazônica”, os quais sejam: i “Pará – O Mundo Místico dos Caruanas nas Águas do Patu-Anu” (1998); ii “Manôa – Manaus – Amazônia - Terra santa... Que alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz” (2004) e; iii “Macapaba: Equinócio Solar, Viagens ao Meio do Mundo” (2008). Partindo do pressuposto que exista nesses desfiles uma mitologia recriada, atualizada e estilizada, analiso o processo de criação empreendido, também pelas artes cênicas, de forma a instaurar uma espetacularização da cultura popular. Para tanto, retrato o processo de valorização e conversão da cultura amazônica nos desfiles de um G.R.E.S., precisamente na Beija-Flor. Tendo a Amazônia como mote, analiso a definição de mito e cosmogonia, refletindo acerca da cultura amazônica, que tem suas lendas, mitos e imaginário trasladados de sua realidade e natureza correntes e convertidos pelo processo de preparação corporal no trabalho dos atuantes, componentes dos desfiles. Desse processo resulta o fenômeno encantatório dos desfiles de G.R.E.S. na cultura do Carnaval carioca. Esse trabalho discute ainda a teatralização do Carnaval como fundamentação para as encenações nos desfiles e o processo de concepção do espetáculo carnavalesco.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Vigienses e cabrassurdos: um espelho de si no outro(Universidade Federal do Pará, 2017-06) BRITO, Geovana Nascimento Brito; TRUSEN, Sylvia MariaO presente artigo tem por finalidade estudar o tema da alteridade que emerge das relações entre os blocos de rua “As Virgienses” e “Os Cabrassurdos “ no carnaval de Vigia de Nazaré, no Pará. De um lado, encontram-se homens que se vestem de mulher, que utilizam alegorias e adereços femininos, além da maquiagem que configura peça indispensável para caracterização das Virgienses neste contexto carnavalesco. De outro lado, estão as mulheres que se caracterizam de homens para compor o mosaico imagético que irá destacar o bloco “Os Cabrassurdos”. Observa-se, nessa inter-relação entre os blocos, a existência de uma tensão dialética. A interdição imposta pelo bloco “As Virgienses” resulta em um reconhecer-se no outro. O Eu (“ Os Cabrassurdos”) cria um devir de si no outro (“As Virgienses”). Assim, a composição do bloco “Os Cabrassurdos”, foi estimulada pelas regras do bloco que provocou a interdição (“As Virgienses”). Nessa relação dialética, as mulheres se reconhecem nos homens e os homens se reconhecem nas mulheres. Nesse sentido, as principais premissas que baseiam essa investigação se encontram nas discussões de Beauvoir (1970), Bravo (1985) e Bakhtin (1987), dentre outros. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica e a captura de imagens. Em seguida, realiza-se a análise a respeito da relação de alteridade estabelecida entre os blocos de rua “As Virgienses” e “Os Cabrassurdos”, no carnaval de Vigia de Nazaré.
