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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise dos efeitos térmicos de superfície na cidade de Belém-Pará-Brasil utilizando imagens de satélite
    (Universidade Federal do Pará, 2011-08-12) CORRÊA, Leda Vilhena; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401
    Utilizando dados observacionais de precipitação e temperatura do ar para o período de 1967 a 2008, do qual se elaborou a climatologia destas variáveis, e analisando as condições atmosféricas influenciadas pelo fenômeno ENOS, pretende-se identificar, caracterizar e analisar os efeitos térmicos espaciais na cidade de Belém-PA, a partir de dados meteorológicos de superfície e de imagens do sensor MODIS, o qual está disposto sobre a plataforma do satélite Aqua. Observou-se que, a média da precipitação anual foi de 2978,6 mm/ano, e que apresenta tendência de aumento ao longo dos anos, comportamento semelhante observou-se para a temperatura do ar. Em geral, os resultados mostram dois núcleos de maiores intensidade de temperaturas da superfície, um na cidade de Belém e outro na cidade vizinha, Ananindeua. Estes variam espacialmente e temporalmente de intensidade. Durante eventos de La Niña, o núcleo da ilha de calor fica localizado em bairros mais próximos a baía do Guajará, enquanto que durante eventos de El Niño estes bairros apresentam temperaturas mais amenas do que os bairros mais afastados dos corpos hídricos. Observou-se ainda que, a amplitude térmica da temperatura superficial entre áreas urbana e rural variam bastante, com a maior variação de 30,8°C e a menor de 16,8°C. Neste sentido, as maiores temperaturas da superfície foram observadas nos bairros com baixo NDVI, conseqüência de uma urbanização mais densa. As superfícies urbanas e as superfícies vegetadas apresentam relações de causa e efeito muito próximas, principalmente, durante o período menos chuvoso, isto pode ser percebido pela correlação que apresenta valor acima de 50%. Este estudo apresenta resultados que auxiliam no melhor entendimento do comportamento e dos efeitos térmicos espaciais e temporais na cidade de Belém, pois o uso de imagens do satélite é de fundamental importância para a identificação e caracterização das condições ambientais climáticas e ilhas de calor urbanas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Aspectos regionais da variabilidade de precipitação no estado do Pará: estudo observacional e modelagem climática em alta resolução
    (Universidade Federal do Pará, 2009) LOPES, Marcio Nirlando Gomes; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685
    O objetivo do presente trabalho foi agregar diferentes redes de estações meteorológicas de superfície para a criação de um novo banco de dados integrado, a partir do qual foi gerada uma climatologia recente (1978-2007) para a precipitação do estado do Pará em alta resolução espacial – 30 km, permitindo melhor identificar a variabilidade climática regional, sobretudo influenciada pelos aspectos da fisiografia e em função de mecanismos climáticos de grande escala dos oceanos Pacífico e Atlântico. Buscou-se, ainda, estabelecer uma configuração otimizada do modelo climático RegCM3 utilizando duas diferentes parametrizações de cumulus: RegCM3/Grell e RegCM3/MIT. Foram realizadas 26 simulações (1982/83 a 2007/08) durante a estação chuvosa na Amazônia oriental (dezembro a maio) para cada esquema de parametrização convectiva, utilizando 30 km de resolução espacial. O modelo mostrou-se capaz de capturar os sinais de anomalia na presença de forçantes climáticas extremas, como o El Niño-Oscilação Sul e o dipolo do Atlântico. O RegCM3/MIT obteve ótimo desempenho na região de Altamira/PA e performance razoável nos setores Nordeste (região de Belém), Leste ( região de Marabá), Sudeste (região de Conceição do Araguaia), e Noroeste (região de Tiriós). O RegCM3/Grell destacou-se nas regiões Nordeste, Leste, Sudeste e Noroeste, com desempenho razoável. O setor Norte (região de Macapá) foi o mais problemático, com pouca ou nenhuma sensibilidade apresentada pelo modelo. Embora o RegCM3 tenha obtido resultados razoáveis na maior parte do domínio, foram detectados erros sistemáticos nas simulações, com viés seco para o RegCM3/Grell e viés úmido para o RegCM3/MIT na porção Sul e viés seco na porção Norte. Estas características denotam a necessidade de ajustes às condições regionais dos esquemas de convecção.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Classificação climatológica da energia potencial disponível para a convecção na cidade de Belém-PA
    (Universidade Federal do Pará, 2014-12) SANTOS, Josiane Sarmento dos; MOTA, Maria Aurora Santos da; ROCHA, Edson José Paulino da
    A classificação climatológica da Energia Potencial Disponível para a Convecção (CAPE) foi estudada para verificar a possibilidade de ocorrer convecção e tipo de organização em Belém-PA, Brasil, associando-a com eventos extremos de precipitação (EEPRP). Para a análise da CAPE, utilizou-se dados de radiossondagens do DTCEA e de precipitação da estação do INMET, no período de 1987 a 2011. Observou-se que a atmosfera local apresenta condições favoráveis ao desenvolvimento de convecção profunda, pois a CAPE com valores maiores que 1000 J/kg foi a mais frequente, representando 61% de todas radiossondagens. O valor de 1000 J/kg, segundo alguns autores, é o limite para convecção profunda. As classificações CAPE 2 e 3 apresentaram tendências significativas de aumento ao longo dos anos, enquanto a CAPE 1 diminuição. Essa situação provavelmente é resultado do aumento da temperatura do ar ocorrido na cidade, impactando o valor da CAPE. Os resultados também mostraram que as correlações entre a CAPE e EEPRP, a CAPE e os Índices Oceânico do Pacífico e Gradiente Inter-Hemisférico do Atlântico foram baixas. Então, a CAPE não é condição suficiente para formação de nuvens e precipitação, pois forçantes dinâmicas de meso e grande escala contribuem decisivamente para modular o clima da cidade.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Climate estimates for Eastern Amazon with OLAM model
