Navegando por Assunto "Conjecture"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uma análise do método de conjecturas e refutações Popperiano e de sua Aplicação ao ensino da Filosofia na educação básica(Universidade Federal do Pará, 2023) SIQUEIRA, Ailton dos Santos; DIAS, Elizabeth de Assis; http://lattes.cnpq.br/9610357600630781; https://orcid.org/0000-0003-0951-6313O objetivo deste trabalho é examinar se o método de conjecturas e refutações, que Popper propõe para a ciência pode ser aplicado ao ensino da Filosofia na educação básica, mais especificamente nos níveis fundamental e médio. Trata-se de uma problemática relacionada à educação e em particular à forma de se ensinar Filosofia. Entretanto, tal questão não está desvinculada de sua teoria da ciência. Nossa pretensão é mostrar que tal método, com algumas adaptações, pode ser um procedimento eficaz para suscitar a reflexão filosófica, na medida em que possibilita não apenas a problematização, mas também a discussão crítica das soluções propostas pelos filósofos. Em nossa análise, procuramos evidenciar que Popper critica e recusa a indução como método da ciência e propõe como alternativa, o de conjecturas e refutações. Elucidamos a natureza de tal procedimento e suas etapas. Posteriormente, procuramos destacar algumas reflexões do filósofo sobre a pedagogia de modo a respaldar nossas reflexões sobre a temática. Apresentamos, também, algumas propostas de aplicação das ideias de Popper à educação, como as de Bedoya e Duque (2019), que acreditam que o emprego do método de conjecturas e refutações na educação possibilita a formação de alunos que tenham consciência de que a ciência não é infalível e evidenciam como tal procedimento, pode melhorar o aprendizado em geral. Outra proposta, objeto de nossa análise, foi a de Oliveira (2008), que procura mostrar como a epistemologia popperiana pode fomentar uma abordagem falibilista no ensino das ciências. Examinamos, ainda, as sugestões de Segre (2009) para que se utilize o racionalismo crítico popperiano na didática acadêmica, como alternativa ao ensino dogmático e autoritário praticado no ensino universitário. E por fim, mostramos como o método proposto por Popper, pode ser aplicado ao ensino da Filosofia na educação básica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Senso comum e Ciência em popper(Universidade Federal do Pará, 2020-11-25) SILVA, Adam Augusto Silva e; DIAS, Elizabeth de Assis; http://lattes.cnpq.br/9610357600630781; https://orcid.org/0000-0003-0951-6313O objetivo da presente pesquisa é investigar as relações entre senso comum e ciência no pensamento de Popper. O problema de nossa pesquisa se apresenta quando Popper nega o ideal de episteme ao definir a ciência pelo seu caráter negativo, a falseabilidade. Ou seja, sua ideia de que a ciência é conhecimento falível e passível de erro se choca com as defendidas pela tradição epistemológica que a concebe como um saber fundamentado, certo e demonstrado. Assim, ao negar características positivas, tradicionalmente reconhecidas como próprias da ciência, a posição de Popper nos suscita a seguinte questão: Qual o status que ele reserva a ciência, se não a identifica com a episteme? Em outras palavras, ao negar o ideal de episteme, Popper estaria reduzindo a ciência a doxa ou ao senso comum? A presente pesquisa será norteada pela hipótese de que Popper está longe de reduzir a ciência a doxa ou ao senso comum, pois ele muito embora veja certas proximidades entre elas, reconhece que a ciência vai além do senso comum. Assim, de modo a evidenciarmos a posição de Popper face a problemática delineada pretendemos, primeiramente analisar, como as relações entre senso comum e ciência tem sido tratada por filósofos desde a antiguidade, como Platão e Aristóteles e, também, mais contemporaneamente, por Bachelard. Posteriormente, pretendemos mostrar que, contrariamente, a esses filósofos que veem a doxa e a episteme, ou senso comum e a ciência como formas de conhecimentos distintas, Popper estabelece relações muito próximas entre ambos, mas não reduz a ciência ao nível do senso comum, na medida que a concebe como senso comum esclarecido.
