Navegando por Assunto "Cognitive impairment functioning"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Correlatos Eletrofisiológicos e Comportamentais de Distúrbios Neurocognitivos Associados ao HIV: Alterações na Frequência Gama e em Tarefas Cognitivas(Universidade Federal do Pará, 2019-02-27) NAUBER, Gabriela Arantes; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530; GALVÃO, Olavo de Faria; ROCHA, Fernando Allan de Farias; RODRIGUES, Anderson Raiol; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/4030747999301402; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050Os prejuízos cognitivos causados pela infecção do HIV já são bem documentados na literatura. O presente estudo investigou a existência de alterações eletrofisiológicas e cognitivas em indivíduos adultos vivendo com HIV (PVHIV) em terapia antirretroviral, dando um maior foco à alteração da frequência gama (30-45Hz). A amostra foi composta de 16 participantes no grupo experimental (adultos vivendo com o vírus HIV) e 10 participantes no grupo controle (adultos saudáveis). Todos os participantes realizaram o registro do eletroencefalograma de olhos abertos, em repouso, e foram submetidos à avalição neuropsicológica composta por testes de memória/aprendizagem, atenção, linguagem, velocidade de processamento de informação, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva, controle inibitório e visuoconstrução. A amplitude média da frequência gama (30-45 Hz) em PVHIVesteve aumentada, em relação ao grupo controle, em todos os polos cerebrais (frontal, temporal, parietal e occipital), mais especificamente nas regiões frontal direita, linha média central e posterior esquerda. Também a frequência média de delta (polo temporal), teta (polo frontal e parietal), alfa (frontal, temporal e occipital) e beta (frontal, temporal e parietal) apresentaram aumento significativo. Nos testes neuropsicológicos, apenas a função cognitiva de velocidade de processamento de informação e o Exame Cognitivo de Addenbrook (versão revisada – ACE-R), como instrumento de rastreio breve para a identificação de prejuízos cognitivos associados ao HIV diferenciaram participantes com HIV dos controles saudáveis. Diferente do grupo controle, PVHIV não apresentaram correlação da frequência gama com o desempenho nos testes de atenção (TMTA), linguagem (Fluência Verbal – categoria animais) e memória operacional (Dígitos – WAISIII). Comprovamos a importância da utilização do EEG para detecção precoce de danos cognitivos associados ao HIV e que alterações na frequência gama pode ser um biomarcador de alterações cognitivas causadas pela infecção do vírus.