    (2014-12) SILVA, Renato Ramos da; VITORINO, Maria Isabel; KUHN, Paulo Afonso Fischer; ANANIAS, Daniela dos Santos
    O modelo OLAM tem como característica a vantagem de representar simultaneamente os fenômenos de escala global e regional através de um esquema de refinamento de grades. Durante o projeto REMAM o modelo foi aplicado para alguns estudos de caso com objetivo de avaliar o desempenho do modelo na estimativa do clima da região leste da Amazônia em períodos de El Niño e La Niña. Estudos de caso foram feitos para os períodos chuvosos dos anos 2010 e 2011que apresentaram condições oceânicas distintas. Inicialmente, os resultados do modelo foram comparados com dados observados da região de estudo. Os resultados mostraram que o modelo consegue representar bem os principais centros convectivos da região e adjacências, da evolução local do ciclo diurno de temperatura, e da dinâmica dos ventos. Posteriormente, a análise dos resultados mostrou que, se tivermos bons dados de condição inicial e boa representação da evolução das condições de temperatura da superfície do mar, o modelo consegue prever com antecedência de dois e três meses se uma estação chuvosa será mais seca ou úmida.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Climatologia da estrutura vertical da atmosfera em novembro para Belém-PA
    (2010-06) ANANIAS, Daniela dos Santos; SOUZA, Everaldo Barreiros de; SOUZA, Paulo Fernando de Souza; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; VITORINO, Maria Isabel; TEIXEIRA, Gleyciano Mendes; FERREIRA, Douglas Batista da Silva
    Usando um conjunto de dados para um período de 26 anos (1982 a 2007), este trabalho apresentou um estudo diagnóstico sobre a estrutura vertical da temperatura do ar, temperatura do ponto de orvalho e umidade relativa sobre a região de Belém-PA, durante o mês de novembro. As análises foram conduzidas para duas composições contrastantes no que se refere ao regime de precipitação: a composição dos anos chuvosos e a composição dos anos secos, as quais foram estabelecidas objetivamente pelo método dos percentis. Os resultados apresentados permitiram concluir que a principal diferença observada nos perfis de temperatura e umidade atmosférica, comparando-se os perfis dos anos chuvosos e secos, ocorre na camada atmosférica entre os médios e altos níveis da troposfera (entre os níveis padrões de 700 hPa e 400 hPa). Nesta camada, a diferença entre as temperaturas do ar e do ponto de orvalho é significativamente maior e o contraste de umidade associado à convecção também apresenta os maiores valores. Em geral, as composições demonstraram que os perfis de temperatura anomalamente mais quente (frio) e os de umidade anomalamente mais úmido (seco) associam-se aos anos com registro de chuva acima (abaixo) do normal na região de Belém.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Condições oceanográficas, ocupação territorial e problemas ambientais na praia do Atalaia (nordeste do Pará, Brasil)
    (Universidade Federal do Pará, 2012-06-28) PINTO, Ketellyn Suellen Teixeira; COSTA, Rauquírio André Albuquerque Marinho da; http://lattes.cnpq.br/4504677939464624; PEREIRA, Luci Cajueiro Carneiro; http://lattes.cnpq.br/9883400404823218
    A conservação e gestão da zona costeira da região amazônica merecem atenção especial, devido à riqueza de seus recursos naturais. O presente estudo visa avaliar os impactos dos eventos naturais e atividades humanas na praia de Atalaia, situada no estado do Pará (Brasil), e o desenvolvimento de diretrizes para a implementação de programas de gestão costeira. Os dados foram coletados entre novembro/2008 e novembro/2010. Quatro conjuntos de variáveis foram avaliados: (i) variáveis físicas (climatologia, hidrodinâmica e morfodinâmica), (ii) variáveis hidrológicas (temperatura da água, salinidade, pH, turbidez, oxigênio dissolvido e nutrientes inorgânicos dissolvidos, clorofila a e níveis de coliformes termotolerantes), (iii) desenvolvimento urbano e (iv) distribuição espacial de serviços e infraestrutura. Os resultados indicam que o clima e as condições hidrodinâmicas foram os principais fatores responsáveis pelas flutuações na qualidade de água, turbidez, oxigênio dissolvido, nutrientes inorgânicos dissolvidos e concentrações de clorofila a. A descarga de esgoto doméstico não tratado foi responsável pela contaminação bacteriológica, embora a rápida turbulência decorrente da alta energia hidrodinâmica do ambiente tenha limitado a contaminação por coliformes termotolerantes. Esta alta energia hidrodinâmica, principalmente durante as marés equinociais de sizígia e a falta de planejamento urbano gera outros problemas, tais como a erosão costeira. A área de estudo é caracterizada por altas taxas pluviométricas (> 1900 mm durante a estação chuvosa), ventos de NE com velocidades médias mensais superiores a 4,36 m/s na estação seca e 3,06 m/s na estação chuvosa, condições de macromaré (alcance da maré > 4,0 m), velocidades moderadas de correntes de maré (superior a 0,5 m/s) e alturas de ondas significantes superior a 1,5 m. Em março e junho (meses chuvosos), a corrente de maré vazante alcançou um máximo de 0,4 m/s. O ciclo de maré foi fracamente assimétrico com a maré vazante durando mais de 6 horas e 40 minutos. A energia das ondas foram fracamente moduladas pela maré baixa devido à atenuação das ondas em bancos de areia. A temperatura da água foi relativamente homogênea (27,4°C a 29,3°C). A salinidade variou de 5,7 (junho) a 37,4 (novembro). A água foi bem oxigenada (superior a 9,17 mg/L), turva (superior a 118 NTU), alcalina (acima de 8,68) e eutrófica (máximo de 2,36 μmol/L para nitrito, 24,34 μmol/L para nitrato, 0,6 μmol/L para fosfato e 329,7 μmol/L para silicato), além de apresentar altas concentrações de clorofila a (acima de 82 mg/m³). As condições naturais observadas no presente estudo indicam a necessidade de uma revisão dos critérios hidrológicos usados para avaliação de praias por agências nacionais e internacionais e sua adaptação para a realidade da costa amazônica. A falta de sistema de saneamento público levou a contaminação bacteriológica e a perda da qualidade da água. Com relação ao estado morfodinâmico, as condições dissipativas foram encontradas durante alta a moderada energia hidrodinâmica (condições equinociais e não-equinociais), porém em novembro as maiores alturas de ondas geraram características de barred dissipative, enquanto nos outros meses características nonbarred foram dominantes. Desta forma, o modelo proposto por Masselink & Short (1993) parece não ser ideal para ser aplicado em praias com características similares a praia de Atalaia, na qual a energia das ondas é modulada pela presença de bancos de areia durante algumas fases da maré.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Dinâmica de transmissão da malária na Amazônia Legal: determinantes ambientais, epidemiológicos e sua distribuição espaço-temporal
