Navegando por Assunto "Citocinas"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da expressão de citocinas e neurônios maduros em ratos que sofreram status epilepticus induzido por pilocarpina(Universidade Federal do Pará, 2023-02-24) SILVA, Bruno Ponciano da; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; FRANCO, Edna Cristina Santos; PANSANI, Aline Priscila; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; http://lattes.cnpq.br/6385679829734771; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X; https://orcid.org/0000-0001-6898-5940Este trabalho teve como objetivo examinar a ação de citocinas envolvidas no processo inflamatório e o padrão de perda neuronal em ratos adultos com epilepsia do lobo temporal mesial (ELTM) na região CA2 hipocampal, induzido através da utilização da droga pilocarpina. Foram utilizados 11 ratos adultos da raça Wistar, onde 6 deles receberam tratamento com Pilocarpina e foram sacrificados em 1 e 7 dia pós status epilepticusrespectivamente,5 deles receberam tratamento com solução salina. O modelo experimental de pilocarpina foi bem sucedido em reproduzir os efeitos prejudiciais da ELTM em ratos, causando status epilepticus, danos localizados nos subcampos hipocampais e morte neuronal, utilizando a escala de escala de Racine (1972) para avaliação do comportamento das crises. O anticorpo anti-PCP4 permitiu a localização precisa e análise das características oculares da região CA2 hipocampal. Não foi encontrada uma relação clara entre a citocina anti-inflamatória IL-10 e a proteção neurológica da região CA2, mas a presença da citocina inflamatória IL-1β em CA2 e CA3 no grupo de 1 dia, bem como a diminuição dessa citocina na região CA2 do grupo 7 dias, sugere uma possível migração da inflamação ao longo do tempo, impulsada por fatores neuroprotetores, tais como a rede Perineuronal, receptor EP2 e outras citocinas anti-inflamatórias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da proteção de citocinas após exposição celular in vitro com os antígenos ML2478 e ML0840 do Mycobacterium leprae(Universidade Federal do Pará, 2019-09) MESSIAS, Ana Caroline Cunha; SALGADO, Claudio Guedes; http://lattes.cnpq.br/2310734509396125; http://orcid.org/0000-0003-3961-7764O diagnóstico de casos de hanseníase oligossintomáticos pode possibilitar a realização de intervenções antes do aparecimento de incapacidades físicas. No entanto, devido o diagnóstico ainda ser essencialmente clínico e a evolução lenta da patologia, há dificuldade no reconhecimento desses casos, pois as lesões são discretas e com sutis alterações de sensibilidade. Na maioria das vezes os pacientes são diagnosticados quando já apresentam características clínicas evidentes e/ou também incapacidades físicas. Assim se faz necessário o desenvolvimento de ferramentas laboratoriais que auxiliem no diagnóstico precoce da doença. O ensaio de imunidade celular Whole Blood Assay (WBA) é uma técnica de baixo custo e de fácil execução que proporciona condições para a triagem de antígenos, sendo favorecido em áreas onde a hanseníase é endêmica, podendo facilitar a incorporação de um teste em locais com menor acesso aos laboratórios sofisticados. O objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta imune celular após exposição in vitro de sangue periférico aos antígenos ML2478 e ML0840 do Mycobacterium leprae. Foram selecionados 87 indivíduos para a quantificação das citocinas Interferon-γ (IFN-γ), Interleucina (IL)-10, IL-17 e Fator de Transformação de Crescimento-β1 após exposição com os antígenos de interesse, específicos do M. leprae, pelo WBA durante 24 horas. No total foram avaliados 47 casos de hanseníase distribuídos em: 6 tuberculoide e 14 dimorfo-tuberculoide (DT), 13 dirmorfo-Virchowiano, 6 Virchowiano; e 8 escolares (ESC) diagnosticados com hanseníase durante estratégia de busca ativa do grupo (casos oligossintomáticos nas formas clínicas: 1 primariamente neural, 1 indeterminada, 6 DT). Os demais 47 indivíduos correspondem a 20 contatos, 13 ESC sadios e a 7 indivíduos com outras doenças dermatológicas. A análise das citocinas sugere que o balanço entre IFN-γ e IL-10 pode indicar indivíduos que estão progredindo ao polo Th2 e que IL-17 e TGF-β1 podem ser utilizadas para acompanhar indivíduos que apresentem resposta semelhante aos casos de hanseníase. A produção das citocinas IFN-γ, IL-10, IL-17 e TGF-β1 pelo estímulo com as proteínas ML2478 e ML0840 não diferiu entre os escolares casos e escolares sadios. E a citocina IL-17 demonstrou produção superior nos casos atendidos na URE em relação aos escolares caso e aos indivíduos dos grupos controles.