Navegando por Assunto "Coastline"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise integrada da paisagem e processos de erosão costeira na ilha de Atalaia, Salinópolis, Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-03-27) SOUZA, Ewerton Müller da Silva; ANDRADE, Milena Marília Nogueira de; http://lattes.cnpq.br/1930321094483005; https://orcid.org/0000-0001-5799-7321O estudo visa analisar a paisagem e os processos de susceptibilidade à erosão na ilha de Atalaia, Salinópolis, Pará, como base para políticas de gerenciamento costeiro. O objetivo se desdobra em examinar a posição da linha de costa entre 2002 e 2022, identificar a dinâmica costeira através de geoindicadores, analisar as unidades de paisagem e o grau de susceptibilidade à erosão na ilha. Para alcançar os objetivos, a área de estudo foi dividida em três setores: Espadarte, Atalaia e Sofia. Os materiais e métodos utilizados incluem imagens de satélite para análise multitemporal de vinte anos, com técnicas de análise de mudança de polígonos, taxas areolares e lineares. Para esta avaliação das mudanças costeiras foi utilizado o plugin Digital Shoreline Analysis System (DSAS) no ambiente de Sistema de Informação Geográfica do ArcMap 10.5. O uso de geoindicadores fora deferido por intermédio fichas de campo com a identificação de elementos naturais ou antrópicos que apontassem para a movimentação da linha de costa. Para a análise da paisagem foi utilizada a base teórica da geoecologia da paisagem e uso de geoprocessamento para gerar um mapa de unidades de paisagem. O estudo revelou as áreas de alta susceptibilidade com 47.798m², principalmente, no setor A, nesse setor, destaca-se geoindicadores como a faixa frontal de vegetação modificada pela erosão (44) e presença de muros de arrimo e outras construções no contato com o arco praial ou sobre a superfície de estirâncio (64). As áreas de moderada susceptibilidade estiveram presentes, proeminentemente no Setor B, com área de 66.950m², neste setor, destaca-se os geoindicadores tubulação de água/esgoto ou postes de energia, situada sobre o arco praial em situação de destruição por agentes físicos (54) e presença de muros de arrimo e outras construções no contato com o arco praial ou sobre a superfície de estirâncio (62). As áreas de baixa susceptibilidade à erosão estiveram presentes, em maior evidência, no Setor C, com área de 341.274,1m², neste setor, destaca-se o geoindicador relacionado largura da superfície de pós praia (70). Os resultados da análise de paisagem permitiram a compreensão da estrutura e funcionamento da planície fluviomarinha, áreas urbanas, áreas descampadas, dunas móveis e praia e pós-praia. A investigação oferece uma perspectiva dinâmica sobre os processos de erosão da ilha de Atalaia a partir da metodologia empregada, com isso, os resultados indicam a necessidade de estratégias de gestão costeira mais efetivas, sublinhando a importância de uma abordagem integrada que considere tanto os aspectos físicos quanto socioeconômicos para mitigar os impactos adversos sobre as comunidades locais e o ecossistema.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Evolução multitemporal da linha de costa (1972-2040) do município de Soure, Ilha do Marajó (Amazônia - Brasil)(Universidade Federal do Pará, 2021-11-11) MENEZES, Rafael Alexandre Alves; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217Os agentes exógenos que atuam na Zona Costeira (ZC) atuam como modeladores morfológicos da Linha de Costa (LC) e essa atuação modifica o cenário erosivo e acrescido da LC ao longo do tempo. Para avaliar essas mudanças temporais ocorridas da ZC, o sensoriamento remoto (SR), a partir de sensores remotos orbitais, é uma abertura que possibilita identificar essas variações ocorridas, onde o principal objetivo em todo o mundo é o gerenciamento e proteção dessas zonas costeiras. Desta maneira, a presente composição tem como objetivo apresentar a evolução da linha de LC durante o período de 1972-2020 (48 anos) e estimar a evolução da LC para os anos de 2030 e 2040 na ZC do município de Soure, localizado na parte nordeste (NE) da ilha de Marajó (Pará-Amazônia Oriental), inserida na Zona Costeira Estuarina Paraense (ZCEP), condicionada pelas hidrodinâmicas do canal Sul do Rio Amazonas e do estuário do Rio Pará. Para atingir esse objetivo, faz-se usufruto da aquisição de 6 imagens de uma série temporal do satélite: Landsat 1 (MSS) de 1972 e 1994 (bandas 7,6,5 e 5,4,3, respectivamente), Landsat 5 (TM) de 1985, 2004, 2009 (bandas 5,4,3), com resolução espacial de 30m, e Landsat 8 (OLI) de 2020 (bandas 6,5,4,8), com resolução espacial de 15 m após a fusão da banda 8 (pancromática), sendo obtidas no sítio da USGS (United States Geological Survey), todas já georreferenciadas e de técnicas de geoprocessamento para: a) delimitação da LC: onde foi criada a partir de métodos semi-automáticos combinados com métodos manuais, utilizando a técnica do índice de diferença normalizada da água (NDWI); b) DSAS versão 5.0 (v5.0), sendo utilizados para compor a análise da LC através dessa ferramenta o: NSM, EPR e LRR, a versão v5 traz o Filtro de Kalman, na qual foi utilizado para calcular a estimativa futura na LC para os anos de 2030 e 2040. Como resultado, identificou-se que nos setores I e II (canal sul do rio Amazonas), predomina a acresção, no setor III (cabo Maguari) é onde obteve os maiores índices de acresção, e no setor IV predomina o processo acrescional com tendência erosiva, o setor V predomina a erosão. Esses dados são vinculados ao número total de 654 transectos compreenderam uma distância média de 214,4 m, onde a média de recuo é indicada com a taxa negativa de -179,5 m e uma taxa positiva de 451,9 m. Para os anos de 2030 e 2040, a tendência é que este processo continua, onde a maior retração costeira, cerca de 271.46 m, vai ser no Nordeste (NE) (setor II), e um avanço da LC de 625.26 m no setor III.