    (Universidade Federal do Pará, 2016-04-20) PARENTE, Andressa Tavares; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685
    A malária é uma parasitose de ocorrência mundial, concentrando-se principalmente em localidades de clima tropical e subtropical. No Brasil, na região da Amazônia Legal, apresenta-se como uma endemia, sendo responsável por mais de 99% dos casos que acontece no país. Sua manutenção na região é de caráter multifatorial, entre eles socioeconômicos, demográficos e ambientais, sendo que variáveis como temperatura do ar, precipitação e desmatamento interferem na dinâmica da doença. O objetivo geral do estudo foi compreender a dinâmica de transmissão da malária na Amazônia Legal e os nove Estados que a compõem (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), estabelecendo relações dos indicadores da endemia com a variabilidade climática regional e taxas de desmatamento. O trabalho compõe-se de cinco capítulos. O primeiro capítulo é a introdução, com a conceituação da temática e das variáveis envolvidas no estudo, objetivo e apresentação da estruturação dos capítulos seguintes. O segundo capítulo aborda a análise do Plano de Intensificação das Ações de Controle da Malária na Amazônia Legal, com base em dados secundários de malária na Amazônia Legal, de 1981 a 2015 e 1990 a 2012 (por Estados). Foi elaborado um modelo de análise de intervenção na série temporal com a utilização de variáveis dummy, que definiu as médias de ocorrências do Índice Parasitário Anual (IPA) antes e depois da intervenção. O IPA médio (após intervenção) apresentou uma redução de 48% entre as médias dos dois períodos. Entre os Estados o efeito foi diferenciado, tendo maior impacto na redução da malária em Mato Grosso, Tocantins, Roraima e Maranhão. O terceiro capítulo analisou a dinâmica espacial da incidência de malária na Amazônia Legal, de 2003 a 2012, e sua associação com o desmatamento e precipitação a partir da aplicação de estatística espacial com uso do índice de Moran global e local através do programa GeoDa. O índice global de Moran entre as variáveis confirmou a dependência espacial para IPA, precipitação e desmatamento entre os Estados. Foi identificado os Estados que apresentaram alta prioridade (Acre, Amazonas e Roraima) e baixa prioridade (Maranhão, Tocantins e Pará) para as políticas de intervenção da malária. O quarto capítulo abordou a modulação da precipitação e temperatura sobre a incidência de malária, no contexto atual e em cenários de clima futuro, no enfoque da sazonalidade, com resultados diferenciados para os Estados que compõe a Amazônia Legal. O quinto capítulo baseou-se na proposta de um modelo para malária e as variáveis envolvidas trimestralmente no estudo (precipitação, desmatamento, TSM dos oceanos), e para o modelo final foi necessário a exclusão da variável desmatamento, sendo significativo para o modelo as outras variáveis envolvidas. As políticas de prevenção manifestaram impactos na série, que apresenta uma tendência de decréscimo no número de casos. Os Estados exercem influência entre eles no padrão da ocorrência da endemia, sendo a relação com as variáveis ambientais diferenciadas para cada Estado. Os resultados apontam que o efeito das fronteiras nos casos de malária na porção oeste da Amazônia Legal tem contribuído com os valores da endemia. É necessário outras estratégias de abordagem para definições da gestão do controle da malária na região e alocação de recursos para seu combate.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Os efeitos da subida do nível do mar sobre os manguezais do litoral sul da Bahia durante o Holoceno
    (Universidade Federal do Pará, 2015-03-25) FONTES, Neuza Araújo; COHEN, Marcelo Cancela Lisboa; http://lattes.cnpq.br/8809787145146228
    O trabalho atual integra dados palinológicos, sedimentológicos e geomorfológicos com datações por Carbono-14, assim como valores de δ13C e C/N da matéria orgânica sedimentar para identificar o impacto das mudanças do nível do mar e do clima durante o Holoceno sobre os manguezais do Rio Jucuruçu, próximo a cidade de Prado, no estado da Bahia. Um testemunho de sedimento com 4,5 m de profundidade amostrado de um vale fluvial, 23 km distante da atual linha de costa, apresentou idade de 7450 cal AP na sua base. Os dados revelam duas importantes fases caracterizadas pela 1) presença de um estuário com planícies de maré colonizadas por manguezais, e matéria orgânica sedimentar proveniente principalmente de plâncton de águas salobras durante o Holoceno inicial e médio. 