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise genômica comparativa e os polimorfismos nos genes TNFA, IFNG IL6 e IL10 associados à expressão de citocinas na infecção por Plasmodium vivax no município do Itaituba, Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2018-07-19) PIMENTA, Tamirys Simão; MACHADO, Ricardo Luiz Dantas; http://lattes.cnpq.br/0307356330748427; OLIVEIRA, Edivaldo Herculano Correa de; http://lattes.cnpq.br/0094007714707651A malária é uma das mais importantes doenças transmitidas por vectores e que acomete grande parte da população mundial. O P. vivax é a espécie predominante nas Américas, representando 64% dos casos. A área endêmica da malária no Brasil compreende a Região Amazônica, responsável por 99% dos casos autóctones. Trabalhos anteriores demonstraram a alta prevalência da malária em garimpeiros na região Amazônica e a espécie mais frequente envolvida é o P. vivax. A resistência à malária faz parte da interação de diferentes fatores que regulam as relações entre o parasito e o hospedeiro. Essa interação é um fator determinante na resposta imune a infecção. Os polimorfismos de nucleotídeos únicos (SNPs) nos genes de citocinas têm sido explorados em estudos de variação genética humana e tentam explicar a influência dessa variação na susceptibilidade as doenças infecciosas. As variações no número de cópias (CNVs) também podem afetar potencialmente a expressão dos genes de várias maneiras, contudo pouco se sabe sobre o papel dessa variação genética na adaptação humana frente à infecção pelo P. vivax. O estudo objetivou investigar se as alterações genômicas quantitativas e os SNPs nos genes TNFA-308A>G, IFNG+874T>A, IL6-174C>G e do haplótipo -1082/-592/-819 no gene IL10, associados à produção de citocinas podem influenciar na fisiopatogenia da malária vivax. O estudo selecionou 129 pacientes, a partir de 288 atendidos na cidade de Itaituba, estado do Pará, sendo 79 pacientes sem infecção para malária e 50 pacientes positivos para P. vivax e destes, 15 tinham infecção primária a malária e 35 pacientes relataram episódios anteriores a infecção. Foi determinada a carga parasitária pela gota espessa; os parâmetros hematológicos; as citocinas foram dosas por citometria de fluxo; a genotipagem dos SNPs foi feita por PCR-SSP e a variação no número de cópias foi determinada pela técnica do aCGH. A análise estatística foi realizada utilizando o programa Bioestat e Graph-pad prim. Observados que ambos os grupos maláricos (primário e recorrente) apresentaram redução significativa no número de plaquetas; no grupo recorrente observamos aumento significativo na porcentagem de monócitos; não observamos diferenças significativas na frequência dos SNPs; não observamos associações dos SNPs com a infecção pelo P. vivax; observamos diferenças significativas nos níveis plasmáticas das citocinas entre os grupos; observamos níveis significativamente maiores nos indivíduos com o haplótipo IL10GCC/GCC e correlação entre os níveis das citocinas IL-10, TNF-α e IL-6 e a carga parasitária; observamos um aumento significativo no nível das citocinas IFN-γ, IL-6 e IL-10 no grupo com malária primária em comparação ao controle endêmico, bem como um aumento significativo na expressão das citocinas TNF-α, IL-6 e IL-10 no grupo recorrente em comparação ao grupo controle, enquanto que a expressão da citocina IFN-γ foi significativamente maior no grupo primário em comparação com o grupo recorrente. Descrevemos pela primeira as alterações quantitativas no genoma dos pacientes infectados com P. vivax e identificamos 112 genes amplificados e 12 genes deletados na população em estudo, e, apesar das CNVs encontradas não incluírem nenhum gene relacionado com receptores ou fatores de resistência a malária vivax e nem estarem correlacionados com os dados clinico-patológicos da doença, observamos vários genes com alterações no número de cópias relacionados a outras doenças. Este estudo fornece dados adicionais sobre a resposta imune entre P. vivax e o hospedeiro e as alterações genômicas