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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Autores de agressão sexual de crianças e adolescentes: características biopsicossociais e trajetórias de vida
    (Universidade Federal do Pará, 2016-08-18) REIS, Daniela Castro dos; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; MORAIS, Normanda Araujo de; SCORSOLINI-COMIN, Fabio; SILVA, Lucia Isabel da Conceição; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/7749901045609610; http://lattes.cnpq.br/5320357141150023; http://lattes.cnpq.br/5758168217659420; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; https://orcid.org/0000-0003-3156-4688; https://orcid.org/0000-0001-6281-3371
    Esta tese investigou as características biopsicossociais de autores de agressão sexual de crianças e adolescentes (AASCA) a partir da sua trajetória de vida, permitindo entender melhor as condições ecológicas em que foram geradas desde a infância até a vida adulta, além dos fatores de risco e de proteção na sua trajetória de vida. Para responder este objetivo, a tese foi composta por seis estudos: os três primeiros estudos analisaram o estado da arte, o primeiro teve como objetivo mapear as características gerais da produção científica; o segundo analisou os tipos de instrumentos de avaliação cognitiva, direcionados para os AASCAs e o terceiro estudo identificou e discutiu os resultados dos estudo que utilizaram instrumentos de avaliação de distorção cognitiva (DC); o quarto estudo identificou as características biopsicossociais prevalentes nesta população a partir de dados extraídos de fontes documentais (autos dos processos jurídicos dos AASCA); o quinto estudo analisou as DCs mais gerais e aquelas referentes às vítimas a partir da percepção do AASCA acessada por meio de entrevista; o sexto e último foi um estudo de casos múltiplos, que procurou analisar os fatores de risco e proteção na trajetória de vida dos AASCAs. Os principais resultados encontrados permitiram alcançar os objetivos da tese, identificando que a produção científica da área tem como ênfase os estudos com vítimas, concentrados na língua inglesa, publicados, sobretudo em revistas especializadas, tendo com participantes uma população encarcerada predominantemente masculina, com uma faixa de idade ampla. Os resultados sinalizaram ainda que a produção científica está concentrada em pesquisas quantitativas, descritiva, que apresenta uma produção crescente no século XXI e está concentrada na América do Norte, relatando o uso de 92 instrumentos no total, sendo 20 (21,7 %) identificados como sem padronização e 72 (78,3%) instrumentos com padronização. Nota-se que 24 (33,3%) eram de caráter psicológico, que avaliaram aspectos da personalidade, emoção, ansiedade, estilo de apego, e cinco (6,9 %) examinaram aspectos fisiológicos, a exemplo dos testes falométricos; 30 (41,7%) investigaram dados comportamentais, e por fim, 13 (18,1%) averiguaram fatores cognitivos, tais como inteligência, empatia e distorção cognitiva. Comparativamente, foram encontrados menos instrumentos de avaliação cognitiva de AASCAs que os instrumentos de investigação psicológica e comportamental. Dentre os instrumentos de avaliação cognitiva, foram identificados nove instrumentos de pesquisa que focalizaram as DCs, apresentando expressiva diversidade. Na análise dos dados quantitativos sinalizou-se que os AASCA eram indivíduos do sexo masculino, etnia/cor negra, com idade superior a 30 anos, católicos, sendo a agressão sexual perpetrada predominantemente contra vítimas do sexo feminino de etnia/cor negra. Foi ainda encontrada uma diversidade de características biopsicossociais associadas que deram forma a diferentes perfis de AASCAs: com crimes e sem crimes anteriores; com e sem severidade e gravidade na agressão sexual; com Hands off (agressão sexual ―menos‖ severa como exibicionismo e abuso verbal) ou Hands on (agressão sexual com uso da força e/ou outro tipo de coerção severa); abaixo de 30 anos e acima de 30 anos; com vítima definida como menina ou menino; com