Navegando por Assunto "Companhia de Jesus"
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Tese Acesso aberto (Open Access) As drogas do sertão e a Amazônia colonial (1677-1777)(Universidade Federal do Pará, 2021-09-20) POMPEU, André José Santos; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952; https://orcid.org/0000-0003-1150-5912O presente trabalho é centrado na atividade econômica das drogas do sertão, consideradas como a principal atividade econômica da Amazônia durante o período colonial. Durante o século XX, se convencionou em boa parte da historiografia que essa atividade econômica estava sob um monopólio missionário, principalmente, dos integrantes da Companhia de Jesus. E que, após a expulsão dos jesuítas, essa predominância recaiu sob os povoamentos de índios criados durante o reinado de D. José I, quase como herdeiros diretos do monopólio jesuítico. A presente tese propõe uma revisão dessa perspectiva, buscando demonstrar a participação ativa de outros sujeitos nessa atividade econômica, sobretudo, os particulares. A partir da análise das fontes, é possível destacar a participação desses sujeitos na atividade das drogas do sertão, sendo que, em diversos momentos é possível visualizar a predominância desses particulares em detrimento tanto de missionários, quanto das canoas das povoações de índios. O presente trabalho está focado nas relações, exercidas na atividade das drogas do sertão, dentro da própria colônia, em um espaço, comumente, conhecido como Amazônia portuguesa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Missionação e negócios jesuíticos: acumulação de bens na capitania do Grão-Pará. (1653-1759)(Universidade Federal do Pará, 2017-09-27) RIBEIRO, Luana Melo; SOUZA JUNIOR, José Alves de; http://lattes.cnpq.br/0493030136179246A atuação da Companhia de Jesus na catequese das populações nativas das áreas coloniais sempre provocou polêmicas com as outras ordens religiosas, com as autoridades coloniais e com os moradores, gerando conflitos que atingiram, em muitos momentos, altos níveis de radicalização. Ciosos de sua missão evangelizadora, os jesuítas logo perceberam que não podiam depender dos recursos do Padroado e nem das esmolas de seus benfeitores para o êxito da sua política salvacionista. Nesse sentido, envolveram-se nos negócios coloniais, desenvolvendo as mais diversas atividades econômicas, como criação de gado, coleta e produção das drogas do sertão, agiotagem, aluguel de terrenos e imóveis etc, constituindo, dessa maneira, um expressivo patrimônio material. No Pará colonial não foi diferente. A Companhia de Jesus tornou-se uma séria concorrente econômica dos moradores, sendo isto agravado pelo privilégio por ela recebido da Coroa portuguesa de isenção do pagamento dos dízimos. Além disso, a legislação indigenista portuguesa concedeu, em alguns momentos, à Companhia de Jesus a exclusividade da distribuição da mão de obra indígena entre os moradores e as autoridades coloniais, o que gerou uma acirrada disputa pelo controle da referida mão de obra. Nesta dissertação se pretende analisar a prática da missionação desenvolvida pela Ordem e a sua relação com os negócios jesuíticos, partindo do pressuposto de que eles constituíam uma unidade contraditória, o que custou aos jesuítas inúmeros conflitos com os outros segmentos da sociedade colonial paraense, alimentou e aguçou o sentimento antijesuítico, culminando com a expulsão da Ordem, primeiro do Pará e depois de Portugal e de todos os seus domínios.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A quimera das línguas: o problema da tradução linguística em um manuscrito em manao do setecentos(Universidade Federal do Pará, 2025-02-25) SERRÃO, Eloan Gabriel Ribeiro; BARROS, Maria Candida Drumond Mendes; http://lattes.cnpq.br/1026942131180068; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-0786-2143; GUZMÁN, Décio Marco Antônio de Alencar; http://lattes.cnpq.br/0656841754619406; https://orcid.org/0000-0003-3219-4404A presente dissertação busca examinar o manuscrito de autoria anônima escrito por um missionário da Companhia de Jesus e um intérprete Manao bilíngue. Esse texto é o Caderno da Doutrina pella Lingoa dos Manaos. Ele é um documento de natureza religiosa formatado em perguntas e respostas e escrito em três línguas (manao, tupi e português). O momento de sua produção ocorreu durante a vigência do Diretório dos Índios em meados do século XVIII. O Diretório consiste em um documento elencando as normas sobre como proceder, dentre outros assuntos, sobre a educação e a liberdade dos índios. Por sua natureza legal, o Diretório pombalino coibiu quaisquer manifestações de uso das línguas indígenas em favor da língua portuguesa. A partir desses elementos, se buscou compreender as circunstâncias que levaram o Diretório a ser promulgado. Além disso, a etnia Manao, era um dos mais poderosos grupos indígenas que dominaram a região do Médio Rio Negro. Eles pertenciam ao tronco linguístico Arawak, ao qual, foi realizada a caracterização dessa família linguística. O poder e a população dos Manaos foram suprimidos gradualmente a partir das primeiras décadas do século XVIII em meio ao conflito com a administração portuguesa. O Caderno manao, foi o objeto principal da pesquisa e foi realizada a análise linguística dos turnos de perguntas e respostas, para verificar como ocorre o diálogo entre os dois autores do Caderno manao. Assim, se buscou verificar de que forma ocorre a interseção entre as três línguas; como os conceitos cristãos essenciais se manifestam no manuscrito e houve a comparação com as relações lexicais dos viajantes naturalistas: Carl von Martius e Johann Natterer em suas expedições durante o século XIX, para averiguar se os conceitos cosmológicos principais do Diálogo manao encontravam correspondência nessas listas.