2) Na segunda fase os manguezais desapareceram e as ervas e palmeiras expandiram no local de estudo. Valores de δ13C e C/N apontam um aumento na contribuição de plantas terrestres C3. Tais fases identificadas nesse estudo estão compatíveis com o aumento do nível relativo do mar do Holoceno inicial e médio, assim como com sua subsequente descida no Holoceno tardio. Além disso, influência dos padrões climáticos propostos para o Holoceno podem ser identificados ao longo do testemunho estudado. Provavelmente, mudanças no ambiente deposicional e na vegetação dominante no local de estudo foram causadas pela ação combinada das mudanças no nível relativo do mar e aporte de águas fluviais. Segundo o modelo proposto nesse estudo, durante o Holoceno inicial e médio ocorreu um aumento do nível relativo do mar que causou uma incursão marinha ao longo do vale fluvial estudado. O período seco do Holoceno inicial e médio gerou uma diminuição na descarga fluvial e contribuiu para a transgressão marinha. Entretanto, durante o Holoceno tardio ocorreu uma queda no nível relativo do mar juntamente com um clima mais úmido. Isso favoreceu uma regressão marinha e, consequentemente, os manguezais abandonaram o interior do vale fluvial e se refugiaram nas planícies de maré das lagunas próximas a atual linha de costa. A evolução geomorfológica e da vegetação descrita neste trabalho está compatível com uma subida contínua do nível de mar acima do atual até o Holoceno médio, seguida de uma queda até os dias atuais.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Eventos extremos da zona de convergência intertropical sobre o Atlântico durante o período chuvoso da Amazônia oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2008) FERREIRA, Douglas Batista da Silva; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685
    Este trabalho reporta uma investigação observacional sobre as características climatológicas (período de 1985 a 2007) associadas aos eventos extremos da ZCIT observados sobre o Oceano Atlântico equatorial, procurando estabelecer as influências na variabilidade pluviométrica da Amazônia oriental, durante os meses de fevereiro, março e abril. Tais eventos foram selecionados objetivamente através da análise de Funções Ortogonais Empíricas e os padrões oceano-atmosfera associados aos eventos da ZCIT, bem como seus impactos na precipitação da Amazônia oriental, foram investigados com base em composições mensais. Os resultados evidenciaram algumas diferenças mensais, principalmente no padrão da circulação atmosférica em 200 hPa e na configuração vertical da circulação troposférica meridional associada à célula de Hadley equatorial. Quanto à estrutura dinâmica dos padrões oceano-atmosfera observada nos meses de fevereiro, março e abril, basicamente evidenciou-se que a ZCIT forma-se sobre o Oceano Atlântico equatorial numa região de confluência dos ventos alísios de sudeste e nordeste, coincidente com áreas contendo TSM anomalamente quente, movimento vertical ascendente associado à célula de Hadley, com divergência do vento em altos níveis. Os impactos de tais eventos na variabilidade espacial da precipitação sobre a Amazônia oriental mostrou que os principais estados afetados pela ZCIT são: Amapá, Pará e Maranhão. Adicionalmente, relatam-se alguns impactos sócio-ambientais (enchentes, alagamentos, queda de árvores, proliferação de doenças, entre outros) que ocorreram na Região Metropolitana de Belém, associados a ocorrência dos eventos extremos da ZCIT selecionados neste trabalho.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    A Influência da Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico na Definição da Posição Média da ZCIT ao Norte do Equador. Uma Revisão
    (Universidade Federal do Pará, 2016-12) AIMOLA, Luis Antônio Lacerda; MOURA, Mauricio do Nascimento
    A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é considerada o sistema atmosférico mais importante na geração de precipitação nos trópicos. Embora no clima presente a insolação média anual seja simétrica em torno do equador, a ZCIT se posiciona ao norte do equador apresentando ali também o máximo de precipitação. Neste artigo de revisão descrevemos a visão desenvolvida em trabalhos recentes sobre a influência da Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico sobre a Célula de Hadley na determinação da assimetria de posição da ZCIT. Indicamos a importância de se aprofundar este tópico de pesquisa em face a possíveis futuros deslocamentos da ZCIT com o aquecimento global e as consequentes mudanças no regime de chuvas nos trópicos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Linhas de instabilidade e trocas turbulentas na interface floresta amazônica-atmosfera
    (Universidade Federal do Pará, 2023-05-05) GONCALVES, Marcos Barradas; COHEN, Júlia Clarinda Paiva; http://lattes.cnpq.br/0293299378753887; https://orcid.org/0000-0003-2048-8915; DIAS JÚNIOR, Cleo Quaresma; http://lattes.cnpq.br/9857237626091379; https://orcid.org/0000-0003-4783-4689
    As linhas de instabilidade (LIs) são fenômenos convectivos que frequentemente ocorrem na atmosfera tropical e já foram largamente investigados pela comunidade científica. Neste trabalho recorreu-se a dados experimentais de alta frequência coletados no sítio Amazon Tall Tower Observatory (ATTO) durantes dois anos, um deles considerado “Normal” (2014) e ou outro foi um ano de forte El Niño (2015), e as imagens de satélites da região central da Amazônia. O objetivo foi investigar se há influência em anos de El Niño no número de ocorrência de linhas e consequentemente no impacto que esses fenômenos exercem na precipitação, temperatura, umidade relativa, radiação e fluxos turbulentos calculados pelo método da correlação dos vórtices turbulentos. Para isso, recorreu-se aos ciclos diários médios dessas grandezas para diferentes estações e para os diferentes anos. Os resultados mostraram um aumento da ocorrência das linhas de instabilidade em ano de El Niño. Notou-se que durante a presença das LIs ocorreram: 1) elevadas taxas de precipitação (em média 11,5 mm por evento) sendo maior em anos de El Niño; 2) decaimento da temperatura de 2 e 2,5ºC em 2014 e 2015, respectivamente, 3) aumento da velocidade do vento em 1,5 e 2 m s-2 , para 2014 e 2015; 4) diminuição da radiação de onda curta em mais de 50% em 2014 e mais de 70% em 2015, ocasionada pela cobertura das nuvens que causaram a redução da passagem da radiação; 5) aumento da umidade relativa, sendo maior no ano de El Niño. Em relação aos fluxos turbulentos, observou-se queda de 35 W.m-2 em 2014 e 25 W.m-2 em 2015 no fluxo de calor sensível, e 90 W.m-2 no calor latente nos dois anos no momento da ocorrência das LI’s e o fluxo de momento apresentou valores 3 vezes maior do que o registrado horas antes da ocorrência da LI. Já o fluxo de CO2 deu um salto positivo de 13 e 22 𝜇mol m-2 s -1 em 2014 e 2015, respectivamente, no momento da ocorrência das LI’s devido à diminuição da radiação incidente, o que impactou nas taxas fotossintéticas das plantas. Acredita-se que esses resultados são importantes, visto que os transportes de vapor de água e de CO2 e consequentemente ciclos hidrológicos e de CO2 podem ser alterados pela presença das LIs e pela ocorrência de El Niño. Consequentemente em um cenário de mudanças climáticas, onde espera-se que El Niños e LIs sejam mais frequentes, a qualidade de vida das pessoas pode ser comprometida.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Linhas de instabilidade e trocas turbulentas na interface floresta amazônica-atmosfera