vítima criança ou adolescente. Em outra análise estatística, foram identificados três Clusters com características semelhantes entre os membros que os constituem e outras que distinguem os grupos entre si. Os dados da regressão logística revelaram uma associação significativa entre a variável acima de 30 anos com as demais variáveis: possui filhos, etnia/cor, contexto de moradia, local da agressão. A regressão logística identificou a razão de chance de um indivíduo, acima de 30 anos, associado com as varáveis possui filhos, etnia/cor, contexto de moradia, local da agressão, vir a apresentar uma alta probabilidade em cometer a agressão sexual. O resultado do quinto estudo identificou as principais DCs no AASCA, como negação completa, minimização das consequências, negação parcial, negação do planejamento e sua relação com o MBDH. O sexto estudo identificou os principais fatores de risco comuns entre os cinco estudos de casos analisados a partir do MBDH como: distorção cognitiva, prática parentais inconsistentes, ausência do sistema escolar, histórico de agressão física, trabalho infantil, trabalho informal, identificados na trajetória de vida dos AASCAs. Os seis estudos juntos permitiram concluir que os AASCAs apresentar características heterogêneas e que estas são constituídas na trajetória de vida desses indivíduos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Conciliação medicamentosa e revisão da farmacoterapia em oncopediatria: ações efetivas para prevenção de erros
    (Universidade Federal do Pará, 2018-08-23) PENHA, Nathalia Santos da; SILVA, Marcos Valério Santos da; http://lattes.cnpq.br/0379783635000306; https://orcid.org/ 0000-0002-7824-0042
    Os erros de medicação em oncopediatria afetam o tratamento quimioterápico de forma a prolongar o tempo de internação, agravam as reações adversas e resulta em potenciais efeitos não desejáveis para o paciente infanto-juvenil. Por ser um público onde os testes pré-comercialização dos medicamentos são bastante limitados, compete a Farmácia Clínica a identificação e prevenção de erros de medicação que podem vir a ocorrer durante o tratamento quimioterápico prolongado de pacientes internados. Este trabalho inédito no Brasil de caráter observacional e descritivo sobre prevenção de erros em oncopediatria de pacientes em uso de quimioterapia endovenosa e oral em um hospital público referência em oncopediatria da região norte e nordeste, identificou 617 erros em potencial durante a revisão da farmacoterapia sendo que 87,5% destes foram prevenidos com 65% dos pacientes alcançando status de resultado estável e 35% status resolvido. Além disso, foram reconciliados 236 medicamentos, identificando-se 51% de discrepâncias, destas 90% não intencionais e com 100% de aceitabilidade das intervenções realizadas. Baseando-se nestes dados, é possível propor que conciliação medicamentosa e revisão da farmacoterapia são essenciais para prevenir erros e promover mais segurança durante tratamento quimioterápico de crianças com câncer.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Dor Musculoesquelética na Coluna Vertebral em Crianças e Adolescentes: uma análise de rede
    (Universidade Federal do Pará, 2024-08-27) GOMES, Marcella Veronnica Pereira; MAGALHÃES, Maurício Oliveira; http://lattes.cnpq.br/7766377002832983; https://orcid.org/0000-0002-7857-021X
    Introdução: A dor musculoesquelética é comum em crianças e adolescentes com prevalência variando de 4 a 40%. Os sintomas relacionados a dores nas costas ocupam o 5o lugar em termos de anos vividos com incapacidade em crianças entre 10 e 19 anos de idade, afetando cerca de 2.443.170 milhões de pessoas. Além disso, é associada a altos custos em saúde, podendo desenvolver dor persistente na idade adulta. Objetivo: Analisar a relação de dor musculoesquelética na coluna vertebral em crianças e adolescentes por meio de abordagem em rede. Métodos: A população do estudo é constituída por crianças e adolescentes de ambos os sexos, com matrícula regular no ensino fundamental e médio. Foram incluídos