Navegando por Assunto "Comunidade Benevides"
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Tese Acesso aberto (Open Access) A pajelança quilombola em Benevides - Aurora do Pará: etnoidentidade e território(Universidade Federal do Pará, 2026-10-09) BORGES, Adão souza; MORAES JÚNIOR, Manoel Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/2429279552706202; https://orcid.org/0000-0001-6986-7671; MORAES JÚNIOR, Manoel Ribeiro de; LEMOS, Flávia Cristina Silveira; BELLOC, Márcio Mariath; SILVA JÚNIOR, Sebastião Rodrigues da; OLIVEIRA, Daniela Ribeiro de; RIBEIRO, Tânia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/2429279552706202; http://lattes.cnpq.br/8132595498104759; http://lattes.cnpq.br/1570092596184654; http://lattes.cnpq.br/3931008488643780; http://lattes.cnpq.br/3340719766336945; http://lattes.cnpq.br/1193175057010343; https://orcid.org/0000-0001-6986-7671; https://orcid.org/0000-0003-4951-4435; https://orcid.org/0000-0003-0928-7557; https://orcid.org/0000-0001-7308-6990; https://orcid.org/0000-0003-2792-322X; https://orcid.org/0000-0003-1683-3659A presente tese aborda a expressão religiosa denominada Pajelança Quilombola, praticada na comunidade Benevides, localizada em Aurora do Pará. Os protagonistas dessa manifestação são povos quilombolas, descendentes de ancestrais que atuaram nos antigos engenhos de açúcar do século XIX, conhecidos como Engenho do Aproaga e Engenho do Calixto. Com o objetivo de legitimar o território herdado, os quilombolas, em parceria com instituições de pesquisa, órgãos de reconhecimento étnico e agrário, além de movimentos sociais, realizaram a cartografia de seu território e instrumentalizaram suas cosmologias como forma de defesa territorial e dos usos tradicionais dos recursos naturais. Esses recursos encontram-se atualmente ameaçados pela expansão do agronegócio, por fazendas e pela atuação de mineradoras de caulim. A Pajelança Quilombola é compreendida nesta pesquisa como uma expressão religiosa de resistência, voltada à preservação das memórias ancestrais e à afirmação da etnoidentidade da comunidade. Essa prática realiza uma bricolagem e hibridização de elementos das religiosidades católica, da umbanda, da pajelança tradicional e do acompanhamento de espíritos ancestrais, que atuam na proteção dos recursos naturais do território quilombola. O protagonismo religioso dessa expressão é exercido pelo Pajé e pelas benzedeiras da comunidade, que mobilizam saberes botânicos e sagrados para a cura de enfermidades, reafirmando o papel central de saberes ancestrais e dinâmicos no dia a dia, na vida e na resistência quilombola.
