Navegando por Assunto "Clarice Lispector"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Clarice vai ao cinema: a recepção crítica do filme ''A hora da estrela'' no exterior(Universidade Estadual de Montes Claros, 2020-11) ARAÚJO, Gilberto Alves; SOUSA, Eliene Rodrigues; LOPES, Raquel da SilvaEste trabalho apresenta e discute a recepção crítica da mídia estrangeira acerca do filme A hora da estrela (1985), de Suzana Amaral, que se baseia em romance homônimo de Clarice Lispector. Procura-se (re)avaliar a relevância dessa película para a cinematografia e a divulgação da literatura clariciana, assim como sua habilidade de transpor a linguagem literária. A metodologia consiste em uma revisão crítica de textos de jornais e revistas estrangeiros publicados entre 1987 e 2019.Artigo de Evento Acesso aberto (Open Access) Discussões e cartografias sobre o envelhecimento feminino em contos de Clarice Lispector(Executiva Paraense dxs Estudantes de Pedagogia, 2018-07) SANTOS, Denise dos Santos; VEIGA, Ademilson FilocreãoEste artigo pretende capturar e discutir as ressonâncias subjetivas de jovens leitoras da Escola Simão Jatene, localizada no município de Cametá, no Pará, sobre gênero e o envelhecer. Tais leitoras frequentam o espaço da sala de leitura Clarice Lispector, onde foram realizadas dinâmicas variadas para estabelecer o contato com as obras artísticas e literárias da escritora naturalizada brasileira de mesmo nome da sala. Desta forma, percebemos na figura Clariceana um impulso consistente para discutir sobre o estigma da velhice feminina abordado em dois contos, Mas vai chover e Feliz Aniversário. Enquanto no primeiro o envelhecimento da mulher é abordado na ótica dos relacionamentos, no segundo ele é alçado pelo contexto familiar opressor. Partindo dos pressupostos teóricos de Passos, Kastrup e Tedesco sobre cartografia, Beauvoir com os estudos de gênero, bem como Santos e Correa para a compreensão do corpo feminino como parte de sua identidade e presença, percebemos no decorrer da pesquisa os atravessamentos das obras no público feminino da escola, ao mesmo tempo em que reforçam estereótipos a respeito da mulher mais velha, apresentam o despontar para uma consciência a respeito da problemática. Além de considerarmos a atualidade do le- gado de Clarice, que é corajosa o bastante para tecer duas narrativas que abordam tabus e demonstram uma sociedade opressora e machista para com a mulher. Põe-se em foco o efeito que as histórias propõem, levando as alunas a um novo parecer de sua própria existência como mulheres, além da abordagem necessária para com o tema.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Espetacularização da violência e a resistência na contística de Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu(Universidade Federal do Pará, 2021-06) FERREIRA, Rennan Willian Vasconcelos; SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto NascimentoEste artigo analisa a espetacularização da violência e resistência encontrados na contística brasileira produzida pós-64, em dois contos A língua do “P”, (1974) de Clarice Lispector, e Terça-feira gorda (1982), de Caio Fernando Abreu,. Essas produções, se aproximam por servirem como um importante mecanismo de contestação, de forma direta e/ou indireta, ao regime ditatorial instaurado no país. Tomaremos como fundamentação teórica os estudos de Alfredo Bosi (2002), Augusto Sarmento-Pantoja (2013) e Sandra Pesavento (2006), na tentativa de assimilar como os contos de tais décadas estão atrelados intrinsicamente a uma vontade de resistir, concebendo as vozes aos silenciados pela opressão e proporcionando reflexões a respeito das práticas coercivas que levaram o indivíduo a repensar sua condição humana.Tese Acesso aberto (Open Access) Os vegetais político-selvagens de Clarice Lispector e as artes visuais de mulheres latinoamericanas(Universidade Federal do Pará, 2025-06-10) COSTA, Fabrício Lemos da; GUIMARÃES, Mayara Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/6834076554286321; GARRAMUÑO, Florencia; NODARI, Alexandre