crianças e adolescentes de ambos os sexos entre 10 a 16 anos. Foi utilizado Instrumento de Avaliação de Dor nas Costas e Postura Corporal (BackPEI-CA) e o algômetro de pressão da marca Instrutherm, modelo DD-500 para avaliar a intensidade e o limiar de dor, respectivamente. Os dados foram tabulados e para a análise estatística foi utilizado JASP. Foi realizada uma análise de rede (Network Anal.ysis) para investigar as relações descritivas entre fatores individuais e de contexto com sintomas autorrelatados de dores nas costas e cervicais. Resultados: 185 participantes foram incluídos na análise. A análise de rede observou que a variável 'Dor Lombar' esteve negativamente correlacionada com 'Histórico de Dor Familiar' (-0.14) e positivamente correlacionada com 'Sexo' (0.19) e 'Dor Cervical' (0.12). A 'Posição ao Sentar-se ao Utilizar Celular/ tablet' apresentou uma correlação negativa com 'Dor Cervical' (-0.19). Foi observada uma correlação negativa entre 'Sexo' e a prática de 'Atividade Física Fora da Escola'. As métricas de centralidade apontaram que 'Idade' (betweenness = 1.420). e 'Sexo' (betweenness = 1.278) tiveram os maiores valores de intermediação. Conclusão: O estudo conclui que o sexo é uma variável significativa na dor nas costas em crianças e adolescentes, com maior prevalência entre meninas, possivelmente devido à maturação sexual e menores níveis de atividade física em comparação aos meninos, que são mais ativos. Além disso, a dor é influenciada por posturas inadequadas ao escrever na escola e ao usar dispositivos eletrônicos. No entanto, os resultados devem ser interpretados com cautela devido às limitações da análise.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Eu e a rua: ser criança em situação de rua na cidade de Bragança-PA
    (Universidade Federal do Pará, 2017-05) SARAIVA, Luis Costa; CORRÊA, Jéssica do Socorro Leite
    O presente trabalho é resultado de pesquisa realizada com crianças em situação de rua nos anos de 2014 e 2015, na cidade de Bragança-PA, com o objetivo de verificar as circunstâncias que atraem as crianças à rua e que em muitas situações as tornam atores sociais vulneráveis a violência verbal, física e afetiva. O estar na rua possibilita situações de violência, maus tratos, abandono escolar e familiar, mas a rua também é uma fuga para aquelas que sofrem essas violências dentro de casa, nesse aspecto é necessário entender as circunstâncias vivenciadas por cada ator social que ocupa os espaços da rua na cidade de Bragança-PA. O objetivo da pesquisa foi descobrir o que realmente se passa nesse ambiente e quais as situações que implicam na permanência das crianças nas ruas, para isso foi necessário a aproximação da realidade a partir dos relatos e compreensão dos saberes desses sujeitos em evidência.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    A ludicidade no desenvolvimento da criança: uma experiência de iniciação científica
    (Universidade Federal do Pará, 2014-08) ABREU, Waldir Ferreira de; OLIVEIRA, Damião Bezerra; ABREU, Aline; ALMEIDA, Aline; ROBERTO, Adriano; OLIVEIRA, Berline; DÁCIO, Ígora Irma Santos; MAIA, Jessica; SANTOS, Juliana; SILVA, Juliete; FERREIRA, Mirene; ASSIS, Ruth; PEREIRA, Sirley; VERAS, Victória
    A atividade lúdica na educação, representada por jogos e brincadeiras, pode desenvolver o aprendizado da criança na sala de aula. O lúdico se apresenta como ferramenta de ensino para o desempenho e o desenvolvimento integral das crianças, proporcionando momentos de alegria, aprendizado e comprometimento com o aprender. O artigo é resultado das atividades de iniciação científica desenvolvidas pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Infância e Filosofia – GEPEIF/CNPq/UFPA, vinculado ao projeto de extensão, coordenado pelos professores Waldir Ferreira de Abreu e Damião Bezerra Oliveira: O lúdico como recurso didático na formação da criança. Tem como objetivo discutir a importância do lúdico no processo de desenvolvimento da criança, sobretudo na Educação Infantil, e apresentar as atividades lúdicas desenvolvidas com as crianças das escolas dos rios Quianduba e Ajuaí, em uma oficina sobre o lúdico.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    “Meu pai matou minha mãe”: as criancas e adolescentes nos processos criminais de feminicídio da Comarca de Ananindeua/PA
