Navegando por Assunto "Clima urbano"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Análise das características socioambientais na cidade de Belém/PA: um estudo da vegetação e clima urbano(Universidade Estadual Paulista, 2017-01-24) RODRIGUES, José Edilson Cardoso; AMORIM, Margarete Cristiane de Costa Trindade; http://lattes.cnpq.br/6644811083291335Nas últimas décadas, o rápido crescimento das cidades ocasionou modificações substanciais na paisagem urbana, fazendo com que passassem a gerar suas próprias condições ambientais, as quais, nem sempre, são favoráveis à população. Uma das modificações observadas é a geração do clima urbano, pois a cidade altera o clima principalmente na micro e meso escala, por meio das transformações da superfície, ocasionando o aumento de temperatura, variação da precipitação, modificação do fluxo dos ventos e da umidade do ar. Outra grande modificação observada na paisagem urbana é a redução da Cobertura Vegetal, que exerce diversas funções no âmbito social, estético e climático, amenizando a temperatura e umidificando o ambiente urbano. O interesse pelo estudo da interação entre cobertura vegetal e clima urbano da cidade de Belém-PA ocorreu a partir de observação da redução que a vegetação sofreu, o que pode ter impactado significativamente na temperatura intraurbana, com o consequente registro de aumento nas últimas décadas. O principal objetivo da pesquisa foi realizar um estudo relacionando à redução da cobertura vegetal e a mudança nos padrões de temperatura na área que consiste a Primeira Légua Patrimonial da cidade de Belém- PA. A metodologia adotada por nós abarcou uma análise teórica conceitual, tendo como método de análise o hipotético-dedutivo, adotando como referencial teórico o Sistema Clima Urbano, proposto por Monteiro (1976), com ênfase no subsistema termodinâmico. Nos procedimentos realizou-se levantamento cartográfico, uso de imagens termais, mapeamento da Cobertura Vegetal, para levantamento de Índice de Cobertura Vegetal (ICV), Índice de Cobertura Vegetal por habitante (ICV/hab.), mapeamento do uso do solo, levantamento das temperaturas, espacial e temporal, com base nos dados do INMET, de miniestações fixas, transectos e trabalho de campo para registros e observações. Assim, o que se constatou é que a perda da Cobertura Vegetal em Belém é considerada um processo histórico em função do processo de ocupação da cidade. Analisando o ICV por Distrito, o DABEL (9,41%) apresentou o melhor índice, seguido pelo DASAC (5,66%) e DAGUA (3,37%). A análise temporal da temperatura revelou uma tendência de crescimento considerável, ao longo das décadas. A partir das imagens termais, as temperaturas dos alvos sofreram oscilações, principalmente em alguns bairros localizados mais ao norte e ao sul da Légua. Bairros com pouca vegetação apresentaram temperaturas mais elevadas em relação a bairros com arborização considerável. Portanto a perda da cobertura vegetal na área da Primeira Légua, associada às elevadas temperaturas, revelou um quadro ambiental preocupante, sobretudo em bairros que apresentaram ICV baixo e alta densidade de construções, o que refletiu diretamente no aumento da temperatura nesses bairros.Tese Acesso aberto (Open Access) Clima urbano de Belém, Pará: percepção climática, climatologia e modelagem atmosférica.(Universidade Federal do Pará, 2020-01-29) OLIVEIRA, Juarez Ventura de; PIMENTEL, Márcia Aparecida; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777; COHEN, Júlia Clarinda Paiva; http://lattes.cnpq.br/0293299378753887; https://orcid.org/0000-0003-2048-8915O objetivo desta tese é investigar a influência da urbanização de Belém no clima local e como parte de sua população percebe as mudanças climáticas. O clima de Belém e a interação entre urbanização e atmosfera foram investigados a partir de dados de estações meteorológicas e simulação numérica usando três cenários de cobertura do solo (urbanização em 2017, em 1986 e com a área urbana substituída por floresta) da Região Metropolitana de Belém (RMB, considerada Belém, Ananindeua e Marituba) utilizando o modelo numérico Weather Research and Forecast (WRF). A percepção foi analisada com base em questionários aplicados em quatro locais com características sociais e ambientais diferentes. Os locais foram definidos com base no Mapa de Tipologias Sócio – Ambientais desenvolvido utilizando dados do Censo de 2010 e imagem de satélite. Dos quatro locais, dois representam regiões bem vegetadas, verticalizadas, com população de média/alta renda e baixa densidade demográfica (representados pela tipologia Tipo III) e dois representam regiões com vegetação esparsa, pouca verticalização, população de baixa renda e alta densidade demográfica (Tipo I). Os resultados mostraram que, independente da tipologia, os participantes do questionário perceberam mudanças no clima de Belém. Para eles, devido ao crescimento da urbanização local, Belém está mais quente e com maior variabilidade na precipitação. A estação meteorológica de Belém corroborou