quantitativas no hospedeiro de uma área endêmica de garimpo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise Quantitativa de Neurônio e Interleucina -1 beta em ratos que submetido a Status Epilepticus pelo Modelo de Pilocarpina(Universidade Federal do Pará, 2024-10-25) ARAÚJO BRASIL, Rebeca de Melo; FRANCO, Edna Cristina Santos; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; ROCHA, Fernando Allan de Farias; SILVA, Maria Luisa da; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/2101884291102108; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; https://orcid.org/0000-0002-8949-5622A epilepsia é a predisposição de desenvolver crises epilépticas espontâneas e recorrentes. Ela é uma doença do sistema nervoso mais comuns na população mundial e cerca d 30% dos pacientes apresentam Epilepsia Refratária, por isso existe grande interesse em desenvolver novas formas de tratamento e estudar a fisiopatologia da doença em modelos animais. Uma das principais epilepsias refratárias é a Epilepsia do Lobo Temporal (ELT), que costuma apresentar lesão na região do hipocampo denominada de Esclerose Hipocampal (EH), por isso o hipocampo é um dos focos epilépticos mais estudados. Tradicionalmente um aumento da expressão de IL - 1 beta e da ativação microglical são característicos de processo inflamatório no sistema nervoso. A resposta inflamatória é uma forma de defesa contra agressões no local, mas quanto exagerada pode aumentar o dano no tecido, inclusive na epilepsia. Neste trabalho para identificar e quantificar a tendência de perda neural e processo inflamatório no hipocampo, após Status epilepticus induzido por pilocarpina foram usados 11 animais sobreviventesdivididos em 3 grupos: Grupo controle (n=5), apenas solução salina sem ser induzido á crises epilépticas, com tempo de sobrevida de 7 dias; Grupo pilocarpina 7 dias (n=3), animais com sobrevida de até 7 dia após a indução das crises. EM seguida, foi feita a extração dos encéfalos e testes imunohistoquimico com anticorpo anti-NeuN e anti-IL-1beta, para contagem no padrão de marcaão. Todos os esforços foram aplicados para evitar o estresse excessivos dos animais durante os procedimentos. A morfologia do hipocampo e a marcação das células com o anticorpo Anti-NeuN foi observada nos três grupos, o grupo controle apresentou mais células do que os demais, já a marcação Anti-IL-1beta foi mais fraca nos grupos controle e reduzida no grupo pilocarpina 7 dias, e com maior intensidade e expressão no grupo pilocarpina 1 dia, os grupos foram comparados com o teste estatístico Kruskal-Walls e não apresentaram diferenças significativas, porém um padrão de acordo com o previsto em um estudo anterior do nosso grupo que pode ser investigado com outras amostragens sobre o desenvolvimento do processo inflamatório e sua migrção para as diferentes áreas hipocampais e reafirmamos a relevância da prevenção e tratamento precoce das crises.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Analysis of polymorphisms in the interleukin 18 gene promotor (-137 g/c and -607 c/a) in patients infected with hepatitis c virus from the brazilian amazon(Universidade Federal do Pará, 2015-09) SANTOS, Kemper Nunes dos; ALMEIDA, Marcella Kelly Costa de; FECURY, Amanda Alves; COSTA, Carlos Araújo da; MARTINS, Luisa CaricioTese Acesso aberto (Open Access) Associação entre marcadores da resposta inflamatória e a imunopatogênese de agentes infecciosos de natureza viral (Vírus da dengue, HTLV-1 e HTLV-2) e bacteriana (Chlamydia trachomatis e Chlamydia pneumoniae)(Universidade Federal do Pará, 2010-11-29) FEITOSA, Rosimar Neris Martins; ISHAK, Ricardo; http://lattes.cnpq.br/5621101706909450A base genética das doenças é frequentemente estudada a partir dos polimorfismos dos genes de citocinas. O presente estudo investigou marcadores da resposta inflamatória associados a infecções virais e bacterianas que possam influenciar o curso da infecção. Foram medidos os níveis séricos (por ensaio imunoenzimático) e os polimorfismos de TNF-α (-308), TNF-β (+252), IFN-γ (+874) e da proteína C reativa, por meio de PCR e RFLP ou PCR alelo específico, em grupos de pessoas infectadas pelo vírus da dengue (n=80), com doença febril, não infectados (100), um grupo de infectados pelo HTLV (30 sintomáticos e 47 assintomáticos), um grupo com doença coronariana (58 