    (Universidade Federal do Pará, 2023-10-18) MAFRA, Emy Hannah Ribeiro; SOUZA , Luanna Tomaz de; http://lattes.cnpq.br/5883415348673630; https://orcid.org/0000-0002-8385-8859; SMITH , Andreza do Socorro Pantoja de Oliveira; SPOSATO , Karyna Batista; http://lattes.cnpq.br/1050234621474472; http://lattes.cnpq.br/6457328773061506; https://orcid.org/0000-0002-7875-414X
    A presente pesquisa se propõe a analisar um eixo específico dos crimes de feminicídio, no que tange aos sujeitos diretamente afetados por esse crime. Investiga-se, nas ações penais de feminicídio em tramitação na Comarca de Ananindeua/PA qual a atenção dada pelo judiciário às crianças e adolescentes que perderam suas mães. A relevância do tema se deu pela ausência de trabalhos que estudem os efeitos da violência de gênero para os filhos da vítima no contexto do feminicídio. A pesquisa é do tipo bibliográfica e documental, o método é o indutivo e a técnica de pesquisa é a de análise de conteúdo. O trabalho se divide em três partes: inicialmente contextualiza-se a construção da categoria “feminicídio” na América Latina e sua inserção no Código Penal Brasileiro. Em seguida, debruça-se sobre o conceito de vítima e a possibilidade de entender as crianças e adolescentes, enquanto sujeitos de direito, como vítimas indiretas do feminicídio, mapeando as previsões legais que garantem seus direitos, além das inovações de legislações que preveem auxílio financeiro a pela sua condição. Ao final, busca-se analisar os dados coletados dos processos judiciais que apuram o crime de feminicídio na Comarca de Ananindeua/PA para identificar que tipo de atenção é dada aos filhos da vítima no processo penal, verificando-se como aparecem nos documentos dos autos a partir de seis categorias: testemunhas, observadores, mencionados nos depoimentos de terceiros, aumento de pena, vítimas indiretas atingidas pela violência e vítimas de crime autônomo. Verificou-se ainda a existência ou não de pedidos de indenização a serem fixados na sentença condenatória. A análise dos dados foi feita de forma qualitativa, permeando-se pelos marcadores sociais (raça, classe e gênero) e pelas influências em torno da questão da violência de gênero que vai além da morte de uma mulher. Por fim, as poucas menções aos filhos das vítimas nas ações penais permitiram compreender que mesmo quando presenciam o crime, as crianças e adolescentes são vítimas invisíveis, silenciadas e esquecidas, não havendo indicativos de que tenham sido beneficiados por qualquer programa de acolhimento no processo de luto após a violência vivenciada. Assim, os filhos são reduzidos a mero fator de aumento de pena – e até mesmo nesse ponto as falhas do Judiciário são evidenciadas pela ausência de inclusão da qualificadora do artigo 121, §7º, inciso IV do Código de Processo Penal.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Perfil Cognitivo de Crianças Institucionalizadas: Um Estudo Longitudinal
    (Universidade Federal do Pará, 2019-06-03) IMMER, Fabíola Helena Oliveira Brandão da Silva; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; CASADO, Carla de Cássia Carvalho; CARVALHO, Ana Emília Vita; PONTES, Fernando Augusto Ramos; MIRANDA, Monica Carolina de; http://lattes.cnpq.br/7836418506338392; http://lattes.cnpq.br/1981562999898097; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678; http://lattes.cnpq.br/9118075016908696; https://orcid.org/0000-0002-8849-7319; https://orcid.org/0000-0002-2115-7897