esta percepção, porém estações em municípios próximos também apresentaram aquecimento nos últimos anos, inviabilizando a atribuição desta alteração a urbanização. No entanto, em oposição ao observado nas outras estações, há um maior acúmulo de precipitação em Belém e através dos resultados do WRF foi observado que as características atuais da RMB podem intensificar o desenvolvimento de sistemas convectivos locais, causando tempestades mais fortes e, consequentemente, maior acúmulo de precipitação devido ao aumento do cisalhamento vertical do vento e a maior energia disponível para convecção. Apesar de perceberem estas mudanças e de sofrerem impactos devido a elas (diferentes para cada tipologia, porém principalmente questões de saúde e financeira), a falta de conhecimento, tempo e/ou dinheiro, a maioria dos participantes não sabe como adaptar a sua vida para este novo cenário climático, ou se adapta de forma ineficiente. Todavia, quando o assunto é Belém, os entrevistados conseguiram sugerir estratégias de adaptação que podem ter impacto significativo no clima local e até minimizar os efeitos da urbanização na atmosfera.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica da urbanização na região metropolitana de Belém e mudanças nos regimes sazonais durante o clima atual e futuro num cenário amazônico.(Universidade Federal do Pará, 2022-04-29) GUTIERREZ, Carlos Benedito Barreiros; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984O intenso e sistemático processo de adensamento populacional urbano e a supressão vegetal, característico das transformações antrópicas, podem desencadear diversas mudanças não só na paisagem geográfica, mas também no clima regional, propiciando consequentemente impactos nas dimensões sociais e ambientais. Este estudo tem como objetivo principal quantificar a dinâmica espaço/temporal das mudanças na cobertura superficial da Região Metropolitana de Belém (RMB), com foco na urbanização, durante as últimas quatro décadas, incluindo análises dos efeitos/impactos nos regimes sazonai do período chuvoso (janeiro a abril) e seco (julho a novembro). Além disso, foi realizado um estudo de Downscaling usando modelo regional RegCM4 para gerar projeções de clima futuro (próximas duas décadas) para a RMB associadas aos impactos das mudanças climáticas globais. Para atingir os objetivos propostos, o estudo fez uso de dados demográficos do IBGE, mapeamento por sensoriamento remoto com aplicação de índices físicos para realçar o uso e cobertura do solo, dados ambientais extraídos da plataforma MapBiomas e diversas bases de dados climáticos provenientes de estação in situ do INMET e estimativas de satélites (CRU, CHIRPS e CMORPH). Diversos métodos estatísticos e análises quantitativas foram empregados nestas bases de dados. Os resultados obtidos no estudo independente de mapeamento multitemporal por sensoriamento remoto, corroborado pelos dados do MapBiomas, revelaram grandes transformações ocorridas na paisagem regional da RMB ao longo das últimas décadas. Dentre as principais evidências encontradas podemos reportar: a expansão urbana condicionou um clima mais quente na cidade de Belém; na RMB, a supressão vegetal levou à expansão das áreas de pastagem/agricultura, cujas mudanças ambientais explicaram a tendência de aumento monotônico da temperatura do ar em ambos os regimes sazonais; Belém e RMB apresentam tendências de intensificação sistemática do regime chuvoso. As projeções geradas pelo RegCM4 (considerando o cenário RCP8.5 considerado mais extremo de aquecimento global) indicam que os padrões regionais de clima futuro em Belém e RMB serão afetados pelas mudanças climáticas globais. As simulações climáticas futuras (próximos 25 anos, 2021 a 2045) em relação aos dados do clima atual (últimos 35 anos, 1986 a 2020) apontam que as condições climáticas urbanas mais quentes devem persistir nas próximas décadas, com um aumento da temperatura do ar de 1,5ºC na RMB e 1,3ºC em Belém para o regime seco e 1ºC na RMB e 0,9ºC em Belém para o regime chuvoso. Há indícios de continuação da tendência positiva do regime chuvoso com aumento da precipitação de cerca de 25% na RMB e 14% em Belém. Por fim, depreende-se que a disponibilidade e facilidade no acesso às imagens de satélites, conjuntos de bases observacionais climáticas e séries temporais de dados meteorológicos, associados às técnicas de geoprocessamento de imagens, avanço na ciência de modelagem e de tecnologias computacionais para efetuar downscaling com o RegCM4, tornam possível o monitoramento contínuo e a investigação integrada do espaço geográfico urbano e padrões sazonais de clima regional, cujos resultados científicos são relevantes para subsidiar o planejamento e tomada de decisão da gestão ambiental municipal e elaboração de políticas púbicas em benefício da sociedade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Hemerobia da paisagem de Belém na Amazônia Oriental e estudo de impacto da urbanização no clima local(Universidade Federal do Pará, 