Navegando por Assunto "Construtivismo (Educação)"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A prática docente na Escola Bosque: o desafio educativo de uma proposta construtivista(Universidade Federal do Pará, 2004-11-23) SOUZA, Eliana Silva de; GONÇALVES, Terezinha Valim Oliver; http://lattes.cnpq.br/0496932429575513Neste estudo investigo as experiências profissionais de seis professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental, entre os quais me incluo, da Fundação Centro de Referência em Educação Ambiental Escola Bosque, Belém/Pará, cujo projeto educacional abarca a perspectiva ambiental construtivista interdisciplinar que pressupõe a efetiva participação do aluno no processo construtivo do conhecimento inter-relacionando conteúdos escolares e viabilizando a pesquisa. Buscando traçar um perfil das ações pedagógicas vivenciadas num contexto de implicações sócio-históricas, políticas e culturais que revelam os subsídios estruturais envolvidos no projeto educacional investigado, apresento as narrativas docentes e informo minha própria prática pedagógica. Para tanto, utilizo os pressupostos teóricos da pesquisa narrativa que considera os relatos das experiências individuais significativas dos participantes, e contextualizo a prática docente estabelecendo um diálogo com a literatura pertinente e com o material documental da própria escola. A partir dos dados obtidos, pude constatar que algumas práticas metodológicas vislumbradas no espaço físico da Escola Bosque, se configuram de forma construtivista e interdisciplinar e se estabelece por meio da pesquisa, se colocando como ação diferenciada a ser considerada para melhoria da qualidade do ensino.Tese Acesso aberto (Open Access) O papel do conflito sociocognitivo na elaboração de noções de conservação por interações de pares constantes e múltiplos(Universidade Estadual de Campinas, 1999-05-14) SILVA, Francisco Hermes Santos da; MORO, Maria Lúcia Faria; http://lattes.cnpq.br/1688663157956317O objetivo do trabalho foi o de comparar o efeito de duas técnicas de interação social por conflito sociocognitivo provocado na construção de noções de conservação, interessantes à elaboração de conceitos métricos. A hipótese diz que sujeitos submetidos a interações múltiplas-1M (pares diferentes a cada intervenção) apresentam níveis de elaboração das noções superiores aos dos sujeitos submetidos a interações constantes-IC (mesmo par nas intervenções). O experimento tem quatro momentos diferentes (pré-teste, intervenções, pós-teste imediato e pós-teste retardado). Participaram 109 crianças com 5;5 a 7;3 anos na conservação de quantidade contínua e 60, com 6;0 a 7;0 anos, na conservação de comprimentos iguais (alunos de pré-escolas públicas de Campinas (SP». Os dados analisados não confirmam a hipótese testada: tanto os sujeitos que participaram da 1M como os que participaram da IC são capazes de apresentar mudanças cognitivas quando submetidos ao conflito sociocognitivo, permitindo a interpretação de que este foi o responsável pelas mudanças observadas na construção das noções. Há diferenças de resultados em favor de um ou outro tipo de interação, conforme as noções, mas que são interpretadas como resultantes da metodologia aplicada em cada noção. Sugere-se a aplicação didática das técnicas segundo a necessidade de o professor atender a determinadas características individuais dos alunos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A produção de sentidos sobre incluir - excluir(Universidade Federal do Pará, 2007) LUNA, Carla Solange Azevedo de; MÉLLO, Ricardo Pimentel; http://lattes.cnpq.br/9026097374517495A inclusão escolar é uma modalidade de ensino definida pelo discurso educacional como uma nova postura na escola regular no que se refere às ações que favoreçam a interação social e práticas heterogêneas que atendam às necessidades educacionais especiais de pessoas com “deficiência”. Este estudo situa esse movimento como uma construção social, negociada nas relações entre pessoas e que dão condições de possibilidade ao seu aparecimento, compreendendo as circunstâncias de sua constituição. Objetiva, por meio das práticas discursivas, compreender a noção de inclusão que professoras da educação básica de duas escolas públicas fazem circular em seus discursos engendrados em suas práticas pedagógicas do professor. Considera também as ressonâncias do encontro do discurso dessas professoras, suas contradições e rupturas com o discurso dos documentos públicos oficiais. Adota uma postura crítica e questionadora sobre as institucionalizações que se naturalizam no cotidiano, buscando nas práticas discursivas e produção de sentidos a possibilidade de compreender as maneiras pelas quais as pessoas instituem certas noções, versões que explicam o mundo e se posicionam em relações sociais produzindo acontecimentos no cotidiano. A investigação foi realizada em duas escolas públicas que atuam com o ensino fundamental e, em cada uma delas, foi realizada uma Roda de Conversa com quatro professoras que tinham em suas classes “pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais”. Todo o conteúdo discursivo foi analisado usando como estratégia Mapas Dialógicos, que permitem visualizar a interanimação dialógica, o fluxo da conversação, a singularidade da produção de sentidos sobre a inclusão/exclusão nas escolas analisadas, evidenciando os efeitos do processo de implantação da educação inclusiva. Nos discursos das professoras, diferentemente do discurso oficial explicitado em documentos que define a inclusão escolar como uma modalidade educacional que busca avanços acadêmicos e a apropriação de conhecimentos, foi percebido que incluir significa, essencialmente, acolher a criança “portadora de necessidades educacionais especiais” socializando-a com as crianças ditas “normais”, estabelecem, assim, um outro objetivo para essas crianças na escola substituindo a meta de escolarizar. Esse sentido parece ser apontado como a única alternativa diante da dificuldade de assegurar competências acadêmicas, se inscrevendo como um discurso de reparação, que busca expiar uma dívida histórica pelos danos causados pela exclusão social. E ainda nesse posicionamento, o lugar da escola é questionado, pois se não desenvolve competências e habilidades necessárias para o desenvolvimento tanto maturacional como acadêmico das crianças “especiais”, não cumpre sua função social de educar, não realiza a inclusão. Dizem que na vida essas crianças aprendem e desenvolvem-se. Entende-se que a escola não é a vida, ou é a vida enclausurada. Concluem com isso que a escola mais exclui do que inclui. Dessa forma, a pesquisa apontou que a prática da educação inclusiva pode ser compreendida como negociações em redes de saberes e poderes que põem a funcionar as políticas públicas e propostas pedagógicas, como mecanismos de controle social.