    Esta tese investigou o perfil cognitivo de crianças institucionalizadas a partir da análise das características pessoais e dos contextos envolvidos nesse processo, de forma longitudinal, no período compreendido entre dezembro de 2017 a dezembro de 2018. Para responder este objetivo, realizou-se a aplicação de testes psicológicos em 15 crianças institucionalizadas, além de consultas aos seus prontuários institucionais, aplicações de inventários de pesquisa, realização de contatos com profissionais dos serviços de acolhimento e com os guardiães das crianças, bem como registros em diário de campo. Esses procedimentos foram feitos em três momentos de coleta, com um intervalo de seis meses entre cada um deles. Durante este período, onze crianças foram direcionadas para grupos familiares, enquanto quatro delas permaneceram nos serviços de acolhimento institucional. Para a realização das análises dos dados obtidos, efetivou-se a divisão da amostra em dois grupos, tendo como critério o local em que as crianças estavam por ocasião da terceira coleta. Os principais resultados mostraram que as crianças institucionalizadas durante todo o estudo apresentaram escores intelectivos rebaixados e agravamento dos déficits nas funções cognitivas associadas a inteligência. Já as crianças em famílias, apresentaram perfis cognitivos variados, que foram resultantes da interação dos atributos individuais de cada participante com as características do contexto desenvolvimental familiar. Dentre as conclusões alcançadas, apurou-se que as variações no perfil cognitivo das crianças foram relacionadas às suas características pessoais e contextuais, sendo verificadas trajetórias de desenvolvimento que apontaram em diferentes direções. Logo, pode-se afirmar que não apenas a persistência de déficits/prejuízos cognitivos está relacionada às características pessoais e contextuais das crianças, mas também a sua superação. Recomenda-se para a atenuação desses danos que a convivência familiar inclua adultos disponíveis para realização de atividades conjuntas, fornecimento de cuidados personalizados e forte apego emocional. Quanto aos serviços de acolhimento institucional, indica-se a realização de atividades com os acolhidos que possam efetivar o incremento das suas funções cognitivas. Sobre as limitações do estudo, ressalta-se o reduzido número de participantes, que impediu a efetivação de análises estatísticas dos achados quantitativos advindos da aplicação dos testes e a ausência de levantamento de dados com pessoas de referência das participantes antes da institucionalização. Enquanto sugestões para estudos futuros, recomenda-se a efetivação de outras pesquisas longitudinais de avaliação cognitiva com crianças institucionalizadas, com vistas a se estruturar um arcabouço de conhecimentos desta área no contexto brasileiro. Também é indicado aprofundar o entendimento do perfil cognitivo de crianças institucionalizadas que apresentem intercorrências psicopatológicas, para se analisar as repercussões destas patologias e do uso de medicações psicotrópicas na cognição infantil.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A perspectiva da criança em atividades de modelagem matemática nos anos iniciais
    (Universidade Federal do Pará, 2018-02-20) ALVES, Lília Cristina dos Santos Diniz; SOUZA, Elizabeth Gomes; http://lattes.cnpq.br/6420273024357999; https://orcid.org/0000-0001-7119-0348
    O objetivo desta pesquisa foi constituir uma atividade de modelagem com crianças e na perspectiva delas, dando voz e vez às crianças na constituição da atividade de modelagem matemática, respeitando os seus modos de ser e estar no mundo. Esta pesquisa é orientada teórico-metodologicamente pela concepção de criança substanciada principalmente em Walter Benjamim, Kohan e Sarmento, para quem a criança é concebida como produtora e portadora de cultura, social e historicamente construída e sujeito da sua relação com o mundo. Discorremos sobre alguns conceitos de criança e infância, bem como apresentamos um breve estudo sobre algumas pesquisas que delineiam atividades no âmbito da Modelagem nos anos iniciais. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa. Para a coleta de dados, recorremos às técnicas e instrumentos adequados à pesquisa com crianças para abordar o tema violência dentro da proposta de Modelagem Matemática. A coleta de dados ocorreu em uma Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio, localizada em um bairro periférico da cidade de Belém-PA. Os participantes da pesquisa foram 16 crianças entre 5 e 8 anos de idade, que compunham uma turma do 1º ano dos anos inicias do ensino fundamental. Os resultados da pesquisa propiciaram debates relevantes sobre o tema violência em contextos diferentes, suscitando temas matemáticos e não matemáticos, e obtiveram como produto final discussões, criações e desdobramentos que vislumbraram a perspectiva da criança, de modo a demonstrar sua capacidade de produzir, interagir e intervir na proposta da atividade por intermédio de sua cultura material, culminando com uma atividade de Modelagem Matemática constituída com as crianças, a qual foi socializada para o público da escola e para a família.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A subjetividade da criança como chave de leitura para os entraves no processo de aprendizagem: a importância do laço educadora-criança no processo de inclusão
    (Universidade Federal do Pará, 2024-03-01) PAIVA, Erika dos Santos; BARROS, Izabella Paiva Monteiro de; http://lattes.cnpq.br/1803233392625209
    Sendo a educação preceito primordial e necessário para o sujeito em desenvolvimento, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), preconiza que toda criança e adolescente têm direito de ser alfabetizado. Dessa forma, compreende-se dois conceitos importantes nesse contexto: a alfabetização, definida pelo ensino de códigos e letras a qual compõe o sistema padronizado de ensino, e o letramento representado por comportamentos e técnicas que vão além do domínio e a construção dos sistemas alfabéticos e ortográficos, ou seja abrange a capacidade de interpretar e contextualizar. Embora o decreto 7.611/11 disponha sobre a importância do atendimento educacional especializado para crianças com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades, assegurar a entrada de crianças com entraves na alfabetização ou na constituição psíquica no ambiente escolar constitui um verdadeiro dilema para maior parte dos docentes do ensino regular, pois surgem inúmeros questionamentos sobre como efetivar essa inclusão. Sendo assim, a escolarização de crianças com dificuldades na aprendizagem requer uma participação ativa das professoras, da escola e, sobretudo, da criança como protagonista de um lugar de fala diante da sua história de vida. O laço particularizado professora- criança nos casos com entraves na alfabetização possibilita que a educadora possua um novo olhar sobre a subjetividade do sujeito, dando lugar ao reconhecimento do sujeito de desejo. Este laço transferencial, segundo a psicanálise, é um meio facilitador e necessário na relação do par. Dessa forma, a pesquisa tem como objetivo discutir, a partir de um estudo de caso, a importância de a professora considerar, além das competências cognitivas, a subjetividade da criança no processo de inclusão. Para tanto, como método de pesquisa, utilizou-se à articulação de estudo exploratório de abordagem qualitativa, com o auxílio do método clínico qualitativo que lança mão de conhecimentos psicanalíticos, tais como a transferência e o inconsciente. A amostra do estudo foi composta por uma acompanhante terapêutica/ professora e uma criança, que foi convidada a participar da pesquisa por ser usuária do serviço de saúde do Centro de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança (Casmuc) e por cursar o Ensino Fundamental, critérios de inclusão. O instrumento utilizado para coleta de dados foi o APEGI (Acompanhamento Psicanalítico de Crianças em Escolas, Grupos e Instituições), composto por roteiro de entrevista semi-dirigida e alguns indicadores que dão notícias da qualidade do laço da criança com seus outros. Os dados foram trabalhados quantiqualitativamente e foram a base para a construção do caso clínico. Foram respeitadas e seguidas todas as recomendações éticas desejáveis para a pesquisa com seres humanos. O caso de Lucas Explorador, aponta que o laço acompanhante terapêutica- criança, constituído por meio do olhar cuidadoso da profissional o qual sustentou uma aposta no que Lucas sabia e não no que não sabia, ajudou a sustentar o vir-a-ser do aluno sujeito de desejo, permitindo-lhe falar e ter voz ativa na sociedade. Assim, pode ser deixado para trás o lugar que ocupava anteriormente: o de uma criança reduzida a um rótulo a partir de um diagnóstico.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Vivências de famílias de crianças com câncer no contexto amazônico