com sororreatividade para Chlamydia e 31 com sorologia negativa) e um grupo controle (99 pessoas com sorologia negativa para dengue, HTLV e Chlamydia). Nenhum grupo mostrou associação com informações demográficas. O Vírus da dengue 3 (66,2%) e o HTLV-1 (90% em sintomáticos e 76,6% em assintomáticos) foram os agentes mais frequentes dentre os grupos respectivos. A maioria com doença coronariana (65,1%) apresentou anticorpos para Chlamydia (39,6% para C. trachomatis e C. pneumoniae, 58,6% apenas para C. trachomatis e 1,7% somente para C. pneumoniae). Foram significantes as diferenças encontradas entre: (i) os níveis séricos de TNF-β, IFN-γ e PrtCR dos grupos dengue positivo e dengue negativo com o grupo controle (p< 0,01); (ii) os níveis séricos de TNF-α, TNF-β, e IFN-γ dos grupos de HTLV (incluindo os tipos) e grupo controle; (iii) os níveis séricos de TNF-α, TNF-β, IFN-γ e PrtCR entre os pacientes com doença coronariana e sorologia positiva para Chlamydia e o grupo controle; (iv) a presença de anticorpos para C. trachomatis e C. pneumoniae e o grupo controle na comparação com a TNF-β, IFN-γ e PrtCR. As distribuições de frequências genotípicas foram estatisticamente significantes para os polimorfismos: (i) dos genes TNF-α (p=0,0494) e IFN-γ (p= 0,0008), entre os grupos dengue positivo, dengue negativo e controle e para o IFN-γ (p= 0,0007) entre os grupos DEN 1, DEN 2 e DEN 3 e o controle; (ii) do gene IFN-γ (p= 0,0023) nos grupos de pacientes com doença coronariana e sorologia positiva para C. trachomatis e C. pneumoniae, assim como nos monoreativos na comparação entre a positividade para C. trachomatis e o grupo controle.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Bacterial vaginosis in pregnant adolescents: proinflammatory cytokine and bacterial sialidase profile: cross-sectional study(Universidade Federal do Pará, 2015-12) FERREIRA, Carolina Sanitá Tafner; MARCONI, Camila; PARADA, Cristina Maria Garcia de Lima; DUARTE, Marli Teresinha Cassamassimo; GONÇALVES, Ana Paula Oliveira; RUDGE, Marilza Vieira Cunha; SILVA, Márcia Guimarães daA vaginose bacteriana é uma condição, comum em gestantes, que aumenta a susceptibilidade a infecções sexualmente transmissíveis (IST). Considerando que adolescentes são desproporcionalmente afetadas por IST, o objetivo deste estudo foi avaliar os níveis cervicovaginais de interleucina (IL)-1 beta, IL-6, IL-8 e sialidases bacterianas em gestantes adolescentes com vaginose bacteriana. DESENHO DO ESTUDO E LOCAL: Estudo transversal em Unidade de Referência Materno Infantil (UREMIA), Belém, Pará, Brasil. MÉTODOS: Amostras vaginais das 168 gestantes adolescentes incluídas foram testadas para tricomoníase e candidíase e a microbiota vaginal foi classificada em normal, intermediária e vaginose bacteriana, segundo os critérios de Nugent (1991). Infecções cervicais por Chlamydia trachomatis eNeisseria gonorrhoeae também foram avaliadas. Os níveis de citocinas e sialidades foram quantificados, respectivamente, por método imunoenzimático e pela conversão do MUAN nos lavados cervicovaginais. Foram excluídas 48 (28,6%) adolescentes positivas para alguma das infecções investigadas. As 120 gestantes remanescentes foram agrupadas de acordo com o padrão de flora vaginal em: normal (n = 68) e vaginose bacteriana (n = 52). Níveis de citocinas e sialidases foram comparados pelo teste de Mann-Whitney, P < 0,05. RESULTADOS: As gestantes adolescentes com vaginose bacteriana entre os grupos apresentaram níveis aumentados de IL-1 beta, IL-6 and IL-8 (P < 0,05). Sialidases foram exclusivamente detectadas em 35 (67,2%) adolescentes com vaginose bacteriana. CONCLUSÕES: Não apenas a IL-1 beta e as sialidases estão aumentadas em gestantes adolescentes com vaginose bacteriana, mas também IL-6 e IL-8, indicando resposta inflamatória mais pronunciada dessa alteração de microbiota nesta população, potencializando a vulnerabilidade à aquisição de IST.Tese Acesso aberto (Open Access) Caracterização da resposta imune citocínica na infecção humana pelo vírus oropouche e sua relação com o padrão de soroconversão e a presença de sintomas(Universidade Federal do Pará, 2011-12-19) OLIVEIRA, Euzébio de; VASCONCELOS, Pedro Fernando da Costa; http://lattes.cnpq.br/0973550817356564A tese aqui apresentada trata-se do primeiro estudo em nível mundial que pesquisa e