    (Universidade Federal do Pará, 2023-05-05) GONÇALVES, Marcos Barradas; COHEN, Júlia Clarinda Paiva; http://lattes.cnpq.br/0293299378753887; https://orcid.org/0000-0003-2048-8915; DIAS JÚNIOR, Cleo Quaresma; http://lattes.cnpq.br/9857237626091379; https://orcid.org/0000-0003-4783-4689
    As linhas de instabilidade (LIs) são fenômenos convectivos que frequentemente ocorrem na atmosfera tropical e já foram largamente investigados pela comunidade científica. Neste trabalho recorreu-se a dados experimentais de alta frequência coletados no sítio Amazon Tall Tower Observatory (ATTO) durantes dois anos, um deles considerado “Normal” (2014) e ou outro foi um ano de forte El Niño (2015), e as imagens de satélites da região central da Amazônia. O objetivo foi investigar se há influência em anos de El Niño no número de ocorrência de linhas e consequentemente no impacto que esses fenômenos exercem na precipitação, temperatura, umidade relativa, radiação e fluxos turbulentos calculados pelo método da correlação dos vórtices turbulentos. Para isso, recorreu-se aos ciclos diários médios dessas grandezas para diferentes estações e para os diferentes anos. Os resultados mostraram um aumento da ocorrência das linhas de instabilidade em ano de El Niño. Notou-se que durante a presença das LIs ocorreram: 1) elevadas taxas de precipitação (em média 11,5 mm por evento) sendo maior em anos de El Niño; 2) decaimento da temperatura de 2 e 2,5ºC em 2014 e 2015, respectivamente, 3) aumento da velocidade do vento em 1,5 e 2 m s-2, para 2014 e 2015; 4) diminuição da radiação de onda curta em mais de 50% em 2014 e mais de 70% em 2015, ocasionada pela cobertura das nuvens que causaram a redução da passagem da radiação; 5) aumento da umidade relativa, sendo maior no ano de El Niño. Em relação aos fluxos turbulentos, observou-se queda de 35 W.m-2 em 2014 e 25 W.m-2 em 2015 no fluxo de calor sensível, e 90 W.m-2 no calor latente nos dois anos no momento da ocorrência das LI’s e o fluxo de momento apresentou valores 3 vezes maior do que o registrado horas antes da ocorrência da LI. Já o fluxo de CO2 deu um salto positivo de 13 e 22 𝜇mol m-2 s-1 em 2014 e 2015, respectivamente, no momento da ocorrência das LI’s devido à diminuição da radiação incidente, o que impactou nas taxas fotossintéticas das plantas. Acredita-se que esses resultados são importantes, visto que os transportes de vapor de água e de CO2 e consequentemente ciclos hidrológicos e de CO2 podem ser alterados pela presença das LIs e pela ocorrência de El Niño. Consequentemente em um cenário de mudanças climáticas, onde espera-se que El Niños e LIs sejam mais frequentes, a qualidade de vida das pessoas pode ser comprometida.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Pecuária e sustentabilidade: uma análise da produção de gado de corte em propriedades rurais no município de Paragominas, Estado do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2016-09-29) AGUIAR, Andrea Farias do Nascimento; REBELLO, Fabrício Khoury; lattes.cnpq.br/8656930211054464; ADAMI, Marcos; lattes.cnpq.br/7484071887086439
    As diretrizes regulatórias tem em suas políticas a ferramenta de ordenamento e transmutação das realidades produtivas na relação homem-meio ambiente, tornando o mercado do setor agropecuário cada vez mais competitivo e exigente quanto à redução dos impactos sobre o clima, ambiente e sociedade. A multiplicidade de aspectos envolvidos delineam a transição para sistemas de produção mais sustentáveis e ditam o ritmo destas mudanças. Também expõem tradições culturais arraigadas e deficiências técnico-administrativas onde as individualidades se tornam sinônimo de potencialização da matriz econômica em detrimento da social e ambiental. Mesmo diante destes contrastes o significado da palavra sustentabilidade tem sido banalizado e utilizado na adjetivação favorável de produções agropecuárias, cujas realidades práticas em seu contexto amplo, não justificariam o positivismo das estratégias de marketing. O presente estudo teve como objetivo avaliar a sustentabilidade da bovinocultura de corte desenvolvida em estabelecimentos rurais situados em Paragominas, um dos Municípios Verdes do estado do Pará. Neste intuito, foram realizadas visitas em 17 propriedades tidas como referência na região, nas quais levantou-se dados produtivos, econômicos, sociais e ambientais com auxílio de questionários específicos para caracterização dos perfis do produtor e fundiário-ambiental das propriedades. A partir do conjunto de dados foram calculados os respectivos indicadores, além de estabelecida conformidade em relação às novas diretrizes sustentáveis com base nos critérios do Grupo de Trabalho Pecuária Sustentável (GTPS), escolhido por sua especificidade e amplitude diretiva. As emissões em Gases do Efeito Estufa (GEEs) e impactos sobre os recursos hídricos também foram estimados e as percepções dos principais agentes da cadeia de valor da pecuária local registradas. O Barômetro da Sustentabilidade foi o método de avaliação utilizado tanto em nível de sistema de produção quanto no contexto diretivo. As emissões de GEEs e impactos sobre os recursos hídricos foram calculadas com base na metodologia do