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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Perfil Cognitivo de Crianças Institucionalizadas: Um Estudo Longitudinal
    (Universidade Federal do Pará, 2019-06-03) IMMER, Fabíola Helena Oliveira Brandão da Silva; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; CASADO, Carla de Cássia Carvalho; CARVALHO, Ana Emília Vita; PONTES, Fernando Augusto Ramos; MIRANDA, Monica Carolina de; http://lattes.cnpq.br/7836418506338392; http://lattes.cnpq.br/1981562999898097; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678; http://lattes.cnpq.br/9118075016908696; https://orcid.org/0000-0002-8849-7319; https://orcid.org/0000-0002-2115-7897
    Esta tese investigou o perfil cognitivo de crianças institucionalizadas a partir da análise das características pessoais e dos contextos envolvidos nesse processo, de forma longitudinal, no período compreendido entre dezembro de 2017 a dezembro de 2018. Para responder este objetivo, realizou-se a aplicação de testes psicológicos em 15 crianças institucionalizadas, além de consultas aos seus prontuários institucionais, aplicações de inventários de pesquisa, realização de contatos com profissionais dos serviços de acolhimento e com os guardiães das crianças, bem como registros em diário de campo. Esses procedimentos foram feitos em três momentos de coleta, com um intervalo de seis meses entre cada um deles. Durante este período, onze crianças foram direcionadas para grupos familiares, enquanto quatro delas permaneceram nos serviços de acolhimento institucional. Para a realização das análises dos dados obtidos, efetivou-se a divisão da amostra em dois grupos, tendo como critério o local em que as crianças estavam por ocasião da terceira coleta. Os principais resultados mostraram que as crianças institucionalizadas durante todo o estudo apresentaram escores intelectivos rebaixados e agravamento dos déficits nas funções cognitivas associadas a inteligência. Já as crianças em famílias, apresentaram perfis cognitivos variados, que foram resultantes da interação dos atributos individuais de cada participante com as características do contexto desenvolvimental familiar. Dentre as conclusões alcançadas, apurou-se que as variações no perfil cognitivo das crianças foram relacionadas às suas características pessoais e contextuais, sendo verificadas trajetórias de desenvolvimento que apontaram em diferentes direções. Logo, pode-se afirmar que não apenas a persistência de déficits/prejuízos cognitivos está relacionada às características pessoais e contextuais das crianças, mas também a sua superação. Recomenda-se para a atenuação desses danos que a convivência familiar inclua adultos disponíveis para realização de atividades conjuntas, fornecimento de cuidados personalizados e forte apego emocional. Quanto aos serviços de acolhimento institucional, indica-se a realização de atividades com os acolhidos que possam efetivar o incremento das suas funções cognitivas. Sobre as limitações do estudo, ressalta-se o reduzido número de participantes, que impediu a efetivação de análises estatísticas dos achados quantitativos advindos da aplicação dos testes e a ausência de levantamento de dados com pessoas de referência das participantes antes da institucionalização. Enquanto sugestões para estudos futuros, recomenda-se a efetivação de outras pesquisas longitudinais de avaliação cognitiva com crianças institucionalizadas, com vistas a se estruturar um arcabouço de conhecimentos desta área no contexto brasileiro. Também é indicado aprofundar o entendimento do perfil cognitivo de crianças institucionalizadas que apresentem intercorrências psicopatológicas, para se analisar as repercussões destas patologias e do uso de medicações psicotrópicas na cognição infantil.
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