caracteriza a resposta imune citocínica em infecções humanas pelo Orthobunyavirus Oropuche. Como metodologia para o alcance dos objetivos aqui apresentados foi utilizado um total de 320 amostras de soros humanos, onde 60 destas foram provenientes de Banco de Sangue (Controle negativo) e 260 foram obtidas mediante dois surtos do Vírus Oropouche nos Estados do Pará e Amapá (Brasil), sendo estas últimas divididas em oito subgrupos para obtenção dos dados com exatidão. Nas amostras coletadas foram realizadas análises dos dados clínicos/sintomatologia através dos prontuários, dados sorológicos através da titulação de anticorpos por Inibição da Hemaglutinação (IgM/IgG) e detecção do nível de citocinas plasmáticas por citometria de fluxo a qual permitiu a descrição técnica da dosagem de citocinas possibilitando ainda a análise de frequência de baixos e altos produtores de citocina. Os dados obtidos permitiram observar as variáveis e o comportamento das assinaturas de citocinas expressas pelos pacientes mediante a confirmação sorológica do vírus, bem como o comportamento destes analitos séricos quando da presença de sintomas específicos como febre, calafrios, cefaléia e tontura, permitindo assim que se chegasse à conclusão que a) existe um padrão na síntese de citocinas pró-inflamatórias e reguladoras; b) observa-se um balanço no perfil da resposta imune entre citocinas pró-inflamatórias (Th1) e moduladoras (Th17); c) a infecção pelo Vírus Oropouche altera a produção das citocinas nos indivíduos; d) os resultados mostram também que ao comparar os indivíduos Não respondedores com os Respondedores precoces, houve aumento da IL-1β e diminuição da IL-12; Não respondedores com Respondedores tardios, houve diminuição da IL-8, e aumento da IFN-α, IL-23 e IL-17; Não respondedores comparados com Respondedores precoces ocorreram o aumento de IL-4 e IFN-; Já quando comparado Respondedores precoces e respondedores tardios houve diminuição de IFN-α e IL-6; Respondedores precoces de forma geral apresentaram diminuição da IL-10 e Respondedores tardios apresentaram aumento da IL-5; e) Os resultados mostram ainda a expressão de IL-5 em pacientes que manifestaram os sintomas específicos para a infecção pelo Oropouche (febre, calafrios, cefaléia e tontura), sugerindo este sinal estar associado diretamente à patogênese do vírus; f) há a necessidade da complementação desta pesquisa com mais estudos como àqueles relacionados com a expressão de quimiocinas.Tese Acesso aberto (Open Access) Comprometimento pulmonar na malária: associação com fatores epidemiológicos, imunológicos e variantes do Plasmodium vivax(Universidade Federal do Pará, 2014-11-20) OHNISHI, Maria Deise de Oliveira; LIBONATI, Rosana Maria Feio; http://lattes.cnpq.br/3818175484709618A malária é uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Plasmodium e transmitida ao homem pela picada de mosquitos do gênero Anophelis. Em 2011 a Amazônia brasileira registrou 266.348 casos. No Brasil, a espécie mais prevalente é o P. vivax (80%), antes considerado responsável pelas formas benignas da malária. Relatos demonstram formas graves com manifestação pulmonar e óbitos. Os mecanismos fisiopatológicos não são bem compreendidos. Assim, analisou-se 247 pacientes portadores de malária vivax, recrutados do Programa de Ensaios Clínicos em Malária do Instituto Evandro Chagas (IEC) Belém/PA) e serviço de diagnóstico de malária da Secretaria de Saúde do município de Goianésia/Pará, no período de abril/2011 a outubro/2013, objetivando avaliar parâmetros clínicos, epidemiológicos, parasitológicos, radiológicos, imunes e genéticos (variantes de P. vivax), associando-os ao comprometimento pulmonar na malária vivax. O Projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Evandro Chagas. Foram analisados parâmetros hematológicos (hemograma, transaminases, bilirrubinas) e densidade parasitária, assim como foram dosados os níveis séricos das citocinas (TNF-, IL-10 e INFγ) em D0 e D14, relacionando com as manifestações pulmonares. Em D0 foi determinada a prevalência das variantes do P. vivax (VK210 e VK247 e P. vivax-like) e estabelecido associação com os pacientes que apresentaram alterações na radiografia (RX) de tórax e/ou na espirometria. O estudo foi do tipo longitudinal, prospectivo e analítico envolvendo aspectos clínicos, imunológicos, hematológicos, radiológicos