IPCC e Pereira (2012), respectivamente. Os resultados apontaram que para o contexto específico dos sistemas de produção houve uma concentração de propriedades variando entre os níveis intermediário e potencialmente insustentável. Ampliado o rigor de análise para os critérios do GTPS, houve uma migração descendente para níveis potencialmente insustentáveis e insustentáveis, evidenciando-se a transitoriedade de eventuais status favoráveis. Indicadores de baixa produtividade, lucratividade, eficiência em custos, capacidade de suporte das pastagens, valorização e satisfação profissional apresentaram-se como vulnerabilidades recorrentes em todos os sistemas analisados. Os impactos ambientais demonstram-se proporcionais as escalas de produção, aliado ao paradoxo de que determinadas propriedades estejam cumprindo suas funções sociais. A fraca coesão entre os agentes da cadeia de valor da pecuária local é agravada por deficiências de esfera administrativa que impedem a disseminação e consolidação de exemplos bem sucedidos, assim como abre espaço para práticas focadas em interesses de pequenos grupos. Estratégias amparadas em parcerias público-privadas, assistência técnica de qualidade e investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) são recomendadas para superar as carências específicas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Processos autocíclicos e alocíclicos afetando os registros da paleoflora da foz do rio Jucuruçu, litoral sul da Bahia, durante os últimos 1000 anos
    (Universidade Federal do Pará, 2016-06-07) MORAES, Caio Alves de; COHEN, Marcelo Cancela Lisboa; http://lattes.cnpq.br/8809787145146228
    Durante o Holoceno a história da vegetação no litoral sul da Bahia é caracterizada por fases de estabelecimento, expansão e contração de manguezais. Essa dinâmica da vegetação está relacionada principalmente às mudanças climáticas e às variações no nível relativo do mar. Entretanto, pontualmente e em escalas de tempo menores, por exemplo, durante os últimos 1000 anos, outros processos inerentes à dinâmica sedimentar do ambiente deposicional em questão, chamados processos autocíclicos, estão controlando a assembleia polínica ao longo de perfis estratigráficos formados por sequências de canais ativos seguidos pelo seu abandono. Com base na análise do tamanho das partículas de sedimentos, estruturas sedimentares, grãos de pólen, isótopos (δ13C, δ15N, C/N) e datação 14C de matéria orgânica sedimentar de dois testemunhos (PR-11 e PR-12) amostrados de um meandro abandonado e de uma planície de maré inseridos na foz de um vale fluvial próximo do litoral da cidade de Prado, no estado da Bahia, propõe-se um modelo para a evolução do canal de maré estudado juntamente com a vegetação de seu entorno. O testemunho de sedimento PR-11, com 1,48 metros de profundidade foi amostrado dentro de uma zona de manguezal, com idade máxima de 678 cal anos AP. O PR-12 foi coletado em uma zona de várzea distante aproximadamente 2,7 km da linha de costa atual com 1,92 metros de profundidade e idade máxima de 680 cal anos AP. Os dados revelam duas associações de fácies ao longo desses testemunhos: (A) Canal de maré, representada por depósitos arenosos maciços (fácies Sm), areia com estratificação cruzada (Scs) e acamamento heterolítico flaser (Hf); e (B) Planície de maré, representada pelas fácies acamamento heterolítico wavy (Hw), acamamento heterolítico lenticular (Hl) e um pequeno intervalo (5 cm) com areia maciça (Sm) e lama maciça (Mm). Os dados polínicos dos dois testemunhos sedimentares mostram que na associação de fácies (A), referentes à base dos perfis estratigráficos, há ausência de grãos de pólen de manguezais que pode ser consequência da intensa atividade do canal retrabalhando sedimentos de sua margem e depositando os sedimentos juntamente com os grãos de pólen oriundos de unidades de vegetação não necessariamente das proximidades do local de estudo. Já para o topo da sucessão, na associação de fácies (B), é possível identificar a implantação e expansão dos manguezais na recém formada planície de maré (PR-11) ou lago (PR-12). No caso do PR-12 este momento pode ser marcado pelo abandono do canal que resultou na formação de um lago com intenso acúmulo de lama, onde a interação descarga fluvial/maré diminuiu e propiciou o preenchimento com material sedimentar mais fino e de mais alto potencial de preservação orgânica que forneceu condições para o desenvolvimento dos manguezais e preservação polínica. No caso do PR-11, a migração natural do canal de maré causou o desenvolvimento de uma planície de maré que favoreceu a expansão do manguezal nesse local. Esses ambientes deposicionais, favoráveis à formação dos manguezais, podem ser parciais ou completamente modificados pela dinâmica natural dos canais de maré e canais estuarinos que estão sob influência das variações do aporte fluvial sedimentar na costa e dos processos de deriva litorânea ao longo da costa associados à ação das marés, ondas e correntes. Esses resultados foram comparados com os dados de um testemunho amostrado 23 km a montante do Rio Jucuruçu que também indicou a presença de manguezais sobre planície de maré com matéria orgânica estuarina durante o Holoceno inicial e médio, seguido de vegetação herbácea sobre uma planície fluvial com matéria orgânica oriunda de água doce durante o Holoceno tardio (Fontes, 2015). Nesse caso as flutuações do nível do mar e mudanças climáticas foram as principais forças controladoras da dinâmica dos pântanos na foz desse rio durante o Holoceno, assim caracterizando um processo halocíclico. Entretanto, considerando as sequências estratigráficas dos testemunhos analisados nesse trabalho de mestrado (PR-11 e PR-12), tais sucessões sedimentares associadas às mudanças na vegetação e fonte da matéria orgânica estão relacionadas aos processos naturais de preenchimento das depressões costeiras, marcados principalmente por fácies de canais ativos, canais abandonados e planícies de maré. Portanto, variações de curta escala de tempo na relação entre manguezais e demais vegetações associadas aos litorais não necessariamente estão diretamente ligadas às variações de nível do mar ou mesmo às mudanças climáticas (processos halocíclicos). Por outro lado, processos inerentes à dinâmica sedimentar do ambiente deposicional (processos autocíclicos) devem ter controlado principalmente a assembleia polínica ao longo dos perfis estratigráficos estudados.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Radar-observed spatial and temporal rainfall variability near the Tapajós-Amazon confluence