André; SEQUEIRA, Alexandre Romariz; CASTILO, Luís Heleno Montoril Del; http://lattes.cnpq.br/0000000000000000; http://lattes.cnpq.br/3298943752969192; http://lattes.cnpq.br/0763555042066498; http://lattes.cnpq.br/3519128535996125; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0001-9519-145X; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0002-2507-5346A presente tese visa apontar nos vegetais as políticas selvagens em contexto cultural latinoamericano. Para isto, analisamos as obras literárias A maçã no escuro (1961) e Água viva (1973), de Clarice Lispector (1920-1977), em diálogo com as artes visuais produzidas por mulheres. Com as plantas, frisamos as radicalizações insurgentes diante das realidades fundamentadas na mentalidade metafísico-colonial, advinda da complexa história da América Latina. Em nosso estudo, defendemos as criações vinculadas às sublevações – contra-ataque estético feminino –, cuja força instaura a chave para articular críticas aos sistemas castradores da vida, principalmente em períodos marcados por maiores totalitarismos – fascismos históricos. Nesse diapasão, vemos no indomesticado o modo pelo qual as obras tramadas na tensão política operam segundo um intento libertário de si mesmo e dos outros. Sendo assunto comum em objetos culturais de artistas latino-americanas, as representações botânicas são catalisadoras da desmobilização e descentralização de ideias construídas patriarcalmente, a exemplo da conformação social-cultural que coloca as mulheres no campo da fragilidade e obediência. Na pesquisa, em “ato de guerrilha”, lançamos “flechas” epistemológicas do sul que (re)avaliam criticamente as produções das décadas de sessenta e setenta do século XX, à luz da diferença e da alteridade. Para este trabalho, recorremos aos estudos de Benjamin (2019), BuckMorss (2012), Cixous (2022), Didi-Huberman (2017; 2020; 2021), Deleuze e Guattari (2011), Foucault (1994), Garramuño (2012), Guimarães (2009;2020), Nascimento (2011; 2012; 2021), Santiago (2006; 2008; 2019), Sousa (2012; 2013; 2021), Viveiros de Castro (2002; 2015; 2018), entre outros.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Recepção crítica de ''A hora da estrela'' : uma celebração ao centenário de Clarice Lispector(Università di Bologna, 2020-12) SOUSA, Eliene Rodrigues; ARAÚJO, Gilberto Alves; LOPES, Raquel da SilvaEste trabalho pretende apresentar e discutir a crítica devotada A hora da estrela(1977), (re)avaliando a relevância do romance como legado de Lispector. Usa-se aqui a revisão crítica de textos acadêmicos e midiáticos sobre a obra. Resultados: a mídia Brasileira debate o romance em termos de explicitação vs. introspecção, engajamento social e sublimação estética; colunistas estrangeiros discutem a legibilidade do romance e seu lugar entre as grandes obras; a crítica acadêmica crê que o romance contesta padrões, subvertendo a lógica, a ideia de conclusão narrativa e o autoritarismo de visões.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sob as lentes do existencialismo: contos de Clarice como espaço de reflexão na formação humana(Universidade Federal do Pará, 2026-03-06) LIMA, Raimundo Farias de; FARIA JÚNIOR, Fernando Maués; http://lattes.cnpq.br/8640178343507222; WANZELER, Rodrigo de Souza; MARIZ, Josilene Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5385165711298542; http://lattes.cnpq.br/4945243844289619; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0003-4879-579XEste trabalho tem como objetivo estudar o papel formativo das narrativas de Clarice Lispector em estudantes do 9o ano do ensino fundamental, tanto do ponto de vista da qualificação leitora, quanto da reflexão sobre temas da experiência humana, sob uma perspectiva existencialista. Nosso repertório teórico acerca da leitura literária inclui Chambers (2023), Bajour (2012), Souza (2016) e Candido (2004), principalmente; o Existencialismo foi abordado sob as concepções de Jean-Paul Sartre (1970) e Simone de Beauvoir (1970). A pesquisa busca explorar a literatura como ferramenta pedagógica para fomentar a reflexão existencial entre os jovens enquanto indivíduos em formação. A análise concentra-se em contos selecionados de Lispector, cujas narrativas abordam questões fundamentais da existência, como a liberdade, a angústia, as escolhas e a relação com o outro, elementos centrais na filosofia existencialista. O estudo foi conduzido por meio de um trabalho de campo com estudantes do 9o ano do ensino fundamental, envolvendo leitura, discussão e atividades reflexivas. A pesquisa concluiu que a abordagem literária, baseada nas perspectivas de leitura literária e nas orientações do Existencialismo, pode ser uma poderosa ferramenta para a formação humana, permitindo que os alunos reflitam sobre suas próprias experiências de vida, escolhas e o sentido da existência. Acrescenta-se que atividades de leitura de literatura, em especial da narrativa de Clarice Lispector, pode ser espaço privilegiado para o desenvolvimento leitor, discursivo e ético no contexto escolar, favorecendo a construção de sujeitos mais conscientes e reflexivos.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) The hour of the star through media lenses: a tribute to Clarice Lispector (1920-2020)(Universidad de Antioquia, 2021-06) ARAÚJO, Gilberto Alves; SOUSA, Eliene Rodrigues; LOPES, Raquel da SilvaDissertação Acesso aberto (Open Access) Transescritas da diferença: movimentos para transcriar a educação com Clarice Lispector e Virginia Woolf(Universidade Federal do Pará, 2022-06-28) VEIGA, Ademilson Filocreão; COSTA, Gilcilene Dias da; http://lattes.cnpq.br/2934771644021042; https://orcid.org/0000-0002-7156-5610Transescritas de Virgínia Woolf e Clarice Lispector impulsionam pensamentos para transcriar a educação, por meio dos devires-escritura suscitados nas obras Mrs. Dalloway (2017) e Orlando (2014), de Woolf, e A paixão segundo GH (2009) e A hora de estrela (1998), de Lispector. A articulação pela qual a arquitetura desse estudo se move consiste em vibrar, a partir das transescritas Lispectorianas e Woolfianas, devires escritura com movimentos do pensar e do criar, e a partir deles, compor e mobilizar tanto a literatura quanto a educação, em pensamentos sem imagem que nos instigam a um transcriar a educação por meio dos signos do aprender que advém de tais deslocamentos. Literatura, filosofia da diferença e educação entrelaçam-se nas linguagens em transe das autoras, potências criadoras que se esbarram e se afastam, a compor provocações múltiplas sobre outros modos de ver, viver e intervir no âmbito educacional. As linhas de fuga Lispectorianas e Woolfianas andarilham com intercessores como Deleuze e Guattari, Corazza, Bachelard, Barthes, Proust, Rolnik, Passos, Butler, Foucault, Gallo, Tadeu, Zordan. Em cada rachadura exposta, uma fresta se abre para o pensamento, deslocando-o até os cantos obscuros, os corpos abjetos, os tempos extemporâneos, o avesso e o indômito da educação, deixam seus rastros como fantasmas, como sombras, como novas tintas a serem transcriadas e borradas, como Orlandes e Macabéas, GHs e Clarissas, como umidades e capins que insistem em nascer nos espaços mais incômodos, entre outros. A violência do encontro com estes devires-escritura desencadeia o pensar desautomatizado, o pensar sem imagem e, então, mobiliza novos signos do aprender. Clarice e Virgínia, ao serem aqui transescritas, emitem devires-escritura múltiplos, e tais devires também provocam transcriações na educação, pois racham-se em signos do aprender, sentidos, pensamentos, criações a se movimentarem pelo educar. Tanto os devires-escritura, da transescrita, e os signos do aprender, da transcriação, estão emulsionados a um pensamento sem imagem que não intenta ser homogêneo. Este pensamento sem imagem é, pelo contrário, um esforço intensivo de agitação, de diferença. As artes transescritas de Woolf e Lispector desaguam para um transcriar a educação com a diferença.
