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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Atividade antimicrobiana, antioxidante e imunomoduladora de Agaricus brasiliensis e Ilex paraguariensis in vitro e em modelo de sepse murino
    (Universidade Federal do Pará, 2016-09-15) NAVEGANTES, Kely Campos; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390
    A sepse é uma disfunção orgânica causada por uma resposta imune desregulada a uma infecção. Na abordagem terapêutica inicial da sepse são utilizados antimicrobianos de amplo espectro, que não é suficiente para o controle da infecção, sendo necessário associações com outras terapias. Dessa forma, o Ilex paraguariensis por ser um potente antimicrobiano, antioxidante, e Agaricus brasiliensis possui propriedades imunomoduladora poderiam ser uma nova fonte de terapia. Assim, o presente estudo visou avaliar o efeito antimicrobiano, antioxidante e imunomodulador in vitro e in vivo dos extratos. Para tanto, neste estudo, foi avaliada a ação antimicrobiana in vitro dos extratos aquosos de A.brasiliensis e I. paraguariensis frente à Staphylococcus aureus e Escherichia coli pelo método da microdiluição e espectrofotmétrico para determinação de concentração inibitória Mínima e técnica de cultivo em placa de petri para a concentração bactericida mínima. Foi também avaliada a citotoxicidade em macrófagos, produção de óxido nítrico (NO), proliferação, fagocitose, capacidade antioxidante equivalente ao Trolox (TEAC) e determinação da atividade antioxidante total pela captura do radical livre e produção de espécies reativas de oxigênio (ERO). In vivo, os camundongos swiss com sepse induzida foram pré-tratados com os extratos aquosos de A.brasiliensis e I. paraguariensis e após 12 e 24 horas suas amostras coletadas,e avaliado a sobrevida, migração leucocitária, hemograma, carga bacteriana, produção de NO, níveis de malonaldeído, TEAC em ex vivo avaliou-se capacidade fagocítica e liberação de EROs. O A.brasiliensis não apresentou atividade antimicrobiana in vitro, manteve as células viáveis, reduziu a capacidade fagocítica, aumentou NO, mas na presença de LPS reduziu o NO, apresentou efeito proliferativo, mas na presença do mitógeno teve efeito antiproliferativo e possui uma forte atividade antioxidante e capacidade de sequestro de radicais in vitro. O I.paraguariensis apresentou atividade antimicrobiana assim como efeito citotóxico, induziu à capacidade fagocítica dos leucócitos, aumentou NO, mas na presença de LPS reduziu, teve efeito proliferativo e atividade antioxidante com capacidade de sequestro de radicais in vitro. Em modelo de sepse in vivo, ambos aumentaram da sobrevida dos animais. O A.brasiliensis reduziu o influxo de leucócitos enquanto que o I. paraguariensis aumentou. Somente A.brasiliensis teve o hemograma semelhante ao sham, ambos extratos reduziram a carga bacteriana e diminuíram os níveis de NO, MDA e aumentaram os níveis de antioxidante nos tecidos, além disso, ambos diminuíram a produção de ERO. Apesar de ambos extratos apresentarem excelente resultados in vitro, o extrato aquoso de A.brasiliensis mostrou ser mais promissor que o extrato de I.paraguariensis como uma terapia adjuvante na sepse, devido sua elevada atividade antimicrobiana, antioxidante e anti-inflamatória in vivo.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação do efeito da fração lipídica extraída de Agaricus brasiliensis antioxidante e imunomoduladora in vitro e em modelo de sepse letal em murino
    (Universidade Federal do Pará, 2021-01) LIMA, Kely Campos Navegantes; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/0000-0002-3328-5650
    A sepse é definida como uma disfunção orgânica potencialmente fatal causada por uma resposta imune desregulada do hospedeiro à uma infecção. Durante a sepse ocorre a desregulação da resposta do hospedeiro com a liberação excessiva de mediadores pró- inflamatórios, geração de espécies reativas com depleção das defesas antioxidantes e dano celular. Com isso o paciente desenvolve disfunção orgânica. Nesse contexto, nosso grupo propõem que a Fração lipídica de A.brasiliensis (FLAb) como uma possível terapia da sepse considerando sua atividade imunomoduladora e antioxidante sistêmica do em modelo de sepse murino. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade da FLAb isolada in vitro e avaliar o efeito do tratamento com FLAb isolada ou associada ao antibiótico ertapenem (F-ERTA) nos parâmetros da coagulação, antioxidante e imunomodulador no modelo de sepse letal em murino. Para isso, a FLAb foi fornecido gentilmente pela Dr. Herta Dalla-Santa da UNICENTRO. No presente estudo foi avaliado a capacidade antioxidante de diferentes concentrações de FLAb (1,25 e 5 μg/mL) e em linhagem de macrófagos RAW 264.7- Luc foi avaliado a citotoxicidade, capacidade fagocítica, óxido nítrico, atividade da NF-κB e citocinas TNF-α e IL-6. Em modelo de sepse CLP em Mus musculus de linhagem swiss foi avaliado a sobrevida por 7 dias dos grupos CLP+Sal (0,9%), CLP+FLAb (0,2mg/Kg), CLP+F- erta (0,2mg/Kg; 30mg/Kg). Para avaliação dos parâmetros na coagulação, antioxidante e imunomodulador, os camundongos foram tratados por 6 ou 24h após CLP. In vitro, a FLAb mostro atividade antioxidante e anti-inflamatória em ambas concentrações. In vivo, o animais CLP+Sal vieram a óbito dentro dentro de no máximo 48 horas enquanto os grupos tratados com FLAb e F-Erta sobreviveram os 7 dias. Durante esse período foi avaliado parâmetros clínicos destes animais, os animais sépticos tratados com salina apresentaram piloereção, com nível de consciência pouco ativo e na maior parte do tempo apresentaram-se parados na gaiola, alguns destes apresentaram secreção ocular. Além disso, os animais tratados com salina apresentaram perda de peso significativa, redução no consumo de água e ração resultando no óbito. Os grupos FLAb e F-ERTA apresentaram-se ativos, com a aparência normal, com respiração e batimentos cardíacos normais além de consumirem água e ração dentro do normal. No sítio inflamatório, cavidade peritoneal o tratamento com a FLAb apresentou efeito anti-inflamatório, diminuiu as espécies reativas de oxigênio (ERO) e aumentou a atividade antioxidante GSH e protegeu do dano celular, mantendo o recrutamento de neutrófilos e os níveis de óxido nítrico (NO), reduzindo a carga bacteriana. Nos parâmetros da coagulação (plaquetograma, tp e ttpa), o tratamento com a FLAb e F-Erta eliminou a carga bacteriana protegeu os animais do dano tecidual. No fígado, 6 horas após CLP o tratamento com a FLAb e F-ERTA foi observado nos parâmetros bioquímicos efeito protetor, além disso, apresentou atividade imunomoduladora, antimicrobiana e antioxidante evitando o dano hepático. Nos parâmetros avaliados no coração, o tratamento com a FLAb e F-ERTA após CLP protegeu os animais do dano cardíaco através da atividade imunomoduladora, antimicrobiana e antioxidante. Nesse sentido, a FLAb isolada mostrou ser promissora como tratamento e/ou coadjuvante na sepse além de evitar a disfunção orgânica dos animais sépticos.
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