    (Universidade Federal do Pará, 2014-12) COHEN, Júlia Clarinda Paiva; FIZJARRALD, David Roy; D'OLIVEIRA, Flávio Augusto Farias; SARAIVA, Ivan; BARBOSA, Illelson Rafael da Silva; GANDU, Adilson Wagner; KUHN, Paulo Afonso Fischer
    Na Amazônia as series climatológicas estão baseadas na rede de estações meteorológicas de superfície que estão instaladas preferencialmente nas margens de rios. Portanto, o efeito de brisas fluviais que promovem precipitação no interior do continente não está sendo contabilizado nas medidas realizadas nestas estações. Além disto, estudos anteriores encontraram máximo de precipitação no período noturno sobre rios. Assim, este artigo examina a variabilidade espacial e temporal da precipitação na região de confluência dos rios Tapajós e Amazonas em Santarém, visando descrever a importância da brisa fluvial na distribuição da precipitação durante a tarde e definir a extensão da área onde ocorre maxima precipitação no período noturno. A refletividade medida pelo radar meteorológico banda S, instalado em Santarém para um período de três anos foi utilizada, tendo estes dados sido calibrados através dos dados do sensor de precipitação instalado abordo do satélite TRMM. A intensidade de precipitação foi estimada utilizando a relação ZR para o caso convectivo tropical. No período noturno, a máxima precipitação foi encontrada ao longo do rio Amazonas, consistente com a hipótese de que esta precipitação estaria associada a passagem das linhas de instabilidade neste período, talvez esta precipitação também esteja sendo reforçada pela canalização do rio e pela confluência do vento de retorno da brisa fluvial durante a noite. Para o período diurno, observou-se duas bandas de precipitações localizadas no interior do continente, uma ao longo da margem leste e outra ao sul dos rios Tapajós e Amazonas, respectivamente.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Regimes térmico e hídrico em solos sob ecossistemas naturais e área agrícola no Leste da Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2007-12-14) CARVALHO, Saulo Prado; SOUZA, José Ricardo Santos de; http://lattes.cnpq.br/2797414407717271
    A temperatura e umidade do solo são variáveis cujo conhecimento é fundamental para determinar os balanços de energia e água na biosfera. Os regimes térmico e hídrico dos solos sob cada ecossistema apresentam variações consideráveis, de acordo com sua mineralogia, o clima local e a vegetação. Nesse contexto, as temperaturas e umidades do solo foram medidas sob três ecossistemas existentes na região leste da Amazônia, a saber: floresta nativa (FLONA Caxiuanã, 01° 42' 30" S e 51° 31' 45" W), pastagem nativa (Soure, 00° 43' 25" S e 48° 30' 29" W) e área agrícola (!garapé-Açu, 01° 07' 59" S e 47° 36' 55" W). Os dados de campo na floresta e na pastagem foram coletados entre dezembro de 2001 e fevereiro de 2005; enquanto que na área agrícola, o monitoramento foi limitado de agosto de 2003 a fevereiro de 2005. Estas observações das variáveis físicas do solo foram analisadas levando em consideração as variáveis meteorológicas medidas simultaneamente tais como o fluxo de radiação solar incidente e a precipitação pluviométrica, que interferem diretamente nas variáveis do solo em cada sitio escolhido para estudo. As temperaturas do solo foram monitoradas por meio de sondas térmicas em profundidades de 0,05; 0,20 e 0,50 m. Fluxímetros de calor mediram esta variável em níveis de profundidade em 0,05 e 0,20 m. A umidade volumétrica do solo na camada superior de 0,30 m foi medida por sensor de sonda dupla por Reflectometria no Domínio do Tempo (TDR) em cada sitio. Foram feitas analises considerando as respostas do solo durante o período seco e chuvoso local, nestes três ecossistemas representativos do leste da Amazônia. Estimativas de difusividade térmica aparente do solo foram feitas pelos métodos da amplitude e da fase usando os dados de propagação do pulso diário de calor nesses solos. Os resultados mostraram valores bem diferentes, porém,no primeiro método pareceu mais confiável e adequado para o modelamento numérico. Como esperado, considerando a sua pouca cobertura vegetal, as temperaturas dos solos nos níveis superficiais, apresentaram grandes variações na pastagem e na área agrícola. Inesperadamente, as temperaturas na profundidade de 0,5 m abaixo da floresta mostraram maiores variações de amplitude que as profundidades de 0,20 e 0,05 m. O modelamento numérico das variações temporais da temperatura, em função da profundidade, para cada solo foi feito através do método harmônico Os resultados mostraram que o primeiro harmônico representou mais de 90% da variação total observada do pulso diário da temperatura da pastagem e área agrícola em 0,2 e 0,05 m de profundidade. Performance similar do modelamento foi observada na floresta nos níveis de 0,05 e 0,20 m. A magnitude dos fluxos de calor abaixo da pastagem e área agrícola atingiram valores seis vezes maiores que aqueles observados sob a floresta. Os resultados mostraram que, para a camada do solo superior de 0,30 m, a umidade volumétrica do solo sob a floresta é maior que sob os outros ecossistemas estudados neste trabalho. Este resultado é devido aparentemente; à proteção da floresta contra a evaporação da superfície do solo. Uma análise do comportamento sazonal e diário das temperaturas e umidade solos em resposta à radiação solar e precipitação é apresentada. Estudos de caso da taxa de perda da umidade do solo depois de significativa recarga de água por eventos de precipitação, também foram analisados. Algumas estimativas diárias de diminuição de água e recarga durante a noite e madrugada por subida de água de camadas subjacentes para a camada de 0.30 m foram feitas. Este trabalho analisou a maior serie temporal dos dados de temperatura e umidade dos solos coletados com alta freqüência de amostragem disponível até o momento, para o leste da Amazônia. Foi possível caracterizar as diferenças dos regimes destas variáveis físicas, abaixo de três ecossistemas importantes desta região. Estudos futuros dos minerais e materiais orgânicos nestes solos, bem como dos índices de área foliar e da biomassa das coberturas vegetais desses ecossistemas, melhoraria a compreensão dos regimes descritos neste trabalho.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Variabilidade da precipitação em tempo e espaço associada à Zona de Convergência Intertropical
