Navegando por Assunto "Consumo de oxigênio"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Respostas cardiorrespiratórias e hemodinâmicas de adultos com síndrome de Down durante o teste de caminhada de seis minutos em esteira(Universidade Federal do Pará, 2025-01-23) SILVA, Maria Carla de Oliveira, Nivea Thayanne Melo; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571; CAVAGLIERI, Cláudia Regina; COSWIG, Victor Silveira; http://lattes.cnpq.br/9330989884789830; http://lattes.cnpq.br/0097939661129545; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0001-5461-7119INTRODUÇÃO: A aptidão cardiorrespiratória de pessoas com síndrome de Down (SD) frequentemente encontra-se reduzida e essa condição pode estar associada a alterações cognitivas, musculoesqueléticas, neuromusculares, endócrinas, metabólicas, respiratórias e cardíacas. A conhecimento acerca das respostas fisiológicas em testes submáximos de pessoas com SD ainda é limitado, por isso analisar as respostas cardiorrespiratórias e hemodinâmicas durante o teste de caminhada de seis minutos em esteira permite explorar as demandas fisiológicas típicas e determinar os padrões de resposta cardiorrespiratória específicos dessa população. Portanto o objetivo do presente estudo é analisar as respostas cardiorrespiratórias e hemodinâmicas durante o teste de caminhada de seis minutos em esteira com velocidade fixa individualizada de adultos com SD. METODOLOGIA: Estudo do tipo transversal descritivo e quantitativo, incluindo pessoas com (GSD) e sem SD (GC) de ambos os gêneros com faixa etária entre 18 a 40 anos e, adicionalmente com estratificação de risco cardiovascular baixa em caso de voluntários do GSD. Os participantes foram submetidos a uma avaliação antropométrica, teste e reteste de caminhada de seis minutos (TC6min) em quadra, TC6min em esteira com velocidade fixa e individualizada com análises de gases exalados e, posteriormente o teste de esforço cardiopulmonar (TECP). Para o alcance de todos os objetivos, o estudo foi dividido em etapas e incluiu familiarização e adaptação dos participantes nos distintos equipamentos e recursos apresentados. Para análise estatística, utilizou-se o teste de Shapiro Wilk para avaliar a normalidade dos dados, o teste t independente ou U Mann Withney para comparação entre as variáveis cardiorrespiratórias e hemodinâmicas dos grupos, correlação de Pearson para avaliar a relação entre variáveis de consumo máximo de oxigênio (VO2) mensurados por métodos diferentes, gráfico de Bland-Altman para análise de concordância de VO2 entre encontrado entre os métodos e regressão linear simples para investigar a associação do valor de VO2 entre TC6min em esteira e TECP. RESULTADOS: O GSD apresentou IMC mais elevado (GSD: 27,89 ± 4,94 kg/m2 vs. GC: 25,22 ± 4,03 kg/m2, p=0,084, d=0,05) e desempenho inferior no TC6min em quadra (GSD: 413 ± 69,5m vs GC: 633 ± 47,2m; p < 0,01; d=0,37) resultando em um VO₂ mais baixo no TC6min em esteira (GSD: 13,57 ± 4,04 mL/kg/min vs. GC: 19,47 ± 2,86 mL/kg/min, p < 0,01; d=1,68), TECP (GSD: 24,68 ± 8,09 mL/kg/min vs. 37,41 ± 6,27 mL/kg/min; p < 0,01; d=1,75) e sob valores preditos (GSD: 14,35 ± 2,71 mL/kg/min vs. 16,69 ± 1,47 mL/kg/min; p < 0,003; d=1,07). Por meio do gráfico de Bland-Altman pode ser observada boa concordância entre o método de medida entre o VO2 predito e VO2 medido com análise de gases. A correlação de Pearson revelou uma correlação positiva moderada entre os valores de VO2 preditos e medidos pelo TC6min em esteira (r=0,60; p=0,007). A regressão linear simples indicou que aproximadamente apenas 16% do valor de VO₂pico pelo TECP pode ser explicada pela variação encontrada no TC6min em esteira (r²=0,16). CONCLUSÃO: O GSD possuiu diferença nas respostas cardiorrespiratórias e hemodinâmicas comparativamente ao GC no pico de exercício. O VO2 do TC6min em esteira possui concordância e foi correlacionado de forma moderada com VO2 predito, o modelo de regressão não demonstrou significância estatística (F = 3.0; p= 0,10).
