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  • Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Aspecto da narrativa de resistência na literatura e no cinema
    (Universidade Federal do Pará, 2010-06) CASTRO, Veridiana Valente Pinheiro; SARMENTO-PANTOJA, Tânia Maria Pereira
    Com o objetivo de observar as ressonâncias de um determinado período histórico/cultural, o da ditadura militar de 1964, o trabalho em questão parte da relação entre literatura e cinema e de seus efeitos, na composição do romance Em Câmera lenta (1977), do paraense Renato Tapajós.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Belém entre filmes e fitas: a experiência do cinema, do cotidiano das salas às representações sociais nos anos de 1920
    (Universidade Federal do Pará, 2011-08-12) CARNEIRO, Eva Dayna Felix; SARGES, Maria de Nazaré dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2076421409418420; LACERDA, Franciane Gama; http://lattes.cnpq.br/1007392320101957
    A história social do cinema é marcada pelo hábito de frequentação. Para além do filme, elementos como infraestrutura e propaganda desempenham papel fundamental para que se crie um clima de sedução e envolvimento com as imagens visualizadas. A trajetória do cinema, entre outros caminhos, vincula-se ao espectador, ao espaço físico das salas de projeção e as sociabilidades nele elaboradas. Esta dissertação discute o cinema na cidade de Belém (Pará) nos anos de 1920. Para tanto investiga a forma como as salas de cinema interagiam com o espaço urbano daquele período. Do mesmo modo, discutem-se elementos da infraestrutura das salas tais como: acomodações, ventilação e música. Procurou-se demonstrar que o ato de assistir a um filme na capital paraense daqueles anos era apenas uma parte do ―ritual de frequentação dos cinemas, daí a preocupação em se compreender as formas de sociabilidade processadas no interior daquelas salas. Ao lado disso, faz-se uma análise do cinema atuando como mediador das representações sociais de gênero e infância.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Casa de Luiza : escritos de um retorno
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-06) SILVA, Rodrigo Antonio da; LEÃO, Ana Cláudia do Amaral; http://lattes.cnpq.br/3091200390689592
    Casa de Luiza, escritos de um retorno é uma pesquisa-obra em Artes. Parte da reflexão e construção de narrativas visuais de famílias negras no cinema documentário, tendo o falecimento de minha avó como disparador do processo de coleta, colagem e diálogo de distintos vestígios de memória. Para o desenvolvimento da pesquisa-obra, adoto como base discursiva vozes-mulheres, pensadoras e artistas, a saber: Beatriz Nascimento (1989) e sua definição do corpo negro como corpo-memória; a afrografia de Leda Martins (2021) em interlocução com a escrevivência de Conceição Evaristo (2005), que me auxiliam a entender a necessidade e a potência do uso da minha voz e corpo – no domínio da escrita fílmica; e a perspectiva do tornar-se sujeito de Grada Kilomba (2019), para compreender esse aspecto na afirmação de minha ação como pesquisador-artista. Num fabular fílmico, passado, presente e futuro são instanciados na compreensão de uma ancestralidade da diáspora que nasce da fuga como liberdade, em um constante recriar de caminhos a ser apresentado em formato de “texto de artista”, conforme conceitua Rosana Paulino (2011). Nesta escrita, partilham-se as reflexões que deram origem às obras em formato curta-metragem que integram a pesquisa e que visam a contribuir para o debate sobre a episteme afrocentrada na área da pesquisa poética. A escrita desta história está nas paredes, nos rastros de vida, em imagens dispersas, em vozes múltiplas, em fios da memória ainda por alinhavar.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Cinema como escola de vida: a propósito das películas de ficção científica
    (Universidade Federal do Pará, 2022-02-18) OLIVEIRA NETO, José Augusto de Jesus de; SILVA, Carlos Aldemir Farias da; http://lattes.cnpq.br/7226908910873590; https://orcid.org/0000-0001-5463-1316
    O cinema possui configurações que permitem acionar o fascínio humano pela imagem do real herdado da fotografia, além de possibilitar uma experiência individual e coletiva e múltipla em termos de ambiente, seja em salas de exibição, seja na tela de um smartphone. Essas qualidades acionam em nós a projeção-identificação, processo pelo qual nos projetamos nos personagens que, por sua vez, ganham vida a partir de nós. Este trabalho reflete como o cinema, por meio de suas películas, proporciona uma aprendizagem além da didatização dos conteúdos escolares e do ensino de conceitos científicos ao ampliarmos a expressão conceitual moriniana de cinema como escola de vida. Tal reflexão é feita por meio de uma incursão bibliográfica a partir dos estudos sobre o cinema de Edgar Morin e da produção científica brasileira sobre a temática, em especial a ficção científica no ensino de ciências. Por fim, a partir do filme Contágio (2011), buscamos compreender, por meio de reflexões que respondem ao acontecimento da crise sanitária de Covid-19, quais aprendizados a escola de vida do cinema pode ensinar através de uma narrativa de pandemia que projeta realidades a partir do imaginário em um futuro que já chegou.
  • Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Cinema e resistência: a ditadura militar brasileira em Zuzu Angel, de Sergio Rezende
    (Universidade Federal do Pará, 2015-12) CALEGARI, Lizandro Carlos
    Nos anos compreendidos entre 1964 e 1985, o Brasil viveu a Ditadura Militar, a que se associam imagens de violência extrema. A produção artística desse momento passou a representar tal circunstância histórica, muitas vezes, procurando produzir obras que se colocavam contra a ideologia do poder autoritário em curso. Além de obras literárias e expressões musicais, muitos filmes foram produzidos para “falar” daquela experiência. O propósito deste artigo é arrolar sobre os conceitos de cinema e resistência, buscando verificar como as definições que caracterizam tais vocábulos prestam-se para uma análise da obra Zuzu Angel (2006), do diretor Sergio Rezende. Para o embasamento da proposta, buscou-se respaldo em autores como Walter Benjamin, Alfredo Bosi e Márcio Seligmann-Silva, entre outros.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O Cinema ficcional de Líbero Luxardo
    (Universidade Federal do Pará, 2013-06-28) CASTRO NETO, Advaldo; SILVA, Joel Cardoso da; http://lattes.cnpq.br/6918547599708778
    A dissertação O Cinema Ficcional de Líbero Luxardo, a partir da história do cinema brasileiro, estuda as representações cinematográficas de Líbero Luxardo, especificamente seus três longas-metragens de ficção Um dia qualquer; Marajó, barreira do mar e Brutos Inocentes, produzidos na Amazônia paraense, nos anos 60 e 70 do século XX. Belém, Marajó e, de modo geral, a Amazônia fazem, mesmo que de modo ligeiro, parte dessa reflexão por estarem representadas no texto fílmico. Dividido em quatro capítulos, analisam-se cenas, contextos, linguagem cinematográfica e outros temas pertinentes à pesquisa, que se intertextualiza com outros textos de linguagens artísticas, como a literatura, o desenho e a canção popular, contextualizados no processo histórico e social dos locais geograficamente situados na Amazônia. Este trabalho é uma reflexão acerca dessas representações e traz como base teórica-histórico diversas fontes de estudo para análise do cinema de Líbero Luxardo, entre elas, Pedro Veriano (1983, 1999, 2006, 2008), J.J. Paes Loureiro (1965, 2008), Acyr Castro (1965, 1986), Sidney Leite (2005), Paulo Emílio Sales Gomes (2001), Joseph Mascelli (2010), Christian Metz (1973, 2010), principalmente, com relação ao cinema. Marcio Souza (1994), Violeta Loureiro (1992), Leandro Tocantins (1982, 1987), entre outros, com relação à Amazônia.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    O Cineteatro territorial de Macapá e a criação de uma política cultural janarista
    (Universidade Federal do Pará, 2023-06-26) FERREIRA, Frederico de Carvalho; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971
    A presente pesquisa de doutorado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará, sob a orientação da Profa. Dra. Bene Martins, realizou estudo sobre contextos sócio-político-culturais engendrados a partir da instauração do Território Federal do Amapá (TFA), com foco no Cineteatro Territorial de Macapá, entre os anos de 1944 e 1949. A pesquisa, intitulada: O Cineteatro Territorial de Macapá e a Criação de uma Política Cultural Janarista. Os objetivos são os de evidenciar e de refletir sobre a criação de uma política cultural, disseminada pelo Governador Capitão Janary Gentil Nunes e suas possíveis influências no processo de formação identitária amapaense. Esta pesquisa justifica-se pela insuficiência de trabalhos que contemplem o tema e pela necessidade de abordagens mais aprofundadas sobre as memórias artística, cultural e teatral amapaense e seus contextos sociais e políticos, que podem ter influenciado na sua formação identitária e cultural, além de contribuir, como aporte teórico e crítico para pesquisas futuras, possibilitando, com isso, condições para o crescimento do Teatro no/do Norte e no/do Brasil. O ponto central do estudo é o movimento artístico e cultural oportunizado (ou não) pelo Cineteatro Territorial de Macapá, espaço oficial de difusão política e cultural do TFA. No processo de construção desta pesquisa, conforme objetivos propostos, é investigada a formação do TFA, desde sua fragmentação do estado do Pará (1943); a escolha da capital territorial e o Jornal Amapá, como fonte documental; a inauguração do Cineteatro Territorial de Macapá (1944) e suas atividades político-culturais; a criação de uma política cultural janarista e o possível diálogo com o movimento cultural amapaense. O estudo alia-se à linha de pesquisa: Memórias, histórias e educação em artes, do Programa de pós-graduação em artes (PPGARTES-UFPA). As metodologias de apoio são as do campo artístico-cultural, estudos culturais, em diálogo com outras referências, a partir de uma análise qualitativa das fontes. Inicialmente com leitura sistemática das bibliografias sobre política cultural, contextos teatral e audiovisual estabelecidos entre 1944 e 1949. Os materiais consultados são de filmes, espetáculos, artistas e companhias teatrais registrados em MacapáAP. Caracteriza-se como pesquisa documental, por priorizar o levantamento e análise das fontes que possibilitem a interpretação dos órgãos e documentos oficiais, como o Jornal Amapá e Relatório de Atividades do Governo do Território Federal do Amapá.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A crise da palavra no centro do drama: uma leitura de Eu sei que vou te amar de Arnaldo Jabor
    (Universidade Federal do Pará, 2012) MATOS, Bruno Sérvulo da Silva; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971
    A literatura e o cinema constituem dois campos de produção sígnica distintos cuja relação pode se tornar possível em razão da visualidade presente nas duas linguagens. Não é de hoje que o cinema se utiliza de outras linguagens e/ou outros signos para a construção, reconstrução, criação e recriação fílmica, provocando, dessa forma, o aparecimento de uma matéria híbrida. Porém, na atualidade, esse processo de influências/trocas também ocorre de forma contrária: se antes o cinema se valia da literatura como hipotexto, desta vez, a literatura pode valer-se do cinema para sua criação narrativo-verbal. O corpus de análise será o filme e romance homônimo EU SEI QUE VOU TE AMAR do cineasta, escritor, jornalista e crítico Arnaldo Jabor cujas obras exploram a linguagem cinematográfica de forma artística e também consegue, ao mesmo tempo, desenvolver seu cunho literário-poético, demonstrando assim, que a literatura pode sofrer influência do cinema. Os referenciais para análise se inserem nos estudos semiológicos que perpassam a teoria literária e fílmica. Far-se-á, portanto, análises das linguagens (literária e fílmica) empregadas pelo diretor/escritor e seu produto artístico final.
  • Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    De Carlos Eugênio à “Codinome Clemente”, entrevista com Isa Albuquerque
    (Universidade Federal do Pará, 2021-06) SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto Nascimento; SARMENTO-PANTOJA, Tânia Maria Pereira
    Entrevista realiza no dia 15 de outubro de 2020, como atividade do VII Seminário Internacional Literatura e Cinema de Resistência (SELCIR). A entrevista foi conduzida pelo Prof. Dr. Augusto Sarmento-Pantoja e contou com a colaboração da Profa. Dra. Tânia Sarmento-Pantoja e a participação da Cineasta Isa Albuquerque e pesquisadora e viúva de Carlos Eugênio, Dra. Maria Cláudia Badan Ribeiro. A seguir transcrevemos algumas passagens da entrevista de Isa Albuquerque. A entrevista na íntegra encontra-se disponível em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=O9LQuU0pKsQ.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    O discurso do Infilmável: formas de pensar a adaptação entre literatura e cinema
    (Universidade Federal do Pará, 2023-09-11) LOUREIRO JUNIOR, João Pereira; SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto Nascimento; http://lattes.cnpq.br/3263239932031945; https://orcid.org/0000-0003-0552-4295
    A presente tese reflete sobre o discurso do infilmável a partir da representação da impossibilidade no processo tradutório entre a literatura e o cinema, utilizada como potencial justificativa para evidenciar um suposto impedimento estético na relação interartística entre o literário e o fílmico. Para discutir sobre as formas de pensar a adaptação a partir dessa perspectiva, partimos do pressuposto de que o infilmável revela a conflitiva relação entre o que se propõe a ser feito (a partir de mecanismos e recursos construídos na confecção do roteiro) e o que se materializou como produto adaptado. Isso se dá através de um intenso processo de busca pelo filme e de encontrar soluções para assumir a particularidade da obra cinematográfica, que no filmável, se encontra enquanto infilmável, pois toda tradução cinematográfica é uma possibilidade, um desejo de transformar a criação estética em uma linguagem em todo seu potencial imagético. Para analisar a constituição dos discursos do infilmável, recorremos a diversos marcos teóricos no campo da adaptação que nos ajudaram na pesquisa. Para discutir construções relacionais em torno do jogo literatura, cinema e tradução, recorremos a autores como Borges (2007), Benjamin (2008), Llosa (2004), Cândido (1972), Adorno (1970), Bernardet (1985). Quando discutimos o infilmável, partindo de uma perspectiva conceitual, etimológica, semântica, linguística e histórica, até alcançar os lugares de fala que alimentam o termo, utilizamos autores como Stam (2008), Avellar (2007), Bazin (1991). Para fundamentar nossas leituras sobre tradução, adaptação e outros conceitos correlatos, propomos um diálogo com Figueiredo (2010), Sanchez Noriega (2001), Plaza (2003), Seger (2007), Hutcheon (2013). No sentido de potencializar nossa discussão, analisamos algumas adaptações de filmes/séries de TV, baseados em Dom Quixote de Miguel de Cervantes, usamos como aporte teórico estudiosos como León (2015); Hidalgo e Arruda (2020), Morell (2022) Silva (2016), Johnson (2003). Como apontamento conclusivo para a delimitação discursiva que nos propomos investigar, esta tese demarca sua posição no campo da tradução/adaptação entre cinema e literatura, evidenciando a fragilidade de um discurso em torno do infilmável que se potencializa no espaço do senso comum, pela imposição discursiva de uma impossibilidade descontruída, tão logo se vê confrontada pela potência da tradução entre as fronteiras que abarcam o literário e o fílmico e seu eterno devir.
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