    (2012-12) MOURA, Mauricio do Nascimento; VITORINO, Maria Isabel
    Este estudo visa apresentar uma análise atmosférica da variabilidade espacial e temporal da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) nas cidades de Belém, Jakarta e Nairóbi, que estão localizadas sobre os continentes da América do Sul, Ásia e África, respectivamente. Para isso, foram utilizados dados diários de precipitação observada e radiação de onda longa para o período de 1999 a 2008, e aplicadas as técnicas matemáticas e estatísticas, como a média aritmética e a transformada em ondeletas Morlet. Em geral, os resultados indicam que do ponto de vista espacial, a precipitação mensal varia consideravelmente, pois as três cidades estudadas localizam-se em diferentes continentes da faixa tropical. Isto ocorre principalmente, durante os meses de Janeiro a Maio, período de maior atuação da ZCIT no hemisfério sul. As variações atmosféricas observadas, a partir dos escalogramas de fase, - de ondeleta indicam que as escalas interdecadal, anual, interanual e intrassazonal são moduladoras da precipitação. Tais escalas podem ser representadas pelos mecanismos oceano-atmosfera dos fenômenos El Niño Oscilação Sul e da oscilação intrassazonal de Madden e Julian. A contribuição destes fenômenos na distribuição da chuva nessas regiões é evidente durante o período estudado, sendo que Nairóbi, apesar de estar localizada em latitude semelhante à de Belém, apresenta pouca evidência do ciclo anual e forte na escala interdecadal. No caso de Belém e de Jakarta as oscilações de múltiescala de precipitação concentram-se nas escalas dos mecanismos moduladores da chuva associados com o ciclo anual e intrassazonal, durante todo o período.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Variabilidade interanual dos eventos extremos e a sua percepção pela comunidade de Santa Maria de Sirituba - PA
    (Universidade Federal do Pará, 2017-12-13) CÂMARA, Renata Kelen Cardoso; PIMENTEL, Marcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020
    A percepção dos eventos extremos pelo homem interfere no processo de adaptação à influência da variabilidade climática extrema. A abordagem da percepção constitui-se em uma importante ferramenta para a compreensão das formas de relacionamento entre os indivíduos ou sociedades com o meio onde habitam. Considerando a interferência das precipitações extremas nas atividades socioeconômicas e ambientais e a relação no processo de adaptações, este estudo teve o objetivo de analisar a percepção das comunidades ribeirinha quanto aos impactos dos eventos extremos sobre suas atividades sociais, econômicas e ambientais. A pesquisa contempla a abordagem de eventos precipitantes extremos na comunidade Santa Maria Rio Sirituba -PA, situado na região leste da Amazônia. O estudo utilizou séries temporais da precipitação mensal, anomalia da temperatura da superfície da região Niño 3.4 e Bacia do atlântico Norte e Sul da da National Oceanic Atmospheric Administration (NOAA) do período de 01/01/1979 a 31/12/2015; e os aspectos subjetivos local por meio de questionários semiestruturados formulado segundo a classificação de Marconi e Lakatos (2003) e a proposta por Whyte (1977). A classificação dos eventos extremos foi categorizada pela técnica dos Quantis e relacionados com os fenômenos El Niño Oscilação Sul (ENSO) tanto em sua fase positiva (El Niño) como na negativa (La Niña) e o Dipolo do Atlântico (DPA); o grau de percepção foi obtido através do método do processo de análise hierárquica. Os resultados do estudo indicaram que as precipitações extremas podem estar associadas aos anos de ocorrência dos eventos ENSO e os padrões do DPA, sendo os eventos do ENSO são caracterizados com à redução e o aumento das chuvas na área de estudo; observou-se que o padrão do DPA pode favorecer ou desfavorecer o acumulado das chuvas, mas suas influências estão relacionadas com a intensidade dos fenômenos ENSO. No uso da técnica Analytic Hierarchy Process (AHP) foram definidos três níveis de hierarquia o nível 1 a Percepção, ou seja, o objetivo da hierarquia, o nível 2 são os critérios decisórios: lazer (C1), trabalho (C2) e saúde (C3) e o nível 3 os fatores determinantes: temperatura do ar (A1), vento (A2), maré (A3) e a chuva (A4). Através da matriz normalizada dos critérios e a prioridades médias locais foi observado que o critério C2 possui o maior grau de importância com peso relativo (PR) de 48,99%, em seguida o critério C3 com PR de 45,07% e por último o critério C1 com menor grau de importância com PR de 5,94%. O vetor Prioridade Global (PG) obtido indicou a alternativa A4 com maior grau perceptível do tempo e clima para os ribeirinhos com PG de 37,94%, em seguida as alternativas A3, A2 e A1, com PG de 31,41%, 22,86% e 7,79%, respectivamente. Por fim, os resultados mostraram que os ribeirinhos possuem uma percepção elevada dos impactos dos eventos precipitantes extremos nas atividades socioeconômicas e ambientais, confirmados na técnica do AHP a ordem de importância obtida na PG. Assim o estudo é relevante no processo de elaboração de estratégias de adaptação aos eventos precipitantes extremos.
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