Navegando por Assunto "Colonialismo"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Em todo tempo mulher foi tapete”: a escrevivência de um corpo rebarbado sobre as relações assimétricas de gênero na Assembleia de Deus em Boa Esperança - PA(Universidade Federal do Pará, 2023-12-19) COSTA, Thaís de Oliveira; BUENO, Michele Escoura; http://lattes.cnpq.br/3126701924384242Este texto sintetiza parte dos resultados da pesquisa que desenvolvo desde 2018 e centra-se nas discussões referentes à liderança de mulheres na igreja evangélica Assembleia de Deus. A instituição, fundada em 1911, em Belém do Pará, com o passar dos anos difundiu-se para outros estados fora da Amazônia Paraense e atualmente está presente em todos os estados brasileiros. Partindo de um viés colonialista, a igreja construiu sua hierarquia na sacralização da desigualdade de gênero, reservando às mulheres, principalmente negras, papéis subservientes e não permitindo que estas ascendessem na hierarquia eclesiástica. Esse fator endossa a postura androcêntrica da igreja que, em seus 110 anos de fundação, nunca consagrou mulheres aos cargos de liderança eclesiástica, mesmo tendo uma mulher como pioneira na fundação na igreja e um público de maioria feminina negra. Buscando desenvolver uma escrevivência, como propõe dona Conceição Evaristo, delimitei como “campo de pesquisa etnográfica” a comunidade cristã da qual sou “membra desviada”, cuja sede fica em Boa Esperança, na zona rural do município de Santarém, no Oeste do Pará. Mais especificamente, o trabalho se desenvolveu por meio do diálogo entre a pesquisadora rebarbada e as integrantes do Círculo de Oração. Em suma, esse texto é sobre como operam as estruturas de opressão que atuam sobre os corpos das mulheres e de suas subjetividades dentro da igreja.Dissertação Acesso aberto (Open Access) História na Beirada: memórias de quilombolas do Caldeirão(Universidade Federal do Pará, 2024-11-13) CASTRO, Laiane Katrine da Silva; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; https://orcid.org/0000-0002-7509-3884A memória é um elemento central nos estudos sobre grupos sociais, conectando o cotidiano ao passado histórico dessas comunidades. Esta dissertação adota uma abordagem decolonial e contra-hegemônica, priorizando as vozes dos membros mais velhos da Comunidade Quilombola do Caldeirão, em Salvaterra, Pará, enquanto articula essas narrativas com a análise das transformações históricas e contemporâneas do território. Discute-se o processo colonial na Ilha do Marajó, marcado pela imposição do latifúndio, pela apropriação fundiária das missões religiosas e pela presença africana e suas resistências. Esse contexto de colonização é essencial para compreender as dinâmicas identitárias do Caldeirão, que preserva práticas culturais insurgentes em oposição às marcas coloniais ainda presentes. A partir das memórias e da oralidade, busca-se compreender as trajetórias e expressões das identidades locais, valorizando experiências vividas como formas legítimas de conhecimento. Como comunidade quilombola em luta pela titulação de suas terras, a memória exerce papel essencial na (re)construção identitária, renovando-se sem romper com suas raízes. A metodologia — observação participante, história oral e entrevistas — possibilitou a imersão no cotidiano e a escuta de vozes deixadas de lado pela história oficial, revelando saberes locais e múltiplas temporalidades que estruturam a vida comunitária. Assim, a memória é valorizada como prática viva de transformação e resistência, compondo um panorama que integra as narrativas ancestrais, o impacto do colonialismo no Marajó e os desafios contemporâneos enfrentados pela comunidade quilombola do Caldeirão.
