Navegando por Assunto "Chatbots"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Quando as máquinas parecem humanas demais: intrusividade, estranheza e cinismo da privacidade no uso de chatbots de IA generativa(Universidade Federal do Pará, 2026-03-17) MENDES, Nerivane da Silva; POLETO, Thiago; http://lattes.cnpq.br/2623462990819090; https://orcid.org/0000-0001-7100-2319; RODRIGUES, Fernando de Assis; PINOCHET, Luis Hernan Contreras; http://lattes.cnpq.br/5556499513805582; http://lattes.cnpq.br/2869923054936837; https://orcid.org/0000-0001-9634-1202Esta dissertação examina os antecedentes cognitivos do cinismo da privacidade em interações automatizadas, com foco específico na intrusividade percebida e na estranheza percebida no uso de chatbots. Além disso, investiga o papel mediador da vulnerabilidade percebida na relação entre o cinismo da privacidade e as intenções de proteção da privacidade. Adotou-se um delineamento de pesquisa quantitativo, realizado por meio de um questionário on-line aplicado a 257 usuários brasileiros que haviam interagido com chatbots baseados em inteligência artificial em suas atividades cotidianas nos seis meses anteriores à coleta de dados. Os dados foram analisados por meio da Modelagem de Equações Estruturais por Mínimos Quadrados Parciais (PLS-SEM). A intrusividade percebida exerceu um efeito mais substancial sobre o cinismo da privacidade do que a estranheza percebida, embora ambos os construtos tenham se mostrado preditores significativos. Além disso, a vulnerabilidade percebida mediou plenamente a relação entre o cinismo da privacidade e a intenção de proteção da privacidade, indicando que o cinismo, por si só, não conduz a comportamentos protetivos. Os resultados oferecem subsídios para o desenvolvimento de sistemas de atendimento ao cliente baseados em inteligência artificial, destacando a importância de equilibrar personalização, transparência e proteção de dados de forma compatível com as percepções e expectativas dos usuários. O estudo evidencia a relevância social do desenvolvimento de tecnologias que preservem a autonomia, a dignidade e a confiança dos usuários em ambientes digitais. Os resultados contribuem para os debates mais amplos sobre inteligência artificial ética e proteção de dados, ao apoiar o avanço de práticas de governança inclusivas e transparentes que auxiliem na mitigação da fadiga digital e da resignação em relação à privacidade.