2024-01-30) FURTADO, Leonardo Seabra; SOUZA, Everaldo Barreiros; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984Dentre as atividades humanas que modificam a cobertura superficial das paisagens naturais, o processo de urbanização se destaca como uma das formas mais graves de antropização ambiental. Os impactos da urbanização são sistêmicos nas dimensões físicas e ecológicas, sendo que um efeito direto é a mudança no clima local, particularmente o aumento da temperatura do ar em superfície. No presente estudo aplica-se o conceito de hemerobia (termo originado na ecologia da paisagem que significa “distância da natureza”) como técnica de sensoriamento remoto para mapear o processo de urbanização no município de Belém, a capital do estado do Pará na região da Amazônia oriental. Os resultados do mapeamento das mudanças na cobertura do solo, comparando os anos de 1985 e 2021, revelaram um aumento significativo da urbanização, que se expandiu 17% em detrimento das áreas florestais que reduziram em 11%. A mancha urbana denotada pelas áreas de metahemerobia e polihemerobia (classes com médio e alto grau de cobertura urbana) se expandiu para os bairros e distritos situados no centro e norte do município e ao longo da faixa costeira das ilhas de Outeiro e Mosqueiro. Os resultados do mapeamento ambiental foram integrados com as análises estatísticas dos dados de temperatura do ar (dado pontual da estação meteorológica e dado do CRU em alta resolução espacial), visando investigar os impactos da urbanização nos padrões sazonais da temperatura do ar máxima (TX) e mínima (TN). As análises de tendências mostraram padrões de clima significativamente mais quente, com uma indicação notável de TX e TN sistematicamente mais elevadas nas áreas mais densamente urbanizadas em comparação com as áreas de vegetação preservada, sendo que o aumento de temperatura do ar foi mais expressivo (estatisticamente significante) no período da estação seca (julho a novembro). Um resultado interessante foi encontrado nos mapas espaciais de TX para o regime seco, com um padrão climatológico semelhante ao modelo clássico de ilha de calor com isotermas concêntricas que atingem centro máximo sobre a região continental mais urbanizada de Belém e diminuição térmica nas bordas. O estudo ressalta a importância urgente de políticas governamentais para mitigar os impactos negativos da urbanização na área metropolitana de Belém.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Hemerobia da paisagem de Belém na Amazônia Oriental e estudo de impacto da urbanização no clima local(Universidade Federal do Pará, 2024-01-30) FURTADO, Leonardo Seabra; SOUZA, Everaldo Barreiros; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984Dentre as atividades humanas que modificam a cobertura superficial das paisagens naturais, o processo de urbanização se destaca como uma das formas mais graves de antropização ambiental. Os impactos da urbanização são sistêmicos nas dimensões físicas e ecológicas, sendo que um efeito direto é a mudança no clima local, particularmente o aumento da temperatura do ar em superfície. No presente estudo aplica-se o conceito de hemerobia (termo originado na ecologia da paisagem que significa “distância da natureza”) como técnica de sensoriamento remoto para mapear o processo de urbanização no município de Belém, a capital do estado do Pará na região da Amazônia oriental. Os resultados do mapeamento das mudanças na cobertura do solo, comparando os anos de 1985 e 2021, revelaram um aumento significativo da urbanização, que se expandiu 17% em detrimento das áreas florestais que reduziram em 11%. A mancha urbana denotada pelas áreas de metahemerobia e polihemerobia (classes com médio e alto grau de cobertura urbana) se expandiu para os bairros e distritos situados no centro e norte do município e ao longo da faixa costeira das ilhas de Outeiro e Mosqueiro. Os resultados do mapeamento ambiental foram integrados com as análises estatísticas dos dados de temperatura do ar (dado pontual da estação meteorológica e dado do CRU em alta resolução espacial), visando investigar os impactos da urbanização nos padrões sazonais da temperatura do ar máxima (TX) e mínima (TN). As análises de tendências mostraram padrões de clima significativamente mais quente, com uma indicação notável de TX e TN sistematicamente mais elevadas nas áreas mais densamente urbanizadas em comparação com as áreas de vegetação preservada, sendo que o aumento de temperatura do ar foi mais expressivo (estatisticamente significante) no período da estação seca (julho a novembro). Um resultado interessante foi encontrado nos mapas espaciais de TX para o regime seco, com um padrão climatológico semelhante ao modelo clássico de ilha de calor com isotermas concêntricas que atingem centro máximo sobre a região continental mais urbanizada de Belém e diminuição térmica nas bordas. O estudo ressalta a importância urgente de políticas governamentais para mitigar os impactos negativos da urbanização na área metropolitana de Belém.