    (Universidade Federal do Pará, 2017-04-03) CARVALHO, Milene do Socorro Bastos de; CARVALHO, Jacira Nunes; http://lattes.cnpq.br/9434086419077532; https://orcid.org/0000-0002-5464-2434
    O diagnóstico de câncer é um momento desorganizador na vida da criança e também na vida daqueles que convivem com ela, as reações podem ser desastrosas para a criança e seus familiares, levando-os a desequilíbrios emocionais, insegurança, culpabilidade, medo e sintomas de depressão. Identificar o sistema familiar, ou seja, a família como um fenômeno complexo, que demanda apoio entre seus membros, para o enfrentamento de determinada situação de doença, pode ser o primeiro passo para a sensibilização e reflexão sobre a importância e cuidado da família para a enfermagem. As pesquisas em enfermagem sobre família têm contribuído com novas experiências de cuidado o que impõe uma reflexão sobre novas possibilidades de interação enfermeiro/família em cenários e contextos diversos. OBJETIVOS: Identificar a estrutura, desenvolvimento e padrão de funcionamento das famílias de crianças com câncer da Região Amazônica/Belém/Pará, aplicando-se o Modelo Calgary de Avaliação de Família (MCAF); Descrever a história das famílias de crianças com câncer segundo o Modelo Calgary de Avaliação da Família (MCAF) no contexto amazônico; Descrever as expectativas dos familiares de crianças com câncer em relação a participação da(o) enfermeira(o) no cuidado da criança e sua família. DESCRIÇÃO METODOLOGICA: Estudo de natureza descritiva e exploratória com uma abordagem qualitativa, utilizado como referencial teórico metodológico o Modelo de Calgary de Avaliação de Família. Foi desenvolvido na cidade de Belém-PA, em um hospital de referência em oncologia pediátrica. Participaram do estudo 05 famílias de crianças diagnosticadas com câncer que estavam em tratamento no setor de internação. Foi realizada a técnica da entrevista semiestruturada, cujas sessões foram gravadas e transcritas na íntegra, evitando a perda ou a deturpação das informações. A análise de conteúdo temático foi realizada à luz do Modelo Calgary de Avaliação da Família nas três categorias: avaliação estrutural, de desenvolvimento e funcional, apresentadas através do Genograma e Ecomapa através das falas de cada família entrevistada. RESULTADOS: A partir das experiências de cuidado à criança com câncer verificamos que as famílias vivenciaram mudanças significativas e problemas de diversas magnitudes que vieram comprometer algumas relações na estrutura interna e externa das famílias. O Modelo Calgary de Avaliação Familiar, nos proporcionou observar uma estrutura científica e sistemática, por meio de suas categorias de avaliação familiar, pois nos auxiliou a reunir informações, as quais nos subsidiaram na construção do Genograma e Ecomapa de forma que nos possibilitou uma visão mais ampla e significativa da estrutura familiar. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A criança e seu familiar necessitam de uma assistência qualificada e sistematizada no intuito de possibilitar caminhos que favoreçam sentimentos de esperança, segurança e confiança diante do tratamento e, consequentemente, objetivando um prognóstico satisfatório, assim ressaltamos a necessidade de novos estudos relacionados à família da criança com câncer, sobretudo a aplicabilidade de Modelo Calgary de Intervenção Familiar – MCIF, a fim de aprofundar e possibilitar novas dimensões proporcionando à enfermagem de família novas colaborações de grande relevância científica.
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