e de função respiratória. Pacientes com alterações pulmonares confirmadas por achados clínicos e/ou radiológicos e/ou funcionais constituíram o grupo de estudo, e os pacientes que não apresentaram tais achados, o grupo controle. Participaram: portadores de malária vivax diagnosticados pela gota espessa e confirmados por PCR, de 15 a 60 anos, de ambos os gêneros, sem doenças crônicas, sem uso de corticosteróides no momento do diagnóstico e que assinaram o TCLE. Nos resultados observou-se: 69,2% eram do sexo masculino; média de idade 35anos; 64,4% residiam em Belém; 79,8% contraiu malária no interior do estado do Pará; 42,5% eram primoinfectados; tempo médio de doença foi de 7,5 dias; média de parasitemia foi de 6.979 parasitos/mm3; 46,8% tinham sobrepeso ou obesidade I. Tabagismo e pneumopatias prévias não foram fatores de risco para o agravamento da doença nessa amostra. Da tríade malárica 92,3% apresentaram cefaléia; e a tosse foi o sintoma respiratório mais frequente (53,4%). Hepato e esplenomegalia foram mais frequentes entre os primoinfectados; e plaquetopenia foi significativa em D0. Alterações radiológicas foram encontradas em 9,7% dos casos e estavam relacionadas à malária. Falta de ar e tosse, tiveram significância estatística nos pacientes com alteração no RX e/ou espirometria. A Interleucina-10 (IL-10) e Interferon gama (INFγ) foram significativamente mais elevados em D0 em relação a D14, ao contrário e de forma curiosa o Fator de Necrose Tumoral (TNF) apresentou níveis séricos baixos em D0. A variante do P. vivax mais frequente foi VK210 (69,1%); não houve correlação significativa no aparecimento de alterações no RX e/ou espirometria relacionada a alguma das subespécies do plasmódio no estudo. Das citocinas, INFγ esteve significativamente elevado em D0 relacionado às variantes nas seguintes situações: (VK210; VK247; VK210/247). A IL-10 aumentou significativamente em D0 somente quando a subespécie foi VK210. Malária pulmonar é uma realidade ainda subestimada, principalmente as manifestações pulmonares menos exuberantes, sendo necessário investigar potenciais mecanismos envolvidos ligados ao hospedeiro e ao parasito, enfatizando a importância do diagnóstico precoce e assim evitando desfechos desfavoráveis.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Detecção in situ de citocinas de perfil TH1 e TH2 por imunoistoquímica e relação com a atividade de macrófagos nas formas polares da doença de Hansen(Universidade Federal do Pará, 2009) SILVA, Dayse Danielle de Oliveira; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, de evolução lenta e progressiva, com grande incidência e prevalência nos estados que compõem a Amazônia legal onde o Pará ocupa lugar de destaque no número de casos no contexto nacional. A fim de se avaliar o perfil de citocinas e a atividade de macrófagos nas formas polares da hanseníase e correlacionar com os seus aspectos histopatológicos, foi realizado um estudo transversal com uma amostra composta por 29 pacientes portadores de uma das formas polares da hanseníase, tuberculoide ou virchowiana, dos quais foram colhidas biópsias de pele de lesões hansênicas. Pode-se observar, através da análise imonoistoquímica deste material que os grupos estudados não apresentaram diferença significativa quanto aos níveis de IL-10, TGF-β, CD68, iNOS e Lisozima. Os níveis de IL-4 não foram expressivos nos tecidos analisados e os níveis de IFN-γ foram maiores nos pacientes do grupo MHV. No polo virchowiano todas as citocinas tiveram uma tendência a uma correlação negativa com a atividade de macrófagos, no polo tuberculoide a IL-10 apresentou uma tendência à correlação negativa com os níveis de iNOS, IFN-γ e lisozima, evidenciando uma inibição da atividade macrofágica por esta citocina. Pode-se concluir que não há diferença na expressão de citocinas de perfil TH1 e TH2 nas formas polares da doença de Hansen e as citocinas apresentam uma tendência a correlação negativa com a atividade de macrófagos no pólo MHV e uma tendência a correlação positiva no pólo MHT. Novas pesquisas são necessárias para esclarecer como populações apresentam mais susceptibilidade à hanseníase que outras, um estudo semelhante com um maior número de indivíduos poderá ter resultados mais expressivos.
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